POV SEVEN

— Ela deveria ser mandada para o Norte. – Bella falou. – Lá eles precisam de mais pessoas para os serviços.

— Fala sério. – Barbara retrucou. – O melhor mesmo é manda-la para o leste, lá é bem mais calmo do que no Norte, e ela daria uma boa informante.

Jacob entrou na sala junto da Angel.

— O certo seria mata-la e jogar o corpo na vala. – Falei sério olhando para o Zef.

Ele alisou suas têmporas, sabendo que se tratava de uma brincadeira.

— Do que estão falando? – Angel perguntou indo para perto de Chris.

— Seven, se você não tem nada bom pra falar então cala a boca! – Barbara disse irritada.

— Ele só tá magoado porque ela deu um fora nele. – Zef falou sorrindo.

— Quero ver da fora agora. – Falei me movimentando. – Ela vai é lamber meu sapato cheio de merda.

— Gente! – Angel falou, mas por ela ser a mais jovem, normalmente, era deixada de lado e vista apenas como nossa mascote.

— Tadinho, está com o orgulho ferido. – Bella riu pelo nariz.

— Ha ha ha. – Debochei. – Ria agora, mas quando passar o torneio você vai voltar a morar no mato e eu continuo na cama quentinha.

— Dos puteiros. – Robin defendeu ela. Típico. – Por que essa noite quando fui pra sua cama lá tava bem frio.

— Claro, amor. – Sorri. – Você demorou demais com a Bella.

— Minha gente!! – Angel gritou.

— Ela esta certa. – Zef disse apontando para Angel. – Foco. A mandarei para o leste.

— Quem? – Angel cruzou os braços ficando irritada.

— A Elena. – Falei balançando os braços no ar. – Presta atenção, cabeça de vento.

— Vocês estão malucos! – Ela falou gritando fino. – A garota devia ficar aqui e nos ajudar, o potencial dela é incrível e vocês estão querendo mandar ela para uma base no fim do mundo!

Ela respirava forte, sendo evidente seu peito subir e descer. Fora que seu rosto tinha ficado vermelho de raiva.

— Ah, então vocês já são amiguinhas. – Joguei meu braço sobre o ombro dela.

— Capitão. – Ela disse manhosa. – Por favor.

— Ela sabe lutar? – Zef disse sério. – Ou usar alguma arma?

— Não, mas...

— Ela ira para o leste. – Zef disse se levantando.

— Mas...

Chris segurou o braço de Angel e ela se calou automaticamente sabendo que não era certo duvidar de uma escolha do Zef.

— Ela não será necessária aqui. – Zef se justificou. – Não temos tempo para treina-la.

— Sim, senhor...

Detestava ver a pirralha assim. Zef saiu da sala e eu fui atrás dele. Afinal não é certo duvidar das escolhas dele, a não ser que seja eu.

— Zef! – Falei correndo até ele. – Eu a treino.

— O que? – Ele disse confuso.

— Eu treino ela. – Revirei os olhos. – Quando a gente estava vindo pra cá e tivemos que subir pelas pedras ela foi bem ágil e habilidosa, parece ter jeito para escaladas. Talvez seja bom ter uma arqueira para ajudar o Robin, o mais difícil ela já sabe, agora só precisa segurar o arco, mirar e matar.

— Você sabe que é bem além disso.

— Só uma chance. – Disse sério. – No próximo torneio de garotas, inscrevo ela e aí você verá.

— Por que tá fazendo isso? – Ele perguntou sorrindo de lado, provavelmente supondo que eu teria segundas intenções, então fui na onda.

— Ah, só quero meu encontro. – Dei de ombros. – Seja por bem ou por mal.

Ele riu.

— Você venceu. – Ele estendeu a mão e eu peguei nela. – Mas só uma chance.

— Sim, senhor.

— Já que está tão disposto, vai falar com ela. – Zef disse batendo em meu ombro e indo até as escadas.

