Sinnoh Dreams - Pearl Saga
3 Capítulo 3. A Promessa.
Já eram 21:00 da noite e Dawn e Lucas acabaram de chegar em Jubilife, a cidade estava muito bem iluminada, as lojas ainda estavam abertas, e pareciam que não fechariam tão rápido. Dawn se encantara com tudo que avistava pela frente, tinha shoppings, salões de belezas e etc... Já Lucas odiara o lugar, era muito movimentado, sem constar que é poluente, carros não paravam de andar, além do barulho infernal de tratores; boates; bailes etc... Dando impossibilidade de dormir.
— Essa é a melhor cidade que eu já visitei! — disse Dawn correndo até uma vitrine
— Pra mim é umas das piores! — reclamou Lucas irritado
— Deixa de ser chato! — disse Dawn voltando para o lado do amigo
Os dois não pensaram duas vezes, e foram para o Centro Pokémon, além de estarem morrendo de fome, seus Pokémons também estavam cansados, já que os mesmos batalharam muito na Rota 202. Dawn melhorou muito suas habilidades de batalha, não perdeu sequer uma luta, mas o forte da menina é o ataque. Já Lucas demorava muito mais, usava bastante golpes defensivos, além de ótimas estratégias.
Ao entrarem no hospital, foram até a enfermeira, e entregaram seus Pokémons. O local era muito agradável, além de um ar condicionado, tinha uma lanchonete, onde tudo os treinadores se alimentavam de graça, no hall, continha uma escada rolante pra subir para o segundo andar, que era formado de um corredor enorme, com cerca de 100 quartos.
Dawn e Lucas comiam dois cachorros quentes na lanchonete, mesmo não sendo um alimento saudável, os dois se deliciavam com a refeição. Depois de comerem, limparam a boca com o guardanapo, e foram então, pedir um quarto para enfim, tomarem um longo banho.
— Com licença Enfermeira Joy? — disse Lucas em frente ao balcão
— Sim?
A médica era elegante, e atraente, seu cabelo liso e cor-de-rosa era de encantar qualquer um, além de um aroma muito agradável que vinha do perfume da enfermeira.
— Poderia ver um quarto para mim e minha amiga por favor? — pediu Lucas gentilmente
— Claro. Só um minuto... — a médica então logo começou a digitar algo em seu computador, Lucas aguardou pacientemente até que a enfermeira fez uma cara desanimada e disse:
— Desculpe, mas, os 100 quartos já foram preenchidos. — anunciou a Enfermeira
— Droga! — reclamou Lucas
— Aconteceu algo Lucas? — perguntou Dawn que acabara de sair da lanchonete
— Não tem mais nenhum quarto.
— O quê?! Você só pode estar de brincadeira comigo não é?!
— É verdade...
— Eu não quero passar a noite na rua!!! — berrava Dawn com lágrimas no rosto
A partir do berro da garota, todos presentes ali já começavam a pensar que a menina era uma barraqueira, que causava um barraco todo santo dia.
— Vem Dawn. Vamos procurar um lugar para ficar... — disse Lucas se direcionando á porta de entrada
Dawn logo foi atrás do garoto, a situação que eles enfrentavam era gravíssima, poderiam acabar dormindo na rua? Isso não era impossível, e onde encontrariam um lugar para dormir? Ao chegarem pelo menos uns 25 centímetros antes da porta, colidiram-se com alguma pessoa, levando-os ao chão, mesmo terem acabado de levar o maior tombo, ninguém moveu um músculo para ajuda-los, apenas ignoraram.
Logo os três levantaram-se com muita dor na cabeça, assim que Lucas foi ver em quem esbarrara, percebeu que era um garoto loiro um pouco maior que eles; vestes de inverno e um blusão listrado.
