Skyrim - Das cinzas

17 Capítulo XVII - Um Pesadelo Bastardo


—Me desculpe, rapaz. — afirmou Brynjolf de Riften. — Não posso ajudar com isso. Somos ladrões, não assassinos contratáveis.

Brynjolf era um homem alto com cabelos ruivo-escuros na altura dos ombros e um cavanhaque que sempre parecia mais limpo que seu cabelo. Duncan nunca soube muito sobre ele, apesar de agora serem ambos grão-mestres da Guilda, mas tinha certeza que, apesar de se apresentar como “de Riften”, ele não nascera em Skyrim. Seu sotaque se distanciava muito do sotaque local, mesmo do sul da província.

—Não é sobre assassinato que estou falando, Brynjolf. — retrucou o rapaz de cabelos brancos, agora com uma entonação amarelada pela luz das tochas. — Se esses vampiros vencerem a guerra, não haverão mais cidades pra saquear.

—Eu até entendo, rapaz, mas… não posso forçar os membros da Guilda a entrarem nessa guerra.

A porta da cisterna se fechou num estrondo. Duncan sabia quem era antes mesmo de olhar.

Vex era uma mulher de beleza incalculável. Seus cabelos eram quase tão brancos quanto os de Duncan, agora longos, apesar de ela manter a franja mais curta do que o resto. Sua estatura era baixa, mesmo para uma Imperial, mas tudo em seu corpo era perfeitamente simétrico. Duncan e Vex se aproximaram muito durante sua estadia e atividades na Guilda, sendo até que Duncan descobriu que Vex sente atração tanto por homens quanto por mulheres. Mas a relação entre os dois sempre foi algo mais como dois irmãos, e isso podia ser confirmado pelo fato de que eles já tiveram momentos a sós em uma situação bem constrangedora, e nenhum dos dois liga para isso.

—Então, — disse ela, com o mesmo tom convencido de sempre — o filho pródigo voltou.

—A pequena Vex… -Duncan sorriu com um tom debochado — você não achou que se livraria de mim tão fácil, achou?

—Olha… até que eu achei.

Os dois riram e se abraçaram.

—Senti sua falta, baixinha.

—E eu a sua, seu cabeça dura. Te vi zanzando na sua casa esses dias atrás, quase entrei pra dar um oi, mas tinham guardas atrás de mim.

Duncan riu.

—Se não, não seria você. Sempre com pressa, ou porque conseguiu não ser vista, ou por ter sido vista e já estar conseguindo escapar.

Serana pirragueou. Duncan sorriu.

—Serana, essa é Vex, minha irmã de consideração aqui da Guilda.

—É um prazer. — Serana curvou a cabeça ligeiramente.

—O prazer é meu. — respondeu Vex — Você é a nova namorada do Duncan, é? Saiba que tem que passar pela minha aprovação antes.

—Eu preciso da aprovação de alguém além da de quem eu vou estar junto, agora? — Serana disse, em tom de desafio.

Vex gargalhou e olhou para Duncan.

—Gostei dela. Está aprovada. Mas… — ela olhou para Serana bem nos olhos — pelos seus olhos, você é uma vampira, certo?

—Certo…

—Ué, Duncan? Não era você que tinha todo aquele papo de odiar vampiros e tudo o mais?

—Era…. mas ela é diferente.

—O que nos leva ao porque Duncan está aqui — disse Brynjolf.

Vex olhou inquisitivamente para Duncan.

O rapaz suspirou e contou toda a história e seu plano.

—Olha, Duncan, — disse Vex, por fim — eu te amo como um irmão e tudo mais, mas… somos ladrões, não nos arriscariamos tanto sabendo que a morte seria certa!

—Se Harkon vencer, aí, sim, a morte vai ser certa, Vex. — o rapaz retrucou.

Serana pensou rapidamente e soltou:

—Se nos ajudarem, tenho certeza que gostarão dos espólios.

—Espólios? — perguntou Brynjolf, mudando de tom. — E que espólios seriam esses?

