Simples assim....

2 Capítulo 2 - Mudança


Notas iniciais
espero que gostem

_Espero que você saiba o motivo de nós estarmos nos mudando. Dizia meu pai pela milésima vez, desde que descemos daquele maldito avião.

_Até parece. Disse olhando pelo lado de fora da janela do carro.

_O que? Perguntou ele, fingindo não ter escutado da primeira vez.

_Nada. Bom se ele queria fingir que não tinha ouvido, eu que não iria repetir.

_Sabe, você vai gostar de lá. É uma cidade pequena e tudo mais, mas é bastante aconchegante, e você com certeza vai fazer grandes amigos...

Será que ele sabe o conceito de silêncio? Perguntei-me bem na hora que ele começou a falar.

_... E minha amiga Emily, ela é demais, tanto tempo que não nos vemos, vai ser muito bom reencontrar algumas pessoas da minha infância...

É ainda mais, porque elas vão ter mais motivos ainda por chorar por sua morte. Pensei em dizer, mas não disse.

_... Sabia que ela é casada? Pois é, ela se casou há uns oito anos atrás, não sei muito bem, só deu pra conversar com ela pelo telefone. Sabia o quanto é difícil falar com uma pessoa que mora do outro lado do mundo? Pois é, é muito difícil a linha cai á toda hora.

Essa vai ser uma longa viajem...

_Anne, Anne, vamos acorda, chegamos a Forks. Disse meu pai me dando umas sacudidelas.

_Que? Perguntei ainda olhando para os lados meio grogues.

_Você estava tão cansada que acabou dormindo, acorda já chegamos a nossa nova cidade.

Disse ele dando um de seus melhores sorrisos, aqueles que ele costuma dar quando esta contente com alguma coisa. Cansada? Na verdade sim, cansada da conversa dele, fala sério, como um homem pode falar tanto? Eu apaguei, na hora em que ele falava alguma coisa sobre o bolo que alguém derramou não sei aonde. Pelo amor de Deus, quem quer saber quando foi a primeira vez que ele conheceu a mulher que ele amava? Tanto faz, ela já esta morta mesmo, tão morta, que chega a estar enterrada.

Levantei um pouco mais o corpo no banco e chequei um pouco a paisagem que agente estava.

Não vi nada de mais, só algumas pequenas lojas, alguns carros parados no que eu achei que fosse um posto abandonado, e alguns adolescentes conversando animados em um banco em frente a uma loja de antiquário, deviam estar aproveitando os poucos raios de sol, vou te contar essa cidade é bem fria, eu estava com quatro blusas uma em cima da outra e um colete bem grosso, mas não consegui escapar do frio, e sem contar que agente estava dentro do carro, com as duas portas e janelas fechadas e o aquecedor ligado.

_Ótimo, chegamos, cadê a cidade? Perguntei tentando entender por que ele me chamou se ainda estávamos longe de casa e eu poderia dormir mais um pouco.

_A... Já estamos nela. Informou ele, parecendo divertido.

_O que? Perguntei rindo, com a piada sem graça que ele havia acabado de falar.

_Isso que você acabou de ouvir. Disse ele rindo também, mas no momento que ele começou a rir, o meu sorriso acabou de uma hora pra outra.

_O que? Perguntei agora séria.

_Ah querida, não é tão mal assim. O nosso lar provisório é um pouco mais drástico que isso. Disse ele na maior naturalidade, como se aquilo já não o supreendese o suficiente.

_Você só pode estar brincando. Eu disse com um fio de esperança de que fosse brincadeira.

_Não. Não estou, e é melhor você se acostumar com isso, já que foi você mesma quem procurou isso. Disse ele agora sem seu conhecido sorriso.

_Eu não procurei nada. Disse emburrada olhando para frente, tentando não olhar para o ser do meu lado.

_Procurou sim quando começou a chegar em casa as 05h00min da manhã bêbada.

_Fala sério. Falei mais pra mim do que pra ele.

_Fala sério mesmo. Fala sério ter que ficar acordado tão tarde te esperando, fala sério ter que chegar cansado das tardes no hospital e não te encontrar em casa pra me dar apoio, fala sério o fato de eu estar tentando fazer da nossa convivência a melhor possível e não fazer diferença pra você e fala sério eu não ter morrido naquele acidente.

Seu tom me pareceu meio alterado.

_Você sabe que eu não quis isso, você sabe que eu não pedi pra mamãe morrer naquele acidente e você sabe que eu não quero que você também morra, mas você sabe que VOCÊ vai morrer.

_NÃO VOU, E VOCÊ SABE DISSO. Vocês são prova de que ele começou a gritar primeiro.

_NÃO EU NÃO SEI, PORQUE É MENTIRA E EU SÓ ACREDITO NO QUE EU POSSO VER E ATÉ AGORA EU NÃO CONSIGO VER NENHUMA MELHORA NO SEU ESTADO.

_E É POR ISSO QUE VOCÊ ME CASTIGA DESSA FORMA? SE VOCÊ QUER ME VER MORTO ANTES DA HORA, FIQUE SABENDO, QUE EU NÃO VOU IR EMBORA ENQUANTO VOCÊ NÃO TIVER JUIZO NESSA SUA CABEÇA.

_Você sabe muito bem, que eu não quero que você morra, e que nunca quis que mamã morresse e pior, que você morresse também. Eu disse abaixando meu tom de voz.

_Nós vamos pra praia de La Push, vamos ficar lá até eu arrumar uma casa por perto e você, vai se comportar e não se atreva a culpar ninguém pelos nossos problemas, e vai se comportar e não, não vai mais ser a mesma pessoa que você era antes de virmos para cá, aqui as coisas vão ser diferentes, queira você ou não e caso você não mude, você vai para um colégio interno.

_Você...

_Você entendeu? Perguntou apertando ainda mais o volante.

_Entendi. Disse com meu humor terminando de acabar o restinho que eu tinha.

_Ótimo. Disse ele parecendo satisfeito.

_Ótimo. Repeti, mas se ele acha que o fato de termos mudado de cidade, de casa, de estado, vai mudar alguma coisa, ele esta muito enganado, esta mesmo.

Notas finais
espero que tenham gostado
REVIWES?!