Skywalker : Amor e Ódio
23 Encontro na Escuridão
Notas iniciais
—-------------------------------------15 ANOS DEPOIS--------------------------------------------------------------
N Luke
Numa missão para tentar conseguir informações imperiais eu fui capturado e preso numa cela totalmente escura. Eles amararam minhas mãos com algemas especiais que enfraqueciam meus poderes na Força.
Vai demorar até eu conseguir sair daqui, mas eu conheço a minha mãe e ela já deve estar organizando resgate.
Meus pensamentos são interrompidos quando a porta é aberta e alguém entra e é algemado ao meu lado, mas infelizmente a cela está escura e seja lá quem for que estiver aqui ainda não percebeu a minha presença.
A porta se fechou e novamente escuridão completa, uma voz feminina diz em tom de xingamento:
—SITH.
Eu digo:
—Jedi na verdade.
Ela com certeza ficou surpresa em me ouvir e disse:
—Eu pensei que eu estivesse sozinha aqui.
Na escuridão total eu não conseguir enxergar nada, mas eu consegui ter a certeza de que era uma menina adolescente.
Ela pergunta:
—Você disse Jedi?
Eu respondo:
—Sim, meu nome é Luke Skywalker.
Ela pergunta:
—E como você veio parar aqui?
Eu respondo:
—Espionagem para Aliança Rebelde. E você?
Ela responde:
—Roubo de uma das joias roubadas de Jabba O Hutt.
Eu digo com um tom de sarcasmo:
—Acho que não era sua intenção devolver ao dono, como um ato de bondade.
Ela diz:
—Não exatamente, não.
Eu pergunto tentando fazer conversa:
—Você rouba muitas vezes?
Ela ficou na defensiva:
—Muitas vezes sim. Isso te incomoda?
Eu respondo:
—Não, eu prefiro ficar preso com uma ladra, do que com um maníaco homicida.
Escapar daqui vai ser difícil, espero que um resgate não demore muito. Se ao menos eu tivesse meu sabre de luz. Esse seria um dos momentos em que Mestre Obi Wan iria brigar muito e me dar àquela velha palestra que perder um sabre de luz, pode significar a minha morte.
Ela pergunta interrompendo meu devaneio:
—Onde está o seu mestre agora?
Eu pergunto surpreso:
—Como você sabe do meu mestre?
Ela diz rindo:
—Leio pensamentos e você pensa alto demais.
Eu reviro os olhos. Ótimo eu tenho uma colega de cela sensível á força e agora eu preciso ter muito cuidado com o que eu penso e reforçar os meus escudos mentais.
Eu respondo:
—Ele deve estar vindo com a minha mãe para me resgatar.
Ela diz:
—Ótimo, um Mestre Jedi invadindo deve ser distração boa o suficiente para eu conseguir fugir despercebida.
Eu digo cortando o barato dela:
—Meu mestre não deixaria uma menina como você escapar sozinha. Embora se você viesse com a gente teria que enfrentar um julgamento.
Ela diz secamente:
—Isso é reconfortante. Honestamente você me conhece á cinco minutos, e já está tentando me entregar para a lei.
Eu rio baixinho e digo:
—Não é como seu eu posso fazer qualquer coisa com meus pulsos algemados ao teto. Você está segura agora menina.
Ela diz calmamente:
— Não me chame de menina. Eu tenho 15 anos.
Eu pergunto intrigado:
—Você tem 15?
Ela responde:
—Sim e você?
Eu respondo:
—22 anos.
Uma coisa não sai da minha cabeça. Ela tem 15 anos e essa é a idade exata que Jyn a filha desaparecida de Obi Wan teria se tivesse viva.
Pode ser apenas uma coincidência ou...
Eu digo:
—Se você quer que eu pare de te chamar de menina terá que me dizer o seu nome.
Ela responde
—Lauryn Calle.
Eu pergunto um pouco assustado:
—Lauryn Calle a Contrabandista, gângster, caçadora de recompensa e...
Ela me interrompe:
—Sim, mas não se preocupe você está seguro.
Eu tento mover as minhas mãos para que as algemas não me machuquem. Como disse só tentei.
Espera um pouco eu detectei uma mentira quando ela disse o nome. Mas não é uma mentira sobre quem ela é e sim sobre a autenticidade do nome. Ou seja, ela é Lauryn Calle, mas esse não é o nome verdadeiro dela.
Eu digo:
—Lauryn não é o seu nome verdadeiro.
Ela diz hesitante:
—Muito astuto, eu criei esse nome para escapar dos radares imperiais. E não me pergunte o verdadeiro porque eu não vou dizer. Digamos apenas que a minha cabeça vale muito.
Eu pergunto tentando deixar o assunto:
—E você mantém todas as coisas que rouba?
Ela responde:
—Algumas sim, algumas eu vendo. Uma garota tem que ganhar a vida.
Eu pergunto:
—E não poderia fazer isso de forma legal?
Ela responde:
—Não. Assim como você eu tenho muitos problemas com o Império.
Eu pergunto:
—Tem alguma ideia de como sair daqui?
Ela responde:
—Eu estou usando a força para enfraquecer as correntes, devem quebrar a qualquer momento.
Como estava muito escuro eu não podia ver se as concorrentes dela estavam ficando fracas. Mas talvez se eu fizer a mesma coisa que ela possa quebrar mais rápido.
Eu pergunto:
—Como você está fazendo isso?
Ela responde:
—Basta apenas se concentrar e imaginar as correntes quebrando e suas mãos livres.
Eu faço como ela disse e me concentro. Depois de alguns segundos eu sinto as correntes quebrarem e as minhas mãos estão livres.
Eu escuto mais um barulho silencioso e dessa vez são as correntes da Lauryn. Eu pergunto:
—Como você sabe fazer isso.
Ela pergunta retoricamente:
—Você acha que essa é a primeira vez que eu fico presa em lugares como esse?
Levei essa pergunta como retórica e eu perguntei:
—E agora?
Lauryn não respondeu e eu apenas ouvi passos na escuridão. Depois tudo foi iluminado pela luz de um sabre de luz roxo. Na luz roxa eu pude enxergar um pouco da aparência dela: Cabelo loiro claro e olhos azuis que me são de alguma forma familiares.
Num piscar de olhos a porta de metal da cela foi cortada e nós dois saímos.
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N Luke
Não foi fácil, mas nós conseguimos sair daquele lugar e quando estávamos do Lado de fora Lauryn me devolveu meu sabre de luz dizendo:
—Eu tenho que ir agora. Obrigada Skywalker.
Eu digo:
—Eu não teria conseguido sem você. Espero que nos encontremos novamente.
Ela diz:
—Bem estou disponível se você algum dia precisar da minha ajuda.
Nos nós despedimos e ela vai embora em uma nave e alguns minutos depois uma nave rebelde pousa e dela sai minha mãe e Léia.
Minha mãe corre e me abraça dizendo:
—Eu fiquei tão preocupada.
Eu digo:
—Não se preocupe mãe eu estou bem.
Léia pergunta:
—Como você conseguiu escapar sozinho?
Eu respondo:
—Não foi sozinho, uma garota me ajudou.
Minha mãe me solta e Léia me abraça.
Assim que entramos na nave eu não pude tirar Lauryn da minha cabeça. Aqueles olhos azuis me lembram alguém eu só não consigo ter certeza de quem.
Ela com certeza é uma garota marcante.
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