Slytherin Blood

8 Chapter Seven - Engole essa Dumbledore!


Notas iniciais
N/CS: Cap. dedicado, não apenas, mas especialmente, à Caty Pattinson, pela MARAVILHOSA recomendação, obrigada Dark, é Dark, porque Dear é muito sem graça, kkkk N/EH: Catyyy! Muito obrigada sua linda! Obrigada também a todas as Hogwartianas (?) que comentam! Hoje estou muito feliz sem motivo, mas estou, talvez seja o reflexo da recomendação... shuashash Enfim, daqui a pouco posto o próximo! Boa Leitura ^^

Subi a escada e a porta estava aberta.

—En- Entrei e sentei-me -Tre. -Completou me encarando. -Srta. Priden.

—Dumbledore. -Ele me encarou novamente, com aqueles óculos ridículos de meia lua.

—Soube que foi capaz de abrir a porta selada do dormitório que foi de Halley Priden, sua -Olhou-me mais atento -tia.

—É, abri. Não foi difícil. Creio que minha tia estava apenas esperando que alguém digno e de linhagem antiga o quisesse ocupar.

—Ela nunca demonstrou desprezo por bruxos sem linhagem antiga.

—As aparências enganam. Talvez ela estivesse sendo seletiva apenas.

—Talvez. -Concordou e sorriu — Gostaria de falar sobre sua atuação no salão.

—Atuação? Não atuei nada. Apenas respondi a pergunta de uma amiga.

—Ah, sim. Emma Hilly não é?

—É. Ela perguntou-me sobre minha história e contei. Simples.

—Porque seus tios não informaram a nós que você é transformaga?

—Porque não interessa. Não é relevante para minha matrícula escolar.

—Interessa sim.

—Ah é? E porquê?

—Porque todos devem ser cadastrados.

Animagos devem ser cadastrados. O Ministério não se preocupou em cadastrar transformagos, uma vez que no Reino Unido quase não existem. Os que existem, mantêm o dom em segredo.

— Porque então não manteve o seu?

—Posso apenas copiar figuras humanas, e as vezes não dá certo. Somos iniciados dos Mistérios da Transformação com 13 anos, idade em que não tive mais contato com meus parentes, e não adiantaria, o último transformago já morreu. Portanto, tenho de explorar por mim mesma, e isso é trabalhoso. -Falei como se sentisse grande pesar.

—Não queremos que se exiba aos colegas.

—Como ousa? Não me exibi a ninguém! Não tenho culpa se todos são fofoqueiros e pararam para assistir! Sinto-me ultrajada pela insolência!

—Insolência? Srta. Priden, você é a aluna aqui.

—Aluna ou não sou mais nobre que você. Aluna ou não, enfrentaria um duelo com você sem medo nenhum. -Eu estava explodindo de raiva e respirei fundo tentando me acalmar. Sabia que meus olhos mudariam para o tom vermelho e ele não precisava saber disso.

—Srta. Priden. Dessa vez a perdoarei pela insolência, está nervosa. Ser nova em um lugar e viver novas experiências sempre é estressante. Pelo que percebi, seus parentes a educavam em um pedestal.

—A única herdeira. De toda uma linhagem. Sentiu o peso? Só me julgue se souber do que estou falando. — Resolvi partir para o sentimentalismo e voltei a me sentar, afundando na cadeira.

—Dessa vez passa. Devo corrigir minha fala então. Não fique mostrando seu dom para os colegas.

—Não vou mostrar. Não sou idiota de ficar me exibindo por ai “Ah, oi gente, querem me ver assumir nova forma?” Não sou artista de circo para divertir as pessoas.

—Encerremos esse assunto por aqui. -Por trás de seu sorriso, eu podia ver a irritação, a maquinação e a... pena? — Viveu com seu pai entre os trouxas. O que tem a dizer sobre isso?

—Nunca mais quero repetir a experiência. Era desastrada, feia, tinha de fazer tudo com mais esforço, dependia do hospital toda vez que me machucava já que não tinha magia... Não podia falar sobre nada de nosso mundo, devia seguir regras idiotas, num lugar idiota, não tinha nenhuma aventura. Me sentia deslocada. Além disso, fui usada e jogada fora por sanguessugas nojentos. Não, não foi uma boa experiência. Não, não quero repetir.

