Simon - A Camuflagem.
3 Capítulo II - Parte 1
Notas iniciais
Ah, e tem uma frasesinha para cada capítulo, eu só esqueci de pos no 1º mas logo que postar o 2º eu ponho.
"Não se engane com o primeiro sorriso, lembre-se que, o diabo era um anjo." - não lembro quem escreveu, mas é óbvio que não é minha a frase, ne? =B
Capítulo II:
Três Homens De Preto Visitam Oliver Á Procura De Simon.
Oliver continuava paralisado ali, observando a porta do banheiro enquanto Jimmy se desesperava.
_ Como assim ele se levantou do nada e começou a andar? Você não teve que carregar ele? Ele não estava desmaiado? O que diabos está acontecendo? Mas, como assim, eu vi que ele estava ferido, ele deveria pelo ao menos pedir um apoio para ir ao banheiro? O QUE ESTÁ ACONTECENDO, MEU DEUS!? — berrou Jimmy, quase batendo a cabeça contra a parede. — Caramba, mas...
_ Cale a boca, idiota. Não vai adiantar nada continuar perguntando para o nada o que está acontecendo. Vamos descobrir por nós mesmos. Mas por enquanto... Vou tomar um copo de leite para relaxar, não adianta nada tentar fazer alguma coisa em estado de choque. — resmungou Oliver, andando automáticamente para o andar debaixo.
"Finalmente..." pensava Oliver "Finalmente uma aventura! Mas não era isso que eu esperava..." pensava, enquanto passava pela porta de entrada, e na mesma hora alguém bateu na porta levemente.
Mudando o rumo que tomava, ele se virou para a porta, pondo a mão na maçaneta e olhando pelo olho mágico. Não havia ninguém. Ele estranhou, franzindo as sobrancelhas e abrindo a porta. Na mesma hora, uma cruz estava na sua testa.
_ AAH! — berrou Oliver, assustado e com a mão no coração.
_ Desculpe. Eu tinha que ter certeza de uma coisa. — ele ouviu uma voz e notou um homem de preto á sua frente.
_ Como... Como foi que você chegou aí? — perguntou Oliver, coçando os olhos.
_ Não costumo responder perguntas desnecessárias. Você é Oliver, não é? O garoto que é da mesma sala de Simon, do Instituto Fidrich, certo? Seus pais são Selena e Alberto Backvitch, certo? — perguntou o homem de preto, cujo rosto não estava á mostra.
_ É... Sim. Por que? O que aconteceu? — perguntou Oliver, desconfiado. Onde, diabos, Simon tinha metido a cara?
_ Sou um Agente Federal. — disse o homem, mostrando um distintivo. — Tenho o direito de vasculhar a casa. Desculpe o incômodo, mas preciso ter certeza de que Simon não está aqui. — disse o estranho.
_ UM AGENTE FEDERAL? — Oliver ouviu o berro do seu irmão.
_ Cale a boca, idiota. — disse, dando um tapa no rosto de Jimmy e dando espaço para o homem passar.
O estranho não foi só um homem que passou pela porta, mas sim três homens de preto, mostrando distintivos.
_ Posso perguntar o que está acontecendo? — perguntou Oliver.
_ Não tenho permissão para lhe responder nenhuma pergunta. Somos Agentes Secretos, designados pelo governo para buscar e exterminar qualquer tipo de ameaça á sociedade. — disse o homem.
_ Mas... Como Simon é uma ameaça? — perguntou Oliver.
_ Arre, nós somos exorcistas! — disse um dos homens, perdendo a paciência.
_ Vá para a van. Espere lá, e vigie caso Simon saia. — ordenou o homem de preto ao outro que tinha falado que eram exorcistas.
_ Eu? — perguntou.
_ Sim. Precisamos de alguém do lado de fora, e você se descontrolou. Agora. — ordenou o homem.
_ Certo, senhor. — resmungou, indo para a van.
Oliver estava boquiaberto. Exorcistas não serviam para expulsar demônios? E não estavam á serviço da Igreja? E... Espera aí, exorcistas existiam mesmo? Essas e mais milhares de outras perguntas rodavam a cabeça de Oliver naquele momento e a única conclusão em que chegou, foi que Simon tinha se metido em uma enrascada das grandes.
Um dos homens foi em direção á cozinha e o outro foi em direção á sala e ao quarto de hóspedes. Oliver e Jimmy se entre-olharam, correndo para o quarto e fechando a porta.
_ O QUE, DIABOS, FOI AQUILO? — berrou Jimmy, sem conseguir se conter. — EXORCISTAS!? COMO ASSIM?!