— Barry? — indagou Lucas
— Luquinhas? Dawn? — surpreendeu-se o garoto
— Nossa, quem é vivo sempre aparece não é? — comentou Dawn, só agora notando o reencontro
Barry foi colega de classe dos dois na sétima série, era um garoto preguiçoso, que nunca fizera nada que a professora pedia. E desde lá, nunca se encontraram novamente.
— Já está muito tarde, por qual motivo, razão e circunstância vão sair do Centro Pokémon á essa hora? — indagou Barry
— Estamos procurando um lugar para ficar. Já que todos os quartos já estão sendo ocupados. — explicou Lucas
— Espera gente! Por que não ficam na minha casa? Meu pai vai aceitar numa boa, e o vovô também está lá, e então? — ofereceu Barry
— Aceitamos! — concluiu Dawn
Os três jovens saíram do Centro Pokémon, e foram andando pelas ruas frias de Jubilife, fazia muito frio, pois estavam na temporada de neve. Pequenos flocos desciam lentamente do céu escuro.
Durante o caminho, os três só conversavam sobre Dawn e Lucas, até que Dawn, resolveu fazer uma pergunta á Barry:
— Seu vô é o Professor Rowan certo? — indagou Dawn
— Sim. — confirmou
— Deve ser legal ter um avô professor. — comentou Lucas
— Sem dúvida. Ele é muito divertido e legal, diferente do meu pai.
Depois disso não fizeram nenhuma pergunta relacionada á Barry. Andaram um pouco, até que chegaram em uma casa que ainda continha os enfeites de natal; bem pequena e feita de madeira.
Barry abriu a porta, que ali dentro, localizavam-se Rowan e o pai de Barry, sentandos em uma mesa, com uma expressão muito séria, porém, a face do professor mudou para melhor com a chegada dos jovens.
— Oi vô, oi pai, esses são meus amigos, Dawn e Lucas, eles passarão a noite aqui tudo bem?
— Sem problemas. — disse o pai do loiro com uma voz austera
— E então Barry, já saiu em uma jornada Pokémon? — perguntou Rowan
— Partirei daqui á uma semana vovô. Já tenho meu Pokémon. — respondeu Barry
— Sério Lucas? — indagou Dawn
— Claro que sim.
— Dawn, Lucas, como anda a Pokédex? — perguntou Rowan agora se referindo aos dois protagonistas
— Bom... Nós ainda não temos uma. — respondeu Lucas decepcionado
— Que pena. Tenho umas aqui, mas é do modelo antigo, querem? — ofereceu o professor
— Claro! — corresponderam os dois
O velho professor abiu sua maleta, e pegou dois aparelhos cor-de-rosa, mesmo sendo as versões antigas, eram bem modernos, possuíam a tela touchscreen, e além de várias informações como pokémons presentes em tais rotas, informações do Pokémon entre outras coisas. Rowan então entregou as duas Pokédex para os jovens.
— Me desculpem. Mas só tinha cor-de-rosa. — explicou Rowan
Lucas se apavorou ao receber seu aparelho cor rosa, Dawn e Barry seguravam as risadas da Pokédex e até da cara de Lucas ao receber o objeto.
— Pai, deixe de lado esse assunto bobo de jornada e vamos falar da herança! — exclamou pai de Barry
— Mas já está resolvido o assunto, 50% pra você e 50% para o Victor! — disse o velho
— Eu merecia muito mais você sabe!
— E o que você fez para ganhar mais?
— Que herança pai? — perguntou Barry metendo-se no assunto
— Não interessa! Agora vai por quarto que não quero mais ver sua cara! — berrou o pai do garoto
— Mas pai...
— Vá agora se você não quiser que eu jogue a praga do seu Pokémon pela janela! — berrou o homem que acabara de levantar-se da cadeira e levantava a mão para o filho
— Eu te odeio. — respondeu o menino com uma cara de ódio
Barry então foi subindo as escadas correndo, e logo Dawn e Lucas acompanharam o amigo, ao adentrarem no quarto, o loiro bateu a porta com força e foi chorar em sua cama.
