Silk Spirit
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Boa leitura!

Meu nome é Jake Ravencraft, e tenho 17 anos. Minha mãe é Raven Darkholme, mais conhecida como a mutante metamórfica, Mística. Meu pai é um professor de história universitário que tem o poder de manipular uma fita feita a partir da aura. E eu herdei esse poder dele.
Minha mãe perdeu os poderes dela durante uma batalha entre os famigerados mutantes da Irmandade, um grupo de mutantes liderados por aquele que fora sua maior paixão, o mutante conhecido como Erik Lehnsherr, ou Magneto, e os humanos. Uma bala especial a fez perder seu poder e ela voltou a ser humana. Magneto a abandonou, e suas últimas palavras segundo ela foram:
"Desculpe, minha cara. Mas você não é mais uma de nós"
https://www.youtube.com/watch?v=ppMdATen75M
Magneto e seu grupo composto por Piro e Fanático foram embora deixando ela sozinha em um caminhão. Mas, ela sobreviveu.
Mais tarde, ela decidiu mudar de vida. Recomeçar, e então foi procurar emprego nesse bar e conheceu o meu pai, um professor universitário chamado Quentin Ravencraft. Meu pai era um homem perturbado, lecionava todas as manhãs numa universidade, e a noite saia para beber. Foi nesse dia do bar que minha mãe acabou se apaixonando pelo meu pai. E sim, ela acabou conseguindo um emprego como garçonete. Sem seu poder de assumir formas, para ela era difícil levar uma vida normal, diferente da que ela costumava levar.
Então, depois de um tempo namorando, ela e o meu pai resolveram se casar, e logo depois me tiveram.
Eu nasci com o mesmo poder que o meu pai tinha. Porém, eu ansiava ser como ela, lutar ao lado dos caras maus como Magneto. Mas, ela me repreendia dizendo que eu deveria usar meu poder para fazer o bem e que ter perdido o poder dela fez ela pensar que ela havia errado, e eu deveria corrigir isso, ser bom com as pessoas e não usar meu poder para matá-las.
Eu nunca frequentei nenhuma escola, claro que havia o famoso "Instituto Xavier Para Jovens Super Dotados", mas esse lugar era para os moçinho idiotas, eu queria estar com os caras maus.
Eu nunca tive amigos, eu era um verdadeiro lobo solitário.
Então eu precisava desenvolver meus poderes de alguma forma. Eu fui até essa floresta que ficava perto da casa onde eu morava com os meus pais e comecei a treinar os meus poderes, sozinho. Cada dia era uma aventura. Eu aprendi a usar a minha fita feita de aura para voar por entre as árvores da floresta, transformá-la em qualquer arma que eu desejasse, pistolas, revolveres, espadas, qualquer coisa que eu pensasse, a fita se transformava.
Eu a princípio transformei a fita em uma faca e resolvi fazer um corte no meu dedo. Eu sei que parece idiota, mas eu precisava fazer um teste. Um pouco do meu sangue começou a pingar e com minha mente eu fiz a ponta da minha fita cobrir o meu ferimento e em questão de segundos, o corte havia se fechado. Aquilo foi simplesmente incrível.
Então, um dia eu resolvi voar usando minha fita. Eu estava vestindo uma blusa de moletom preta com capuz, uma calça preta, e botas de escalada da mesma cor. Eu levantei o capuz da minha blusa para parecer um cara misterioso, fechei meus olhos e a fita saiu de meu corpo e me impulsionou para o alto. Eu abri os meus olhos e percebi que eu estava voando leve como uma pluma ao vento.
Eu estava excitado, então pensei em voar até Nova York usando minha fita, e durante o meu voo eu fui teletransportado para lá.
