Notas iniciais
Bem gente, esse é um capítulo teste. É o prólogo da história. Se gostarem comentem que querem mais ou me mandem uma ask no meu tumblr (a-young-immortal.tumblr.com), pode ser em anony ou não, a escolha é de vocês. Só que eu amo escrever e queria saber o que acham do meu primeiro "capítulo". Sejam sinceros! Boa leitura, nos vemos lá embaixo!

A Torre Eiffel estava logo a minha frente, emoldurada por nuvens brancas e árvores com suas folhas marrons, amarelas e vermelhas em cores outonais. Turistas passavam por ali e tiravam fotos, sem perceber o garoto de 16 anos tocando violão a 20 metros acima da cabeça deles. Aquilo era divertido. Ver o jeito que eles ficavam quando viam a torre. Ela era linda, mas vi ela minha vida toda, então com o tempo, para de ser uma bela atração e começa a ser somente um bando de barras de ferro empilhadas. Naquele dia, um domingo para ser mais específico, eu estava levemente tomado por uma onda meio Green Day. Estava vestido com calças e uma camisa de mangas curtas pretas e uma gravata vermelha. Meus olhos azuis estavam cobertos de maquiagem. Vestido daquele jeito, eu me sentia uma espécie de Billie Joe muito mais novo.

Comecei a tocar 21 Guns e cantar. Cresci ouvindo essa música. Meus pais se conheceram quando ela estava tocando em uma festa na casa de algum amigo e a ouviam todos os dias e com mais vigor no dia de seu aniversário de casamento. Mesmo após minha mãe morrer em um acidente, meu pai continuou ouvindo essa música. Agora essa música era um elo entre mim e minha mãe. Por isso me dediquei ao máximo para aprendê-la e posso toca-la com maestria completa. Gostava de tocar ela, pois sentia minha mãe ali comigo.

Me virei para trás,e olhando para dentro do apartamento, vi meu pai segurando aquele maldito livro. Era um livro pequeno, surrado de capa vermelha dura e brochuras. Não era grande coisa, mas meu pai carregava aquilo como se sua vida dependesse disso. As páginas já estavam gastas e amareladas de tanto serem utilizadas e algumas páginas tiveram de ser coladas novamente por estarem caindo. Ele estava anotando alguma maldita coisa naquele livro. Ele nunca havia me deixado ler nada que estivesse naquilo, quase como se fosse um diário. Isso era, definitivamente, uma coisa que me irritava sobre o meu pai. Nunca soube o porquê de ele ser tão apegado naquela coisa. Voltei a olhar pela janela, tocando a música quando ouvi batidas violentas à nossa porta. Franzi o cenho. Eram 15:52 do domingo e nós nunca recebíamos visitas. Temi que talvez minha música tivesse irritado algum vizinho.

Meu pai se levantou, colocando o livro no bolso do casaco e espiou no olho mágico. Então de repente, ele empalideceu, me olhou e disse, baixo, de maneira que, quem quer que estivesse na porta, não o ouviria:

– Vá para o seu quarto. Agora.

– Quem é pai? – Disse no mesmo tom de voz

– Vá para o seu quarto. Agora. – Ele adicionou um tom de urgência na voz.

Não hesitei. Meu pai não costumava fazer muito barulho por nada. Corri para o quarto, que era no final do corredor que dava direto para a porta e entrei, deixando nada além de uma pequena fresta aberta, onde fiquei espiando o desenrolar da história. Me arrependi de tal curiosidade segundos depois, quando meu pai abriu a porta revelando uma criatura horrenda, de face totalmente branca, exceto por dois buracos onde deveriam ser seu olhos. A coisa vestia negro da cabeça aos pés e na mão segurava uma espécie de arma. Engoli em seco e sufoquei o grito quando o monstro atravessou o meu pai com a espada, espirrando o seu sangue no carpete. Então, após tirar a lâmina de dentro do meu pai, levantou a cabeça e olhou na minha direção.

“Puta que pariu” foi a primeira coisa que pensei. A segunda foi “meu pai tá morto”. A terceira, “merda”. A quarta, “agora eu vou morrer também.”

Me afastei da porta e me joguei para debaixo da cama, onde poderia me esconder do troço. Esperei. Esperei. Esperei. Já haviam se passado cerca de 15 minutos e nada. Me aproximei da borda da cama e a avistei na janela. Estava virada para mim. Os buracos negros me encarando. Ela apontou para mim, um dedo branco, ossudo e fez o sinal da cruz invertida. Então, pulou a janela. No mesmo momento, comecei a sentir um dor tremenda consumir o meu corpo.

Notas finais
Bem gente, se teve algum erro de português, por favor me mostrem, e pooooooor favor comentem ou mandem uma ask. Novamente, meu tumblr é a-young-immortal. Por favor, mandem review.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.