Skin & Bones

4 Quase estragou a goela.


Notas iniciais
Ei ei, está lendo e não comentando? Gente, preciso saber como está indo a história. Lup Lup Lup Lup QUEM LEMBRA DE ICE GIRL? Vão ter uma surpresa aqui no capítulo, pimpolhos. Algumas frases eu peguei do Tumblr, porque não sou uma poeta, flw.

Logo depois...


Ela é louca. Ele é louco. Eles são loucos

— Meninas, quando bater aquela vontade louca de ligar pra ele. Façam como eu e lembrem-se da frase: VONTADE DE DÁ, PASSA! — berro a última parte fazendo todos do restaurante me olhar. — Opa, desculpe! A frase correta é: vontade dá, depois passa, né?! — dou de ombros.

— Ai, ai, esse meu subconsciente lembrando dele é fogo! — fala uma loira de olhos verdes que não conheço.

Sim, estou falando com desconhecidos. Sentei numa mesa de meninas e começamos a conversar do nada.

— Calma o fogo miga. — outra loira fala rindo. — Qual é seu nome loira tingida? — é loiro natural, teus seios que são tingidos (??)

— Elsa ou Charlotte. — roubo a maçã da ruiva fogo no rabo. — e vocês?

— Meu nome é Rapunzel — diz a loira de seios que só pode ser falso — e sim, é silicone amour. — lê mente agora?

— Sou Merida, mas pode me chamar de Meri e ela de Punzie — isso é lá apelido, puta que pariu.

— Claro. — falo irônica, olho pros lados e vejo o garoto do milkshake.

— Ai gente, meu primo! — diz Punzie apontando pro Zé ninguém.

— é feio apontar — cantarolo baixo.

— JACK! JACKSON VEM AQUI! — O tal Jack vira e sorri caminhando até a gente. Fudeu geral. — Gente, esse aqui é o Jack. — mulher, o restaurante todo sabe, você quase estragou sua goela de tanto gritar.

— E Aí Punzie, Meri né? — Merida assenti com cara de puta. — e você é...pera. — ah pronto, agora danosse. — loirinha tingida do milkshake? — Porra, sou loira natural.

— É natural, você que é tingido. — cara, o cabelo dele é branco.

— É natural. — Claro querido, é o Noel então? — Como conheceu a Punzie e a Meri? — eu ainda não me acostumei com "Punzie" É como se fosse "Pun" e "Zie" juntos. Zie solta pun. — tá rindo do quê ô sem sol? — o sujo falando do mal lavado, ou melhor, um branquelo falando de uma branquela.

— Caralho, sentei na mesa de estranhos e deu merda. Bem que a Eliete falou: Não fale com estranhos, vai dar merda.

— Você é louca. — falou todos em coro. Vish, tá parecendo uma música de forró, todo mundo cantando em coro. — mas bom, preciso ir. — falou Merida.

— Vou contigo. — diz Punzie. Pera, não vai me deixar sozinha com esse ser não.

— Eu não vou ficar com essazinha não.

[...]

— É azul, não verde. — reviro os olhos irritada. Esse garoto não sabe diferenciar nem uma cor.

— É verde, verde bebê. — misericórdia, o boiola é mais burro do que eu.

— Azul. — falo impaciente.

— Verde.

— Azul.

— Verde.

— Verde.

— Azul. — diz Jack me fazendo rir. — Não pera.

— Pera nada, é azul e pronto. — dou de ombros. — até que você é legal boiola. — faço um joinha.

— Digo o mesmo, tingida. — mas é um filho da puta mesmo. Levanto sem dizer nada e saio do restaurante.

Se ele acha que vou pagar, está errado.

— Ei ei, vai aonde? — vejo o boiola correr.

— Pra minha casa né, ô bipolar. — sim, bipolar.


"- Eu não vou ficar com essazinha não. — Rapunzel rio e saiu com Merida. Jackson se sentou no meu lado e falou: — Eai, qual é teu nome?"

— Bipolar? — Yes.

— Tchau fofys. — dou um tchauzinho e chamo um táxi. Deu em que? Lama claro, lama no Frost. — Que sorte. — rio.

— Que azar. — bufou irritado e saiu andando, me deixando sozinho.

