Sin City

4 Ressaca pós festa


Notas iniciais
Oieee gente!!!!
Bom, antes de comentar sobre o novo capitulo, gostaria de agradecer a todos que me enviaram seus preciosos reviews. Pessoal adoro demais!!!
Agora sim, capitulo novo....e acho que não vou comentar nada sobre ele....rsrsrs
Boa leitura

Era segunda-feira cedo, melhor não tão cedo assim quando o jovem Kurosaki adentra sua sala com cara de pouco amigos. Abre a gaveta de sua mesa e pega um frasco de analgesico engolindo dois comprimidos de uma vez, realmente sua cabeça estava lhe matando. Solta seu corpo de uma vez na cadeira e fita ao lado a figura de Ishida, que como um quadro qualquer de sua sala observava toda aquela cena.

_ Que é Ishida?

_ Na farra de novo Kurosaki? — ajeitava os oculos e caminhava na direção do ruivo agora.

_ Não enche. — jogou o celular sobre a mesa e ligou seu notebook. _ Oe Ishida, porque não foi na festa de inauguração, seu idiota! Sabia que precisei de você lá? — encarou o rapaz a sua frente com furia nos olhos.

_ Hum, eu tinha mais o que fazer Kurosaki. — ajeitava os papeis sobre a mesa com certo ar de desdem para o seu chefe furioso.

_ AH é?? Como por exemplo ficar transando com a minha emprega a noite toda??!! — levantou-se batendo as mãos com muita raiva na mesa. _ Ainda por cima no meu apartamento seu nerd de merda! — Berrava praticamente na cara do amigo, que agora sentia seu rosto queimar de vergonha.

_ Er...bem....Eu fiquei sabendo que você também ficou acompanhado naquela noite Kurosaki. — com o rosto ainda ardendo, se afastou do irritado ruivo na tentativa de desconversar. _ Mas pelo seu estresse, parece que não foi tudo aquilo que você esperava.

_ Pelo contrario, foi ótimo. Mas teve uma outra coisa, ou melhor pessoa que me tirou um pouco do serio naquela noite. Escuta, mas porque estamos falando de mim agora??

_ Pelo jeito levou um fora da Kuchiki Rukia, e dos feios ainda. — tentava conter o riso.

_ Aquela nanica metida. — proferia as palavras quase que para si. _ Se ela acha que eu vou desistir assim, ela está...-o telefone dele toca o impedindo de terminar a frase. _ Yo, Shinji! Bem na hora, tenho um servicinho para você. — continuava falando enquanto saia da sala em direção ao elevador, sendo atentamente observado por Ishida, que conhecia bem aquele olhar do amigo, de que quando colocava uma coisa na cabeça ia até o fim, ou melhor até conseguir. E isso não seria diferente com Kuchiki Rukia.

O rapaz de cabelos laranjas saiu rapido do hotel, entrando em um táxi que o aguardava na entrada e logo que entrou sairam ou pelos menos tentaram devido ao caótico transito daquela cidade. O veiculo pertencia ao seu amigo Hirako Shinji, sim aquele que sempre levava as donzelas que passavam a noite com o ruivo para onde quer que elas quisessem, quebrando qualquer esperança de que fosse haver algo mais ou mais algum encontro com ele depois.

_ Yo Ichigo meu amigo! Como vão as coisas? — perguntou enquanto enfiava seu carro em meio ao engarrafamento da via. _ Festão na sexta hein?! Da proxima vez lembre-se de convidar os amigos.

_ Cala boca Shinji, você encheu o rabo de dinheiro naquela noite levando aqueles bebuns pra casa. — Ajeitava-se no banco de tras do veiculo fitando o mundarel de carros a frente. _ Aposto que com a grana que você ganhou dá tirar umas ferias de uns seis meses.

_ Cara, sinceramente não tenho do que reclamar nessa parte, mas quer saber um dia eu ainda vou ser dono de um hotel, assim como você e sair acompanhado daquele monte de mulheres gostosas. E por falar nisso, quem era aquela da festa?

_ Quem? Kuchiki Rukia?

_ Não! Essa daí te largou lá no bar. — fitou o rapaz pelo retrovisor com um sorriso debochado enquanto esse franzia o cenho irritado com o comentario dele. _ Tô falando daquela outra peituda de cabelos esquisitos.

_ Ah...Aquela é a Nell, minha contadora.

_ Caramba!!! — Admirou-se freando com tudo o carro que quase se colidia com a traseira do outro. _ Não sabia que as contadoras eram tão gostosas assim.

_ Não sei as outras, mas a minha é. — deu um sorriso discreto, desviando seus olhos para o carro ao lado com duas loiras que se insinuavam para chamar sua atenção.

_ Cara, sou seu fã...numero um...de cateirinha! — falava em uma mistura de risos emocionados e batidas fortes no volante. _ Mas Ichigo....fiquei sabendo que você rompeu com o Yammi, e ele tá furioso.

