Simplesmente Amor

5 Somos 2 Corpos em um só Coração


5° Capítulo

– Vic? Eu estava esperando... – ela me interrompeu.

– A Carol, eu sei, mas ela deixou o celular comigo, e eu li sua mensagem, me desculpa. – ela aponta o banco, para nos sentarmos. – vocês brigaram né?

– Sim.

– Por que?

– Erm... hmm... ela me viu beijando Marina... – disse constrangido, quase sussurrando.

– O QUÊ? VOCÊ BEIJOU QUEM? – ela gritou, e todos que estavam na praça nos fitaram.

– Cala a boca! Todo mundo ta olhando! ELA me beijou, e não ao contrário! – Vic bate em minha mão, que estava tapando a boca dela.

– Tanto faz! Se você não quisesse o beijo não rolava! Cafajeste... por isso que Carol está daquele jeito... Chato, chato e chato! – Vic me dava tapinhas enquanto me xingava.

– Eu tentei, mas foi mais forte do que eu! – ela esperava por mais explicações – eu estava carente, triste por Carol, e Marina... Ah, seja compreensiva vai... – eu quase implorava.

– Tá, tudo bem, eu falo com ela!

– Sério? Ain Vic, muito obrigada! Você caiu do céu!

– Eu sei! – ela se achava brincando – mas você promete que não vai mais magoá-la?

– Eu a amo Vic!

– Já? – eu assenti – Awwwwn, que fofo! – ela apertou minhas bochechas.

– Para! – eu disse rindo junto com ela.

– Tenho que ir, pra devolver o celular dela, e pra tentar falar com ela... mas vou avisando que quando ela está triste é ruim de alguém animá-la, ein? Beijo!

– Obrigado de novo, tchau! – eu digo e ela sai mandando beijinhos pro ar.

Vic

Eu precisava falar com ela. Mas como chegar no assunto? Ela simplesmente ficava vermelhinha de raiva quando via qualquer menina ruiva nas novelas, como se toda garota com os cabelos vermelhos fosse Marina. Ela odiava falar no assunto. Opa! Ela NUNCA falava no assunto. Chego em casa e a vejo comendo um pote de sorvete de “Kit-Kat” e assistindo “Bob Esponja”.

– Oi. – ela disse, desligando a TV.

– Carol, é... eu vi Breno e...

– E eu não quero saber! – ela se levantou.

– Calma Carol...

– Calma nada! Eu não quero falar sobre “aquelezinho” e ponto final.

– Santas patadas ein amiga? Você foi sempre tão educadinha e santinha, essa não é você!

– Acrescente na minha descrição : tontinha.

– Quanta depressão! Carol, você sabe que não é assim...

– Ah não? Então como é? – seus olhos se encheram

– Ele te ama, dá pra perceber.

– Me ama mas beija outras?

– Foi só a Marina, e foi ELA quem o beijou!

– Quando 1 não quer, dois não beijam!

– Frase feita Carol? É sério isso?

– Frase feita, desfeita. Não importa! Breno não me interessa mais! – ela gritou, acho que tentando mais convencer a ela mesma do que a mim.

– Interessa sim! Você o ama e por isso se irritou tanto! – ela se acalmara.

– E se for? O que isso importa? – mudando totalmente o tom, Carol agora estava chorando.

– Muito!

– Pra quem Vic? Pra quem? – ela estava triste, eu odiava vê-la daquela forma.

– Pra ele! Breno está sofrendo amiga...

– E eu? Como você acha que estou agora? – sem palavras, abri meus braços e a acolhi em um abraço. Entre soluços, ela dizia. – ele não me respeita... não me ama...

– é claro que te ama Carol, ele só...

– Só beija outra! – eu ia falar, mas Carol fora mais rápida – você já me ajudou muito amiga, agora, preciso pensar. – ela sobe para o quarto. Assistindo a série : “Friends” eu ainda assim conseguia ouvir seus soluços. Éramos 1 coração em 2 corpos, seu sofrimento me atingia totalmente. Fui até o quarto dela.

– Carol! Odeio te ver assim...

– Odeio ME sentir assim.

– Vamos ao teatro? – ela nega com a cabeça – ao shopping? – ela nega também – tomar sorvete? Cinema? – ela não concordava com absolutamente nada — Levanta daí menina! – tirei sua coberta.

– Ah não Vic, prefiro “curtir” essa depressão, quem sabe assim ela vai em bora rápido... – ela tomou a coberta de minhas mãos e se embalou novamente.

– Você não vai levantar daí né? – ela nega – então vou apelar.

– Faça o que quiser, daqui eu não saio, daqui ninguém me tira!- deixei ela falando sozinha e desci para sala, liguei pra Breno, que largou do que estava fazendo pra vir falar com ela. Tomara que dê certo!

Breno

Bati na porta do apartamento das meninas. Esperava por resposta, e nada.

– Vic? Vic, você está aí? – resolvi chamar ela, mas vi uma campainha, toquei-a.

– Viiiiiiiiic! Tem alguém na porta! – ouvi Carol gritando.

– Calma aí... Estou indo! – Vic veio até a porta, me atendeu com um beijo no rosto. – oi Breno, como vai? – ela sussurra.

– Olá, to bem, na medida do possível, e você? – sussurrei também, gostando da brincadeira.

– Estou bem também... a não ser pela depressiva lá em cima né?

– Sinto muito... – continuávamos aos sussurros – mas só uma coisinha, por que estamos sussurrando mesmo ein?

– Burro...

– Por quê? – falei no meu tom normal, mas foi o suficiente pra Carol ouvir.

– Vic, quem está aí? – vejo Carol descendo as escadas de pijamas e com os olhos vermelhos, triste, como aparentava, me dava mais vontade ainda de tê-la em meus braços. – Breno?

Continua...