Me encarou por alguns momentos e então sorriu. Que merda, o velho só sorri?

—Tudo bem, por hoje é só.

—Então, se me der licença... — levantei pegando a mochila.

—Srta Priden?

—Sim?

—Já conhece Hermione Granger?

—Já. Nos conhecemos na Floreios e Borrões.

—E os amigos dela?

—Só o Weasley.

—É um bom garoto não é? -Olhei-o e arqueei a sobrancelha.

—Talvez, não tivemos tempo de conversar antes dele começar a engrandecer a Grifinória e insultar a Sonserina.

—Ora, não ligue para isso. Ronald sempre fala demais e ama muito sua casa, tem orgulho dela, por isso a engrandece. Aposto que você engrandece a sua não?

—Sou realista. Até. -Virei-me e saí, sem esperar que ele autorizasse.

No corredor alguns alunos já circulavam e andei em direção a sala de Estudo dos Trouxas onde meus colegas esperavam.

—Hey. -Cumprimentei-os e eles desencostaram da parede.

—Acabamos de sair. E aí, como foi?

—O velho insinuou que devo ser amiga deles e que não devo me exibir para os colegas. E ainda tentou me fazer contradizer minha história! Ah, e mais, queria minha opinião sobre os trouxas além de me interrogar sobre a porra da Porta!

—Babaca.

—O que você disse sobre os trouxas? -Pansy perguntou e repeti tudo.

—Nossa. E depois?

—Saí.

—Sem autorização? — A olhei como se fosse óbvio. Para mim era. Dei de ombros.

—O que mais? -Emma perguntou curiosa

—Quando me acusou de exibicionista fiquei ultrajada e disse que não admitia aquela insolência. Ele ficou se doendo e disse que a aluna era eu então eu falei que aluna ou não sou mais nobre que ele e o enfrentaria num duelo sem medo. Ele me fez falar sobre minha história novamente e sobre meu talento de transformaga.

—Ooow, esquentada você né?

—É, vamos logo. -Andamos a passos rápidos até a aula de Sev.

Os outros entraram na frente enquanto eu falava tudo com mais detalhes para Draco.

Quando entramos Snape estava em sua mesa.

—Srta Priden, Sr Malfoy. Tratem de não se atrasar novamente. Sentem-se.

—Sim professor. — Falei e pisquei levemente fazendo-o conter um sorriso.

Pra mim era tão fácil arrancar sorrisos desses durões!

O pessoal da Corvinal estava na mesma aula e Ellie sorriu quando sentei-me.

— As Artes da Trevas são complexas, intensas e poderosas. São realmente uma Arte. Os feitiços não são de brincadeira. Mas, aqui vocês aprendem a se defender dela. — Revirei os olhos e bufei. -Quais são as Maldições imperdoáveis? Alguém pode me dizer?

Ergui a mão.

—Sim Srta. Priden?

—Maldição Imperius, Maldição Cruciatus e a Maldição da Morte: Avada Kedrava.

—Muito bom. 5 pontos para a Sonserina. Agora, me digam o que é a Imperius?

Ellie ergueu a mão.

—Srta. Hilly?

—É uma maldição onde o bruxo que a lançou fica com o poder de controlar as ações da vítima.

—Muito bem. E a Cruciatus?

—A maldição Cruciatus causa dor em vários níveis distintos, de acordo com a vontade do bruxo que a está usando, podendo levar a loucura.

—5 pontos para a Corvinal. Avada?

—Obviamente, causa morte instantânea da vítima. -Emma respondeu.

—Mais 2 pontos para a Sonserina. Porque a maldição Cruciatus pode levar a loucura?

—Devido a dor infligida, se for em nível alto e por grandes durações, a mente da vítima terá duas opções, resistir a dor ou sucumbir a ela se despedaçando e ficando irrecuperável. -Dylan respondeu de pronto e nossa casa ganhou mais pontos.

A aula seguiu-se com Snape ensinando coisas incrivelmente fáceis como “protego”, e outros tipos de feitiços defensivos específicos que se espera que retenham feitiços das trevas.

A aula terminou e Josh, Ellie, Bill e Lucy juntaram-se ao nosso grupo, e fomos juntos ao salão. Joguei a bolsa no chão e sentei-me.

Conversamos um pouco, mas logo Ellie e e os outros de sua mesa foram se sentar.