_ Silêncio. — ordenou Oliver, batendo na porta do banheiro e notando que tinham desligado o chuveiro.
_ MAS ISSO É SURREAL, OLIVER! NÓS VAMOS NOS FERRAR, E TUDO POR CAUSA... — berrou Jimmy.
_ Eu estou sentindo a mesma coisa que você, talvez até mais, então, trate de se controlar. — ordenou Oliver, olhando ameaçadoramente para seu irmão. — E se não calar a boca, vamos estar mesmo ferrados.
_ Mas... — murmurou Jimmy, respirando fundo e se jogando na cama. Ele pôs um travesseiro sobre a cabeça e despejou tudo ali, abafado pela cama e pelo travesseiro.
_ Ele se acalmou? — Oliver se assustou ao ouvir uma voz baixa bem perto da sua orelha, junto com um ar quente saindo, não só do banheiro, mas da boca ao lado da sua orelha.
_ O que está acontecendo, Simon? — perguntou Oliver, sem se virar.
_ Não sei te contar. Eu... Estava andando, aí chegou um padre jogando água benta para todos os lados e... Recitando alguma coisa, e do nada vários homens de preto começaram a correr atrás de mim me chamando de demônio. — disse Simon.
Oliver finalmente se virou, vendo que Simon o olhava desconfiado, mas logo se recompôs, girando o olhar para o chão.
_ E por que um padre te acusaria sem motivo? — perguntou Oliver.
_ Eu não sei! Me ajuda, por favor! — exclamou Simon, abraçando Oliver. — Eu estou ferido, com pessoas querendo me matar e sem saber o que fazer! Por favor, você tem que me ajudar! Eu não quero morrer!
_ Então vamos para a cozinha. Tem uma porta dos fundos lá. Os dois estão na sala e tem um vigiando pela porta da frente. — disse Oliver, se sentindo culpado pela mentira.
_ Mentira. Eles se separaram. Cada um está de um lado. Vou sair pela janela do quarto, e nunca mais minta para mim, Oliver. — disse Simon, andando até a janela, que dava para a parte de trás da casa.
Oliver o fitou, boquiaberto, enquanto Simon abria a janela.
_ Você não vai escapar! — Jimmy surpreendeu á todos quando agarrou Simon por trás e o jogou para longe da janela, se pondo na frente. — O SIMON ESTÁ AQUI! — berrou, enquanto tentava deixar o ruivo longe da janela.
Acabou que Jimmy foi jogado com força na direção de Oliver, que o agarrou.
_ Sorte a sua que eu não quis te machucar. — disse Simon, olhando friamente para Jimmy e pulando para o peitoril da janela, na mesma hora em que um homem de preto abriu a porta.
Mas já era tarde. O ruivo já tinha pulado pela janela e desaparecido.
_ Droga, eu sou o pior em correr. — resmungou o homem, olhando pela janela. — Se o virem de novo, avisem a qualquer padre que encontrarem, por favor. Ele não pode fugir por muito tempo. — o homem parecia dizer aquilo mais para si mesmo do que para os gêmeos, que estavam paralisados feito duas estacas, um do lado do outro.
_ Está certo. Está certo. — disseram os dois em uníssono. Jimmy não parava de acenar que sim com a cabeça.
_ Tudo certo aqui? — perguntou o outro homem, chegando. — Tive que vir correndo lá de trás da casa.
_ Está tudo certo. Vamos rápido, ele não deve estar longe. — disse o homem que tinha vindo primeiro. — Desculpe o incômodo, até.
Os gêmeos viram os dois saírem pela porta e Jimmy foi correndo abrir a porta para os dois, deixando Oliver sozinho no quarto.
_ Eu... Ainda não tenho certeza se eles estão certos sobre o Simon... — sussurrava para si mesmo, fechando a porta.
E quando Oliver ia fechar a janela, notou uma sombra no telhado embaixo da sacada. Ele arregalou os olhos, enquanto via a sombra se aproximar, com o coração disparado e paralisado no lugar, sem conseguir se mecher, feito uma estaca de madeira fincada no chão, quase caindo.
_ Sou eu. — ele ouviu a voz de Simon. — Desculpe. Não consegui ir muito longe, afinal, estou ferido. Por favor não grite nem nada do tipo, eu imploro, só me deixe ficar aqui nesse telhado por dois dias e estarei bem.
_ Mas... Você é um fugitivo? E... Fica complicado, porque parece que você é um demônio e eu não quero um demônio no meu telhado. — disse Oliver, bastante assustado.
_ Por favor, eu não tenho outro lugar para ir! — implorou Simon.