_ É foi sim Shinji. Não dava mais ele pisava muito na bola, chegava a faltar alguns tipos de bebidas, fora que a qualidade era pessima. Digo porque fui tomar um 12 anos (whisky) que parecia mais alccol Zulú.

_ Sei, mas dizem por aí que ele está querendo a sua cabeça, ainda mais porque você fechou com os Kuchiki. Que eu fiquei sabendo recentemente, fez uma oferta pela distribuidora dele.

_ Tsc, deixa ele. Esse Yammi fala mais do que faz. Agora Shinji, eu tenho um trabalhinho para você, preciso saber sobre a vida de uma pessoa.

_ Vixe, é só você falar quem. Você sabe que comigo não tem erro. — fitou mais uma vez o ruivo pelo retrovisor com um sorriso largo estampado no rosto.

_ Kuchiki Rukia.Preciso saber sobre a vida dela, passado, presente e futuro. Entendeu Shinji. — disse abrindo a porta e descendo do veiculo que retornara ao hotel, após a demorada volta no quarteirão. _ Seja rápido, entendeu?! — enfatizou enquanto o outro acena em sinal positivo e partia com seu taxi.

Hirako era taxista, mas para ele conseguir informações de qualquer especie não era dificil. Conhecia tanta gente, mas tanta gente que ía desde figurões cheios da grana e empresarios bem sucedidos a cafetões e prostitutas que se aglomeravam a cada esquina. Tinha um certo apreço pelo jovem Kurosaki que sempre dava preferencia pelos seus serviços, tanto para os hospedes dos hoteis, quanto para seus assuntos pessoais, e o melhor de tudo pagava muito bem.


Em outra parte da cidade, a pequena morena de olhos violaceos acabava de sair de uma exaustiva reunião com os acionistas minoritários de sua empresa que lhe tomara quase toda a manhã. Como acontecia em todas as vezes em que haviam reuniões desse tipo, amaldiçoava seu irmão por ter vendido uma pequena parte das ações a esses bando de ratos famintos e não a ela. Sozinha ela era a acionista majoritaria com mais de 75% do total e o restante era dividido entre um grupo de acionistas. Dirigiu-se a sua sala passando pela sorridente Hinamori, que logo já lhe interfonava um tanto afoita.

_ Rukia-chan! O Aizen-san ligou e gostaria de confirmar o almoço que havia marcado em sua casa. Posso ligar de volta e confirmar? — palavras brotavam euforicas da boca da garota.

_ Pode sim Hinamori, só diga que irei me atrasar meia hora. — respondeu disfarçando o riso, pois era engraçado a reação que sua jovem secretaria tinha todas as vezes que Aizen ligava. Ficava descaradamente euforica, sorridente, que um raio podia cair em sua cabeça que ela continuaria sorrindo.


Assim que desligou o telefone, ainda em meio aos seus devaneios, uma figura masculina forte, alta e raivosa surge no corredor e com passos largos vai em sua direção. Não exatamente na direção da secretaria, que até tentou perguntar alguma coisa, mas teve os seus protestos totalmente ignorados pelo homem, que tinha um único objetivo: a mulher atras daquela porta a sua frente. Rukia que acabara de ler alguns e-mails e respondia uma mensagem de texto no celular para Matsumoto, teve sua atenção desvida para as vozes que vinham do lado de fora de sua sala, mas antes que pudesse se levantar, a porta se abre com tudo, fazendo um enorme estrondo.

_ Kuchiki Rukia!! — com uma das mãos espalmadas a porta, berrava com furia o nome da morena. _ O que acha que está fazendo sua ladra? Roubando deslealmente o cliente dos outros!

_ Yammi?! O que faz aqui?..AH, claro, até que enfim veio assinar aquele contrato, né? — sem mover-se da cadeira, provocava com seu tom cinico ao pronunciar as palavras.

_ Sua vadia, eu vou acabar com a sua raça!! — com os punhos cerrados,tentou avançar em direção a ela, mas sendo impedido por Shuuhei, que lhe sugurou um dos braços.

_ Yammi, eu não tenho culpa da falta de competencia de seu pessoal que não deu conta e por consequencia disso você perdeu o seu maior contratante. — encarava o homem que bufava furioso a sua frente. _ Mas a minha oferta ainda está de pé, então se quiser providenciamos já o contrato, porque acho que o dinheiro que ofereci pela sua empresa é muito mais do que ela vale, sabe disso Sr. Yammi. — encarou o homem que se livrava do braço de Shuuhei e sem dizer nada lhe dava as costas e ía embora, socando a porta antes.

Yammi era o suposto dono da distribuidora concorrente da empresa Kuchiki, não era sequer uma concorrencia já que não detinham nem 10% do mercado. Agora que haviam perdido o seu principal comprador, com certeza esse percentual iria cair ainda mais. Era curioso e um tanto suspeito imaginar como aquela empresa ainda se mantinha diante do quase monopolio da outra empresa e também pelo fato do dono vir até a concorrente fazer aquele tipo de ameaça. Quais tipos de negocios obscuros aquele tal de Yammi escondia?


