Skywalker : Amor e Ódio
32 Tal mãe tal Filha
Notas iniciais

N Jyn
—--------------------SONHO ON-------------------------------
O cenário do sonho é uma lembrança totalmente escura eu tenho só 7 anos e estou numa sala no palácio Imperial a qual Darth Vader me proibiu de entrar. Eu sempre fui assim com Vader ,com Imperador nenhum deles conseguiu me dobrar, controlar meu espírito e nem minha mente.
Por alguma razão eu sempre fui o que os os imperiais chamam de espírito Rebelde. e mais que ninguém era Vader que mais odiava a minha insubordinação .
Eu também o odiava pois ele era o responsável por mim e não hesitava em me torturar e eu sentia como se de alguma forma eu estivesse ligada a pessoa que ele mais odeia.
Mas voltando ao presente eu estou me esperando para ver o o que pode ser tão valioso para ser mantido em tanta segurança. Tinha que ser rápida porque se Darth Vader me pega aqui iria ficar furioso e descontaria sua raiva em mim como sempre.
Eu sinto uma presença familiar e calorosa na sala. E é muito estranho porque me sinto diferente, é uma sensação boa e familiar.
Eu só encontro um bloco de carbonita com uma mulher congelada dentro. E a presença reconfortante que eu senti vem dela e sem quem for está viva.
Eu eu começo a me aproximar mas sou impedida quando a porta abre e Darth Vader entra e me agarra pelo braço me puxando para longe do bloco de carbonita.
Ele grita comigo:
—JYN. SUA GAROTA TEIMOSA! EU TE AVISEI PARA NÃO ENTRAR AQUI.
Ele me arrasta com toda força para fora da sala escura, não sem protestos meus e tentativas de me soltar.
Eu digo quase gritando:
—Me solta, seu urubu preto
Ele aperta mais o meu braço, me machucando.
Ele diz:
—Você acabou de ganhar 5 dias extras num bloco de detenção, sem comida ou água.
Essa foi uma punição nova, ele geralmente me tortura até eu desmaiar.
Assim que chegamos, ele abriu a porta e me jogou dentro da cela literalmente.
Eu só tinha 7 anos na epoca e o impacto me machucou, mas eu me recusei a chorar porque isso desmontaria fraqueza e é a última coisa que eu queria neste momento.
E eu tenho trauma de chorar porque sempre que eu fazia isso Vader me batia ou chegava até a fazer pior. Ele até fez uma lista das coisas que se eu fizesse iria sofrer as consequências.
Ele diz:
—4 dias sozinha aqui, vão te ensinar a me obedecer.
Eu retruco:
—Você sabe que não. Não impora o que você e o Impetador façam comigo, eu nunca vou ser sua aliada.
Ele diz com pura raiva:
—Garota imprudente. Tem sorte que o Imperador te quer viva, senão já estaria morta á muito tempo.
Eu digo sem hesitar:
—Chega de falar. SAI DA MINHA CELA AGORA! URUBU PRETO!
Ele diz:
— Mais 4 dias aqui pelo seu atrevimento.
Ele se aproxima e arranca o medalhão do meu pescoço e fala:
—Eu vou ficar com isso até você aprender a ser uma boa menina.
Darth Vader vai embora e me deixa trancada por 9 dias naquela cela escura e vazia, sem comida e nem água.
E o desgraçado ainda levou a única coisa que me dava conforto em situações dificies. O medalhão, a única coisa que eu tenho dos meus pais biologicos.
Foi nestas situações que eu aprendi oque era ódio que eu cultivava por Darth Vader e o Imperador Palpatine.
—-------------------SONHO OFF ------------------------------
N Léia
Eu acordei com a Jyn gritando:
—SAI DA MINHA CELA AGORA. URUBU PRETO.
Eu cheguei perto dela, estava se remexendo com certeza tendo um pesadelo.
Eu pulei em cima dela, a sacudi até joguei água, mas ela não acorda de jeito nenhum. Só se remexe presa no pesadelo com mais itensidade.
A porta se abriu rapidamente e Obi Wan entrou dizendo:
—Eu senti que tinha algo de errado com a Jyn. Oque houve?
Eu respondo:
—Ela está tendo um pesadelo, só que não acorda de jeito nenhum.
Ele diz:
—Deixe-me tentar.
Obi Wan coloca a mão na testa dela e usa a Força para acorda-la.
Ele pergunta para Jyn agora consciente:
—Você está bem?
Ela responde torcendo o nariz:
—Estou , foi só um pesadelo.
Eu só consegui perceber agora mas Jyn mente igual a mãe e quem a conhece sabe reconhecer isso.
Saio do quarto prevendo que a mentira irá gerar uma discussão familiar que eu prefiro não participar.
N Obi Wan
A Léia saiu e eu não me convenci com a mentira dela, mas resolvi não pressionar o assunto ainda.
Ela diz:
—Lamento por te tirar dá cama tão cedo.
Eu digo:
—Não foi nada. Meu ex padawan também tinha pesadelos frequentes.
Jyn pergunta:
—O Que aconteceu com ele?
Eu tinha me esquecido que ela não sabe sobre a origem de Darth Vader.
Mas é melhor eu não contar para ela por enquanto porque Han me avisou que Vader é a pessoa que ela mais odeia na galáxia.
E ela e Léia estão se tornando amigas e eu não quero arriscar estragar isso e ela e o Luke... Bem eles brigam sempre.
Eu desvio do assunto:
—Você está mudando de assunto. Ainda não me contou o que você viu nesse pesadelo.
Ela me conta:
—Não não era um pesadelo era uma lembrança. Do dia que Darth Vader me deixou trancada por 9 dias sem comida e água.
Pobre menina, ela com certeza sofreu muito nas mãos de Vader.