— O que? – Ele ignorou descendo as escadas. – Filho da mãe.

Caminhei até o quarto dela, destranquei a porta e vi ela andando de um lado para o outro.

— Se é fome posso resolver, mas se for dor de barriga vai para o matinho. – Falei e ela se virou um pouco assustada.

Talvez eu devesse ter falado mais baixo.

— O que? – Ela disse confusa.

— Elena, não é? – Sorri. – O que prefere: Flechadas ou a garganta cortada?

Ela engoliu em seco me olhando confusa.

— Relaxa, to só te zoando. – Fechei a porta atrás de mim. – Eu sou Seven, normalmente quem faz essa parte é nosso capitão, mas ele teve alguns problemas.

— Que tipo de problemas? – Ela disse me olhando fixamente com seus belos e enormes olhos azuis.

— Esquece... A Angel, a loirinha pequena, acha que você deve ficar na “equipe”. – Me sentei na cama.

— E o que você acha? – Ela disse vindo para perto de mim.

— Acho que você deve levar jeito para atirar flechas. – Dei de ombros e ela sentou ao meu lado. – O Zef mandou eu te ensinar algo.

— A Angel falou que eu teria duas escolhas...

— Normalmente a outra é morrer, ninguém nunca escolhe isso. – Ri. – Você sabe onde é nosso esconderijo, sabe nossos rostos, então ou se junta a nós ou morre.

Ela piscou para mim sem acreditar muito.

— Nosso treino começa amanhã. – Me levantei indo até a porta. – Durma, irei te acordar ao raiar do dia.

— Seven! – Ela disse, fazendo eu me virar.

— Eu sou uma prisioneira, é isso? – A voz dela saiu forte e determinada. – Não posso sair, e minha única escolha é matar?

— Você vai poder sair com algum de nós quando quiser, e quando pudermos confiar em você, sairá sozinha. – Franzi o cenho. – Sobre a última coisa, nossas escolhas sempre se resumem a duas, uma delas é ver e fingir não ver, a outra é matar. Normalmente essa se torna a única para pessoas como eu e você.

— Eu e você? – Ela me mirou seria.

— Pessoas que não suportam a opressão ao mais fraco. – Abri a porta. – Você quer paz? Quer acabar com a corrupção? Pois bem, estou te dando às armas e o treinamento, basta você usa-lo e não ficar esperando mais nada de ninguém.

Ela abaixou a cabeça concordando.

— Boa noite, Elena. – Sai do quarto.

— Boa noite, Seven.

Fechei a porta a trancando. Desci as escadas indo até onde os meninos estavam. Robin se virou para mim, me mostrando alguns gravetos em sua mão.

— Puxa. – Ele mandou.

Revirei os olhos e puxei um que não devia nem ter um centímetro. Todos já estavam com um e eram bem maiores que o meu.

— Mais uma vez o Seven ficou com o pau menor. – Robin disse debochando.

— E o que isso significa? – Entortei a boca.

— Que vai passar a noite vigiando a Elena. – Zef respondeu pegando em meu ombro. – Esse é o primeiro teste dela. Ter a porta destrancada, se ela não tentar fugir, passou.

— Ao que parece sua cama vai ficar mais uma noite fria. – Bella apareceu da cozinha comendo os doces que a Angel tinha comprado pra mim mais cedo.

— Sua...

Pelo jeito ser o babá da Elena não vai ser tão fácil.

...

Senti a porta que apoiava minhas costas sendo puxada para trás, mas meu tempo de reação não conseguiu acompanhar, nem minha preguiça permitiu que eu fizesse algo. Cai, batendo forte as costas no chão atrás de mim. Elena me olhou de cima e franziu a testa.

— Que merda você tá fazendo? – Falei com a voz arrastada.

— Eu ouvi pouco antes de dormir a porta sendo destrancada... – Ela franziu o cenho. – E como você disse que treinaríamos ao rair do sol, pensei que talvez ter destrancado a porta fosse um teste de agilidade ou algo assim...