Eu olhei ao meu redor e me vi em meio a Times Square, com uma multidão que ia de um lado para o outro. Eu estava sozinho no meio do trânsito e quase fui atropelado por um táxi. Fechei meus olhos antes que o táxi me atingisse e com o poder da minha fita eu saltei e fiquei flutuando no ar. O motorista olhou para mim do carro, eu olhei para ele, e logo milhares de pessoas pararam para me ver. Acho que elas acharam que eu era o novo Houdini ou David Copperfield, David Blane, Criss Angel, sei lá, e até tiravam fotos de mim.
Cara, eu estava começando a ficar famoso naquela cidade. Eu só...precisava de um novo nome para mim.
Então, eu fiquei parado no ar, cruzei meus braços, fechei meus olhos e tentei pensar em um novo nome para mim. Confesso que foi um pouco difícil escolher, pois, eu acho que nomes bons demoram algum tempo. Mas, para apressar um pouco as coisas, eu pensei na floresta que eu treinava perto de casa, na maneira como eu flutuava no ar, e...decidido o nome, eu abri meus olhos e me apresentei ao mundo.
— Olá, mundo! Meu nome é Jake Ravencraft, mas vocês podem me chamar de "Silk Spirit" (Espírito Sedoso)
As câmeras na Times Square e os repórteres dos noticiários que chegavam logo me filmaram. O mundo todo havia voltado sua atenção para mim.
Eu acho que eles começaram a pensar: "Quem é esse garoto?" , ou "O que esse garoto está querendo?"
— Eu quero marcar um desafio. Eu quero enfrentar algum vilão, então...se você é algum vilão, pode vir cara! Eu te enfrento numa boa. Agora, se você é herói, eu quero que você vá se ferrar, vocês estão me ouvindo?
Talvez eu tenha exagerado um pouco, mas eu queria ser o centro das atenções. Eu me sentia como um Deus.
Instituto Xavier Para Jovens Super Dotados
Alguns alunos do instituto como Logan (Wolverine), Vampira, Scott Summers (Ciclops), Jean Grey, e Kitty Pryde, assistiam no noticiário a matéria exclusiva transmitida ao vivo sobre o garoto chamado Jake Ravencraft que se auto denominava "Silk Spirit".
— Quem é esse garoto? — Scott inquiriu.
— O garoto está querendo chamar a atenção... — Logan balbuciou — e ele vai acabar conseguindo.
— Eu meio que gosto dele. Ele é bonitinho — Vampira retrucou — Ou pelo menos o garoto parece ser o meu tipo.
— Pessoal, eu acho que esse garoto precisa de ajuda... — Jean Grey falou preocupada.
— Ah, deixa ele. O garoto só está em busca de diversão — Kitty começou a gargalhar da situação.
Logo, Ororo Munroe (Tempestade) chegou com o jornal na mão. Ela vestia uma blusa branca, uma saia roxa com uma franja rosa e duas listras, uma preta e uma laranja. Ela calçava sandálias verde musgo, e usava um lenço fúcsia ao redor da cabeça.
—Está nos jornais— Ororo informou a todos — Esse garoto é filho da mutante da Irmandade conhecida como Mística, com um professor de história universitário chamado Quentin Ravencraft.
—O quê?! — Todos, com exceção de Ororo, exclamaram.
— Esse garoto só pode estar querendo brincar com fogo — Scott exclamou.
— Esse garoto não sabe no que ele está se metendo — Logan resmungou.
— Gente, vamos ajudá-lo — Jean exclamou — Ele só deve estar fazendo isso porque deve estar precisando de ajuda.
Scott Summers pensou um pouco e resolveu concordar com a namorada.
— Jean está certa. Nós precisamos ajudá-lo, galera — Scott retrucou.
— Scott... — Jean interrompeu.
Então, uma voz familiar se fez presente.
— Acalmem-se todos. Não há motivo para tanto alarde.
Era o Professor Charles Xavier chegando em sua cadeira de rodas. O careca se juntou a seus pupilos. Todos voltaram suas atenções para ele.
—Professor Xavier! — Todos disseram juntos.
— Sim, sou eu. O que está acontecendo por aqui? — Xavier inquiriu.
