Sixteen
20 The Meeting (parte 2) - capítulo 20
Olivia sorriu, enquanto se afastava de Elliot, vendo o modo ao qual ele abraçava a irmã menor.
– Cynthia, cumprimente. — pediu ele, mencionando Olivia.
A menina saiu do colo dele, e pediu colo a Olivia, que o fez de imediato.
– Oi, qual é o seu nome? Meu nome é Cynthia, tenho seis anos, meu irmão é chato, e o capitão de futebol da escola. Meu papai é policial, e ele manda malvados pra cadeia para que eles nunca mais venham a impotuna-nos.
Olivia riu, e corrigiu a menina:
– Importunar-nos. — riu. — Meu nome é Olivia, conheço seu irmão, o que se torna meio óbvio — riram os três — e ainda não conheço seu pai.
Cynthia desceu do colo de Olivia, colocou-se no meio dos dois, dando-lhes as mãos, carregando-os para perto de seus pais.
Ela tremia, meio receosa em conhecer os pais de Elliot. Não pela mãe — ela já a conhecia -, mas pelo pai.
Cynthia dissera que ele era policial, e que havia pessoas com medo dele. Quem diria, que ela poderia ser uma delas.
– Mamãe, papai! — gritou a menina, aproximando-se dos pais.
Elliot puxou Olivia para um abraço caloroso, fazendo seu pai arquear uma sobrancelha.
– E você é...? — indagou ele, olhando-a com os olhos em chamas. Detestava ser o último a saber das coisas.
Olivia gaguejou.
Elliot olhou o pai, e resolveu falar por ela.
– O nome dela é Olivia, e ela é minha namorada.
Os olhos do pai de Elliot arregalaram-se, e Olivia mexeu-se desconfortável nos braços dele.
– Sua... O quê? E quanto à Kathy? Aquela menina era um tesouro! — gritou Stabler, apontando o dedo no rosto de Elliot, também no de Olivia.
– Pois eu não acho! — gritou Bernardette, mais alto ainda. — Acho Kathy uma menina nojenta e desprezível. Joe, até hoje não entendo como você pode gostar duma garota que só fez nosso menino sofrer!
O pai de Elliot ficou sem ação, relutante. Olivia já tinha os olhos marejados, e foi Cynthia quem percebeu isto.
– Não chore... — sussurrou a menina, puxando Olivia dos braços de Elliot.
Levando-a para a escadaria em frente a porta da casa, a menina contou-lhe a história de "A menina e o porquinho", achando que iria melhorar o estado de Olivia.
– Fim! — disse, contente, conseguindo arrancar um sorriso da jovem.
– Esta é uma história linda... — sussurrou Olivia, olhando o modo ao qual os olhos da menina enchiam-se de esperança. — Mas agora eu preciso de um abraço.
E abriu os braços, vendo como a menina rastejou rapidamente para seu colo, aninhando-se ao seu corpo, depositando seu rosto em seu pescoço.
Olivia fechou os olhos, e abraçou a menina. Suspiraram juntas.
Bernardette e Joe ainda discutiam sobre quem era melhor para seu filho: Olivia ou Kathy.
O menino estava hipnotizado demais com Olivia e Cynthia abraçadas, que parou de dar palpites sobre quem ele achava melhor.
– Filho! — chamou Joe, tirando-o do transe.
– Olhe. — pediu ele, apontando para as meninas, na escada. — Kathy odiava Cynthia. Kathy chamava-a de pirralha nojenta. Kathy não é nada, comparada à Olivia.
Joe ficou boquiaberto, com as palavras do filho, que correu até as meninas, dando um selinho em Olivia, e um beijo no topo da cabeça da irmã.
Abraçou-as e sussurrou coisas no ouvido da namorada, que riu e repassou as palavras para a menor. Todos riram.
Bernardette sentiu a curiosidade atingi-la e correu até eles.
••
Já estavam dentro da casa. Cynthia tomava o chocolate quente que tanto a agradava, enquanto Olivia e Bernardette tomavam o chá de hortelã, indicado pela pequena.
Elliot estava do lado de fora, conversando com o pai. Olivia não sabia se aquilo era bom, ou ruim.
– Ah, Elliot comprou algumas roupas para mim, e... Espero que não se incomode... — sussurrou, envergonhada, falando com a mãe dele.
Ela riu, juntamente com a pequena.
– Não há nenhum problema, querida! — riu ainda mais alto. Olivia sorriu.
••
Olivia já descansava sobre a cama de Elliot, abraçada com seu travesseiro.
A porta se abriu levemente, mostrando claramente o rosto machucado dele. Ainda havia sangue escorrendo, ela vira.
– El... — começou ela, sentando-se na cama.
– Tudo bem, Liv... Eu o desrespeitei, mereci...
– Não! Não mereceu... Você estava defendendo seu ponto de vista... — sussurrou, com os olhos marejados.
Ele abraçou-a e beijou-lhe o topo da cabeça.
Pela pequena fresta, Joe podia ver o amor que seu filho — claramente — sentia por ela.
– Não deixarei ninguém machucar-lhe, certo?
Olivia assentiu, sabendo ser uma pergunta retórica, e quando menos esperava, adormeceu nos braços dele.
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