Simplesmente Amor

3 "Nossas bocas se tocam iniciando um beijo..."


Notas iniciais
Hey, leia com bastante intonação essa parte, obrigada =)

3º Capítulo

Carol

–Ei? O que significa isso? – falo e me solto brutalmente.

–Me desculpe, mas foi você quem me provocou!- Breno.

–Que? Como assim? Ai Deus! Eu estava tendo aula com o Caio e não com você!

–Me senti atra...-ele para e analisa sua fala- me senti com a necessidade de acabar com essa...essa...”pouca vergonha”.

–Mas eu estava trabalhando sua caca!- me aproximo já gritando.

–Dançando de forma muito inconveniente? Claro, sei .-ele da um passo em minha direção.

–Você gostou e não quer admitir, isso sim!- nesse momento estávamos frente-a-frente, eu, esperando por uma resposta.

–E se for? Algum problema?- Breno.

–Se for isso você é muito hipócrita!- eu estava com os olhos cheios e foi o brilho dos olhos dele que me fez transbordar- me desculpe Caio nossa aula ficou para amanhã as 3 horas da tarde!- saio da sala triste e raivosa.

Breno

E novamente Carol estava certa. Eu havia gostado realmente da dança e dela. Linda, talentosa, perfeita. Eu estava apaixonado, e sem ação. Nesses casos do coração eu nunca sabia o que fazer. Tomar atitude? Deixar ela demonstrar? Ah demonstrar! Este era meu problema definitivamente. Eu Estava carente! Pelo menos, teria a companhia de alguém, era a hora de minha aula com Victória.

– Pronto pra começar? – ela sorria pagando de simpática.

– Não. – eu não era bom em mentir, resolvi ser franco.

– Volto depois então... – ela sai, mas eu seguro em seu braço levemente.

– Não, não. Por favor fique! A única coisa que eu não suportaria nesse momento é ter que ficar sozinho.

– E eu posso saber o motivo dessa sua carência?

– Assunto meu...

– Grosso! – ela pega as partituras – se abrir com os outros é bom sabia?

– Não sou muito dessas coisas, não me leve a mal, sempre fui assim.

– Você é quem sabe – ela me entrega a folha da música : “Duas Metades — Jorge e Mateus”- com essa música eu descobrirei quais são as notas que você precisa se aperfeiçoar.

– Eu nem canto! – ela me fita.

– Ava! Eu sei né? Mas, quero ouvir seu tom, segundas-vozes também precisão de conselhos e treinos.

– Como você pode ser tão nova e ser minha professora? – me arrependi do que falara assim que as palavras deixaram minha boca.

– Fiz vários cursos, e estou concluindo a faculdade... – vi que ela se constrangeu.

– E sua amiga?

– Ela ganhou alguns concursos de dança e como eu, tem cursos... mas o que VOCÊ acha da minha amiga?

– Ela é uma boa profissional. – assumo, eu era bom nas mentiras.

– E... ?

– E o que? – eu sabia do que ela estava falando – e só! Vamos logo com isso! – comecei a cantar e ela para o som.

– Poxa! Que voz rouca! Vai ser um desafio cuidar dela ein? – eu dei um risinho sarcástico. – você é mesmo irmão do Caio?

– É, sou sim, isso não é perceptível?

– Aparentemente sim, mas na personalidade... bom, esquece. Voltando pra sua voz, você precisa... – ela pensa por poucos minutos- continuar cantando assim, baixinho e num tom acima do que o Caio, pra dar uma equilibrada na voz grossa dele.

– Ta, e o que você acha do meu irmão? – virei o jogo.

– Um lindo. – me surpreendi com uma resposta tão direta. – e canta muito bem.

– Obrigado.

– Falei do CAIO! – ela enfatizara a palavra.

– Tecnicamente, se você acha o Caio “um lindo” eu também sou “um lindo”...

– Tonto! – ela ria, e eu a acompanhava. – agora percebi o parentesco!

– Nossa tontisse... não sei se Caio gostará de saber que somos tontos... – rimos novamente.

– Então, você pode continuar a cantar, pra eu ver se está do jeito certo? – eu assenti e cantei, dessa vez, ela não interrompera a música. – isso aí! Parabéns! O timbre de vocês é incrível!

– Obrigado.

– Você não é tão chato quanto falam por aí...

– Quem disse que sou chato?

– Minhas fontes... – ela riu, mas eu fiquei curioso pra conhecer essas tais “fontes” – terminamos! Valeu, até amanhã!

– Tchau! – nos despedimos com um aperto de mão, e fiquei sozinho novamente. Tudo voltou a minha cabeça, Carol, minha ação...

–Breno? Quer conversar?- Marina, nossa assessora, entra exatamente quando eu precisava. Estávamos sozinhos.

–Ahn, erm...oi. — estava desligado do mundo.

–Repito: Você aceita conversar? — ela diz se sentando.

–Acho que sim, só acho.

–Vi você aqui sozinho na cabine e decidi entrar! O que houve? Você parece triste, só parece. — é ela me conhecia. No dia em que a gente se conheceu ela me pareceu antipática, mas, depois vi que não. Ela estava no auge de sua juventude, tinha apenas 23 anos e dali a meses completaria 24.

–Você realmente me conhece.

–Sim como a palma de minha mão- ela sorri convencida.

–Bom. É só cansaço, mais nada.- abracei meus joelhos me encolhendo completamente.

–Breno...-ela parecia minha mãe, fato.

–OK! Só conta não conta pra ninguém, promete? — ela assenti — Bem minha frustação vem de um único nome: Carolina.- falei pausadamente- Amo ela mas só sei ser bruto , hoje a tarde ela estava ensaiando com Caio e a puxei tendo logo após um “briga” na frente dele.- meus olhos estavam cheios- eu simplesmente a amo mas não sei como reagir em sua frente, nem demonstrar.- uma lágrima indesejada cai.

Quando acabo de contar vejo Mariana me escutando atentamente e um silencio aterrorizante toma conta do local

–Ei?! Fala alguma coisa!- exclamei a acordando de um pequeno transe.

–Ai! Que susto, cara. Estava só tentando raciocinar, af.

–Desculpe por isso — sorrio baixo- O que acha que devo fazer?

–Eu sinceramente não sei...mas EU faria isso.

Em um piscar de olhos ela encosta seu nariz no meu e nossas bocas se tocam iniciando um beijo...

Continua...

Notas finais
Música "Duas Metades" http://www.youtube.com/watch?v=c2VJ2Gav15E