— Charles, esse garoto na TV. Ele está desafiando o mundo. Ele quer enfrentar vilões e acha que está preparado — Ororo notificou.
— E eu disse que eu acho que ele precisa de ajuda, Professor — Jean relatou.
— Entendo. E qual é o nome desse garoto? — Xavier quis saber.
Ororo mostrou o jornal para Xavier. Ele pegou o jornal das mãos de Ororo e começou a ler a matéria.
— Interessante... — Xavier analisou.
— O que você acha, Xavier? — Ororo quis saber.
—Bem, de quando é esse jornal? — Xavier ficou curioso.
— É da semana passada, mas eu guardei ele para te mostrar e esqueci... —Ororo falou arrependida — Me desculpe, Professor...
— Está tudo bem, Ororo — Xavier falou com a complacência que tinha por todos — Então, Raven teve um filho depois do confronto com os humanos? E ele pode manipular uma fita feita da aura dele? É realmente fascinante. Eu acho até que ele tem potencial para entrar para o instituto.
— Professor, é melhor irmos ajudá-lo antes que a Irmandade se aproxime dele — Jean aconselhou.
—Tem razão, Jean. Como Raven perdeu os seus poderes,e esse garoto despertou os seus poderes, isso deve atrair a atenção de Erik — Xavier argumentou.
—E quem vai buscar o garoto? — Scott quis saber.
—Bem, eu creio que nós devemos selecionar os mutantes que parecem ter alguma similaridade com a personalidade desse garoto — Jean sugeriu.
— Bem pensado, Jean. — Xavier encorajou a sua pupila preferida.
— Então, eu estou fora dessa — Scott exclamou.
— Sabia que você iria falar isso .Você está é com medo do garoto — Logan provocou —
— Logan, eu não estou com medo do garoto — Scott contestou — Eu só...desisto de ajudar esse garoto porque eu acho perda de tempo. Você não vê que ele está tentando chamar a atenção?
— Eu também acho que é uma perda de tempo ajudar esse moleque metido a sabichão...então, eu não ligo para essa situação toda — Logan resmungou.
— Logan, você faz o tipo lobo solitário, então me parece um candidato perfeito para ajudar o garoto — Xavier comentou —
— Você quer que eu fale com ele, Professor? — Logan inquiriu.
— Sim, Logan. Eu acho que —Xavier interrompeu — Ororo também deve ir falar com ele. Ele se acha um deus, vamos ver ele enfrentar uma tempestade.
— Sim, Professor — Ororo consentiu.
— Quem mais? —Xavier ponderou.
— Eu me disponho a ajudar o garoto — Jean se ofereceu.
— Está certo. Eu também vou. Eu não vou deixar Erik por as mãos no garoto.
Mais tarde, no Hangar da fundação, o jato tripulado por Logan, Ororo, Jean e Xavier, sai da mansão Xavier e segue rumo a Nova York.
[...]
Nova York
— Eu estou esperando — Jake falou sem paciência.
Então eu estava lá, esperando algum super vilão aparecer. Não demorou muito e eu ouvi um som metálico ecoar no ar. Meus ouvidos pareciam latejar com isso e o som do vento que circulava ao meu redor.
— Então Raven deu cria — uma voz misteriosa se fez presente.
No alto estava Magneto com seu traje vermelho rodeado por 2 esferas metálicas que se movimentavam em círculos.
Eu voltei minha atenção para aquele ser imponente. Era isso que eu precisava.
— Magneto, o senhor dos metais — eu retruquei.
— Vejo que você me conhece... sua mãe alguma vez falou de mim? — Magneto inquiriu.
— Sim, ela disse que você a abandonou naquele caminhão como se ela fosse um lixo enquanto você saia com Piro e Fanático ao seu lado — eu o lembrei.
— Ah sim. Eu me lembro disso — Magneto atestou — Eu a deixei porque ela não me era mais útil, já que ela não possuía mais os poderes dela.