E a culpa disso é minha. Ele sabia que ela era minha filha e descontou a raiva dele por mim na Jyn , que é inocente e não tem culpa dos meus erros.
Eu digo com pesar:
—Sinto muito por tudo que você passou queria que você tivesse uma vida diferente.
A Sabé saberia o que fazer. Ela sempre foi tão boa com crianças, e eu não sei quase nada.
Dói pensar nela porque eu sinto muita falta. As vezes quando fecho os olhos posso ver o rosto dela, aqueles olhos castanhos que estavam sempre brilhando e aquele sorriso que iluminava qualquer ambiente.
Eu não contei tudo para Jyn, porque não sei se ela está pronta para um assunto
N Jyn
Um silêncio desconfortável dominou até Obi Wan quebrá-lo;
—Filha será que dá para a gente conversar?
Eu digo estranhando:
—Parece sério.
Ele diz:
—Talvez.
Eu pergunto:
—E sobre o que seria Obi Wan?
Ele pergunta:
—É justamente sobre isso. Por que você só me chama pelo nome e não consegue me chamar de pai?
Eu podia esperar por tudo menos por isso.
Eu fico calada, tentando pensar em como vou responder a isso.
Eu respondo sinceramente:
—Eu te chamo assim porque eu ainda não consegui me acostumar a essa nova realidade eu... Sempre vivi sozinha... Bom acho que você entende.
Ele responde:
—Claro. Eu respeito a sua vontade e entendo que algumas coisas levam tempo. E se você ainda não se sente confortável.
Eu confesso:
— Não mesmo.
Ele diz gentilmente:
—Bom Filha. Quando se sentir pronta vou adorar ouvir você me chamar de pai.
Eu sorrio involuntariamente porque nunca ninguém havia sido tão paciente e bondoso comigo.
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N Leia
Eu estava procurando o Luke mas acabei encontrando O Han e O Chewie na Millennium Falcon.
Eu pergunto:
—O que vocês estão fazendo?
Han responde:
—Revisando a nave. Daqui a três dias nós vamos embora, lembra?
É Verdade a semana já está acabando.
Eu digo:
—É mesmo uma pena a Jyn ir embora. Eu já estava começando a gostar dela como amiga.
Ele pergunta parecendo alarmado:
—Você contou a ela que você é Luke são filhos de Darth Vader?
Eu respondo:
—Não. Por quê?
Ele responde:
—Ela odeia Vader mais do que qualquer coisa. Por isso não te aconselho a contar por enquanto.
Eu concordo e pergunto no automático;
—Depois você vai voltar a vida horrível e egoísta de um contrabandista.
Han diz:
—A vida de um contrabandista não é tão ruim assim.
Eu digo:
—A Jyn parece estar se entendendo com pai você já pensou se ela não quiser voltar?
Ele responde:
— Não mas se ela não quiser eu vou mesmo assim a não ser que você quiser que eu fique.
Eu falo:
—As vezes você consegue ser convencido demais Han.
Han diz:
—Vai Princesa..Confessa que você ficou feliz com a minha volta.
Eu confesso:
—Eu não fiquei infeliz.
Ele diz parecendo surpreso:
—Percebeu? Ainda não começamos a brigar.
É verdade, conseguimos ficar pelo menos 3 minutos sem discutir.
Eu digo sorrindo:
—Sabia que estava faltando alguma coisa.
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N Padmé
Eu fiquei muito surpresa quando Jyn veio me procurar.
Ela é tão parecida com a minha melhor amiga exceto pelos olhos que são de Obi Wan.
Ela disse que queria saber mais sobre a mãe.
E a verdade é algo que eu devo a ela porque Sabé deu a vida para salvar a minha e a dos meus filhos
Eu começo a falar:
—Sab era uma amiga de ouro. Se eu fosse descreve-la em uma palavra seria: Espirituosa.
Jyn diz:
— Eu preciso saber como ela era?
Eu respondo:
—Bem para começar: muito teimosa e independente. Mas ela tinha uma personalidade marcante: extrovertida e estava sempre feliz. Poucos eram os dias em que eu a via triste.
A porta se abriu e Obi Wan entrou, eu havia o chamado para essa conversa porque essa é uma conversa que tem que ser de pai e filha.
N Jyn
Eu fiquei surpresa quando Obi Wan apareceu.
Eu achei que ele já estive me dito tudo sobre minha mãe biológica.
Ele diz:
—Tem algo que eu preciso te dar.
O que mais ele pode ter para me dar além do sabre de luz.
Ele me entrega uma foto de uma mulher em um vestido branco, muito parecida comigo exceto pelos olhos.
Eu pergunto:
—Essa é a ...
Ele me interrompe:
— É sim e você pode ficar. Eu tenho outra.
Antes mesmo que eu peça Obi Wan me entrega uma segunda foto dizendo:
—Essa é a minha preferida.
É a minha mãe, só que está diferente da outra: Nessa foto só pode ver o rosto e é sem pose, totalmente descontraída.
É emocionante ver pela primeira vez o rosto dá mulher que me deu a vida.
Obi Wan me conta:
— Sua mãe era bem diferente de qualquer mulher que eu já conheci. Ela tinha uma personalidade brilhante e feliz, e sempre tinha algo para dizer, mas quando se irritava parecia outra pessoa.
Eu gostaria muito de ter tido a oportunidade de conhecer a minha mãe.
Ou pelo menos vê-la nem que seja apenas em visões.
Eu olhei para o lado e descobri que Padmé havia nos deixado convenientemente sozinhos.
Obi Wan parece ter lido meus pensamentos porque disse:
—Se é o que você quer, eu vou te mostrar.
Ele coloca as mãos em ambos os lados dá minha cabeça.
E começa a me mostrar lembranças do passado.
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