Slytherin Blood
12 Chapter Eleven - Como assim, ele a salvou?
Notas iniciais
Entraram.
—Mostrem o que sabem. Menos vocês trio. Aliás, não sei porque Dumbledore os mandou aqui. Não vou dar um Avada neles não e vocês sabem fazer feitiços. Bem, talvez, certa pessoa tenha certa dificuldade mas… -Olhei para o Weasley que cerrou os punhos. -De qualquer forma, vocês aí — apontei para os Cullen. — formem duplas.
Instintivamente formaram duplas com seus casais e ri quando Edward ficou sozinho.
—Aaan… Isabella?
—Bom purpurina, vamos lá. -Fiquei em frente a ele. — Draco, olhe os erros sim? Trio, sejam úteis e ajudem a corrigí-los.
—Homens, ataquem. Mulheres, defendam-se.
Todos atacaram menos Edward que ficou parado me olhando.
— Expeliarmus!—Exclamei. Ele se assustou. — Nunca, nunca mesmo, fique parado em frente ao oponente. Droga. Traga sua varinha de volta. -Ele ia andar até lá e revirei os olhos. — Não seja burro, aja como bruxo. Convoque-a. -Ele me olhou com um misto de vergonha, dor, incredulidade, e sei lá mais o quê.
—Accio.— Sua voz de veludo já não me parecia tão aveludada e não causou nenhuma corrente elétrica ou tremor. Dei de ombros. Por um momento achei estranho, mas empurrei o pensamento. Os outros nos olhavam. Vi que todas as garotas se protegeram bem.
—Agora, de novo. Tentem petrificar suas oponentes. Potter, demonstre com a Granger por favor.
Ele me olhou por um segundo e então virou-se para Hermione que já tinha a varinha em mãos.
—Petrificus Totalis!
—Protego!
Gritaram juntos e ele sorriu quando ela o olhou convencida.
—Expeliarmus!—Ela gritou e quando a varinha dele voou ela a pegou.
—Obrigada. Cullens, façam o mesmo.
Todas as vezes que Edward tentava dizer algo eu lançava um feitiço e dizia alguma coisa:
—Não converse com o oponente!
—Não fique desatento!
—Eu podia arrancar sua cabeça!
—Ai que saco! Você não aprende? Achei que fosse mais inteligente!
—Porque você não troca com a Anã, Bellsy? Quem sabe o broxa não se concentra mais com ela? — Draco opinou e Edward rosnou. Carlisle pôs a mão em seu bíceps.
—Alice, troque comigo. -Falei e ela andou até Edward.
—Olá Jasper. -Falei e ele sorriu levemente.
—Olá Isabella.
—Vamos logo, quero ir pra cama. Mais duas rodadas.
Jasper era bom e quase me atingiu quando me distraí.
—Foi rápida.
—Foi esperto. Boa.
Ele sorriu, orgulhoso.
—Então, chega. Boa noite até a próxima. Parabéns aí.
Falei e virei as costas indo na direção de Draco e pegando sua mão.
—Vamos.
Andamos a passos rápidos e logo estávamos no ponto marcado com as meninas.
Charlie viu a marca no braço de Luize quando as duas foram ao banheiro e Luize arregaçou demais as mangas para lavar as mãos. Luize se assustou e escondeu rapidamente, mas Charlie chamou Kate e elas pressionaram Luize dizendo que apostavam que eu a levara até ele e que ambas queriam a Marca. Luize falou comigo e sorri.
—Tem certeza?
—Sim. Katie e eu divagamos várias vezes sobre como econtrariamos um comensal.
—Então, amanhã a noite, no hall de entrada. Tomem cuidado. -Falei e elas sorriram assentindo.
—E então? Como vamos sair? — Fiz sinal de silêncio com o dedo sob os lábios e elas se esconderam nas sombras.
—Isabella!
—Sim Cullen?
—Queria falar com você.
—Agora não, tenho coisas mais importantes a fazer.
—Tipo o quê?
—Te interessa?
—Na verdade sim.
—Vou transar loucamente no campo de quadribol. Desculpe, mas não quero um mènage à trois contigo. -Falei e Draco riu baixinho.
Mentalmente lancei um feitiço de invisibilidade sobre as garotas.
—Vamos Draco, pelas sombras somos invisíveis. — Falei alto para que as garotas ouvissem e torci para que entendessem.
—Você…
—Ah, vaza Cullen. — Falei e Alice, cabisbaixa, deu meia volta.
Comecei a andar com Draco e percebi as garotas nos seguindo.
—Direita. -Falei e viramos. — Temos de ir até o Salgueiro Lutador, mas vamos pelo arco e desceremos a colina, contornamos a casa de Hagrid e vamos até a árvore. É o caminho mais longo, mas é o caminho menos vigiado. Além disso, se Alice ficou olhando nossa saída viu que viramos na direção do campo de Quadribol. -Ri- Uma de vocês, me dê a mão. -Senti uma mão de dedos longos e magros agarrar a minha. Charlie. -Agora dê a mão a Katie. Pronto?
Ouvi um "Sim" abafado vindo de Charlie.
Fortaleci o feitiço de invisibilidade cobrindo nós quatro.
Chegamos rapidamente ao Salgueiro e o fiz parar atingindo o nó perto da raiz com uma pedra enfeitiçada. Passamos rapidamente e logo estávamos na Casa dos Gritos.
