Senti os raios de sol baterem em meu rosto, encomodando a minha visão. Olhei para o lado e não vi o J ao meu lado, será que o havia aconteçido não teria sido um sonho?
A cama estava desarrumada, e eu estava completamente nua. Não havia sido, um sonho.
Dei um sorriso bobo, e tentei me levantar da cama, minhas costas ainda doiam, mas naquele momento não importava muito.
Minhas roupas intimas estavam jogadas no chão, e eu as peguei e as vesti. Depois sentei-me na cama e fiquei olhando em volta, tentando tirar aquela cara de sono, e acordar realmente.
A porta do quarto se abriu e atrás dela saiu J, ele estava lindo com uma camisa xadrez vermelha com preta, e uma bermuda jeans, caminhou até mim sorrindo, sentou ao meu lado e me abraçou.
- Bom dia minha princesa.
- Bom dia meu amor. — Respondi retribuindo o abraço.
- Dormiu bem?
- Melhor impossivel. — Ele me puxou para mais perto de si e depositou um selinho em minha boca, e depois ficou me secando. E eu corei violentamente.
- Qual é shawty, vai ficar com vergonha de mim, agora?
- Vou, se você ficar me olhando assim eu vou ficar mais envergonhada ainda.
- Ontem quando você ficou me secando eu não fiquei com vergonha, na verdade eu até gostei. — Sorriu vitorioso.
- Mas você não é de ficar com vergonha, mas eu sou, você sabe disso.
- Mas não precisa ficar com vergonha de mim shawty, com o tempo você se acostuma. — Ele ficou parado acariçiando meu rosto, e me observando, assim como eu o observava. — Você é tão linda quando acorda.
- Eu fico pareçendo um dragão, isso sim.
- Fica nada, você é linda de qualquer jeito.
- Olha é melhor ir parando se não eu vou ficar mal acostumada, tá senhor J?
- Eu gosto de mimar minha shawty. — Ele deu aquele sorriso que me derrete por dentro e me beijou de novo.
- Ai J, assim você me mata, para de ser tão fofo! Eu vou tomar banho e escovar os dentes, antes que eu te agarre aqui mesmo. Não sinta minha falta, ok?
- Eu não me importaria se você me agarrase aqui, eu iria gostar e muito. — Sorriu malicioso e eu apenas dei um tapa em seu ombro, e caminhei em direção ao banheiro. — Estarei aqui, morrendo, esperando por ti! — Ri da péssima dramatricidade dele.
Olhei no espelho do banheiro e pensei em mudar o corte do meu cabelo, ele estava muito pesado, pensei em apenas tirar o volume do cabelo, ou cortar ele bem curto. Mas cabelo cacheado e curto não combina muito.
Entrei no box e tomei um banho relaxante. Saí de la e vesti um vestido tomara-que-caia amarelo com branco, e uma sapatilha da mesma cor do vestido. Ajeitei meu cabelo novamente e saí do banheiro, e vi o J deitado na minha cama olhando o teto.
- Demorei muito?
- Aham, não demore tanto da proxima vez, pensei que tinha morrido!
- Idiota.
- Eu fico aqui preocupado com você e em troca recebo um insuto? Que garota mau educada. — Fui até a cama e o abraçei desajeitadamente.
- Deixa de ser dramatico. — Resmunguei baixo quando ele me puxou pra mais perto pegando exatamente onde doia nas minahs costas.
- Ainda dói? — Perguntou preocupado.
- Um pouco, mas já já passa. O que vamos fazer hoje?
- Nada.
- Você é sempre tão criativo, por que hoje está sem criatividade pra nós dois fazermos algumas atividades? Ou sair do tédio?
- Por que o Tyler disse pra senhorita não fazer esforço, e então vai ficar descansando. E nada de ficar "Aah, mas eu quero sair, eu não estou com dor, e blah blah blah", você vai ficar aqui e só vai sair quando você estiver, totalmente recuperada. Eu estou tomando conta de você.
- Até pareçe que preciso de babá. — Bufei e revirei os olhos.
- O que você disse?
- Você não é surdo. Agora, eu vou ter que ficar aqui sem fazer nada, por que a minha "babá" não deixa, que saco.
- Deixa de reclamar e vamos desçer para tomar café da manhã.
- Desde quando você sabe cozinhar?
- Desde sempre. — Respondeu como se fosse obvio.
- Você não me disse que não sabia cozinhar? — Ele sorriu amarelo e ergueu os ombros. — Seu... filho da mãe!
- Eu te amo também viu?
- Quem disse que eu te amo? Eu não preciso de você.