—Meu pai é um dos mais poderosos e antigos vampiros em Skyrim. O castelo dele tem itens inestimáveis, dinheiro, ouro, jóias, estátuas, itens mágicos… E acredite quando eu te digo, vocês vão poder encher os bolsos e ainda sobrar para minha mãe ter uma vida confortável quando voltar.

—Encher os bolsos, eh? — Brynjolf alisou seu cavanhaque e a barba por fazer que já crescia em suas bochechas. — O que acha, Vex? Será o necessário para convencer a Guilda?

—Hm… talvez. Mas talvez eles precisem pensar um pouco. Faça o seguinte, Duncan… ande um pouco pela cidade com a sua namoradinha, descanse… Assim que tivermos uma resposta te procuramos.

Mas Duncan não teve tempo de responder.

Um dos ladrões, um que Duncan não reconheceu devido à sombra que o capuz fazia em seu rosto, chamou por Brynjolf. Havia uma emergência na cisterna.

Quando correram em direção à porta, Duncan notou que havia algo de errado. Olhou para o ladrão, viu por debaixo da sombra do capuz os brilhantes olhos vermelhos. Não teve tempo de praguejar. Foi pego pelo pescoço e arremessado no meio da área da cisterna. A porta se fechou atrás do grupo. O corpo do verdadeiro dono da roupa jazia dentro da fonte da cisterna, agora na cor carmesim, totalmente desfigurado e irreconhecível. Logo o corpo lentamente saiu da água levitando e parou no meio do ar. Duncan sentiu algo agarrando-o pela cintura, depois ele foi atirado no chão uma vez mais, dessa vez por Serana, que gritou algo sobre proteger o rosto, então o corpo levitante explodiu numa bola de sangue.

O vampiro então caminhou pela passarela da cisterna lentamente.

—Eu finalmente achei vocês dois. — disse ele, com um sorriso de canto.

—E você é? — Duncan perguntou, ainda um pouco desorientado.

—Eu? Sou Arcinuis Hermes, um dos agentes de Lorde Harkon e, se me é permitida a audácia de dizer, filho bastardo do mesmo.

—O que?! — Serana perguntou, estarrecida.

—Sim, Serana… eu sou seu meio-irmão. Ou você achou que depois da partida de sua amada mãezinha traidora, nosso pai iria simplesmente parar de sucumbir aos desejos da carne? Claro, ele diz não ter tempo para coisas triviais tais como esposas ou filhos.

—E mesmo assim você o serve? — provocou Serana — Impressionante.

—Sirvo, — respondeu Arcinius — até o momento que me for conveniente. Vocês têm o Arco de Auriel, o que fará com que nenhum vampiro tema o sol. Assim que o sol for apagado da existência e Nirn estiver na escuridão eterna, eu posso facilmente me desfazer de nosso querido pai.

Duncan levantou já sacando a Dawnbreaker. o golpe teria sido certeiro, se o vampiro não se desintegrasse numa pilha de sangue.

Quando olhou em volta, viu que todos na cisterna exceto ele e Serana haviam virado estátuas de sangue congelado.

Mas antes de acabar com vocês, quero brincar um pouco… afinal, nunca brinquei com a minha irmã mais velha.

—Vá pro inferno! — Gritou Serana.

Ah, mas que mal exemplo para o seu irmãozinho, Serana… não me faça arrancar sua mandíbula fora para que não fale besteiras!

—Solte eles, Arcinius! — disse Duncan — É a nós que você quer! Deixe-os em paz!

Mas é claro, Duncan… eu os soltarei, quando jogarem o meu jogo. Até lá, ficarei me alimentando de sua força vital… rápido, o tempo está passando!

—O que temos que fazer?

Aaaah, então vocês vão brincar, afinal? Certo… o seu objetivo é simples: chegar ao único lugar em Riften livre dessa minha maldição. Caso o contrário, a cidade toda morrerá, incluindo seus amigos. Boa sorte, meus cordeiros.

Antes que saíssem, porém, alguma coisa chamou Duncan para a estátua de Nocturnal que, apesar de estar com algumas manchas de sangue, não estava tomada pelo mesmo. O rapaz tocou a estátua e sentiu uma energia muito familiar percorrer todo o seu corpo. Não precisou olhar para si mesmo.