Estava começando a me servir quando Jasper sentou-se a minha frente e serviu-se.

—Devo perguntar que tipo de poção os permite comer? Porque, tipo, deve ser emocionante poder mandar algo pra dentro e sentir o sabor.

—Na verdade ainda não é o sabor em sua integridade, há nuances que diferenciam, afinal ainda temos o paladar modificado para sangue.

—Aumentaram a temperatura da pele através da poção também?

—Sim. Ela nos confere uma aparência mais humana, e ainda alguma nuance mágica, assim se precisarmos fazer algum feitiço, ele sairá. Mas são feitiços específicos também.

—Ah claro, brincadeira de criança. Esqueci.

—Você está muito diferente.

—Ah, sério? Nem tinha percebido! — Abaffiato.

—Desculpe-me. Eu não queria atacá-la.

—É sua natureza. É idiotice lutar contra ela. Bem, eu lhe agradeço. -Mastiguei um bolinho de arroz. — Afinal, sem o maldito papel, seu momentâneo descontrole e a arrogância, burrice, infidelidade, e abandono de seu irmão cabeçudo pude descobrir minha verdadeira identidade e reencontrar-me com minha família!

—Então realmente... A história que os humanos sabem é diferente da real?

—Segredinho nosso ok? Tem um furo nessa história, mas vocês não vai saber, afinal ainda é soldadinho do velho. -Ele arregalou os olhos.

—Ora, não se preocupe, lancei um abaffiato ao nosso redor, seus companheiros sanguessugas não podem nos ouvir.

—Eu não queria estar aqui. Senti-me mal com meu descontrole, queria desculpar-me. Edward não permitiu. E... Bem, Carlisle foi chamado pelo Dumbledore e nos arrastou pra cá. Alice implorou, não queria ficar longe da família. Disse que se fosse para separarmo-nos deles, devíamos ter separado em Forks, e ficado com você. Não sei ao certo se essa tal Guerra é contra um cara que quer controlar os bruxos ou se é por rincha antiga. Não me importa e eu realmente gostaria de saber a história toda para tomar partido. Mas, para os Cullen, tudo é “manter a família unida”.

—Ah, entendi.

—Você não é quem os outros pensam que é.- Não foi uma pergunta.

—Não. A verdade é privilégio de alguns. -Encerrei -Finite incantatem.

Bebi um gole de meu suco e pisquei para Jasper virando e entrando na conversa com meus amigos.

—O que estava falando com o loiro emo? -Draco perguntou falando em meu ouvido causando arrepios em minha pele. Ele riu com isso.

—Ah, nada de mais, sondando território. -Falei tão baixo que nem Jasper poderia ouvir. Sorri maliciosa vendo a mesma reação em sua pele.

—Isso foi um empate?

—Talvez. -Falei voltando atenção para o petit gateau que surgiu em meu prato assim que desejei.

—Esse petit gateau parece bom.

—Ah é? — Falei enquanto ele encarava meu doce.

—É. -Comi mais um pouco e deslizei o prato em sua direção. — Vou para a sala comunal. Nos vemos daqui a pouco. -Peguei minha bolsa e levantei-me.

—Onde vai Bellsy? — Emma perguntou com a testa franzida.

—Guardar os livros que já usei.

—Ah tá.

Vários olhares me seguiam. A loira da grifinória que foi secada pelo Lucca veio em minha direção.

—Oi. -Disse

—Oi. -Respondi. O barulho diminuiu. Porra, eles vão fazer isso sempre?

—Sou Luize Grengrass, estava...

—Na aula mais idiota do dia.

Ela riu.

—É, enfim, tá rolando um boato...

—Que eu abri a Porta que nenhuma outra Sonserina ou Sonserino abriu?

—É.

—É verdade sim.

—Ah. Imaginei. -Ela se aproximou de mim e falou baixinho — Você não gostou da professora.

—Não. Muito menos da aula.

—Eu também não. Sei lá, esses Cullen são estranhos.

—São.

—Não acho que você seja ruim, quero dizer, a maioria dos da minha casa dizem que todos os Sonserinos são estúpidos arrogantes e ambiciosos. E, bem ouso a dizer que já tem gente com medo de você, porque, sei lá, você emite uma aura de... acho que... poder.

—Você é perceptiva. Pensa diferente dos outros né?

—É.

—Aceito.