- Eu sei que você não vive, sem o J aqui. — Quando cheguei até a cozinha me surpreendi, a mesa estava com várias coisas, parecia que dez pessoas iriam tomar café da manhã. — Não sei muito bem, do que você gosta mais, eu fiz o que eu achei que você gostasse. — Dei um selinho demorado nele, e mordi sua bochecha. Ele puxou a cadeira e eu me sentei.
- E eu aqui pensando que você não sabia cozinhar. — Eu disse enquanto mordia um morango, ficamos conversando, e quando eu percebi nós haviamos comido quase tudo naquela mesa. — Eu vou engordar! Se eu engordar é sua culpa, J!
- Vai engordar nada. Mesmo se você engordasse ficaria linda do mesmo jeito.
- Assim eu fico mal acostumada, ai você vai ter que dormir comigo e fazer café da manhã todos os dias pra mim.
- Eu não me importaria de acorda todo dia ao seu lado, eu não me importaria mesmo. — Inclinei-me até ele e o beijou calmamente.
- J, a cada dia que passa eu fico mais apaixonada por você.
- E eu fico mais apaixonado por você, eu não sei como fui tão idiota ao ponto de fazer aquela aposta com os garotos..
- Ei, isso é passado, vamos viver o agora, sem ficar olhando pra trás, o que passou, passou. Temos que olhar somente pro futuro, e esqueçer as coisas ruins que aconteçeram, não acha?
- Você tem razão, na verdade você sempre tem razão. — Eu queria poder ficar com ele o dia todo mas não podia, afinal, meus pais chegariam á qualquer momento.
Fomos até a sala e ficamos assistindo, e conversando, ele me contou sobre sua vida, sobre a separação dos pais, sobre as coisas que ele aprontava quando era pequeno. E eu contei a ele um pouco mais de mim, quase as mesmas coisas.
- Quando eu era pequena eu gostava de tocar a campainha da casa dos meus vizinhos, e depois eu saia correndo. — Eu gargalhei me lembrando de quantas vezes eu fazia isso, e ninguém desconfiava de mim.
- Quem diria que a senhorita Nicole aqui, era uma diabinha quando era pequena!
- Eu nem era tão travessa assim, eu era comportada, até certo ponto.
Escutei o barulho da porta se abrindo, e J se levantou do meu colo rapidamente, e então meus pais apareçeram na sala.
- Nem demoraram tanto assim ! — Corri e abraçei minha mãe e meu pai, atrás deles vi meu irmão Dave com as mãos nos bolsos da calça sorrindo. — Maninho! — Saí do abraço de meus pais e corri até ele, o abraçei fortemente, e ele retribuiu. Como eu sentia falta daquele abraço. — Como você está mais bonito! Tinha que puxar a minha mãe! Sem ofensas pai! — Dei um gritinho histérico e o abraçei novamente.
J estava conversando com meu pai, e depois caminhou até a porta.
- J, já vai?
- Já, seus pais já chegaram. Agora vocês estão em um momento familia. — Sorriu sem graça.
- Que isso Justin, pode ficar. — Disse meu pai.
- Não vai em apresentar seu amigo? — Perguntou Dave.
- Ah, Dave esse é o Justin, Justin esse é o Dave meu irmão. — Apresentei-lhes rezando para que o Dave não ficasse com cara feia para Justin.
- Prazer em conheçe-lo dude.
- Digo o mesmo. — Respondeu J. — Tem certeza de que não vou atrapalhar?
- Não nunca.
Fomos até a sala novamente e ficamos todos conversando, vi que Dave e J, se deram muito bem. Isso é otimo, Dave nunca gostou de nenhum amigo meu, apenas o Nathan. J e Dave ficaram conversando sobre um jogo de basquete, e eu fiquei sem entender nada. Depois de um tempo deu a hora do almoço, e Dave ficava fazendo aquelas piadas ridiculas dele, e ele tinha aprendido outras, eu já sabia as piadas mais ria do mesmo jeito ele contava a piada do jeito mais ridiculo possivel, não tinha como não rir. Depois do almoço, os homens foram todos pra sala, assistir jogo de basquete, e eu e minha mãe fomos lavar a louça
- Seu pai gostou muito do J. — Disse minha mãe.
- Sério?
- Sério, ele achou o Justin muito simpático, e educado. Já está na hora de vocês dois assumirem não acha?
- Agora não mãe, sabe, vamos esperar só mais alguns dias.
- Tá bom você que sabe. — Disse rendendo-se.
Assim que terminamos de lavar a louça tratei de ficar ao lado de J.
- Eu já vou. — Sussurou.
- Já? — Perguntei triste.
- Já Nic, talvez eu volte mais tarde.
- Tá bem. — Acompanhei ele até o seu carro, e roubei um selinho , e entrei em casa novamente.
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