_ Você estava fingindo todo esse tempo que estava tão mal que não conseguia andar e que até desmaiou? — perguntou Oliver.
_ Eu admito que sim. Desculpe. Prometo não fazer mais isso, mas, por favor, não me deixe na mão! — pediu Simon.
_ Mas você é um demônio! — exclamou Oliver.
_ É mais um motivo para você me obedecer. — disse Simon, aparecendo. — Sabia que, se eu for um demônio, posso te matar nesse instante? Não ia fazer diferença, afinal, você está do lado dos exorcistas... — disse Simon, de um jeito tão frio e cruel que nem parecia o mesmo Simon de antes.
_ Ahn... — gemeu Oliver, com os olhos arregalados e recuando até a parede.
_ Anda logo, diz que sim! — exclamou Simon, novamente com os olhos pedintes e a voz manhosa.
_ T-ta bem, p-pode ficar. — gaguejou Oliver.
_ Obrigado! — exclamou Simon. — Posso deitar aqui no chão de dentro do seu quarto? Vai chover! — pediu, novamente manhoso.
_ Certo, pode. Mas deite no chão, e não na minha cama. Quem deita nela sou eu. — disse Oliver.
_ Está bem! — disse Simon, sorrindo docemente.
_ Mas... Posso saber quem ou o que é você? De verdade? — perguntou Oliver.
_ Não lhe interessa isso. Só é preciso que saiba que eu preciso de ajuda, e a minha intenção é te ajudar de volta, de algum modo. — disse Simon, se esfregando no chão do quarto e se encolhendo, fechando os olhos.
_ Irmão, você... — Oliver quase pulou no lugar ao ouvir a porta se abrindo e Jimmy aparecendo. — AAAAAAAAAHHH, EU NÃO ACREDITO NISSOO! — berrou, desesperado ao ver Simon o fitando do chão. — O QUE DEU EM VOCÊ, OLIVER?! AAAAAAAAAHHH, CADÊ OS EXORCISTAS?
_ CALA A BOCA, SEU MERDA, DÁ PARA ME OUVIR? — berrou Oliver, fazendo o irmão se calar e suspirando. — Sabia que se ele for um demônio, ele pode te matar agora por causa da bosta desse seu grito!? É por isso que eu deixei ele ficar! — exclamou Oliver, abaixando a cabeça, frustrado.
_ Mas... Ele... — sussurrou Jimmy, indo na direção da porta, quase que inconscientemente e trombando com o ferro que guiava até a escada. Se o ferro não estivesse ali, o garoto cairia, mas o que todos não esperavam era que o ferro cedesse e Jimmy caísse lá embaixo.
Foi exatamente isso o que aconteceu. Exceto pelo fato que Simon, do nada, tinha aparecido ali e segurado a mão do moreno, que estava mais pálido do que a lua. Oliver correu até lá, com o coração nas mãos. Simon puxou Jimmy para cima, assentando ele na beirada da escada e caindo para trás, ofegante.
_ Ai. — resmungou Simon, pondo a mão na barriga, ainda ofegante. — Me teletransportar não foi muito genial com essa ferida, mas foi tão rápido que nem deu para pensar em outra coisa. — pensou em voz alta.
_ Você... Como... — soltou Jimmy, ainda meio chocado. — Você me... Mas... Você não é um demônio? Por que... Como...
_ “ Eu não sou um anjo, mas ainda assim posso tentar te salvar. Acredite que todo demônio tem sua luz.” — soltou Simon.
Essa frase fez Jimmy engolir em seco e se calar, fitando Simon, que estava com a cabeça apoiada nas pernas, sem saber o que dizer. "Isso foi... Ele admitiu que é um demônio?" se perguntou, boquiaberto.
_ Simon, você está bem? — perguntou Oliver.
_ Por que se importa? — perguntou o ruivo.
_ Porque você salvou o meu irmão e eu te devo uma. — respondeu.
_ Não deve não. Você já me salvou uma vez, e ainda me abrigou na sua casa. Sou eu quem ainda te deve uma. — murmurou Simon. — Não se importe comigo, eu sei me recuperar sozinho.
_ Mas você... — começou Oliver, sendo interrompido:
_ Eu sou um demônio, então se mantenha longe de mim ao máximo que puder. É melhor, não só para mim, mas para você também. Então, não discuta, apenas vá fazer o que você tem que fazer hoje, eu vou esperar a minha morte e fugir dela o máximo que puder. Além de trazer o azar para seus pais, vocês e até a sua quinta geração de filhos. É só, porque você me salvou. Se não, eu poderia acabar com você do jeito mais penoso e detestável possível. — disse Simon, andando até o quarto e batendo a porta na cara dos dois, apagando a luz e fechando a janela.
