Notas iniciais
EU VOLTEEEEEEI! VOLTEI PARA FICAAAAAR! E não me matem, por favor. Eu poderia escrever sim um texto de desculpas e explicar o porque de eu ter sumido porém, primeiro, foram muitas coisas envolvidas e sim, foram coisas sérias como perda de amigo e crise de pânico e segundo, o importante é que eu finalmente voltei e a fanfic está quase acabando! Esse é, oficialmente, o penúltimo capítulo de À La Morgado (que em breve eu mudarei o nome para Singelas Ameaças, o que acham?) e espero que gostem e que ainda comentem. Obrigada a quem está lendo e quem irá comentar, eu adoro isso tudo e estou triste pelo fim chegar tão rápido mas, quem sabe, outras fanfics viram. Só depende de vocês! Sem mais delongas, boa leitura!

— Tá bem, Lauren, você tem três minutos para sair desse banheiro, eu também preciso me arrumar!

O espelho refletia a imagem de uma mulher muito mais madura e feliz. A Lauren que conheceu Camila, aquela Lauren que tinha medo de perder tudo o que tinha por descuido do próprio passado amadureceu, cresceu e ganhou até um novo corte de cabelo, um pouco mais curto com aparência rebelde, assim como tudo em sua essência. Ouvindo Camila murmurar do lado de fora do banheiro, soltou uma breve risada, pegou rapidamente sua roupa espalhada pelo chão do banheiro e com a toalha vermelha em mãos, abriu a porta do local.

— Pronto, Camz, todo seu.

Sentada na cama com os braços cruzados, Camila desviou o olhar da televisão ligada do quarto e, tendo sua respiração presa por alguns segundos, encarou o corpo nu de Lauren enquanto a mesma secava o cabelo molhado com a toalha e jogava o pequeno monte de roupas na cama extremamente arrumada. Mesmo depois de tanto tempo, Lauren conseguia tirar o fôlego de Camila. Os olhos verdes brilharam quando encararam os olhos castanhos e um suspiro fugiu pelo lábio de Camila.

— Não estava com pressa, Camila? — As vidas de ambas eram corridas, Lauren agora era sócia do novo clube de strip-tease Stilletto junto com Normani e Ally, o clube também era uma academia de dança para garotas nos finais de semana. Camila finalmente tinha sua loja de decorações com Dinah e, mais rápido do que poderia imaginar, já abrira sua primeira filial na cidade mais próxima, ficando assim muito mais atarefada. Naquele momento, na mente cansada de Camila, uma voz suave disse para que ela tirasse alguns minutos a mais de folga junto a namorada provocativa. Claro, como se alguém pudesse resistir aos encantos de Lauren Jauregui.

— Na verdade, meu amor, mudei de ideia. Você parece confortável assim, para que roupas?

A gargalhada curta de Lauren fez o corpo quente de Camila arrepiar. Já tirando a camiseta larga de baseball que usava para dormir, Camila sentiu os dedos gelados e úmidos de Lauren percorrerem sua cintura.

— Eu sempre me perguntei isso, pequena. Aliás, bom que não está com pressa porque estou realmente incentivada a prender você dentro de casa hoje, de preferência na nossa cama. — Dito isso, Lauren empurrou Camila para cama e a mesma caiu por cima das roupas jogadas, aproveitando para jogar a sua própria camiseta pelos ares. Com rapidez e agilidade, Lauren retirou a calça de moletom da namorada, levando em seguida a calcinha pequena e verde para o chão. A sincronia das duas era impossível de descrever, seus beijos eram muito mais do que palavras e sentimentos não ditos, eram um grito de amor que ecoava em meio aos suspiros que ambas soltavam enquanto se amavam. Se o fim do mundo chegasse naquele instante, provavelmente as duas nem notariam e se fundiriam para o sempre, mesmo chegando ao fim.

— Quer apostar quanto que daqui cinco minutos a DJ liga para estragar?

— Ela não vai ligar, Camz. Ela não ousaria. — Beijando o pescoço branco e cheiroso, Lauren trilhava um caminho molhado no corpo de Camila descendo até o ventre. — E se ela ligar, você não atende.

