Simplesmente Humanos

1 Tudo por um filho


– Stefan — deu uma risada ao vê-lo no vão da porta — pensei que não viesse...

– Eu te amo. É que...

– Por favor — ela o interrompeu — Hoje não.

Ela tirou as algemas do bolso e prendeu-o na cadeira e foi se abaixando até o local onde pôs a boca e sentiu o gozo quente em sua garganta enquanto ele gemia silenciosamente.

Levantou-se e se sentou em seu colo sem fixar o olhar.

– O que foi?

– Nada — ela sorriu.

– É que você esta amável demais. Não costuma ser assim.

Ele beijou seu pescoço enquanto penetrava seu orgão ainda ereto nela. Ela soltou as algemas enquanto ele a acariciava. Uma série de gemidos se iniciou pelo quarto úmido e encardido.

No fim, ambos estavam exaustos e dormiram abraçados. No outro dia acordaram ainda de madrugada.

– Preciso voltar pra casa, Katherine — ela o olhou indignado.

– A aquela farsa que você chama de família?

– Katherine, apesar das brigas lá é minha casa junto a minha mulher e a meu filho — perturbou-se.

– Caroline? Você nem a ama. Se a amasse não estaria aqui.

– Eu a amo — suspirou — Apesar das desavenças recentes.

– Mas você também me ama, Stefan.

– Caroline e eu temos um filho e isso é o bastante para me prender a ela.

– E eu? Sou só a garota de programa? Com quem nem o mais insano quer ficar — parou de fitá-lo retendo as lágrimas — nem mesmo...

– Katherine eu te amo, mas meu filho precisa de um pai. Por isso não posso prendê-la. Se o Damon...

– Damon? Aquele bêbado? — deu um sorriso amargo — Isso é o que merece uma meretriz... um bêbado.

– Mas ele te ama e esta disposto ser melhor por você.

– Stefan — agora chorava — Você disse que me amava...

– Eu te amo mas penso todo tempo em meu filho de quatro anos e não posso deixá-lo.

– O pequeno Jeremy... deve ser bom ter filho, não?

– Preciso ir, Katherine. Você sabe.

Pegou seu casaco, que estava jogado perto da cama, deu-lhe um ultimo beijo e saiu.

–...eu sei. E vou saber o quanto deve ser bom ter um filho.