Notas iniciais
Hey!! Voltei com mais um capítulo!! Espero que gostem!!

POV.ANNABETH

— Owwwnnn!!! Que gracinha!! – e foi essa exclamação de Silena que me fez voltar da “viagem no tempo” que eu havia feito a pouco tempo. – E o que aconteceu depois?

Suspirei. A verdade é que, depois daquele dia, nós voltamos a rotina de sempre: nos irritando e ajudando ao mesmo tempo. E foi isso que eu disse a ela.

— Ah, mas isso COM CERTEZA vai mudar! Já shippei o casal, então vão ficar juntos PORQUE SIM! PERCABETH! PERCABETH! – e então começou o ataque de “fangirl”, dando pulinhos e batendo palmas.

— Silena, para! – segurei suas mão. – Isso foi a mais de um ano! E eu tinha certeza de que ele tinha esquecido... Até hoje. – soltei suas mãos.

— Mas você gosta dele? – perguntou Piper.

— Não! – respondi instantâneamente. E então pensei em como me senti hoje, quando ele provou que ainda lembrava da noite do jogo. Meu coração acelerara. Eu nunca me sentira assim antes. Quer dizer, só uma vez. Na noite do jogo, quando eu o beijara, e de novo quando ele me abraçara. – Eu não sei. – escondi o rosto nas mãos. – QUE DROGA! – gritei.

— O que é uma droga? – disse uma voz masculina que eu conhecia muito bem. Percy apareceu na porta com o resto dos meninos atrás.

— Ela disse que é uma droga ela não saber... – começou Thalia, mas eu tapei-lhe a boca.

— Quanto custa o livro que eu quero comprar! – terminei. Não era totalmente mentira. Eu realmente queria saber o preço de um livro brasileiro chamado Shooting My Life’s Script. (N/ Noel: Coloquei o nome americano, mas o brasileiro é Fazendo Meu Filme.)

Ele ergueu uma sobrancelha, mas não questionou. Tirei a mão da boca de Thalia.

— Como entraram aqui?

— Pela porta da frente. – disse Luke. – Caso não se lembre, sou seu primo, somos todos amigos de infância, então sua mãe nos deixou entrar.

— E ela nem me falou... Depois resolvo com ela. O que querem? – cruzei os braços.

— Bem, Miss Simpatia, queríamos ir no cinema, mas como não tem nenhum filme interessante em cartaz, resolvemos vir aqui e convidá-las para fazer uma “Sessão Cinema” conosco. – disse Leo.

— Vocês não tem escolha. Agora, agradeçam por termos convidado vocês. – completou Percy.

— Bom, já que vieram até aqui, vamos fazer a sessão aqui mesmo. – falei ignorando o último comentário. – Nós escolhemos o filme. Quem quiser me ajudar com a pipoca, que venha comigo. – e fui saindo do quarto.

— Querida, vou sair. Seu pai chega em casa mais tarde. Te amo! – disse minha mãe assim que cheguei a cozinha. Ela beijou minha testa e saiu da cozinha. Ouvi o barulho da porta batendo.

— O.k. então, né. – murmurei. Fui até os armários onde ficava o milho. Eles ficavam no alto, então isso era um problema. Tentei abrir os armários na ponta dos pés. Óbviamente não consegui.

Dei um pulo razoavelmente bom e consegui abrir uma das portas. Avistei o milho e tentei pegá-lo dando mais um pulo. Não consegui, e ainda me desequilibrei na queda, caindo de bunda no chão. Bufei. De repente, ouvi uma risada familiar.

— Precisa de ajuda? – Percy estava encostado no batente da porta com seu típico sorriso sarcástico.

Bufei novamente e me levantei.

— O que você quer? – perguntei cruzando os braços.

Ele suspirou e entrou na cozinha.

— Bem... Você disse que quem quisesse te ajudar com a pipoca era pra vir atrás de você, então... Bem, eu me candidatei. – falou.

— Bom, então me ajude logo! – falei e bufei novamente. – O saco com milho está ali. – apontei para o armário aberto.

— Tudo bem. – achei que ele fosse pegar pra mim, mas ele segurou minha cintura e me levantou.

— EI! O que você está fazendo? – perguntei.

— Te ajudando! Agora anda logo e pega o milho! – respondeu. Bufei (pela sexta vez hoje, eu contei) e peguei o saco de milho. – Pegou? – perguntou.

— Peguei, pode descer. – respondi. Percy me colocou no chão, e consequentemente ficamos extremamente próximos, e ele ainda segurava minha cintura. Nossos rostos foram se aproximando cada vez mais, até que...

— Ô casal 20! Queremos pipoca! É pra hoje ou tá difícil? – gritou a voz de Leo, aparentemente vinda da sala. Nos afastamos rápidamente, e completamente corados. Leo apareceu na porta da cozinha e ergueu uma sobrancelha. – Interrompi alguma coisa? – perguntou com um sorrisinho malicioso.