Como um encerramento para conversa, iniciou uma série de lambidas na intimidade de Camila, fazendo a mesma estremecer e agarrar o cabelo da namorada, fechando os olhos. Os movimentos de Lauren eram lentos pois sabia como aproveitar as poucas chances de ter prazer da vida corrida de ambas. Camila gostava de um início lento, tirando seu controle primeiro para pedir misericórdia a dona dos toques mais sensuais que já tivera prazer de conhecer e Lauren aprendeu que gostava ainda mais quando ela pedia, sem cerimônias para fazer com força, arrancando gemidos.

Enquanto puxava o cabelo de Lauren, mordia o lábio para não deixar escapar gemidos altos demais pois Camila sabia que a libido da namorada sempre explodia quando ouvia seus gritos de prazer e agora que cedera aos próprios desejos, não deixaria acabar tão cedo. E sabendo disso, Lauren provocava em dobro penetrando apenas a ponta da língua, sentindo Camila arquear-se embaixo de si. Logo, deixando sua própria gana tomar conta de toda a situação, Lauren subiu alguns beijos rápidos pelo tronco de sua parceira para enfim, enquanto beijava-lhe os lábios com fome, penetrar dois dedos em sua intimidade fazendo Camila arquear as costas com prazer.

— Tente não gritar, Camz. — Um murmúrio de reclamação morreu na garganta de Camila quando Lauren começou estocar fundo e devagar, mexendo com seu interior enquanto chupava seu pescoço. Seus gemidos pareciam presos em sua garganta de tanto desejo e alguns tapas foram desferidos no braço firme de Lauren, fazendo-a rir. — Quer mais? Me diz o que quer.

— Você sabe, Lauren! Lauren! — Os gemidos se misturavam com o riso baixo de Lauren enquanto seus dedos trabalhavam devagar. — Rápido, amor... Lauren!

— Ah, rápido? Agora entendi, meu amor.

Os gemidos fracos que antes eram presos na garganta da latina, agora eram soltos e se espalhavam pelo quarto, misturando-se com a respiração pesada de Lauren que já começava a sentir a própria intimidade encharcada assim como sentia a ardência que as unhas de Camila deixavam em sua pele. Para melhorar os movimentos, pegou uma das mãos de Camila e prendeu com a própria mão livre no travesseiro, perto da cabeça da mesma. O som dos dedos de Lauren entrando e saindo da intimidade quente e molhada de Camila deixava ambas com uma pressão no baixo ventre porém, quando Lauren afundou mais os dedos no interior febril, Camila soltou um grito forte e agudo que foi morrendo conforme seu corpo tremia e sua intimidade ficava ainda mais molhada, deixando Lauren satisfeita pela performance porém, ainda com fome.

— Você é tão quente... — Com a respiração ofegante, os olhos castanhos vidraram nos dedos molhados que entravam e saindo da boca carnuda de Lauren. Foi quando os castanhos encontraram os verdes mais profundos que já avistara antes que Camila, colocando as pernas ao redor de Lauren rapidamente, mesmo ainda ofegante, prendeu ambas as mãos de Lauren do lado do corpo da mesma e deixou que a vontade de sentir o próprio gosto tomasse conta de si, beijando os lábios com um leve gosto cítrico.

— Quer pegar fogo comigo? — Os olhos verdes vidraram e reviraram quando a boca de Camila fez-se presente em seu pescoço, mordendo e sugando devagar e com vontade, sabendo que era para marcar bem a pele alva.

— Só me fode logo, Camila.

Em meio a risos baixos, Camila rebolava por cima do quadril de Lauren fazendo assim com suas intimidades, já inundadas por luxúria e prazer, se embalassem como suas almas conectadas. Lauren fechou os olhos quando a outra passou uma perna entre as suas próprias coxas grossas e tudo naquele quarto, o cheiro de ambas, o som de seus sexos tocando-se, fazia com que Lauren perdesse a capacidade de falar. Queria pedir mais, imploraria se fosse preciso entretanto, quando arqueou o corpo e jogou a cabeça para trás, não foi preciso dizer nada para que Camila entendesse a necessidade de prazer.