Oliver ajudou seu irmão a se recuperar do susto e a mãe estava os observando, acabando por dar um susto nos dois.
_ O que foi tudo isso? Por que eu vi um homem estranho correndo pelo porão e depois de subir aqui, sair dessa casa quase correndo com um outro homem? Por que o ferro de apoio está no meio da sala de estar? Quero explicações. — disse ela, séria.
_ Mãe... O negócio é que o pai do meu colega é um agente federal, e os dois queriam ter certeza de que o Simon estava seguro, entendeu? — perguntou Jimmy, dando um sorriso para a mulher que estava parada na escada. — E sobre o ferro de apoio, ele não servia mais para nada, porque eu tropecei e caí em cima dele, quase caindo lá embaixo junto. A sorte era que o Oliver estava perto. — disse Jimmy. Não era ao todo mentira, só o fato do Simon que o garoto conseguiu inverter totalmente e esconder o fato de que o ruivo era um demônio.
_ É mãe, não precisa se preocupar. — disse Oliver, sorrindo para o irmão, como se agradecesse pela resposta rápida que ele dera sem pestanejar.
_ Hum. Então tudo bem. Mas porque os homens não falaram comigo? — perguntou ela.
_ Eu sei lá. — disse Jimmy, dando de ombros. — Acho que devem ter fuçado nos seus documentos e em todos os cantos da sala.
_ Hum. Então tudo bem. Venham, o jantar está na mesa. — disse a mãe.
Os três jantaram em silêncio, depois subiram para dormir, se despedindo da mãe.
_ E eu vou dormir com você hoje. Não confio naquele cara. — disse Jimmy.
_ Não, você vai dormir no seu quarto. Eu sei me cuidar, tudo o que você faria seria atrapalhar caso acontecesse alguma coisa. — disse Oliver, escovando os dentes.
_ Ah, mas eu queria... É, acho que você tem razão. — disse Jimmy, esperando o outro terminar de escovar os dentes.
_ Tudo bem, então, escove os dentes e... Ah, boa noite. — disse Oliver.
_ Noite. — soltou Jimmy, se esquecendo de falar o "boa", que não serviria de nada, era só um cumprimento mesmo.
Oliver entrou no quarto escuro, só iluminado pela luz da lua. Foi tateando até achar a cama, tentando acostumar com o escuro, afinal, não queria acordar Simon.
Ele se deitou com os olhos fechados, pondo as cobertas sobre o corpo e se virou para a parede. Quando fez isso, se deparou com dois olhos o fitando, curiosos. Quase pulou no lugar, saindo da cama e acendendo a luz.
Simon estava na cama, rindo silenciosamente.
_ EU NÃO MANDEI VOCÊ DORMIR NO CHÃO? — berrou Oliver.
_ Mas o chão é frio e duro... — murmurou Simon.
_ NÃO ME IMPORTA! VAI PARA O CHÃO! — berrou Oliver.
_ Mas está frio... — murmurou o ruivo.
_ Eu sei. Mas se você não dormir no chão, eu vou ter que dormir. Não, não, você vai para o chão, está na minha casa e... — murmurou Oliver, tentando se acalmar.
_ Mas você não precisa dormir no chão! Sabia que o melhor jeito de se aquecer é com outra pessoa? O calor corporal ajuda bem. Então, deita aqui. — disse Simon, apontando para o seu lado. — Não se preocupe, eu não mordo. — disse, acrescentando maliciosamente mais baixo: — A não ser que você queira...
_ Ah! Mas aí eu não vou conseguir dormir... — murmurou Oliver.
_ Tente... — sussurrou Simon, com o olhar pedinte.
_ Ah, você vai me pagar por isso. — resmungou o moreno, apagando a luz e se deitando, tentando ignorar o corpo ao lado do seu.
Depois de um bom tempo, Oliver ainda não conseguia dormir, apesar de ter sentido que o outro dormira á tempos. "Eu não sabia que demônios dormiam..." pensou, um pouco indignado. Então, ele sentiu mãos quentes o abraçando por trás e se virou para Simon, que inconscientemente tinha o abraçado, parecendo com frio. Oliver tentou tirar as mãos dele da sua volta, mas Simon apenas apertou mais Oliver contra si.
Acabou que Oliver ficou acordado a noite inteira.
Notas finais
Talvez até antes da semana que vem eu poste =D
Depende só de vocês. E dêem reviews... Leitores que ainda não deram reviews, estou esperando a colaboração de vocês, certo?
Beijos para todos.
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