Silent Hill Inocência
2 Escolha
Notas iniciais
Escolha.
A conversa não parava. A sala de Micke era a que mais comentava o ocorrido. Três garotos viam e reviam o video da noite passada onde Micke Assustava sua irmã mais nova. Camila sempre foi a mais nova. Micke tinha vinte anos, sendo assim mais velho que ela por três anos.
- O que é que ta rolando? — Antonie perguntou meio confuso.
- Acho que o video é mais famoso do que pensavamos! Parece que até as outras turmas estão vendo! — Jonathan respondeu rindo. — Vamos lá, Micke?
- Tudo bem. — Micke observou todos na sala e ficou quieto. Não estava entendendo nada, mas sentia que algo ruim estava prestes a acontecer. E então aconteceu. Gritos, um choro feminino, uma voz satãnica e toda a escola começou a pegar fogo. — O que é isso?
Uma mulher de roupa negra apareceu na frente de Micke. Ela tinha cabelos negros, mas chamuscados. Seus olhos eram de um negro profundo e em seu rosto haviam cicatrizes. Aquela mulher era má, Micke pôde sentir quando ela tocou sua testa e o fez ficar imobilizado.
- Micke Carten? — A voz dela era cortante e grossa, uma voz das trevas.
- Sim...- Micke foi intemrrompido com um tapa na cara.
- O que me diz de trabalhar para mim? — A mulher riu. Riu com desdém. — Preciso de uma ajudinha!
- Ajudinha? — Micke não conseguia se mexer. Seus braços estavam paralisados. A escola estava tomada por uma energia bizarra. — Como assim?
- Sua irmã esta indo para Silent Hill. — A mulher parou e observou a reação de Micke. — Huhu, que carinha triste é essa? Você brinca com coisas das trevas e depois fica com medo?
- Que coisas! — Micke gritou com ódio. — Eu nunca fiz nada de errado!
- Cale a boca! — A mulher deu outro tapa, mas esse com muito mais força. O rosto de Micke queimou. Não com o tapa, mas sim como se alguém tivesse acabado de colocar fogo em seu rosto. — Vou lhe dar uma escolha.
- Tudo bem! — Micke estava sentindo seu rosto arder muito, mas mesmo assim tentava controlar a vontade de gritar de dor. — O que você quer?
- Você mataria alguém que ama? — A mulher riu assustadoramente.
- O que? — A voz de micke estava baixa e saiu meio engasgada. Ele estava ficando sem ar e sentia seu sangue esquentando. — Quem?
- Sua irmã! — A mulher deu uma risada debochada. — Meu nome é Alessa, sou uma menina muito educada e adoro tratar meus amigos bem. Se mata-la para mim eu lhe recompensarei!
- Mas que droga! — Micke fechou os olhos e sentiu seu corpo ficar tenso. — Como...
Então tudo ficou quieto. Alessa sumiu e a escola voltou a normal. Quando abriu os olhos e levantou a cabeça rapidamente viu Jonathan o encarando com medo.
- Micke! — Jonathan fez uma pausa e Micke pôde ver todos o encarando com medo. — Cara! Achei que você tinha morrido! Você estava tendo convulsões e seu coração parou!
- O que? — Micke balançou a cabeça para tentar se recompor, mas ficou mais tonto.- O que aconteceu?
- Cara, você começou a falar sobre Silent Hill e depois gritava que ia matar sua irmã e seu corpo ficou paralizado e você morreu! — Jonathan estava asustado com Micke. — Mas você ta bem agora!
- Preciso sair daqui! — Micke se levantou, mas Antonie o segurou pelos braços. — Sua irmã não esta bem. Parece que esta na enfermaria.
- O que? Como?
- Ela teve um ataque muito louco e parecia que ia sair matando todo mundo. — Antonie fez uma pausa e continuou. — Quando ela começou a gritar você teve esses ataques. Parece que foi combinado!
- O que? — Micke estava perplexo. Não entendia nada. — Eu não posso acreditar! Vou atrás de Camila agora mesmo!
- Espera! — Jonathan gritou enquanto corria atrás de Micke, mas esse já estava na porta da enfermaria com uma cara nada boa. — Cara, você ta bem?
- Olha isso! — Micke estava nervoso enquanto apontava para a parede manchada de sangue, e com letras bem reconheciveis. — Vá para Silent Hill!
- Onde é isso? — Jonathan perguntou com uma cara de idiota. — Onde é isso?
- Eu acho que sei! — Micke saiu correndo e deixou Jonathan para trás, mas mesmo assim Jonathan correu e conseguiu alcança-lo. — Vou de carro, você avise a alguém! Procure Andy ou algo do tipo!
-Não! — Jonathan entrou no carro e bateu a porta. — Eu também vou!
- Tem certeza? — Micke fechou a porta do carro e virou a chave na ingnição. O motor roncou e então começou a trabalhar. — Vamos para Silent Hill Então!