— Hã, não, Percy só estava me ajudando a pegar o milho. – respondi, torcendo pra que meu rosto não estivesse corado.

— Sei... Bem, façam essa pipoca logo! Estamos com fome! – falou e em seguida saiu.

Encarei Percy.

— Acho melhor fazermos a pipoca. – falei.

— É. É, tem razão. – respondeu.

Fizemos três tigelas enormes de pipoca e voltamos para o quarto, eu com uma e Percy com duas.

— Óia a pipoooca! Pipoca quentiiinha! Óia a pipoooca! – gritei abrindo a porta com um chute. Foi um erro, pois aparentemente todos estavam se beijando, e Thalia e Luke estavam bem atrás da porta. Resultado: Thalia e Luke cairam em cima de Charles e Silena, que cairam em cima de Leo e Calipso, que cairam em cima de Jason e Piper.

Eu e Percy nos entreolhamos e começamos a rir. Colocamos as tigelas na cama e rimos até a barriga doer.

— Ta bom, já chega, Casal 20, agora vmos ver o filme ou não. – perguntou uma Thalia furiosa.

Paramos de rir aos poucos.

— Ok, ok! – falei. Joguei-me na cama. – Vamos decidir o filme, meninas?

— Que tal colocarmos um pouco de drama na vida desses meninos feitos de pedra e assistirmos Ponte para Terabítia? – perguntou Piper, e eu, Calipso e Silena concordamos.

— Ah, não! Quero ver de terror! – reclamou Thalia.

— A maioria venceu. — falei. – Pipes, coloca Ponte Para Terabítia aí no Netflix!

— NA Netflix. – corrigiu Thalia.

— Tanto faz. – respondi.

— Pronto, galera! – avisou Piper.

O filme começou. Percy se deitou ao meu lado na cama e passou um braço por meus ombros. Não reclamei, apenas me aconcheguei a ele. O moreno começou a fazer carinho no meu cabelo. Fechei os olhos e bocejei. Era reconfortante estar ali, abraçada com ele, sentindo seu cheiro de maresia e com ele acariciando meus cabelos tão delicadamente.

— Se continuar assim eu vou dormir. – murmurei.

— Quer que eu pare? – perguntou no mesmo tom.

— Só se você quiser morrer. – respondi.

O ouvi soltar uma risada pelo nariz. Em certo momento, me sentei, tirei minha jaqueta e minhas botas e voltei a me aconchegar nele. E então ele voltou a fazer carinho. Até que, em certo momento, adormeci.

***

Acordei com o som de vozes ao meu redor. Não abri os olhos, mas tentei escutar o que diziam.

— Owwnn! Olha que gracinha! – era a voz de minha mãe.

— Os dois dormindo abraçadinhos! – essa era Piper.

Eu podia ouvir os pulinhos de Silena, que provavelmente estava tendo um ataque de “fangirl”.

— Eles estão namorando?? – ouvi meu pai perguntar.

— Bem, não. Mas todo mundo sabe que eles tem um rolo eterno! – ouvi Piper responder e Calipso concordar.

Resolvi que era hora de parar de fingir que estava dormindo e abri os olhos.

— Não temos não. – falei. Aparentemente, meus pais haviam chegado e nos encontrado dormindo abraçados na cama com nossos amigos em volta. E resolveram se juntar a multidão, óbvio! Esses são meus pais. Sentei-me na cama com cuidado para não acordar Percy. Tentativa falha.

— Hã, oque... Quem... O que aconteceu? – perguntou se sentando.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Silena disse em meio de gritinhos:

— Vocês estavam dormindo abraçadinhos, foi tão fofinho!!!

— Hã... Ah, ok. – respondeu, fazendo todos rirem.

— Vocês vão dormir aqui? – perguntou minha mãe.

Todos nos entreolhamos.

— Pode ser, só temos que avisar nossas mães. – disse Piper (a porta-voz do povo).

— Vou ligar pra elas. – disse a mamãe e saiu do quarto com meu pai.

Pronto, pensei. Agora sim vem as zoações.

— E então, pessoal.... – começou Thalia. – Dormindo abraçadinhos, hein? Aposto que a Silena já tem um nome pra vocês!

Silena começou a dar ainda mais (se é que isso é possivel) gritinhos e pulinhos.

Escondi o rosto nas mãos e escutei Percy bufar.

— Ah, com certeza! Agora além de Thaluke, Charlena, Caleo e Jasiper, tem um nome que eu sempre quis usar a minha vida toda... – lá vem, pensei. – PERCABETH!!!

— Hã?????? – todos perguntamos (inclusive eu e Percy).

— Ah, qual é, não ia ficar Annercy, né gente!

Ergui as sobrancelhas. Resolvi que mudar de assunto seria a melhor opção.

— Olha, se vão dormir aqui é melhor irem pegar seus pijamas! – falei.

— Okay... – disseram e sairam do quarto.

Deitei-me nacama e fiquei esperando eles voltarem.

Notas finais
Gostaram?? Kisses, Noel