Simon - A Camuflagem.

1 Capítulo I - Parte 1.


Notas iniciais
Oi gente... Pois é, não coube o título inteiro do capítulo no espaço lá em cima, então pus lá na história.
"Nunca se é homem enquanto se não encontra alguma coisa pela qual se estaria disposto a morrer." Ta aí a frase ;-)

Capítulo I:

Sem Querer, Oliver Traz Um "Demônio" Para Dentro Da Sua Casa.

Oliver andava ao lado do irmão em direção á sua casa. Enquanto passava por becos e ruas sem saída, ele procurava monotonamente o número de sua casa. A sua família tinha se mudado para aquela rua a pouco tempo, por isso não sabia reconhecer ao certo sua casa.

Ele era tímido e anti-social, consequentemente, não tendo amigo nenhum. Ele se escondia por trás de uma máscara para que ninguém visse como era frágil por dentro, mais sentimental do que muita gente era.

E novamente ele se sentia triste. Por que as pessoas implicavam tanto com ele? Ele só gostava de viver no mundo dos sonhos!

Oliver tinha cabelos lisos e escuros, olhos verdes e pele branca. Era difícil definir ao certo a cor de seus cabelos, pois ela variava entre preta, castanha e ruiva. Até alguns fios brancos ele tinha, de um modo meio surreal para a sua idade, mas tinha.

Seu irmão gêmeo, Jimmy, resolveu fazer uma aposta. Se chegasse primeiro do que Oliver, ganharia um real e vice-versa. Pois isso, Jimmy saiu correndo pela direita enquanto Oliver resolveu analisar as casas para, quando avistasse a sua, correr na direção dela.

Os dois tinham 17 anos. Só eram diferentes em relação ao jeito e aos gostos de ambos. Oliver era tímido e não gostava da agitação contínua do seu irmão, que adorava correr e pular, parecendo um cachorro. Acho que já deu para imaginar, né?

Oliver andava, quando ouviu um estrondo alto. Parou na hora, estranhando. Aquele bairro geralmente era silencioso, o que havia acontecido? Estranhou mais ainda quando ouviu gritos. Correu na direção dos sons, até que tudo parou. Ele tinha entrado em uma rua e notou um gemido baixo vindo de um dos becos.

O adolescente se esgueirou pela parede de madeira do prédio que beirava o beco e espiou o local. Arregalou os olhos ao ver o garoto novato de sua escola, seu colega, chamado Simon tremendo, ferido. Mas o mais estranho eram os cinco adultos que estavam mortos á sua volta. Oliver arregalou os olhos, abismado. O que acontecera ali?

Acabou que Oliver saiu de seu esconderijo e pulou um dos corpos, chegando a Simon.

_ Ahn... T-tudo bem? — perguntou, receoso.

O outro estava com o olhar perdido no nada e Oliver notou marcas de lágrimas em seu rosto. Uma das mãos estava em uma ferida profunda em seu estômago.

_ E-err... O... O q-que aconteceu? — Oliver tentou fazer com que o outro falasse algo, inutilmente. — Tudo bem, então fica aí, morre idiota, me ignora mesmo, eu te deixo aí. Estou tentando te ajudar e... — resmungou Oliver, já cansado de ficar ali e mordendo a própria língua. A situação não estava das melhores, como é que ele conseguira soltar aquilo?

_ E-eu estou bem. — resmungou Simon, rouco, a voz tão baixa que Oliver mal conseguiu ouvir.

_ Ah, está bem então. — disse, se levantando e caminhando para longe. Ou pelo ao menos foi o que Oliver processou, pois o garoto segurara a barra de sua calça e fora arrastado até o fim do beco. — Ei, o que é isso? Está maluco?

_ Não se incomode comigo aqui, apenas continue andando se não for muito pesado. E-eu não consigo andar, ainda estou em estado de choque e preciso sair daqui antes que alguém mais chegue para me machucar, então... Apenas ande. — disse Simon, as palavras saíam quase que automáticamente de sua boca, seu olhar continuava longe, como se ele não estivesse realmente ali.

_ Está bem, vou te levar para um hospital... — começou Oliver e foi interrompido:

_ Não. — disse Simon simplesmente. — Vão me encontrar lá.

_ Então, aonde, diabos, você espera que eu te enfie? — perguntou Oliver, irritado.

_ No seu bolso é que não é. Em qualquer lugar longe daqui... — resmungou Simon, sua voz desapareceu e ele desmaiou.

Oliver olhou para o garoto aos seus pés, pensando: "Ai, que trabalheira!" e o carregando no colo, andando para casa.

Continua...

Notas finais
Então, gostaram? Mandem reviews gente, façam uma autora feliz! De qualquer jeito, no máximo semana que vem eu posto a parte 2, quer haja algum review ou não, e, dependendo disso, pode ter uma surpresa para vocês, quem escolhe é o leitor então... Quanto melhor o review, melhor o caítulo, esse é o meu lema. Geralmente continua com: Se não tem review, não tem capítulo, mas vou abrir uma excessão. Só essa, hein? Só porque está divertido escrever.
Beijos.
Moukiki