Simplesmente assim

1 Ainda estou esperando


Notas iniciais
Hey gnt!! Começando uma nova fic rsrs , nem sei se dará certo ou se terei inspiração o suficiente para desenvolver uma boa história, mas pelo menos vou tentar.Bom, vou para de enrolação, aproveitem!! Ah , essa fic é uma continuação da minha outra fic " Quem diria" : https://fanfiction.com.br/historia/639598/Quem_diria/
O Abraço



Não vês inda, de gosto sufocados,
Um noutro nossos peitos esculpidos?
Não sentes nossos rostos tão chegados
E ainda mais os corações unidos?
Oh! Mais, mais do que unidos!
Tu fizeste, Doce encanto, que eu fosse mais que teu.
Lembra, lembra-te quando me disseste:
— Meu bem, eu não sou tu?... Tu não és eu?

José Anastácio da Cunha

Meu celular vibra. Tiro uma das luvas e pego celular.

Molly venha para Baker Street. É importante.

Olho para o corpo á minha frente e tento balancear o que é mais importante. Uma autópsia ou ir ao flat de Sherlock ver o que está acontecendo. Em boa parte, nem tudo o que ele diz ser importante realmente é. Melhor terminar meu trabalho, não quero levar bronca do chefe.

Continuo o meu trabalho até ser liberada para ir embora. Pego um táxi. Enquanto eu observava as ruas de Londres como vários riscos coloridos enquanto o carro seguia, sinto meu celular vibrar novamente dentro da minha bolsa.

Ainda estou te esperando.

Meu relógio marcava quase meia noite, mas não achei muito estranho ele me chamar á essa hora. Estou tão acostumada com as esquisitices dele que ás vezes acho tudo muito normal. Talvez eu até fique estranha igual á ele...

O que estou pensando? Eu trabalho em um necrotério, e gosto do que faço, é claro que não sou normal. Aviso o taxista para mudar de rota.

Assim que chego á Baker Street, olho para cima, as luzes do flat dele estão apagadas. Que estranho, eu não demorei muito desde que ele mandou a mensagem. Bato na porta. Nada. Giro a maçaneta e percebo que a porta estava aberta. Tudo estava tão escuro que tive que ligar a lanterna do meu celular para poder subir as escadas. Assim que paro em frente á porta do flat dele, bato na porta.

— Sherlock, eu estou aqui. – não sussurro, nem falo muito alto, mas num tom audível para não acordar Ms. Hudson, até porque, não é muito comum as pessoas ficarem gritando á essa hora da noite.

Esperei mais alguns segundos e chamei de novo. Nada. Acho que ele dormiu, está muito tarde mesmo, nem sei porque vim aqui...

Assim que virei-me para descer as escadas, escuto a trava da porta. Encaro a porta assim que ela abre. E como um “modo automático” iluminei Sherlock com a luz da minha lanterna, fazendo-o apertar os olhos e franzir o cenho tapando os olhos com o braço.

— Desligue essa luz. – ele disse com sua voz grossa que me fazia ter calafrios, mas no bom sentido.

Ele estava lindo, como sempre. Com as roupas de dormir e o cabelo bagunçado. Relutante, abaixei a luz iluminando o chão.

— Desligue-a.

— Mas como vou enxergar por onde ando?

— Eu te guio.

— Tudo bem...

Desliguei o celular e guardei na bolsa. Tudo voltou a ser só escuridão. Odeio o escuro, ele nos faz sentir que estamos sozinhos, mas assim que ele segurou minha mão, e isso me fez sentir que eu não estava sozinha mais, é incrível como que em alguns anos atrás eu me sentia sozinha mesmo na presença dele e agora não. Pude sentir seu calor passar por minha mão e subir pelo meu braço. Ele estava muito quente. Realmente quente. Tipo, muito quente mesmo, mas não no sentido bom. Uma onda de preocupação me atinge.

— Sherlock, você está bem?

Ele não respondeu, continuou me guiando pelo flat. Eu não sabia onde estava até ele me sentar.

— Porque está tudo escuro?

— Porque as pessoas estão dormindo á essa hora.

— Não estou falando da vizinhança. Porque aqui está tão escuro?

— Porque eu quero.

Levantei uma sobrancelha, queria que ele conseguisse me enxergar agora. Da última vez que fiz isso, ele me levou á sério.

—Me responda, qual é o verdadeiro motivo. – escuto ele suspirar.

— Porque eu estou treinando ser cego. Para um novo caso.

— Por isso me chamou aqui?

— Não.

— Então...?

— Então o que?

— Porque estou aqui?

— Na verdade eu ainda não tinha pensado nisso.

Suspirei.

Eu não devia ter vindo. – eu disse me levantando.

— Espere, Molly.

Assim que ele disse isso percebi que estava em pé bem na minha frente desde que sentei na poltrona dele. Senti sua respiração quente em meu rosto. Muito quente.

— Você está com febre?

— O que? Não. Molly, não precisa ir embora. Eu quero que fique.

— Para que?

—Passar o tempo comigo.

Travei. Seguiu-se um silêncio eterno. Ainda bem que estava escuro, assim não tem como ele me deduzir. Evita constrangimentos. Finalmente, tive coragem o suficiente para quebrar o silêncio.

— Então... Você quer que eu... Passe a noite aqui?

— Sim.

— E onde vou dormir?

— Na minha cama, oras. Molly, não seja burra, porque sei que não é.

— Desculpa. – Foi só isso o que consegui dizer.

— Já está com sono? – ele pergunta depois de alguns segundos.

— Estou um pouco cansada.

Ele não disse mais nada. Pegou meu baço de leve e me guiou até seu quarto. O quarto de John tinha sido esvaziado depois que se casou. Sentei na cama. Eu estava com tanta vergonha agora... Não sabia nem se era seguro respirar.

— Pode soltar o ar. Eu não mordo. Acho. Namorados fazem isso?

— Á-ás vezes sim, de leve. – Eu gaguejei.

— Bom, então nesse caso...

Senti os dedos longos e quentes de Sherlock colocarem meus cabelos para trás, segurou meu pescoço. Mordeu meu maxilar de leve, mas foi o suficiente para mim fechar os olhos e puxá-lo para mim.

Já fazia quase três semanas que Sherlock e eu estávamos namorando, mas em todo esse tempo só tínhamos nos beijado poucas vezes e transado uma vez. Não sei como ele aguentou duas semanas sem sexo. Confesso que eu já estava ficando louca. Mas nem tanto, eu o amo tanto que só sua presença já faz eu me sentir melhor. Não somos aquele tipo de casal que anda de mãos dadas e se beijam o tempo todo, pelo contrário. Nunca nos beijamos em público, nem sequer um selinho, e quase nunca quando estamos juntos. Mas como eu disse antes, não acho isso ruim.

Deitei na cama puxando ele para mim em um abraço. Eu poderia ter roubado um beijo, mas não sei como conseguiria olhar na cara dele depois. Eu sei que sentir isso é estranho, já que estamos namorando, mas somos assim. Simplesmente assim.

Notas finais
Quero reviews!!! Ah, e antes que eu me esqueça, eu tenho um grupo Sherlolly no wpp, quem quiser entrar é só mandar o número no privado aqui do nyah! Também temos um grupo fechado Sherlolly no facebook: https://www.facebook.com/groups/318077268539821/ Beijoss!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.