— Não chore, Barry... — tentou consolar Dawn
— Eu odeio meu pai!
— Não diga assim. — disse Lucas sentando-se na cama do loiro junto com Dawn
— Já está tarde. Aquele sofá ali é uma cama também. Podem dormir ali se quiserem. — disse parando com o choro
— Tudo bem. Vou escovar meus dentes, mas vê se para de chorar. — disse Dawn se levantado
Os jovens se arrumaram para deitar, escovaram os dentes, pegaram cobertores e etc... Ao deitarem, não dormiram direto, tagarelavam a noite toda, estavam se divertindo mais que nunca.
A manhã já chegara, e todos presentes na casa estavam na mesa do café da manhã, estava receada de alimentos, como pães; iogurtes; leite; queijo; manteiga; presunto; suco de laranja e algumas frutas deliciosas. Mas mesmo com o banquete, o clima estava pesado ali, até que Rowan resolveu comentar:
— Espero que a confusão de ontem já tenha acabado não é?
— Talvez. Mas o fato de que eu tive um filho imprestável e burro que nem passou do ensino fundamental não muda! — exclamou o pai do loiro
— Sou muito mais inteligentes que as suas narmoradinhas p@#*#! — berrou o menino batendo na mesa
— Até parece! Você é a pior coisa da minha vida! Todo dia rezo pela sua morte! — gritou o homem também batendo na mesa
Lucas se apavorou, as palavras ali eram muito pesadas e fortes, e sem dúvida aquilo não era um pai, e sim um animal!
— Eu quero morar com meu vô! — anunciou Barry
— Então faz tuas malas e vai morar com ele! E quando esse velho tonto morrer, vou rir muito de você lá no orfanato!
— Respeito! Eu sou seu pai! — disse Rowan para o homem
— Vou lá fazer minhas malas então!
Barry se direcionou até a escada o mais rápido possível, Lucas acompanhara o amigo, Dawn ficou sentada um momento, olhou para o pai do loiro, e disse:
— Monstro!
E levantou-se para ir com Barry. Ao adentrar no quarto, viu Barry pegando mudas de roupas e socando em uma mala, Lucas ajudara o amigo a organizar tudo, logo depois, Rowan apareceu.
— Já fez suas malas? — perguntou o professor
— Já estão quase prontas.
— Estou te esperando lá na sala.
— Ta bom...
— Barry.
— O que foi vô?
— Lutarei por sua guarda..
— Obrigado, vovô. — disse indo abraçar o avô
O professor desceu as escadas e deixou os jovens á sós, Dawn sentou-se na cama de Barry junto com ele, e os dois conversaram.
— Barry...
— Sim?
— Veremos quem pega mais Pokémon. — declarou a nova rival de Barry, Dawn
— Claro....
Os dois cruzaram os mindinhos e disseram:
— Eu pegarei mais Pokémons que você! Isso é uma promessa! — juraram os dois juntos
O único que odiara aquele momento foi Luas, o ciúmes atacou o menino, assistia aquela cena com um olhar de “fica longe dela se não quiser morrer!”. Lucas então parou e pensou era se mesmo ciúmes de amigo?
— Bom Dawn.Não é justo eu com 20 pokébolas e você com anda, pegue 10, dê cinco para o Lucas.
— Obrigada. — agradeceu Dawn
Depois de arrumarem as malas, desceram para a sala, Barry abraçou o avô, e partiu sem nem ao menos despedir-se do pai.
— Vamos Dawn! Já deve ter quartos disponíveis no Centro Pokémon.
— Então vamos rápido pra lá... Luquinhas! — disse pegando a boina do amigo e começando em direção do hospital
— Volta aqui! — falou começando a correr atrás de Dawn
Dawn agora tem seu primeiro rival confirmado, e também uma promessa com ele, mas no final, quem pegará mais Pokémons? Isso apenas o futuro sabe dizer, que por sinal, está muito longe.
Continua
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