—Calma, você está usando Legilimens ou sou um livro aberto?

—Nenhum dos dois, mas sei identificar as expressões e ler o que os olhos dizem, antes dos lábios.

—Certo. Amigas?

—É, pode ser. -Ela estendeu a mão e a apertei. Sorri e continuei em direção a meu dormitório enquanto o som aumentava, conforme voltavam a suas conversas, provavelmente desapontados pela falta de ação.

No quarto, guardei os livros que não usaria e no meu malão procurei por um livro sobre poções avançadas e seus autores.

—Mānavīkarisu do Kannada. Śītala Mānavīkarisu — Foi fácil. (Humanizar Frios)

Aine Kuruba Telugo foi um mago Kannadiano que estudou inglês, latim e outras línguas. Viajou pela Ásia e Europa ensinando o que sabia aos que considerava de maior sensibilidade as Artes apuradas da Magia. Ficou conhecido por suas poções elaboradas, capazes de mudar a aparência e até condições físicas de uma espécie e outra. Era audacioso e fez muitas misturas. Envolveu-se em uma disputa, e para infiltrar Frios nas barreiras inimigas, fez com que se passassem por humanos e estes, na calada da noite atacaram o inimigo e abriram os portões. A fórmula acabou perdendo-se com o tempo, mas felizmente foi resgatada. Poucos conhecem essa língua, por isso mesmo os que já se depararam com a fórmula não a decodificaram. Há várias mudanças que podem ser feitas nas fórmulas de acordo com a criatura que se pretende modificar. Os poderes desta mantêm-se, e sua forma física volta ao original assim que param de ingerir as pequenas porções indicadas. O uso prolongado pode trazer danos irreversíveis, e quantidades mal administradas podem causar a morte, sendo a criatura imortal ou não.

—Ah, Dumbledore foi experto. -Sorri e marquei a página fechando o livro e saindo do quarto, rumo a aula de poções.

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—Oh, mas isso é muito bom Sr. Potter! Sua poção está realmente bem feita! -Slughorn elogiava -Muito bom mesmo. 5 pontos para a Grifinória.

—Não é justo Harry. -Ouvi o Weasley dizer e Harry sorriu cochichando algo enquanto punha a mão no livro.

Slughorn verificou mais alguma poções.

—Sr. Malfoy... Hum... precisa de um pouco mais de raminhos de valérias! Agora deixe-me ver...Srta. Priden, certo? Hum... onde está seu livro?

—É este. -Apontei para o livro rabiscado a minha frente.

—E essas anotações?

—Minhas alterações no preparo.

—Não se deve fazer alterações porque... -Ia dizendo enquanto examinava a poção. Pegou um pouco e deu para o gatinho que antes era um estojo. O bichano apagou na hora, caindo em um sono profundo e cadenciado. — ficou realmente excelente! Parabéns Srta. Priden! Muito bom! 10 pontos para a Sonserina! Um talento latente! Latente! -Sorri, tadinho do Potter, caiu do palanque amor? Cutuquei Draco e apontei para o Potter que me olhava sério e incrédulo ao mesmo tempo. Draco riu.

—Ele deve ter trapaceado, nunca foi bom em poções.

—Se ele está trapaceando, vamos descobrir. -Reparei Edward me encarando e como a boa garota que sou o encarei de volta, mordaz até que ele foi obrigado a desviar o olhar.

Ela corria. Seu vestido estava rasgado e sujo, os passos e gritos a perseguiam. Não podia parar, não tinha tempo. A criança chorou.

—Hey, vamos. -Drake chamou-me e despertei de meus devaneios. Minhas coisas estavam arrumadas e eu nem me lembrava de tê-las guardado. -O que houve? Você está meio aérea.

—Foi só... Só um devaneio. Bem, você sabe...Uma Visão.

—Você não devia estar controlando?

—Desde aquele dia... na escada, eu tive um flash, agora eu...

—Tudo bem. Vamos. -Joguei a bolsa por sobre os ombros.

—Glórias a Merlin! Acabou! — Susan exclamou

—Sério Su? No primeiro dia já está reclamando?

—Dyl, cale a boca, sim?

Notas finais
N/CS: Postado e esperamos muitos comentários! Até! N/A: Temos 10 leitores a mais do que o número de comentários atuais... galerinhaa, cadê vocês?