—Duncan?! — Serana foi tomada pelo medo por um segundo.

—Eu estou bem, vamos.

—Mas você está…

Duncan não precisou que ela terminasse. Ele sabia que aquela aparência era a que ele havia tomado no Soul Cairn, quando Nocturnal apareceu para protegê-lo. Sua pele apresentando trincos, de onde saía uma diabólica luz roxa. A mesma saía de seus olhos e de sua cicatriz.

—Por que fez isso?

—Não sei. Nocturnal ordenou para que eu o fizesse.

Eles se encaminharam para fora da cisterna. O céu também estava vermelho e, ali no cemitério, Duncan sentiu uma presença muito, muito ruim. Ao olhar em volta, se deparou com algo que ele não reconheceria em primeira instância. Uma criatura recurvada, quase humana, de orelhas levemente pontudas, enormes presas, grandes de mais para caberem na boca, e penetrantes olhos vermelhos, vestindo o que um dia já foram roupas nobres, agora rasgadas e podres.

—Droga… — sussurrou Serana.

—O que é isso?

—Lembra-se daquela vampira que encontramos na cisterna do castelo de meu pai?

—A que estava desnutrida? Lembro, sim.

—Ela estava em meio ao longo e perturbador processo de se tornar isso.

—E o que fazemos?

—Você está com os batimentos cardíacos muito fracos desde que tocou naquela estátua. Não faça movimentos bruscos. Se aquela coisa não perceber que você está vivo, talvez não estejamos em um perigo muito grande.

Duncan olhou para a tumba aberta próxima a ele. De repente, um frio lhe percorreu a espinha. Um pressentimento muito, muito ruim.

—Serana, temos que sair do cemitério. Agora.

Eles saíram dali, os olhos vermelhos da criatura os seguindo, olhos famintos, irracionais e…. vazios.

Ao saírem e darem a volta ao redor da antiga mansão de Mercer Frey, caíram no pátio da cidade, onde haviam mais estátuas de sangue. Andaram pela feira, contornando as pessoas, rostos dos quais Duncan já conhecia bem. A elfa vendedora de peixe fresco, para quem Duncan trouxera dentes de Wraith para ajudar a conservar a comida, a vendedora de armaduras, sempre rude, mas longe de ser odiável, Mjol, a leoa de Riften, para quem Duncan recuperou a espada perdida numa ruína Dwemer.

—Então… — indagou Serana — onde você acha que é esse lugar “além do alcance” dele?

—Estou pensando nisso. Talvez seja o Templo de Mara aqui na cidade. Um lugar que prega amor e iluminação não deve ter sido afetado.

—Então… é o fim da linha para mim, eu acho.

—Por que diz isso?

—Porque, como uma vampira, eu não posso entrar em templos.

—O que acontece se você tentar?

—Eu não sei… mas foi me dito, por minha mãe, que eu estaria banida de qualquer templo que não fosse dedicado à Molag Bal. Mas se for realmente o caso, eu estou disposta a quebrar essa regra e aguentar as consequências.

—Não. Tem que ter outro jeito.

—Não há. Vamos, Duncan. Me mostre onde é o Templo de Mara.

—Certo…

Duncan tomou rumo para lá, até que ouviu um som. Um som incômodo de passos descalços e lentos. Novamente, o frio na espinha. Olhou para trás, e lá estava aquela coisa do cemitério. Ele havia os seguido até lá.

—Serana…

—Eu sei.

—O quanto isso é um problema?

—Muito.

Duncan pôs a mão em Dawnbreaker, apenas para descobrir que a espada não estava lá. E nem a lâmina dos Nightingales, do outro lado de sua cintura.

Tentou lembrar-se de como a havia perdido, mas não havia tempo. A coisa deu um passo adiante. Duncan ouviu o som de madeira sendo riscada, e viu que num dos telhados acima deles estava outra criatura que, como uma gárgula, estava encurvada na borda do telhado. E uma terceira, aparecendo de uma viela.