A olhei, sem muita reação. A gente não devia nem ter dormindo umas 4 horas.

— Elena... – Me levantei rapidamente. – Era uma brincadeira. No quesito ironia você tá reprovada

— Nesse caso a gente volta a dormir? – Ela perguntou após um longo silencio.

— Nada disso. – Me espreguicei. – Eu vou trocar de roupa e te passo teu treino.

— Certo! – Ela sorriu largamente.

Detesto animação logo cedo.

...

O sol já estava aparecendo por completo, e a Elena com certeza já devia estar com o coração a mil.

— Começaram cedo. – Robin disse parando ao meu lado.

— Ela me acordou antes do nascer do sol. – Falei de cara fechada. – Como vingança a fiz escalar a pedra 4 vezes, fazer 60 abdominais e correr em volta da casa 7 vezes.

— E agora? – Ele riu a vendo tentando fazer uma flexão.

— Disse que se ela fizesse 5 flexões, nós poderíamos ir comer. – Sorri para Robin. – Bora, Elena! Só falta essa.

Ela puxou todo o ar de seus pulmões e foi possível ver seus braços tremendo de tanta força para levantar, e apesar de todo o meu querer que ela caísse ou desistisse, ela não o fez.

Ele ergueu o corpo com toda a sua força e ao final caiu ao chão com a respiração pesada.

Robin me olhou sorrindo de lado, ele sabia que eu estava me divertindo. Fui para perto dela e chutei de leve a coxa dela.

— Vamos, fedorenta. – Sorri ao falar. – Tô com fome.

Ele precisou de mais alguns minutos após isso para se levantar, mas para uma iniciante foi bem rápida. Voltamos para a casa junto de Robin, e da entrada já era possível sentir o cheiro da comida vindo da cozinha.

— Já imagino minhas frutas picadas e misturadas com o recheio que só a Bella sabe fazer. – Robin disse indo ao meu lado.

A Elena vinha um pouco atrás, ainda com a respiração pesado, o que me fez começar a pensar que talvez eu tenha extrapolado com ela.

Ao chegar na cozinha o pessoal já estava se servindo.

— Acordou cedo, Seven. – Zef disse me olhando da mesa.

— Estava treinando, capitão. – Como se ele não soubesse.

— Mas que cheiro é esse? – Bella disse tapando o nariz.

— An... acho que sou eu. – Elena disse parada na entrada da cozinha.

— Ela vai comer lá fora, né? – Barbara falou de cara feia.

— Vai você, incomodada. – Respondi tão rápido que nem surgiu tempo para a Elena ficar envergonhada.

— Toma. – Bela entregou um prato a Elena. – Temos frutas, legumes, peixe. Pega o que quiser e não deixa os comentários da Barbie te irritarem logo cedo.

Elena me olhou como se procurando ajuda.

— Vai lá. – Apontei para a mesa. – É comida.

Bella segurou ela pelo braço a levando até perto da mesa e o fato dela ta suada parecia não mais a incomodar.

— Por que não levou ela para um banho? – Zef sussurrou parando meu lado.

— Estou fazendo ela pagar por aquele não.

Zef riu o que fez Elena olhar sobre o ombro para nós.

— Vingativo. – Ele disse negando com a cabeça. – Come e depois descansa um pouco. Vou leva-la para o lago e aproveito para ter uma conversa com ela.

— Sim, capitão. – Falei indo pegar um prato e me surpreendi ao ver o prato de Elena já cheio de tantas frutas e legumes.

— Temos lentilha, fava, brócolis, pepino, acelga, beterraba, batata doce, uma banana e algumas uvas. – Bella falou vendo minha cara para o prato de Elena.

— Garota, você come mais que o Seven. – Chris disse abraçado a Angel no fim da cozinha.