— Porque você a deixou? — eu falei retoricamente.
Magneto me olhou com uma cara fechada. Parecia não ter porque se justificar.
— Então garoto, como você se chama? — Magneto quis saber
— Jake Ravencraft — eu me apresentei.
— Não esse nome. O seu outro nome. — Magneto insistiu.
— Silk Spirit — eu revelei.
— Silk Spirit? Interessante...e o que um "fantasma" pode fazer? — Magneto falou com sarcasmo.
— Bem, muitas coisas — eu retruquei.
Magneto parecia estar me desafiando a usar minhas habilidades. E isso era muito bom.
Mentalmente eu conjurei a minha fita e a fiz transformar -se em um revolver e o apontei para Magneto. Parece inútil, já que ele controla todos os metais. Mas, a ironia disso é que ele não teria como controlar algo "espiritual" digamos assim.
— Você acha que pode me ferir com essa arma? Eu controlo os metais, garoto — Magneto exclamou.
— Eu sei disso, mas essa não é uma arma de verdade — eu devolvi.
Puxei o gatilho sem medo e atirei, mas a bala atravessou Magneto sem fazer um arranhão se quer.
— Bem, eu admiro a sua coragem, garoto. O que mais você pode fazer? Me mostre! Se quiser entrar para a minha Irmandade, você terá que fazer muito mais — Magneto retrucou.
Então, a arma que eu usei se desfez e voltou a ser a minha fita. Eu fechei os olhos e comandei a minha fita, fazendo-a se enrolar no meu corpo todo, e após algum tempo, eu havia assumido a forma do Magneto.
— Quem é você? — o verdadeiro Magneto inquiriu.
— Eu sou você — eu repliquei.
— Boa jogada, garoto — Magneto avaliou — Vamos ver como você se sai com isso.
Magneto arremessou uma de suas esferas na minha direção e eu criei um campo de força que a repeliu, fazendo-a voltar para ele.
— Muito bom— Magneto comentou.
Então, Magneto se apossou de um carro que passou pela rua e o fez levitar. Depois, ele arremessou o carro na minha direção com o motorista dentro.
Eu espalmei a minha mão direita e mantive o veículo no ar, depois eu o repeli e o fiz pousar na rua com segurança.
Magneto olhou para aquilo e levantou uma de suas sobrancelhas. Ele estava impressionado, eu acho.
— Ótimo! Você está se saindo muito bem, garoto.
Eu fechei os olhos e voltei a minha forma normal. Minha fita ficou dançando no ar ao redor de mim.
— Ainda não está satisfeito? — eu inquiri.
— Não — Magneto contestou.
Mas, antes que ele pudesse continuar me testando, eu ouvi o som do trovão e junto com um relâmpago, surgiu a mutante conhecida como Tempestade em seu traje de X-Men flutuando no céu. Ela havia interrompido o nosso jogo.
— Muito bem, já chega! — Tempestade exclamou.
— Tempestade, outra mutante do Charles — Magneto a apresentou para mim.
— A mãe natureza está muito zangada — Tempestade retalhou.
— O nome é Silk Spirit, e...eu acho que você está um pouco equivocada, querida — eu falei com sarcasmo.
Então, Magneto olhou para mim e abriu um sorriso de amigo.
— Deixe me ajudá-lo com esse pássaro irritante — Magneto retrucou.
Magneto fez então uma de suas esferas acertar a cabeça de Tempestade. Ela gemeu e caiu apagada no chão.
Eu fiquei muito impressionado com aquilo. Acho que eu estava virando um fã do Magneto.
—Bom trabalho — eu exclamei.
— Eu odeio esses mutantes do Charles — Magneto rosnou.
— Eu também. Eu estou do seu lado — eu retruquei.
Magneto voltou o olhar para mim outra vez.
— Eu estou lisonjeado. É uma honra saber que eu tenho um fã — Magneto falou com seu charme de galã.
