Skyscraper
6 Back Around (Meia-volta)
Notas iniciais
Depois que a minha amiga me ligou dizendo que estava indo para Los Angeles me deu uma enorme tristeza, tanto por ficar longe dela quanto, por ficar sem ninguém agora.
Na segunda-feira seguinte eu fui para o colégio, até que as provocações tinham dado uma trégua, mas eu sabia que iriam voltar. Eu estava em sala de aula toda confusa com o dever de matemática quando o inspetor entra:
- Demetria o diretor está te chamando na sala dele.
- Ok, com licença tá professora ? ,-eu disse levantando-me e indo em direção a porta
Já pude ouvir alguns comentários do pessoal da turma.
- Iiiih... Será o que a gordinha aprontou ? ,-perguntava um
- Deve ter estuprado alguém hahah’ ,-eles caíram na risada. Dessa vez isso não me atingiu, só queria saber o que estava acontecendo.
Chegando a diretoria, recebi uma notícia nada agradável.
- Demi, eu te chamei aqui porque você precisa saber o que aconteceu com a sua mãe.
- Ah meu Deus! O que aconteceu com ela ? ,-perguntei totalmente nervosa
- Ela está no hospital, ela se feriu gravemente. E a sua vó me ligou pedindo para você largar a aula mais cedo.
- Ta bom. Mas o que houve com ela ? Foi algum acidente ? ,-perguntei já desesperada
- Ela preferiu não dizer, isso é um assunto particular entre você e sua família. Ela está vindo te buscar e pediu para você espera-la na entrada do colégio.
- Ok, vou avisar a professora e pegar meu material. ,-depois dessas palavras, saí voando até a minha sala para pegar minhas coisas. As lágrimas já se espalhavam pelo meu rosto.
- Professora, minha mãe está muito mal no hospital e eu tenho que vê-la. ,-eu disse adentrando a sala e guardando meus materiais.
- O que aconteceu ? ,-perguntou ela
- Eu não sei ao certo, mas preciso vê-la, até amanhã. ,-depois disso saí rápido para me encontrar com a minha avó, mas não deixei de ouvir os velhos comentários:
- Pelo visto a coisa foi grave. ,-falou um aluno
- Que nada! Isso deve ser desculpa pra ela ir pras surubas dela. ,-falou Mariah.
Eu não me importava com os comentários, minha mãe estava mal e eu queria saber o que estava acontecendo. Fui para a portaria e esperei alguns minutos, ao longe avistei minha vó me chamando. Entrando no carro logo perguntei:
- Vó o que aconteceu com a minha mãe ? ,-eu estava com os olhos inchados de tanto chorar sem ao menos saber o motivo
- Demi, a gente conversa sobre isso depois vamos... ,-ela foi interrompida por mim
- VÓ FALA! EU TENHO QUE SABER O QUE ACONTECEU! MINHA MÃE VAI MOREER ? ,-eu já estava gritando de tanto desespero
- Seu pai e sua mãe tiveram uma grande discussão e ele bateu nela. Ela está com hematomas e precisou ser internada.
Já não era a primeira vez que meu pai batia na minha mãe. Eu sempre achei essa atitude covarde e desumana, mas nunca tinha chegado ao ponto dela precisar ir ao hospital. Agora eu estava com vontade de quebrar é a cara dele.
- O QUE ? ELE É UM COVARDE MESMO, A MAIS EU AINDA VOU FALAR MUITAS VERDADES NA CARA DAQUELE DESGRAÇADO!
- Demi, é o seu pai....
- PAI ? QUE PAI ? ISSO NÃO É PAI, NEM HOMEM. ELE É UM COVARDE, INFELIZ!
Chegando ao hospital...
Chegamos ao hospital e eu já fui andando por todo canto querendo ter informações da minha mãe.
- Moça, por favor eu quero saber o estado da Dianna Bonheur Hart De La Garza. ,-eu disse a recepcionista
- Calma mocinha, eu vou procurar no computador. ,-respondeu-me ela
- Rápido por favor!
- A Senhora Dianna está em coma, ela perdeu muito sangue e precisa de uma transfusão.
- OQUE ? AAAAH! ISSO SÓ PODE SER UM PESADEELO! ,-eu comecei a gritar
- Demi calma! Isso aqui é um hospital.
Em seguida veio o médico responsável por ela:
- Vocês são a mãe e a Filha de Dianna de La Garza ?
- Sim somos. ,-dissemos uníssonas
- Ela precisa de uma doação de sangue. Vocês já sabem quem a fará ?
- Eu doarei doutor. ,-falou minha vó
- Ok, venha pra a sala de preparação.
- Demi fica aí quietinha, não vai demorar, a sua mãe ficará bem.
Depois de meia hora, minha avó volta.
- Não vai demorar ? Isso demorou pra caramba! ,-eu disse
- Mas deu tudo certo. Ela vai receber meu sangue. Agora vamos para casa, já está tarde e você tem que ir para a escola amanhã.
- Sem condições de eu ir para o colégio com a minha mãe numa UTI.
- Mas mesmo assim, você é muito novinha e está tendo que lidar com esse estresse todo, tem que descansar.
- Ok, vamos.
E assim fomos...
Quando cheguei em casa meu pai não estava, devia estar provavelmente em algum bar enchendo a cara ou pegando mulheres por aí. Ah mas ele ainda vai pagar caro! Tomei um banho rápido e deitei em minha cama refletindo tudo o que tinha acontecido hoje.
- Demi querida, quer tomar um café ?
- Não vó, não estou com estômago para nada.
- Ok, então boa noite, dorme bem. A sua mãe ficará boa, e, se você não estiver em condições de ir a escola amanhã não precisa. ,-falou ela beijando minha testa
- Ok, boa noite.
Eu tentava dormir mas estava totalmente sem sono, a preocupação e a angustia falava mais alto. Ainda não sabia o real motivo daquilo tudo ter acontecido, foi aí, que me lembrei da câmera escondida de segurança que tinha na sala. Só minha mãe e eu sabíamos disso.
Me levantei devagar para não acordar minha vó e fui em direção a sala, peguei a câmera que ficava atrás de um quadro e voltei ao meu quarto.
Chegando lá estava com medo de ver o que tinha gravado, mas a curiosidade me fez ligar a câmera. Eu avancei até 10:30 da manhã que era o horário em que minha vó saía e eles ficavam sozinhos em casa. Quando dei o play me horrorizei com o que eu vi: Meu pai deu um empurrão na minha mãe, o que a fez cair no chão e ralar o joelho, depois ele a puxou pelo cabelo e a estapeou, ele esfregou sua face na parede, não deu para entender muito o que eles falavam por que o som não era de muita boa qualidade, mas ela gritava e ele dizia algo como: Aqui o que você mercê vadia.
Estou totalmente horrorizada, por mais que minha mãe tenha feito algo de errado, como ele poderia ser tão cruel ? Mas isso não vai ficar assim, eu não posso deixar passar barato.
CONTINUA...
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