Sickly Desire
37 Véspera de Natal
Notas iniciais
Passaram vários dias até que finalmente chegou a véspera do Natal. Freed desconhecia aquela data, mas conseguira entender seu significado e costumes assistindo televisão. Era a única distração que tinha. Laxus não veio lhe visitar desde o dia em que acordara da cirurgia, mas o menor ainda estava preso em agonia.
Passado esses dias, conseguiu se recuperar um pouco. Recuperara bastante do sangue que havia perdido, mas ainda não estava totalmente bem. Já Laxus se sentia incomodado, pensando de que forma poderia tirar aquilo da cabeça do outro. Não precisou pensar muito para ter o que achava que era uma boa idéia, mas preferiu colocar seus planos em práticas no Natal.
Já era noite do dia 24 de dezembro quando Laxus apareceu no hospital. Assim como no aniversário de Freed, ele apareceu com um conjunto de roupas para menor e mandou que ele vestisse sem dar explicações. Freed segurou as roupas e começou a vesti-las sem questionar. Se não podia morrer, lhe restava apenas ser o que Laxus queria: um escravo.
- Vista-se logo. Eu estou com pressa. – Laxus retirou seu celular do bolso antes de dizer em tom sério. Normalmente não tinha paciência, mas não conseguia ficar nervoso com o outro naquela situação.
Freed sabia que se obedecesse cairia como um peixe em uma rede, mas sabia que as coisas só piorariam se resistisse. Além do mais, Laxus daria um jeito de levá-lo, mesmo que fosse a base de pancadas. Tendo terminado de se vestir, ficou de pé, reparando como a roupa era bem parecida com a que vestira antes. Blusa de moleton, casaco, calças, sapatos fechados e cachecol. O que diferenciava eram as cores que era um azul escuro quase preto.
Distraído ao observar as roupas, se retraiu ao sentir Laxus apertar seu pulso e começar a puxá-lo para fora do quarto. Seguiu os passos apressados do outro, imaginando para onde estava sendo levado. Mais uma vez, nenhuma palavra foi trocada entre ambos, até mesmo quando entraram no carro.
Laxus dirigiu alguns minutos até chegar a sua casa. Abriu a porta do carro para Freed que estranhou que a casa estivesse toda decorada com luzes de Natal. Na verdade, aquela era a primeira vez que via a fachada da casa.
- Vá para o seu quarto e fique lá. – o loiro quebrou o silêncio apontando o dedo para a entrada da casa ao falar. Não queria ameaçá-lo.
Um dos seguranças chamou Freed pelo nome, fazendo monção de que iria levá-lo até o quarto. O menor obedeceu em silêncio. Em passos lentos, acompanhou o segurança até chegar ao quarto. Teve a porta fechada atrás de si e escutou a tranca se mover quando entrou no enorme cômodo. Soltou um suspiro desanimado ao olhar para a cama. Acontecera tantas coisas com ele e acabara voltando ao princípio de tudo. Sentou-se na cama de cabeça baixa esfregando o rosto já pensando no que iria acontecer. Mesmo tendo resolvido se tornar o que o loiro queria, não conseguia suportar a ideia de ser um objeto sexual. Já pensara em uma forma eficiente de se matar, mas sabia que aquilo demoraria um tempo para surtir efeito. Não ingeria os comprimidos que lhe eram dados há dias e também sempre que comia, ia para o banheiro e vomitava tudo. Uma forma triste e sofrida forma de morrer, mas era a única que estava ao seu alcance. Perdido em pensamentos, acabou se assustando quando a porta foi aberta de uma vez com agressividade e ele nem precisou olhar para a porta para descobrir quem entrara.
Com uma expressão séria, Laxus segurava uma garrafa já afrouxando a gravata. Freed preferiu não olhar para ele ainda mantendo a cabeça baixa. Mordia os lábios tentando se preparar psicologicamente para o que teria de suportar. Sabia que seria um boneco nas mãos do outro, já que estava bem fraco e não conseguiria evitá-lo. Restava apenas agüentar a tudo em silêncio.
- Bem hoje é véspera de Natal. Uma data muito importante neste mundo. As pessoas comemoram com a família e amigos. Não podia deixar você passar essa data sozinho no hospital, então eu lhe trouxe para cá.
Enquanto falava, Laxus tirava sua gravata. Inicialmente estava sério, mas logo começou a olhar para Freed com malícia. Já fazia muito tempo que não colocava suas mãos no menor.
- Tenho certeza que iremos nos divertir muito juntos!
Caminhou até ficar de frente para o menor, tirando a gravata e jogando-a no chão. Tinha em uma das mãos uma garrafa e passava a língua nos lábios. Freed por sinal se encolhia mais. Tal reação fez com que ele se lembrasse de Seny e engoliu em seco ao perceber que assim como ela, ele estava sendo submisso. Continuava de cabeça baixa, mas estava atento ao que o outro falara, repetindo para si mesmo que se tornara como Seny.
- Dizem que o Natal .... – Laxus se sentou ao lado dele, brincando com a garrafa em suas mãos. – é uma época em que a solidariedade e compaixão estão presentes. Eu acredito nisso. E é por isso que vou lhe dar uma chance.
Sem entender, Freed o olhou desconfiado ao levantar a cabeça. Lhe dar uma chance? Ficou receoso ao perceber o olhar do outro, mas tinha que saber do que se tratava.
- Me dar uma chance? Do que está falando?
Ao ver que Freed olhara para ele, Laxus tentou esconder seu sorriso maldoso, o que pouco adiantou. Estendeu a garrafa para que ele pegasse, o que Freed fez, mesmo sem entender nada.
- Terei compaixão de você. Sabe muito bem o que vou fazer então lhe darei a chance de que minimize seu sofrimento, já que parece que fazer sexo comigo é tão perturbador para você. Tudo que precisa é que não fique são.
O menor piscou algumas vezes, olhando para o loiro antes de olhar novamente para a garrafa. Aliviar seu sofrimento o deixando bêbado. Laxus realmente não entendia o significado de compaixão. Sentado ao lado do menor, o loiro estava sem gravata e abrindo os botões da camisa.
- Saiba que se você recusar eu vou te prender nessa cama e vou fazer te atormentar ao máximo. Já pode imaginar que vai ser algo bem perverso, já que faz muito tempo que não fazemos nada!
Freed engoliu em seco ao ouvir o que ele dissera. A lembrança das coisas que ele fizera consigo passou em sua mente e em desespero, o menor abriu a garrafa rapidamente dando o primeiro gole. Sentiu a bebida descer queimando por sua garganta, dizendo para si mesmo que daquela forma tudo seria melhor. O loiro por sua vez sorriu satisfeito. Só precisava esperar Freed beber aquela garrafa inteira para poder comemorar o Natal como queria.
Fale com o autor