A primeira criatura avançou com ímpeto na direção dos dois. Duncan fez um sinal com a mão e da mesma saiu uma rajada de fogo e faíscas. Mas, ao contrário do fogo saír em sua cor natural, ele saiu com a mesma cor roxa pálida de quem o conjurou. A rajada de fogo apenas afastou a criatura por conta do susto, mas manter uma rajada contínua era um esforço muito grande para Duncan. Ele sabia que segurar o feitiço o levaria à exaustão.

—Temos que sair daqui, Serana.

—Eu sei. Vá para o Templo, eu vou atrasá-los e te encontro lá.

Duncan detestava a idéia, mas uma vez mais forçou-se a lembrar que ela tinha um conhecimento maior sobre vampiros do que ele. Se ela dizia que eram perigosos, ele tinha que acreditar. Continuou com a chama roxa crepitando em sua mão, caso ainda tivesse que se defender. Andou pelas ruas de Riften, as quais já conhecia como a palma de sua mão, até o Templo de Mara.

Olhou para trás para se certificar de que não havia sido seguido, então tentou abrir a porta. Ela estava trancada por dentro, Duncan não tinha tempo de achar outra forma de entrar. Preparou um chute e o deu bem no meio das portas. Apesar do tranco, a mesma não se abriu. Tentou novamente, obtendo o mesmo resultado. E de novo, e de novo, e de novo.

Após dado tempo, ele estava totalmente acometido por um cansaço muito, muito grande, mas a porta parecia não se abrir. Ele, por alguma razão, sabia que o “local seguro” era ali, e por isso Arcinius não permitiria sua entrada. Preocupava-se com Serana, que não aparecera até então. E sua força sobre-humana viria bem a calhar naquela situação. Decidiu que andar pelas ruas de Riften o levaria à morte certa e decidiu que viajar pelos telhados seria o ideal. Olhou para uma das paredes do Templo, afastou-se um pouco, correu na direção da mesma e deu o impulso, dando mais três passos na parede, permitindo que ele conseguisse se agarrar na borda de uma das janelas. Usou-a para escalar até o telhado e, habilmente pulando de um para o outro, procurou pelas ruas, tomando cuidado com aqueles vampiros decrépitos. Avistou, então, a armadura vermelha e a capa com capuz. Desceu dos telhados com a graça de um gato e foi até ela.

—Serana?

Mas ela não respondeu. Ele tocou seu ombro, então Serana explodiu em uma bola de sangue, jogando Duncan para trás. Aquilo parecia queimar. Diante dele, Serana apareceu, olhando ameaçadoramente com as presas arreganhadas e suas magias crepitando em suas mãos.

—Peguei você! Espere…. Duncan? Pelos Oito… você está bem?

Ela vestindo o que parecia ser apenas uma armadura velha em seu torso, a qual provavelmente roubara daquela mercadora ranzinza, e sua calcinha. Duncan pirragueou.

—Isso só arde um pouco, mas vai passar.

—Me perdoe! Eu tinha feito uma armadilha com as minhas roupas praquelas coisas e….

—Está tudo bem. — respondeu ele, tentando evitar olhar para as finas e torneadas pernas de Serana — O Templo está trancado. Acha que consegue arrebentar a porta?

—Vamos ver.

Duncan quis morrer por ter que ir na frente, mas mostrou o caminho. Ambos estavam com suas magias já conjuradas, no caso de mais alguma daquelas coisas aparecer. Ao chegarem na porta do Santuário de Mara, Serana, mesmo com os pés descalços, fez um estrago muito maior na porta do que Duncan com um único chute. Ao entrarem, no entanto, foram surpreendidos por duas das criaturas, que pularam sobre eles. Duncan conseguiu segurar a cabeça da criatura para evitar a mordida, apesar de estar preso ao chão por ela, mas Serana não conseguiu reagir. A armadura atrapalhou seu movimento. O vampiro a mordeu bem no pescoço.Ela olhou para Duncan e estendeu-lhe a mão.

—Serana!!! — ele gritava.