Como diz a mulher da França lá de Ice Girl, pimpolho.

##

— Pimpolho? Sério isso? — Anna começou a rir e como a risada dessa bixa é contagiante, ri também.

— Aham. Agora levanta e bora arrumar essa casa antes da Eliete chegar. — Minha irmã faz bico e dou meu dedo do meio em resposta. — Pega a Broom (Vassoura) e eu fico com a shovel (Pá) — Anna assentiu e pegou a Broom. Procuro a shovel e encontro ela lá debaixo da mesa -q

— Bora, bora. — rio com a cara de preguiça da minha irmã.

Escravas modo On

Anna pegou a vassoura e começou a varrer o corredor lá de cima. Encosto a shovel na parede e procuro o mop (esfregão).

— Ô CRIATURA, CADÊ O MOP? — Berro da cozinha com cara de cu.

— TÁ NO BANHEIRO. — Porque diabos? — NEM PERGUNTE, EU PRECISEI PRA LIMPAR DEPOIS DA DOR DE BARRIGA DA MÃE. — Vish.

— PRECISA MAS NÃO. — Eu que não vou encostar naquela coisa.

— OKAY.

Pego a shovel e subo as escadas.

[...]

— Morri, ô casa grande do caralho. — suspiro cansada.

— É, e a gente fica falando que é pequena, curuzes. — Digo um "poisé" de resposta e ligo a TV. Com o controle na mão, pulo no sofá e fico deitada tapando todo o espaço. — Ei, também quero sentar. — a pimpolha bufa irritada, que stress. Ignoro a mesma e continuo assistindo futebol americano.

— Tem como sair da frente?, traste. — a mesma obedece. — valeu.- Murmuro olhando a TV.

Sabe, quando dei por mim, já tinha me tornado uma pessoa fria e sem sentimento algum. Por mais que tudo em minha volta se mostrasse feliz, meu rancor era maior que qualquer coisa. Fiquei implicante, chata, mal-humorada e sem educação. Sem entender esses risos descontrolados, e inúteis. Essas frases de impacto que nunca salvarão o mundo, essas pessoas que falam de amor como se fosse algo fácil e simples, pessoas que amam pessoas sem nunca terem se visto pessoalmente; amizades falsas e simplesmente por interesse. Enfim, quando dei por mim, fiquei mais crítica e seletiva. Agora só desejo que o mundo me entenda; eu não escolhi ser assim, o mundo me tornou assim. Um dia quem sabe meu senso de ridículo vá embora, e eu volte a gostar do mundo como ele é.

Você nunca sabe a força que tem. Até que a sua única alternativa é ser forte. Nem tudo é como você quer, nem tudo pode ser perfeito, nem tudo é fácil na vida. Como diz Johnny Depp: Meu corpo é meu diário e minhas tatuagens são minhas histórias.

Eu costumava pensar que a pior sensação do mundo é perder alguém que ama, mas eu estava errada. O pior sentimento é o momento em que você percebe que você se perdeu.

Suspiro e me levanto, vou até as escadas e olho Anna. A mesma me olhava confusa, sorriu amarelo e subo as escadas. Caminho olhando aquele corredor, lá no fim tinha uma porta branca, meu quarto. Abro a porta e entro naquela escuridão, meu mundo. Sorriu abertamente e fecho a porta, ando devagar até minha cama e vejo meu diário.

Sim, uma garota fria com um diário, podem achar estranho, mas ele é o único que eu posso desabafar.

Abro o mesmo com a chave que ficava no meu pescoço. Pego o lápis que já estava no diário e deito na cama. Suspiro e começo a escrever:

"Querido diário, eu não poderia estar mais errada, eu achei que conseguiria sorrir e seguir em frente, fingir que está tudo bem. Mas estava enganada, as coisas ruins ficam com você, elas seguem você. Não dá pra escapar, por mais que se queira. Os humanos criaram um vazio em seu coração que nunca poderá ser preenchido. Nunca teremos o bastante. Destruída, acabada, morta por dentro, mas mesmo assim estou sempre com um sorriso, mesmo não sendo um sorriso verdadeiro. Será que eu já posso enlouquecer ou devo apenas sorrir?"