— Geme pra mim, Lauren. — Camila mal terminou de falar e Lauren gemeu alto. Seu corpo retorcia e seus braços continuavam imóveis apenas pelo peso que Camila exercia sobre eles. Mesmo que quisesse continuar com a pequena e lenta tortura, o corpo de Camila também começou a exigir mais do próprio prazer e aumentando os movimentos do quadril, sentindo Lauren também rebolar sob si, jogou a cabeça para trás, soltando os braços da outra e deixando que suas mãos fossem preenchidas pelos seios fartos de Lauren. — Isso, Lauren, geme. Quero ouvir meu nome.

— Camz! — E quando abriu os olhos verdes, desejou poder lembrar daquela perfeição que era Camila, remexendo-se sobre ela, com uma mão apertando seus seios enquanto a outra apertava e puxava os próprios seios pequenos porém perfeitos para o corpo magro. — Camila!

Os gemidos e nomes proferidos foram ao ápice quando Lauren levou ambas as mãos para o quadril de Camila, apertando sua anca e arranhando a carne sedosa. Camila sentindo novamente o orgasmo preenchendo seu corpo inteiro enquanto sentia a namorada rebolar sob si. Assim que Lauren ouviu seu nome sendo proferido pela boca desenhada que gemia alto e arrastado, deixou com que seu próprio clímax preenchesse seu corpo fazendo-a respirar ainda mais ofegante e sentisse com mais exatidão os líquidos das duas intimidades se misturando.

— Ah, Deus. Lauren. — Permitindo-se cair suavemente e devagar sob o corpo da namorada, sentindo os próprios seios tocando os fartos de Lauren. — Precisamos mesmo disso, mais vezes, baby.

— Por mim, faríamos todo dia. — Enquanto riam e se recuperavam, respirando calmamente enquanto seus corações batiam sincronizados, ouviam um barulho cavo ao longe. — Aposto que é Dinah.

— Provavelmente mas já é uma vitória ela não ter nos interrompido no meio disso aqui. Eu ia ficar emburrada o resto da semana.

— Aposto que sim, Camz. — Enquanto ria, observava a namorada esticar-se sobre si, tateando a cama em busca do celular. Não perdeu a oportunidade de morder levemente o bico do delicado seio enquanto Camila atendia o celular.

— Lauren! — A expressão fechada a fez rir ainda mais e, acariciando as ancas e costas da namorada, observava a expressão mudar. Quando percebeu que poderia ser sério, permitiu que a namorada sentasse em sua frente e apoiou o próprio corpo nos cotovelos para prestar mais atenção na conversa. — Não acredito que é mesmo você?

— Baby, quem é? — Observando a carranca séria de Camila, apurou os ouvidos para tentar reconhecer o som grave que saía pelo auto falante do celular da mesma. — Camz?

— Olha, você... Quer saber, quer tanto falar com ela então espera. — Pela ação brusca da namorada, Lauren pode perceber que era alguém realmente indesejável. Sem paciência e visivelmente brava, Camila passou o próprio celular para a namorada enquanto encarava os olhos verdes com o que parecia ser cautela e medo. — É o seu... É o Michael.

Naquele momento, Lauren esqueceu um pouco de tudo o que havia passado e se perguntou onde ele estava para ligar para ela. Como ele sabia o número de telefone de Camila? Onde ele estava e o que queria ligando a essa hora?

Pegando o telefone com a mão firme, aproveitou para respirar fundo e endireitar a posição de seu corpo na cama, acariciando com a mão livre a coxa sedosa de Camila. Sorriu, apertou levemente a pele lisa e colocou o telefone na orelha, soltando todo o ar que nem percebeu que havia prendido.

— Sim?

— Filha, aí está... Ah, querida...

Aquela voz com aquela entonação de um falso arrependimento estava embrulhando o estômago fraco de Lauren. Já havia passado tanta coisa com ele, já havia se machucado tanto que apenas de ouvir seu falso choro de redenção forjada, fazia sua cabeça latejar.

— Primeiro, eu não sou sua filha. Segundo, não sou sua querida e terceiro mas não menos importante, claro, eu não quero te ouvir, muito menos ver e nem saber da sua existência nunca mais. Eu fui clara, Mike? Posso ajudar em mais alguma coisa?

— Lauren, por favor...

— Escuta. Eu vou perguntar só uma vez, onde você está?