Seus dedos quase alcançavam os dela, mas a mordida fizera efeito e os dedos de Serana logo se tornaram pedra, e, numa enorme velocidade, viraram pó, processo que, como Duncan pode constatar em pânico, ocorreu primeiro com seus membros e começou a acontecer com seu rosto, bem lentamente. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Ela soltou um último sussurro.

—Duncan…. eu não…

Mas ela não completou a frase, sua cabeça virou pó e foi varrida pelo frio vento que entrava pela porta.

—Serana! Não!!! NÃO!!!

O próximo som que saiu da garganta de Duncan foi um rugido alto e animalesco.

***

Duncan abriu os olhos. Ele estava de volta ao chão da cisterna. Arcinius olhava para ele em pânico.

—Como? — perguntava ele — O que diabos é você?

Duncan levantou-se e saltou em cima do vampiro numa velocidade muito maior do que Arcinius poderia ter previsto, agarrando seu pescoço com tamanha força que nem ele, com a força de um lorde vampiro, conseguia se soltar. Os olhos em cima dele não eram os olhos de um humano, nem de uma possível presa. Eram olhos animalescos. Olhos de um predador. Olhos que brilhavam em um amarelo tão intenso que fazia os olhos doerem ao olhar de volta.

A voz de Duncan retumbou como um trovão.

—VOCÊ!!! VOCÊ TIROU ELA DE MIM!!!! EU VOU TE MATAR!!! EU VOU ARRANCAR CADA ÓRGÃO DO SEU CORPO!!! EU VOU ----

Com um rugido desumano, Duncan arrancou a cabeça do vampiro de cima dos ombros. O corpo virou pó, enquanto da cabeça sobrou apenas o crânio queimado, o qual Duncan quebrou apenas fechando o punho.

Mas logo depois toda aquela raiva se foi. Além dele, havia apenas a escuridão e o vazio, como na noite em que sua família foi morta. Uma vez mais ele se viu de joelhos. Uma vez mais, ele não conseguiu segurar o choro, que veio em ondas fortes e soluços.

***

—Duncan? — ele ouviu uma voz doce, um pouco chorosa, chamando-o.

Sentiu, então, os dedos delicados e frios em seu ombro.

—Duncan, está tudo bem… eu estou aqui…

Ele sentiu então um abraço que, ao mesmo tempo que era frio, era extremamente caloroso e o fazia se sentir seguro.

—Serana….

—Eu estou aqui, Duncan…. está tudo bem…. acabou…

—Eu achei que você…

—Foi uma ilusão… uma muito poderosa, tanto nem mesmo eu consegui ver por trás de seu véu…

—Me perdoe…

—Está tudo bem…. está tudo bem agora… Shhhh….

Duncan respirou fundo, sentindo o perfume de Serana. Um cheiro de flores, um cheiro doce e suave.

Então olhou em volta. Toda a guilda estava lá olhando, preocupados e curiosos.

Vex foi a primeira a vir até ele. Ela deu seu típico sorrisinho.

—Você sempre foi um chorão, não é, irmãozinho?

Mas ela também deu um abraço caloroso.

—Obrigada por salvar a gente, seu cabeça oca.

Brynjolf veio até ele e colocou a mão sobre seu ombro.

—Bom trabalho, rapaz. Pela segunda vez, você salvou essa Guilda. Creio que estamos em débito com você. E já sei como vamos lhe pagar.

Ele se virou para os outros membros.

—Escutem! Esse rapaz aqui salvou as nossas bundas desse maldito vampiro! Somos uma Guilda e, portanto, ajudamos os nossos! Vamos ajudar a ele contra esses vampiros, já que, se a garota com ele estiver certa, vamos ter mais ouro nos esperando do que podemos carregar!!

Todos gritaram com vigor em resposta.

—Aí está, garoto. — Brynjolf de Riften olhou uma vez mais para Duncan — Você tem seu pequeno exército.

—Certo. Encontrem-me no Forte Dawnguard, no Cânion Dayspring, aqui perto de Riften. Lá, faremos um plano de ataque com os membros da Dawnguard.

—Vocês ouviram, rapazes! Peguem suas melhores armas! Vamos para o Forte Dawnguard!