—E agora? — Perguntaram
—Agora aparatamos.
—Onde?
—Segredo meu amor, só comensais sabem onde ir exatamente e nem todos. Katie, segure a mão de Draco, Charlie, segure a de Kate. — Elas o fizeram e fechamos os olhos e assim como desejei aparecemos no meio da sala principal.
Vi um movimento nas sombras.
—Abaixem! -Exclamei e abaixamos meio segundo antes do Crucio passar por nós. -Não foi dessa vez Trixie! Crucio!—Apontei pra ela que riu. O crucio foi fraco demais pra cabeça louca dela.
—Não queria me acertar de verdade né? Porque se quiser, tem que fazer melhor princesinha!
—Não queria te machucar Trix.
Eu ri e ela me olhou com aquela cara de maníaca.
—Onde está o Lord?
—A sua espera. Essas aí são as novas?
—Aham. Charlotte Summer e Kate Mason.
—Mason? Ah garota, seu pai, suponho, era gente de caráter! -Ela riu. — Oi pra vocês.
—Vamos meninas, a Trix não funciona muito bem.
—Eu ouvi isso.
Ri enquanto ela bufava.
—Ah, o Malfoy! — Ele a olhou. — Deve estar pegando bem a Ladyzinha aí porque ó o sorrisão da menina! -Ela riu enquanto Draco corava
—Belatriz! — Exclamei — Tarantallegra!—A deixei lá, dançando.
—Isabella! — Gritou, mas continuamos andando.
—Dance feliz Trixiezinha!
Chegamos as portas da Sala e as abri.
—Com licença papai. — As meninas prenderam a respiração. Eu não tinha contado a elas.
—Isabella. -Ele me cumprimentou com um aceno e um breve sorriso, logo ocultado.
—Como está?
—Bem. E você querida?
—Ótima. Essa é Charlotte — ela fez uma leve reverência. — E esta é Kate. — Kate o olhou expressivamente e repetiu o comprimento de Charlotte.
—Seu pai foi morto em uma missão. Ele se foi com honra. Duelou até o último instante. E sabe o que mais? A pessoa que o acompanhava disse que ele sussurrou seu nome.
Os olhos de Kate marejaram, mas ela continuou olhando-o firmemente.
— Esta pessoa foi para Azkaban, mas fugiu. Talvez um dia possa falar com ela.
Kate assentiu.
—Bem, vocês realmente querem isto?
—Sim. -disseram com firmeza e sorri.
—Ainda bem senão teria que matá-las. -Falei e ambas me olharam assustadas. Gargalhei jogando a cabeça para trás.
—Relaxem meninas, é brincadeira dela. — Draco falou
—É, eu é que faria isso. -Papai disse e as duas engoliram em seco. -Entendam, Comensais vivem em segredo aqui.
Elas assentiram.
—Não pularíamos fora. -Kate disse e meu pai a olhou de jeito intenso por um momento. Vi lampejar uma lembrança em seus olhos, mas ela logo se dispersou.
—Se é isso o que querem, e juram fidelidade.
—Juramos. — Disseram em uníssono, a voz firme.
—Primeiro a morena. — Kate deu um passo a frente, e erguendo a manga, olhou nos olhos de meu pai enquanto recebia a marca. Ele me olhou satisfeito pela fibra da garota.
Katie deu alguns passos para trás e sentou-se na cadeira que havia ali. Ficou olhando para a marca, como se não acreditasse que ela realmente estava em seu braço e depois, sorriu.
Charlie ficou firme e embora olhasse para meu pai, seus pensamentos estavam longe, ela só podia ver Katie e as lembranças de ambas. Era óbvio o fato de que ela simplesmente faria tudo pela prima, mesmo que isso significasse suportar 100 Crucios, levar um Avada ou ganhar o Beijo do Dementador. Elas eram tudo uma para a outra. Irmãs.
Katie se levantou e colocou-se ao lado de Charlie quando a loira fechou os olhos e respirou fundo ao ver a Marca em sua pele.
—Obrigada Lord.
—Estamos ao seu dispor. — Meu pai as olhou e então apontou para mim.
— Devem ser fiéis a mim, mas acima disso, fiéis a Isabella. Foi ela quem as escolheu, mas não pensem que se resolverem mudar de lado ter amizade com ela garantirá proteção. No momento em que traírem…
—Estaremos mortas. — Chalie interrompeu. — E isso não acontecerá. — Assenti para papai e ele deu um leve sorriso, satisfeitíssimo.
Depositei um beijo na bochecha dele e ele passou a mão em meus cabelos.
—Boa noite querida.
—Boa noite Milord. — Sorri e dei-lhe as costas. — Vamos garotas. — Elas fizeram uma leve messura a meu pai, e antes que aparatássemos ele disse:
— Seu pai salvou sua mãe.
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Depois de aparatarmos e entrarmos no castelo Kate ainda estava pensativa e parecia chocada.
Como assim? A mãe dela não foi pra Azkaban? Será que a mãe fugiu? Mas porque não teria aparecido? Eu tinha certeza de que havia muito mais perguntas como estas em sua mente, mas nada disse.
Fosse o que fosse, eu descobriria o que significava. E ela também.
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