Mesmo estressada com tudo que aconteceu em sua manhã, a pequena Kuchiki seguiu para o tal almoço na casa de Aizen. Embora fosse tratar de negocios, o rapaz fazia questão dessa digamos "cerimonia", em nome dos velhos tempos. Ela seguiu o caminho pensando que talvez isso lhe fisesse bem hoje, falar de outros assuntos que não fosse negocios antes de propriamente entrar neles. O carro havia adentrado a propriedade que ficava a quase quarenta minutos de Karakura. O local era enorme e o caminho circundado por varias arvores e a mansão ao estilo classico europeu ao fundo. Com o rosto levemente corado devido ao calor e ao sol escaldante a jovem entra pela porta da enorme sala de estar minuciosamente decorada com tapeçarias e quadros de pintores renomados. Um piano de cauda ao fundo ao lado da escada que levava aos andares superiores e o imponente lustre bem ao centro davam o tom classico ao local.

_ Kuchiki-san, como vai? — dizia Ulquiorra enquanto descia as escadas deslizando uma das mãos pelo corrimão. _ Aizen-san pediu que a Srta. ficasse a vontade enquanto ele termina de resolver um pequeno contra-tempo.

_ Claro, mas eu gostaria de esperar lá fora. — disse apontando e seguindo para o jardim da casa. Chegando lá sentou-se em um banco de marmore negro que contrastava com a decoração toda branca do local.

Como não era a primeira vez que vinha a casa de Aizen conhecia o local e realmente adorava aquele enorme jardim. De um lado varios arbustos e floreiras que formavam uma especie de labirinto que levava a uma fonte, e do outro altas roseiras em especies de paineis multicoloridos. Realmente toda aquela beleza faziam seus pensamentos se desligarem de tudo e só retornarem quando o esperado homem lhe tocava um dos ombros.

_ Me desculpe por faze-la esperar Rukia-san.- disse o homem de voz calma e doce ainda com a mão no ombro dela.

_ Não se preocupe Aizen-san. Sabe que eu adoro olhar seu jardim, por mim ficaria aqui a tarde toda.

_ Então podemos almoçar aqui fora, o que acha? — disse já fazendo um sinal para um de seus empregados.

_ Seria ótimo! — respondeu com certo entusiasmo enquanto se levantava e ficava de frente a ele.

_ Que bom. Então até arrumarem tudo, O que acha de caminharmos um pouco Kuchiki-san. — tomou um dos braços dela e passou pelo dele seguindo em direção aos arbustos em forma de labirinto.

Seguiam conversando animados passando pelo caminho delimitado pelas plantas até chegarem a fonte, onde a morena se sentou em dos cantos do local, deslizando suavemente uma das mãos sobre a agua, sob os olhares enigmaticos do homem a sua frente. Não longe dali, em uma das sacadas da mansão, o par de olhos felinos do corpulento rapaz de cabelos azuis acompanhavam cada passo daqueles dois, por um istante quis ser realmente um felino para se aproximar sem ser notado e ouvir o que tanto conversavam.


Ainda sentados a mesa após o almoço no jardim, estavam quase para se retirar e ir ao escritorio para enfim tratar de negocios, quando Ulquiorra pede licença e avisa Aizen sobre uma importante ligação. Esse educadamente pede mais uma vez que Rukia o aguarde e adentra a mansão. Ela por sua vez se levanta e agora vai em direção as belas roseiras, que pela disposição acabavam ficando bem mais altas que ela. Distraída nem se seu conta quando alguem se aproximou sorrateiramente dela por tras.

_ O que faz aqui baixinha? — disse a voz rouca bem proximo ao pescoço dela.

_ Admirando as flores. E você? — sem se virar respondeu para aquela conhecida voz

_ Admirando outra coisa. — falou sedutoramente proximo ao ouvido da morena lhe causando um arrepio instantaneo dos pés a cabeça.

_ Ah é, mas você não acha perigoso Grimmjow?

_ Esse periogo me excita baixinha. — tocou de leve os labios no pescoço dela e como um gato desapareceu entre os paineis de rosas.

_ Desculpe pela demora Rukia-san, mas você estava falando com alguem? — disse um tanto desconfiado mas com o tipico sorriso carismatico nos labios.

_ É impressão sua Aizen-san eu não estava falando com ninguem. — tentou manter a serenidade para que ele não percebesse em sua voz e em sua pele ainda arrepiada. _ Bom, agora é a nossa vez de tratar de negocios.

_ Claro.

Adentraram a mansão para enfim tratar da troca e aquisição da nova frota de caminhões para a empresa da pequena Kuchiki, já que Aizen era o dono da maior concessionaria de veiculos da cidade. Ela poderia muito bem negociar direto com os fabricantes, mas como confiava plenamente no rapaz, preferia deixar isso por conta dele e os seus anos de experiencia no ramo.

Notas finais
E então pessoal, gostaram??
Espero anciosa pelos coments de vocês.
Bjokas