Foi então que o jato Blackbird dos X — Men pousou no meio da Times Square, e os outros X-Men saíram de dentro dele e vieram até mim e Magneto.
Nós voltamos nossos olhares para o grupo. Eu vi essa mutante de cabelos ruivos que se apresentou.
— Meu nome é Jean Grey. Eu sou uma estudante no Instituto Xavier, e eu vim junto com outros mutantes para ajudá-lo, Jake — ela se falou mentalmente. Meu cérebro começou a latejar.
Eu gemi e coloquei as minhas mãos na cabeça tentando conter a dor que eu sentia.
—Faça parar! Faça parar! Minha cabeça parece que vai explodir! — eu exclamei.
Enquanto isso, Charles Xavier sinaliza com a cabeça para que Jean Grey o liberte de seu controle mental.
Jean fecha os olhos e depois os abre. Jake volta a si.
Eu comecei a ofegar. Minha mente estava doendo muito. Maldita telepata!
Eu fechei os meus olhos, soltei meus braços e pousei lentamente no chão. Magneto ficou me olhando de cima.
Enquanto esse mutante das garras de Adamantium socorria Tempestade, o outro telepata, um careca, veio até mim com sua cadeira de rodas e se apresentou.
—Olá, Jake! Meu nome é Charles Xavier. Eu comando um instituto para jovens com super poderes como você — Xavier disse.
Então, Magneto pousou e ficou ao meu lado.
—Olá, Charles! Você está aqui pelo garoto, eu presumo — Xavier interferiu.
—Olá, Erik! Eu sabia que você viria atrás do garoto — Xavier se defendeu.
Aquela discussão entre os dois só fazia a minha dor de cabeça aumentar.
— Bem Charles, meu amigo, eu sinto muito desapontá-lo, mas o garoto vem comigo — Magneto contestou.
—Erik, Jake precisa controlar os seus poderes, e eu vim aqui para ajudá-lo, e trouxe meus outros pupilos — Xavier argumentou.
— Você e essa sua conversa, Charles. Me poupe, você só quer explorar o potencial dele. E eu quero ajudá-lo. O garoto é filho de um membro da Irmandade. Então ele deve se juntar a ela.
—Eu protesto, Erik. Eu acho que o nome "Silk Spirit" que o garoto resolveu usar pode nos dar uma pista do que ele escolherá. Veja bem, "espíritos" são livres para transitar nesse mundo. Alguns estão perdidos, outros precisam de ajuda, mas se recusam a aceitar... — Xavier enfatizou.
— E o que você quer dizer com isso, Charles? — Magneto inquiriu.
— Eu acho que Jake deve escolher com quem ele deve ficar. Ele é livre para fazê-lo. E eu não vou me opor se ele escolher tê-lo como tutor. A escolha é totalmente dele.
—Sábias palavras, Charles — Magneto atestou.
Então, Xavier se aproximou de mim e resolveu conversar comigo.
— Jake! — Xavier me chamou.
— Minha cabeça ainda dói, mas...o que você quer? — eu inquiri.
— Eu apenas quero conversar com você. Você queria atenção, e você conseguiu. A minha e a do Magneto. Você desafiou o mundo com suas palavras... — Xavier insinuou.
—Hmm...onde você quer chegar com esse seu sermão? —eu o questionei.
—Eu soube da sua história, Jake. Sua mãe só quer o melhor para você, por isso ela quer que você use seus poderes para fazer o bem. Eu acredito que sua mãe admite que errou, e está tentando consertar a vida dela, se não ela não teria dado a luz a você — Xavier prosseguiu.
— Você acha que é "legal" fazer coisas más. Então você começa a praticar isso, mas a que custo? Um dia você tem que pagar pelos crimes que você cometeu.
Xavier me deixou pensando naquilo.
— A raiva só gera mais raiva, e isso se transforma em ódio. Eu vou te contar uma coisa. Um dia eu conheci esse garoto chamado Erik Lehnsherr que perdeu os pais num campo de concentração na Alemanha nazista. Erik ficou tão furioso com isso que resolveu usar seus poderes para se vingar das pessoas.
