O corpo de Bella, por onde escorria o liquido vermelho, começou a se contorcer, convulsionando nos braços de Rosalie como se estivesse sendo eletrocutado. O tempo todo, seu rosto não tinha expressão — ela estava inconsciente.Era a agitação desvairada no meio do seu corpo que a movimentava.

Eu e Rosalie ficamos paralisados por uma mínima fração de segundo, e então despertamos. Rosalie tomou o corpo de Bella nos braços e, gritando com tamanha rapidez que se eu não fosse um vampiro não teria entendido subimos em disparada para o segundo andar.

Jacob veio atrás de nós.

-Morfina! – Gritei pra Rosalie.

-Alice... Ligue pra Carlisle! – Berrou Rosalie

Rosalie pos Bella em cima de uma mesa de baixo de uma luz branca e forte em uma ala de emergência montada no meio da biblioteca. Seu corpo se debatia como se ela fosse um peixe na areia que lutava pra viver e eu lutava com ela. Rosalie prendeu Bella na mesa e rasgou suas roupas enquanto eu espetava uma injeção em seu braço.

-O que está acontecendo, Edward?

-Ele está sufocando! – Falei me referindo ao bebe por quem Bella havia lutado tanto.

-A placenta deve ter descolado!

No meio daquilo tudo, Bella voltou a si.Ela reagiu as nossas palavras com um grito ensurdecedor.

-TIREM ele! – Gritou ela. – Ele não consegue RESPIRAR!Tirem AGORA!

Pontos vermelhos apareceram quando seu grito revelou os vasos sanguíneos dos seus olhos.

-A morfina... – Grunhi odiava ver Bella sentir dor quando ela ainda era uma humana frágil

-NÃO!AGORA...!

Mais uma golfada de sangue sufocou o que ela gritava. Ergui sua cabeça, tentando desesperadamente limpar sua boca pra que ela voltasse a respirar.

Alice entrou correndo e prendeu um pequeno fone azul sob o cabelo de Rosalie. Depois recuou os olhos dourados arregalados e ardentes, enquanto Rosalie sibilava freneticamente ao telefone.

Na luz forte, a pele de Bella parecia mais roxa e preta do que branca. Um vermelho-escuro se infiltrava por baixo da pele que cobria o imenso volume tomado por tremores de sua barriga. A mão de Rosalie a surgiu com um bisturi.

-Espere!Deixe a morfina fazer efeito! – Gritei pra ela.

-Não dá!Ele ta morrendo! – Sibilou Rosalie

Sua mão desceu para a barriga de bella e um vermelho vivo brotou onde ela perfurou a pele. Bella teve um espasmo, mas não gritou. E, então, Rosalie perdeu o foco. Tudo o que passava pelos seus pensamentos era o desejo de sangue.

-Não, Rose! – Rugi.

Jacob se atirou contra Rosalie tentando impedi-la. Após alguns segundos Alice surgiu, arrastando-a pelo pescoço até o corredor.Rose não ofereceu nenhum tipo de resistência.Ela queria que vencêssemos.

-Alice, tire-a daqui! – Gritei – Leve-a até Jasper e a mantenha lá!Jacob preciso de você!

-RCP? – Grunhi exigente.

-Sim!

-Faca-a respirar!Tenho de tirar a criança antes que...

Um estalo me interrompeu

-O que foi isso?

-A coluna dela – Balbuciei horrorizado.

-Tire essa coisa de dentro dela!

Desesperado usei meus dentes para rasgar sua pele e acelerar o nascimento do bêbê. A pulsação interna havia parado e finalmente a criança vinha ao mundo. Renesmee.

-É Renesmee.

-Me deixe... – Disse em um sussurro abatido. –Me dê ela aqui.

Seus olhos encaravam com ternura a pequena criatura que estava em seus braços.

-Renes... mee. Tão... Linda.

Então ela arfou — um ofegar de dor.

Tirei o bebê de seus braços que tentava sugar o sangue de bella.

-Não, Renesmee. -Murmurei.

Com uma ultima batida surda, seu coração falho e ficou em silencio.Jacob correu pra fazer respiração boca a boca e pressão sob o coração de Bella tentando fazer com que ele voltasse a bater.Rosalie apareceu aparentemente controlada e levou Renesmee.

Peguei uma seringa e pus meu veneno, aquele momento não poderia ser mais adiado. Bella teria de virar vampira. Pressionei o êmbolo em seu coração.Mas não havia mais nada ali,somente eu,somente Jacob.Trabalhando em um cadáver.

Jacob desistiu, mas eu não. Ela não estava morta, não podia estar.

-Você não está morta.Você vai ficar bem.

Eu repetia esta frase milhares e milhares de vezes tentando convencer a mim mesmo de que aquilo aconteceria.Finalmente um novo som veio para aliviar minha dor e angustia.

Um martelar frenético um batimento acelerado...

Um coração que se transformava.

(...)

-Nenhuma mudança ainda?

-Nenhuma.

Aproximei-me de sua pele e a cheirei.

-Não há mais cheiro de morfina.

-Eu sei.

-Bella?Pode me ouvir? – Nada – Bella?Bella,amor?Pode abrir os olhos?Pode apertar minha mão?

Mais uma vez o silencio prevaleceu.

-Talvez... Carlisle,talvez eu tenha agido tarde demais. –Minha voz soou sufocada na palavra tarde.

-Ouça o coração dela Edward. Está mais forte do que até mesmo o de Emmett esteve. Nunca ouvi nada tão vital. Ela ficara perfeita.

-Sempre foi.

Mais minutos se passou até que um novo som invadiu o quarto.

-Ouçam – Falei.

O som era do coração de Bella que martelava freneticamente.

-Ah!Está quase acabando.

-Bella?Bella amor?

Seu coração falhou duas vezes, e então bateu novamente, baixinho, outra única vez.

Não havia som.

Nem respiração.

E então minha Bella Adormecida abriu seu olhos vermelhos sangue que substituíam os olhos castanhos sinalizando o incio de uma nova vida.

Notas finais
Espero que tenham gostado c:
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!