— É... come. – Respondi e vi ela se encolher um pouco. – Talvez eu deva pegar mais pesado no seu treino.

Dei um tapa no ombro dela nem tão forte nem tão fraco.

— A deixem em paz. – Bella disse séria.

— Então... – Robin disse se aproximando dela. – Vai ser arqueira, não é?

— An... – Elena revezou o olhar entre Zef, Bella e eu. – Eu...

— Provavelmente. – Zef disse a olhando fixamente.

— Legal, vou atirar um pouco. – Robin continuou. – Porque não vai lá pra fora comer e aproveita para assistir de camarote o meu show.

— Tu se acha, né? – Bella disse com o olhar de desaprovação.

— Eu me acho porque eu sou, amore mio. – Ele segurou o queixo dela a beijando calmamente.

Elena abaixou a cabeça.

— Elena. – Robin disse sem tirar os olhos de Bella. – Vai indo lá pra fora, só preciso pegar meus instrumentos.

Ela deu passos curtos indo pelo mesmo caminho que tínhamos vindo e Zef seguiu atrás dela.

POV ZEF

Elena parecia estar se encolhendo. Talvez pela vergonha que o pessoal tinha feito ela passar com a comida, ou talvez só por saber que não estava muito cheirosa.

Ela precisava usar as duas mãos para segurar seu prato, por isso ao chegar na porta da entrada tentou abrir com o cotovelo. Cruzei os braços a observando. Ela tentou pelo menos duas vezes antes de me olhar com uma cara um tanto pidona.

— Precisa de ajuda? – Sugeri com um sorriso escondido no canto dos lábios.

— Se não for pedir demais.

Passei ao lado dela abrindo a porta e deixando ela passar na frente. Passei logo em seguida e me sentei no balanço duplo em frente a casa.

— Senta aqui. – Falei e ela veio para o meu lado pondo seu prato sobre as coxas.

— Não vai ficar me olhando enquanto eu como, né? – Ela disse olhando o prato.

— Não... – Falei um tanto sem jeito e olhei para frente vendo no gramado alguns alvos em árvores que provavelmente o Robin usaria.

Pude perceber que a Elena começou a comer logo e ela não comia como as garotas daqui. Ela comia como... Como o Seven após uma batalha.

Robin apareceu logo com seu arco e flecha, saindo de casa e passando por nós, se posicionando no gramado e mirando em um dos alvos, acertou bem no centro, como sempre.

— Ele é bom... – Elena disse quase que pra si mesma.

— O melhor. – Respondi me encostando ao encosto do balanço.

(...)

Caminhava pelas árvores da floresta com a roupa cedida pela Bella embaixo de meu braço. Elena ia em silencio, parecia até que estava contando seus passos mentalmente.

— Vocês sempre tomam banho nesse lago? – Ela perguntou baixo.

— No tempo frio a gente leva alguns baldes para o esconderijo e toma banho num cômodo vazio de lá.

— E não podia ter sido uma das garotas a vim comigo? – Ela me olhou pela primeira vez desde a cozinha.

— Elas têm os próprios afazeres. – Pus um semblante sério no rosto.

Vi o lago e entreguei as roupas a ela. Ela ainda estava com seu pijama de calça justa listrada e blusa de alças. Devia ser presente da Alice, aquilo era caro demais para uma garçonete de taberna.

— Te espero nessa árvore.

— Não vai olhar né? – Ela disse séria pegando a roupa.

O Seven olharia, com certeza. Mas eu... Sinceramente, não.

— Relaxa. – Sorri de lado. – Demora o tempo que precisar.

Ela consentiu com a cabeça e foi em direção ao lago. Me encostei na árvore de costas para onde ela estava.

— Então... Elena. – mexia no gramado do chão com o pé. – Deve tá sendo difícil absorver tudo isso.

— Uhun...

— Bom, só queria dizer que a gente não pretende te fazer mal e que posso explicar tudo. Desde os nossos objetivos até qual o real cenário existente.