***
Camila andava sem parar. A cidade era coberta por uma névoa inscesante. A menina estava cansada e sua cabeça ainda sangrava. O ferimento em sua perna estava doendo cada vez mais. A perda de sangue estava deixando-a tonta.
- Andy? — Gritou várias vezes, mas sem resposta. Passou por uma rua onde percebeu que era uma área residencial. — Andy?
Seu coração estava disparado. A cidade era tão grande, assustadora e silenciosa. Enquanto passava por uma casa escutou um barulho estranho. Uma risada de criança e depois várias. E então uma sirene assustadora começou a tocar. Seu coração disparou. Parecia uma sirene de incêndio ou aquelas sirenes para avisar algo ruim esta prestes a acontecer.
- Andy? — Pronunciou o nome mais algumas vezes, mas não tinha nenhum resultado. A cidade começou a ser tomada por uma escuridão assustadora e então Camila viu os carros, as ruas os prédios, todos se tornarem coisas destruidas e queimadas. — O que é isso?
- Bem vinda a Silent Hill! — Alessa disse com um sorriso enquanto encarava Camila. — Agora que esta aqui eu tenho um pedido!
- O que? — Camila estava fraca e tonta, aquela menina parecia ter 13 anos de idade, mas mesmo assim deixava uma sensação aterroziante. — O que você quer?
- Para sair deste cidade você tem que fazer algo para mim! — E então Alessa deu uma risada boba e engraçada. — Eu quero que mate alguém!
- O que? — Camila nunca tinha feito mal a uma mosca. Por que estava naquele lugar e por que tinha que matar alguém? — Eu nunca fiz mal a ninguém!
- Será mesmo? — Alessa deu uma risada travessa e encarou Camila com prazer. — Eu sei tudo que você já fez, tudo que passou e tudo que vai passar. — A menina encarou a escuridão da cidade com uma felicidade estranha. — E então, vai fazer o que eu quero?
- Não! — Camila respondeu com ódio. — Nunca mataria alguém!
- Mas você só pode sair daqui fazendo isso! E eu sei onde sua amiguinha esta! Perdida nesta cidade, ela pode morrer, sabia?
- Onde esta Andy? Diga agora!
- Camila, tudo a seu tempo! E então vai matar?
- Quem eu tenho que matar? — Camila estava com medo, mas se ela tinha que matar alguém para salvar a sua vida e de sua amiga a história era diferente.
- Uma pessoa que ainda não esta na cidade. Escolhi quatro pessoas para meu joguinho Particular. Cada um de vocês tem medo de uma coisa e cada um já fez algo terrivel no passado. O objetivo de dois de vocês é matar uma pessoa. E o objetivo dos outros dois é fazer uma certa coisinha para mim!
-Desgraçada! Quem são essas pessoas?!
- Você conhece! — Alessa riu e deixou uma ultima mensagem no ar. — Você conhece muito bem.
E então Camila viu uma mulher andando estranhamente para cima de si. A mulher parecia uma enfermeira, mas sua perna estava estranha e machucada.
- Você esta bem? — Camila perguntou se aproximando com medo. — Olá? — E então a mulher virou e Camila gritou quando viu o rosto da mulher. Um rosto deformado e sem olhos, um monstro assim por se dizer.
Uma criatura assustadora segurando um bisturi.
Camila correu, mas muitas enfermeiras começaram a aparecer. Todas desferindo golpes com seus bisturis, as mulheres eram assustadoras e bizarras. Então quando uma delas acertou um ataque no braço esquerdo de Camila ela gritou.
***
Andy estava com a barriga cortada. um corte assustador e profundo, mas por incrivel que pareça já estava suturado. Não estava mais perdendo sangue. Quando se levantou viu que estava numa espécia de quarto de hotel. Uma cama onde estava deitada, algumas estantes e um frigobar no canto. E no final tinha um pequeno banheiro.
- ugh... — Fez força para se levantar. Quando chegou até a janela seu coração disparou. A cidade estava destruida. Parecia tudo de ferro e metal enferrujado. Várias criaturas estranhas andando de uma forma estranha. — O que é isso?
- Isso? — Uma menina disse atrás de Andy. — É a minha cidade, bonita não?
- Quem é você?! — Andy se assustou quando virou e viu a menina. — O que você quer?
- Deveria agradecer a mim ou já estaria morta! Meu nome é Alessa. Se quiser sair desta cidade com vida deve fazer algo para mim!
- O que? Onde esta Camila? — O olhar de Andy não estava nada bom. Alessa representava muito bem as trevas. — o que você quer?
- Quero que faça algo para mim! — Alessa riu com prazer ao encarar o rosto de Andy. — Você vai ter que matar alguém! O amor de sua vida.
Então tudo ficou silencioso. Alessa sumiu, a sirene voltou a tocar e a cabeça de Andy a dar voltas. A menina caiu no chão e desmaiou.
Continua...
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