Slytherin Blood
2 Chapter One - Ruptura
Notas iniciais
Edward me deixou.
Ele me deixou...
“Você não é boa o bastante para mim”
“Você é só humana, foi só uma distração”
“Nós vamos embora.”
“Quando digo nós refiro-me a minha família e eu”
A dor me consumia.
Como ele foi capaz?
Parecia haver um enorme buraco em meu peito.
A dor era grande. Intensa. As lágrimas corriam por meu rosto, meus soluços preenchiam o silêncio.
Caí. A chuva começava a penetrar a copa das árvores. Eu não tinha forças.
De repente minha dor transformou-se em ódio, a mais profunda ira contra aquele sanguessuga desprezível que me abandonara. Senti algo dentro de mim se movendo como um animal enjaulado que tentava libertar-se das grades.
Como ele podia?
Como podiam... todos os sanguessugas nojentos, daquela… “família”?
Quem pensavam que eram?
O ódio misturou-se a dor, e então eu já não sabia o que era um e o que era outro. Minha cabeça doía.
Era como se paredes dentro dela desabassem.
O que era aquilo?
Uma energia forte me envolvia e parecia vir de dentro de mim.
Ouvi estalos ao meu redor, mas pouco me importava.
Soluços ainda irrompiam de meus lábios, gemidos abafados por rosnados que eu mesma emitia entre meus dentes trincados.
–Malditos. –Sussurrei. –Malditos. Malditos. Malditos! –Meu tom foi aumentando cada vez mais e logo aquela energia pareceu ir ao ápice.
Gritei.
Mais lágrimas vieram.
Em algum lugar ouvi um sussurro “Legilimens” em seguida um arfar e um gemido.
–Isabella? –Uma voz desconhecida, mas que de alguma forma me acalmou e pareceu-me familiar, chamou-me.
Ergui os olhos pela primeira vez e um pequeno grupo de pessoas me cercava. Usavam vestes negras, algumas usavam máscaras.
Uma mulher de cabelos desgrenhados e olhos brilhantes estava amparada por uma loura e ambas me olhavam fixamente.
Parecia conhecê-las. Em algum lugar no fundo de minha mente.
–Isabella. O que lhe fizeram? –A voz seguinte vinha carregada.
Sentia uma pressão estranha e minha visão foi se turvando até que tudo ficou escuro...
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–Nunca use Legilimens numa ruptura!
–Mas precisava saber o que a fez sentir tanta dor e ódio!
–Todos queremos saber. –A voz masculina disse em tom sombrio.
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–Ela vai demorar a acordar?
–Sua mente precisa acertar todas as lembranças armazenadas quando bebê. Mente, corpo e espírito precisam acostumar-se ao poder.
–Ela é incrivelmente poderosa.
–Sim. Veja, sua aparência ainda não estabilizou.
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–Quem quer que a tenha feito sofrer vai pagar caro.
–Ao menos nos fez ir até ela.
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–Oh minha pequena Isabella.
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–Se parece com a mãe.
–Note, seus cabelos estabilizaram. Será que não irá assustar-se ao acordar?
–Estou aqui.
–Todos estamos Milord.
A escuridão ia e vinha. Eu queria dizer que ouvia, mas nada saía.
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–O que ela disse?
–Aparentemente está delirando. "O quê, não sou boa o bastante para você?" foi isso o que disse.
Senti meus lábios abrindo-se, mas não controlava o que dizia.
–Não me deixe. Edward, não.
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