— Huum...

— Cada um de nós tem uma história, cada um tem um motivo, mas todos temos os mesmos objetivo. A liberdade. – Suspirei. – Você parece também querer isso. Deve ter muitos pensamentos sobre nós, mas...

Ela já devia ter entrado no lago, mas não ouvi som de água. Ela não é nem louca de ter tentado fugir.

— Elena? – Falei irritado. – Filha da...

Olhei para o lago e ela soltou um grito fino. Abaixei a cabeça pondo minha mão sobre os olhos.

— VOCÊ DISSE QUE NÃO IA OLHAR!

— Eu sinto muito. – Falei queimando em vergonha.

— É ISSO QUE VOCÊS FAZEM? TIRAM PROVEITO DA GAROTAS?

— O que? – Olhava apenas os pés dela. – Não, é só que...

— O QUE?

— Da pra parar de gritar?

— NÃO!!

— Achei que você tinha fugido, tá legal? – Me justifiquei. – Não tinha entrado no lago ainda, e não respondeu quando chamei.

— Porque você estava irritado! – Ela baixou o tom, mas continuou com uma afinação diferente na voz. – E cá entre nós, não me sinto muito confortável de conversar com um estranho enquanto estou nua.

— Tá. – Me virei, ficando de costas para ela. – Foi falha minha. Mas juro que não vi nada – Quase nada. – Pode tomar seu banho agora?

Ela se calou e um pouco depois a ouvi pulando na água. Enfim, paz. Me sentei ali mesmo onde estava e me mantive atento para qualquer barulho diferente que ela fizesse. Na próxima, repensarei bastante antes de vim para cá com uma garota.

Ela já tinha entrado a alguns longos minutos, mas dava para sentir que ainda estava ali.

— Qual a sua história? – Ela perguntou e por um segundo a pergunta não fez muito sentido em minha mente. – O seu motivo...

— Bom... – Ergui a coluna. – Eu fui criado dentro das enormes muralhas, dentro do castelo de ouro. Sempre tive tudo o que quis, meu pai, era general e me ensinou desde cedo a lutar. Ele não tinha intenção que eu fosse para guerra ou algo assim, mas que estivesse disposto a dar minha vida pelos meus.

Ouvi ela saindo da água.

— Até que um dia, sai com a missão de ir ao interior recolher impostos e vi toda a pobreza e maus tratos que o povo sofria. Aquilo não era ensinado dentro do castelo. – Fiz uma pausa pequena para ouvir se ainda havia ruidos feitos por ela. – Foi questão de tempo até eu começar a questionar e ser mandado, segundo meu pai, “para um lugar mais indicado para mim”. No meio do caminho quando acampávamos conheci Steve, na época era um infiltrado. Ele deu um jeito de me mandar até os revolucionários e foi questão de tempo até tudo fazer sentido pra mim e as coisas começarem a se encaixar. O resto é bobagem.

— Mas... e sua família?

— Ainda dentro das muralhas. – Falei baixo.

— E não pretende ir atrás deles? – A confusão na voz dela foi um tanto sentimental.

— Claro, mas ainda não é o momento. – Falei sentindo cada palavra pesar e pensar nisso, com certeza, não era o certo...

— Vai atrás deles para mata-los. – Ela disse com medo na voz.

— Já tá vestida?

— Sim... – Ouvi ela pisando no gramado, como se estivesse se afastando. – N-não vai dizer nada?

Me levantei e fui até ela. Me abaixei pegando suas roupas no chão.

— Você não perguntou nada. – Respondi próximo a ela e senti o medo que rondava ela. – Eu te garanto que em breve as coisas começarão a fazer mais sentido pra você, mas preciso que confie em mim.

Ela balançou a cabeça de forma positiva, mas seu olhar me disse outra coisa. E se minha intuição não estiver errada, é melhor eu ficar bem atento a essa garota.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.