— Ainda na cadeia, baby, eu queria... Queria que você retirasse a queixa que prestou contra mim, você me ajudaria muito. Eu não aguentaria passar mais que dez anos aqui, querida, assim minha pena...

— Sua pena deveria ser prisão perpétua, seu merda. Como conseguiu o celular de Camila?

— Ela é sua namorada, não é?

— Eu vou perguntar apenas mais uma vez, Mike. Onde conseguiu o número da porra do celular? — A voz de Lauren tinha um tom sombrio e baixo, completamente ameaçador. Camila percebeu que a namorada saberia se virar sozinha em qualquer ocasião porém, estava feliz que a mesma tivesse escolhido compartilhar tudo consigo pois mesmo o mais forte dos seres precisa de um porto seguro para o acolher.

— Eu... Eu ainda mantenho gente por perto, por segurança.

— Segurança? Você quase me matou e quer se assegurar? De que, de que eu sou grandinha e me viro sem nunca ter tido um pai?

— Não fale assim...

— Quer saber, Mike, eu já tô cansada disso. Exausta. Você só vai me deixar em paz quando morrer, é isso? Porque se for assim, eu mesmo vou me assegurar disso também. Entendeu, Michael?

— Lauren, querida...

— Se nos incomodar novamente, eu juro por Deus que mesmo que seja preciso gastar uma fortuna para um profissional, faço sua morte parecer um acidente, entendeu bem? Então pense bem se compensa manter informantes... Posso me assegurar que a morte deles não será eventualmente uma coincidência. Passar bem, Michael.

O silêncio reinava sob o quarto, apenas os sons brandos das respirações de ambas era um singelo ruído no momento. Camila observava os olhos verdes vidrados na tela do celular, tentando entender o que era tudo aquilo. Será que mesmo preso, ainda sim seria um martírio? Nunca teriam paz?

— Lolo... — Camila levou uma das mãos para perna de Lauren enquanto a outra afastava suavemente o cabelo da mesma do rosto desenhado. Quando finalmente os castanhos fundiram-se com os verdes, toda a armadura persistente de Lauren desmoronou. — Baby, não... Isso terá um fim, eu sei que vai.

— Como, Camila? Como? Nem na cadeia ele me deixa em paz, não posso colocar sua vida em risco novamente...

— Muito menos a sua. Daremos um jeito, vou falar com o advogado de Ally novamente e tentar obter informações dele na cadeia, nesse meio tempo podemos contratar algum segurança para a loja e para o clube. Ninguém mais vai nos machucar, baby, eu prometo. Você confia em mim?

— Confio minha vida a você, Camz... — Mesmo chorando, Lauren sorriu e abraçou a garota esguia. — Você é a melhor coisa que já me aconteceu, Camila...

— E foi por um motivo. Sabe qual é? — Limpando as lágrimas do rosto, Lauren balançou a cabeça negativamente sentindo a mão de Camila desenhar círculos em sua perna. — Carma, baby.

— Carma?

— É. Carma significa uma ação moral ou atitude que retorna para ti com a mesma intensidade que você realizou, ou seja...

— Carma só será uma vadia se você for. — Em meio à risada, beijaram-se e suspiraram tendo a certeza de que mais um capítulo de suas vidas mudaria. Com dificuldade porém com a cômoda certeza de que estariam juntas.

Quando ambas levantaram-se da cama, o celular de Camila tocou novamente. Trocaram olhares e Lauren atendeu com a voz firme e sem simpatia. Suspirou aliviada quando ouviu a voz raivosa do outro lado da linha.

— Eu sei, Dinah, desculpa! Ela te conta as coisas depois, vamos nos arrumar e prometo deixá-la aí em menos de meia hora.

— É bom que seja na velocidade da luz, Papel! Ou eu mesmo vou te picotar em vários pedacinhos, ouviu?

— Claro, DJ. Como se eu tivesse medo de você.

Camila permitiu-se ir tomar seu banho relaxante pela manhã e, mesmo com os fatores, não estava estressada. No âmago de sua alma, ouvia uma voz calma dizendo baixinho que tudo daria certo.

E ela nunca duvidara de sua voz interior.

Notas finais
Sim, teve finalmente a cena explícita para aqueles felizardos mais safadeeeenhos. O que acharam? Estão prontos para o fim?