— E onde eu entro nessa história? — eu inquiri.
—Jake, você tem um grande poder, e ele é único. Se você canalizar esse poder para o bem, você pode fazer grandes feitos. Se você deixar a sua raiva, e o ódio te sucumbirem, você vai causar dor e sofrimento para as pessoas e elas terão medo de você, e eventualmente elas vão te atacar, não importa o que você faça. Você será como o Erik. E você continuará sozinho — Xavier provou seu ponto.
— E o que você quer que eu faça? Eu gosto dos caras maus — eu me defendi.
— Eu quero que você pense nisso, e faça a sua decisão. Se você ainda quiser ficar ao lado do Erik, eu não vou me opor, afinal, essa é a SUA escolha. Mas, eu acho que você tem a oportunidade de fazer a escolha certa e acho também que você deve usar o seu poder para ajudar as pessoas — Xavier explanou.
— Jake, pense muito bem na sua escolha. O que quer que você escolha, você vai ter que encarar as consequências, sejam elas boas ou ruins — Jean retalhou.
Então eu fiquei pensando naquilo. Acabei em um dilema, me juntar a Irmandade e ter o Magneto como meu tutor, ou o Professor Xavier?
Para dizer a verdade, eu não ia muito com a cara dessa Jean Grey, nem com a da Tempestade. Vocês devem estar me achando muito petulante, mas eu sou bastante seletivo. Eu escolho quem eu dou intimidade.
Então, eu conheci essa mistura de homem e canivete, aquele que eles chamam de Logan, ou Wolverine. Ele veio até mim com o corpo da Tempestade nos braços como o noivo que carrega a noiva no casamento e se invocou comigo.
—Olha isso, pivete! Ela está assim por sua causa! — Logan esbravejou.
—Como é que é? Eu não tive nada a ver com isso. Eu sequer fiz um arranhão nela — eu contestei.
— Claro que teve. Foi a sua escolha que fez com que ela acabasse assim — Logan insistiu.
— Foi o Magneto que fez isso — eu acusei — Mas, eu até achei bom ele ter feito isso. Eu estava em um treinamento com ele e ela me interrompeu — eu exclamei.
—Logan, pare! — Xavier ralhou — Jake está arrependido do que fez, não está Jake?
Claro que não, mas...logo lembrei do que Xavier havia me dito.
— Estou — eu menti.
— Então Jake, você se unirá a Irmandade ou aos X-Men? — Xavier me questionou.
Apesar de eu não entender por que Logan não culpava o Magneto pela Tempestade estar inconsciente, eu confesso que eu meio que gostei do jeito rabugento dele.
— Eu escolho me unir aos X-Men — Sim, eu resolvi deixar o meu ídolo, Magneto de lado, e me unir aos X-Men — Mas, eu tenho uma condição.
— Qual, Jake? — Xavier ficou curioso.
— Eu quero que o Logan me treine — eu impus.
— O quê?! Eu não vou ser instrutor desse pivete. Pode esquecer! — Logan balbuciou.
— Eu acho justo — Xavier consentiu — Mais alguma coisa?
—Não — eu conclui.
— Xavier! Você só pode estar brincando comigo...eu vou ter que dar aula para esse guri ai? — Logan se queixou.
— Logan, você dará aulas de Karatê para o Jake. Veja pelo lado bom, você não terá que dar todas as aulas. E Jake — Xavier voltou o olhar para mim — Você ainda terá aulas com a Tempestade para aprender a controlar o seu temperamento e poderes.
O quê?! Nem ferrando! Eu prefiro matar aula.
— Você está brincando, não é? Eu não quero ter aulas com a Tempestade. Eu já treinei bastante na floresta perto da minha casa — eu me vangloriei.
