Simplesmente Amor

18 "Nos beijamos, sabendo que era pela última vez"


18º Capitulo

– Vamos, diga!- ela parecia escolher as palavras.

– É... vou voltar pra minha cidade natal, Campo Grande.

– Tudo bem, cancelo os shows e vou lhe acompanhar meu amor.

– Não, vou sozinha. A mãe é minha e quero — ela parecia sofrer ao dizer cada letra — passar com ela seus últimos momentos. – ela desabara. A envolvo em meus braços.

– Pequena, como ficarei sem você? — Caio.

– Caio, como ficarei sem minha mãe? — a voz dela falhava e o sofrimento dela se alastrava cada vez mais por mim.

– Calma, estou aqui com você e por você — beijo o topo de sua cabeça — para o que vier tá?!

–Sim, é isso que me deixa um pouco mais contente — ficamos uns cinco minutos sem dizer absolutamente nada, segundo ela, era do que ela precisava. Ela se acalmara. – Caio, não querendo ser grossa nem nada, mas é que eu realmente preciso arrumar minhas malas.

– Isso foi um “Vá embora” ?

– Hmmmm... aham — ela disse corada, envergonhando-se.

– Tudo bem meu amor, só me diga que horas vai amanha e quando vai.

– Amanhã, bem cedo!

– Tá, eu passo aqui.

– A Carol me levará com o carro dela — Vic parecia orgulhosa com o fato do carro.

– Então, esse será o nosso último encontro?

– Não vou morrer Cainho — nós rimos — voltarei assim que as coisas por lá estiverem melhores.

– Vai demorar muito? — nem eu estava me reconhecendo, Não aguentaria viver um dia sequer sem ela.

– Nossa! Como meu Caio é carente.

– Sou mesmo. — encosto sua testa na minha e olho profundamente no fundo de seus olhos — Eu te amo.

– Ah, mais é um príncipe mesmo. Eu te amo muito mais, muito mesmo. — a beijo vagarosamente. — Vou sentir tanto a sua falta — ela dizia quase chorando novamente cortando o beijo.

– Já estou sentindo a sua, mas, tenho que ir agora.

– Não!- ela me abraça.

– Santa bipolaridade, ein?!- ela sorri e eu a abraço, não querendo me despedir.

–Vamos. Te levo até a porta.- fomos de mãos dadas.- Você vai ter juízo?- Vic

–Só se você me prometer não olhar NINGUÉM!

Nos beijamos, sabendo que era pela última vez, em um bom tempo. De testas coladas, eu gostaria de eternizar o momento.

–Tchau. Boa viagem. Diga para minha sogrinha que Deus está com ela.

–Obrigada príncipe. Tchau.- virei as costas, deixando meu coração com Vic.-Eu amo você.

– Venho aqui amanhã.

Duda

Estava hospedada na casa dos meninos, havia desistido de conquistar Breno, já Gabriel...

–Ei Duda. – Ele beija meu rosto

–Oi- Eu estava pensativa, carente e em dúvida.

–Duda? O que houve? – Ele desliga a televisão e senta ao meu lado no sofá.

–Ah Gabriel! Eu não sei o que eu faço!

–Em relação ao que?

–Em relação a nossa relação! Você é tão lindo e gentil, você é perfeito pra... – ele me beija, no começo, não reagi e depois me entreguei ao beijo, calmo, gostoso, lindo, romântico...

– Me desculpe! Não resisti...- ele fica ruborizado e lindo.

– Não peça desculpas Gabriel! Eu que tenho que pedir! Te iludi! Eu iria dizer que você é perfeito pra mim, mas meu coração ainda pertence ao Breno

– Ah- ele estava aborrecido, — tudo bem- definitivamente não estava bem.

– Gabriel, confesso que já desisti de conquistar Breno, mas... Estou em dúvida. Uma dúvida imensa! Não sei o que pensar, não sei o que sentir. E... Mesmo você querendo entender, só eu sei o que se passa na minha mente e no meu coração, me desculpe.

– Aham- me aproximei dele novamente, na mais dignas das intenções, e lhe dou um beijo no rosto, saindo logo após.

Breno, eu amava. Tudo o que passamos juntos realmente significava tudo pra mim, não podia esquece-lo, não havia como!

Gabriel era tudo pra mim, perfeito. Me fazia sorrir, gostava de mim... Realmente estava confusa. Se ainda eu estivesse mentindo para mim mesmo, mas nem isso. Eu poderia me apaixonar perdidamente por ele? Poderia sentir aquela paixão ardente na qual ele sentia por mim?

No dia seguinte...

Breno

Desci do apartamento estava muito cedo e fui direto ao loft de Carol. Eu precisava conversar com ela mesmo sem um assunto especifico, mesmo sem um por que. Cheguei até o local e toquei a campainha e logo aparece Vic com malas nas mãos, olhos marejados e nariz vermelho.

– O que houve “cunhadinha” ?- a abraço e ela ao mesmo tempo derrama lágrimas e mais lágrimas- Me diga, o que aconteceu?

– Vou voltar para o Sul! Vou voltar para o Campo Grande!- ela se solta de mim.- Tente guardar esse segredo, tente não dizer nada a Carolina. Te suplico!- ela faz um careta engraçada, porem triste.

– Tudo bem, mas por que? O que esta se passando na sua vida?

– Minha mãe... Mas isto não vem ao caso agora! Preciso mesmo ir, meu avião já vai partir. E pensar que fará um ano que moro aqui com Carolina, tantas histórias...- descido corta-la.

– Então não vá- digo suplicante- somente não vá, não deixe todas essas lembranças, todas essas historias serem esquecidas, guardadas...

– Não posso, peço perdão por coisas já feitas por mim, que não lhe agradaram, peço perdão pelas coisas que não pude fazer. Perdão, e... adeus!

– Não Vic! Eu que lhe peço perdão. Por tudo. E esta “despedida” não é um adeus, e sim, um até logo.

–Breno... Deixe-me ir! Necessito dessa partida, minha mãe esta morrendo!- eu, sem ação, somente a puxo para um abraço longo.

–Bom... Então, acho que é isso, ade...- a olho com um tom de reprovação- até logo- ela sorri- cuide bem da minha “maninha” e do meu namorado!

–Tudo bem! Não concordo nada nada com isso mas, vou fazer o que?!

–Breno...

–OK! Não falarei nada, te prometo! Mas e Caio?

–Ele me disse que viria hoje cedo , mas...

–Mas... Você esta saindo sem se despedir dele também? Vic, ele vai te matar, você ta louca?- de repente ouço uma voz atrás de mim.

–Vic?! Você esta saindo sem se despedir de mim? É isso mesmo?

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.