— Tudo bem, Jake. Mas, você não fez nenhuma escola, e além do mais, as escolas normais não costumam aceitar alunos como você, e o Instituto tem um ótimo programa de ensino — Xavier parecia um vendedor ambulante me empurrando o programa de estudos do Instituto.
— Ororo é legal, Jake. Ela é uma ótima professora — Jean atestou.
Eu cruzei os braços e fiz uma careta para Jean.
— Você devia ter escolhido o Magneto, garoto... — Logan balbuciou.
— Verdade. Mas, você parece um cara legal — eu sorri.
— Muito bem, vamos para casa. Jean? — Xavier retrucou.
Então, Jean fez com que as pessoas esquecessem o que houve na Times Square e como o vento, nós nos dissipamos dali.
[...]
No instituto Xavier, eu fui guiado pelo Professor até o meu alojamento. Havia uma cama arrumada, um guarda — roupas, um banheiro, um closet, tudo bem simples mesmo. Não era um quarto de hotel cinco estrelas, mas dava para o gasto.
— Esse é o seu quarto, Jake. Fique a vontade — Xavier disse se despedindo.
Então, eu fechei a porta do quarto e cai na cama. Eu queria relaxar, depois do que houve em Nova York.
[...]
Mais tarde, uma mulher de cabelos pretos vestindo um chemisier preto e sapatos de salto pretos bate na porta de entrada do instituto e toca a campainha.
O professor Xavier resolve atender a porta e a abre. Ele se depara com ninguém mais, ninguém menos que Raven Darkholme, a ex — mutante conhecida como Mística. Ela estava usando óculos escuro como se tivesse vindo de um funeral.
— Sim? — Xavier disse fitando-a.
— Olá, Charles! — Raven o cumprimentou.
— Olá, Raven! Como tem passado? — Xavier inquiriu.
— Eu vou indo bem, obrigada. Eu estou procurando pelo meu filho, o Jake. Eu fui trabalhar e quando voltei, ele não estava em casa — Raven explanou.
—Ah sim, o Jake. Ele está bem. Ele está no quarto dele aqui na mansão. Quer que eu o chame? — Xavier quis saber.
— Não, só me leva até ele. Obrigada — Raven retrucou.
— Certo. Venha comigo — Xavier a chamou.
Raven acompanhou Xavier até o alojamento de Jake e bateu na porta.
No lado de dentro, Jake que estava descansando se levantou da cama e foi atender a porta. Ao abrir, ele encontrou a mãe.
—Mãe? O que você está fazendo aqui? — Jake inquiriu.
—Olá, Jake! Eu estava preocupada com você. Eu não te achei em casa depois que eu voltei do trabalho, então resolvi tentar o Instituto— Raven explanou.
— Eu estou bem, mãe — Jake replicou.
— Eu...vou deixá-los à sós. Vou ver como estão os outros estudantes — Xavier disse se retirando.
— Está bem — Raven disse olhando para Xavier.
Xavier se retirou, e Raven fechou a porta do quarto para conversar com o filho.
—Jake, no que você estava pensando? Sair assim sem me avisar?! — Raven exclamou.
— Olha, mãe. Eu estava treinando na floresta perto de casa, e então eu fechei os olhos e de repente eu estava na Times Square! — Jake falou eufórico.
— Não faça mais isso comigo! Você sabe que eu te amo — Raven declarou.
— Tudo bem, mãe. Eu prometo que não vou mais fazer isso. — Jake jurou.
— Está bem. O que você está achando do Instituto? — Raven quis saber.
— Ah, até que é legal. Eu vou ter aulas de Karatê com o Logan, e...eu tenho aulas com a Tempestade — Jake falou revirando os olhos e suspirando.
— Se comporta, Jake. Não vai fazer nenhuma besteira, ouviu bem? — Raven o lembrou.
—Ok, mãe...eu te amo — Jake declarou.
— Eu também te amo, Jake — Raven replicou.
Jake e a mãe se abraçaram.
Notas finais
Au revoir!
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