Sickly Desire
4 Quebra de resistência
Notas iniciais
O chão estava machado de sangue na região onde eles estavam. Freed se mantinha calado, apenas arfando. Dando mordidas em sua orelha, Laxus retirou o pedaço de vidro de uma vez, segurando Freed, que jogou o corpo para trás devido à dor. Segurando o vidro, levantou a mão direita, apertando ainda mais os pulsos do outro com a esquerda. Colocou o vidro debaixo de seu queixo e deslizou naquele lugar devagar, arranhando apenas de leve até chegar a sua clavícula. Ali cravou o vidro e o puxou, fazendo um corte até o meio de sua barriga. Freed jogou o corpo para trás de dor, tentando se soltar, mas Laxus apertava seus pulsos com muita força o mantendo preso. Estranhou que ele não tivesse emitido nenhum som naquele momento, então levantou seu rosto com o polegar direito, vendo que o menor apertava os lábios um contra o outro, contendo assim seus gemidos. Uma visão deslumbrante. Ver o outro tentar resistir à dor. Mal sabia Freed que era aquela sua resistência que aumentava o desejo de Laxus.
Aquela tortura durou cerca de uma hora, mas assim como no momento em que Laxus o violara, para Freed, o tempo se arrastou. Passado uma hora, Freed já estava sem roupas e seu corpo cheio de cortes. Alguns apenas superficiais e outros mais fundos. Havia sangue respingado por todo o chão. Costas, braços, pernas quase todo seu corpo estava cheio de cortes, exceto seu rosto. Laxus não queria destruir a beleza que o excitava tanto, então fizera cortes menos fundos em alguns lugares que ele sabia que deixaria cicatrizes.
Freed ainda se mantinha firme em sua decisão de não implorar e Laxus começara a perder a paciência. Não deixaria o outro em paz sem ouvir o que queria. Vendo que aquilo não adiantaria puxou Freed pelo cabelo, que estava caído de bruços no chão. Sua pele parecia ainda mais branca em contraste com o sangue que escorria dos cortes. Laxus o puxou, o fazendo se sentar sobre seu colo, ficando de costas para ele. Ele ia fazer o que queria ali mesmo, sobre o sangue do outro. O peito de Freed subia e descia ainda rápido. Não ia tentar resistir. Ganhara vários dos cortes fundos que tinha agora fazendo isso. Usando a algema que pegara na escrivaninha enquanto Freed estava caído, o loiro prendeu seus braços para trás.
- Já que não quer falar com dor, quem sabe o prazer abra sua boca.
Passou seu corpo para o lado e virou o rosto do menor, de forma que conseguia unir seus lábios ao dele. Para fazê-lo abrir a boca, enfiou a unha na ferida em sua coxa e começou a rasgá-lo. Freed não suportou a dor e quando abriu a boca para emitir algum som teve os lábios tomados. Sedento pelo beijo do outro, Laxus tornou a morder seus lábios, abrindo a ferida que ele causara ali antes. Ele invadia a boca do outro com sua língua. Sangue misturado com saliva era compartilhado naquele ósculo que sugava cada vez mais o ar do menor. Enquanto sua boca o mantinha calado, a mão livre de Laxus deslizou sobre o peito arfante do menor, até chegar a seu membro.
O menor sentia dor e falta de ar, quando estes sentidos foram substituídos por um arrepio que lhe subiu da cabeça aos pés. Freed que estava de olhos fechados desde que começara aquele beijo os abriu de uma vez. Tentou virar o rosto para ver o que Laxus fazia, mas um segundo movimento da mão do outro o fez se encolher e saber do que tratava. Como podia, sentindo dor como estava, sentir aquela sensação, ainda mais com o ato do outro? Uma pergunta que ele não sabia responder. Laxus vendo o outro se contrair aumentou o ritmo dos movimentos de vai e vem de suas mãos. Freed se mexia mais para os lados, em respostas de seu corpo que contrariava sua vontade.
Habilidoso, Laxus sabia onde deveria mexer para torturar mais o outro. O estimulou por mais algum tempo, interrompendo seus beijos para ouvir seus gemidos de prazer. Quando sentiu que ele estava quase chegando ao limite, parou de beijá-lo, obviamente para provocá-lo e se excitou ainda mais com a visão que tivera.
Todo suado e ferido, Freed arfava, de dor ou prazer, ele não sabia definir. Via em seus olhos que sua mente reprovava tudo aquilo, mas seu corpo queria o contrário. Uma visão que quase fez Laxus retirar sua roupa e adentrá-lo de uma vez. Quase.
- Quer que eu termine isso Freed?
Laxus sussurrou de uma forma que fez Freed se arrepiar. Ele sentia seu corpo perder o controle. Seu rosto estava vermelho de excitação, vergonha, aquilo não importava naquele momento. Todo seu corpo estava em êxtase e sua mente um bagunça. Para provocá-lo ainda mais, Laxus tornou a beijá-lo de forma mais calma, fazendo uma dança lenta e torturante com sua língua dentro da boca do outro. Tornou a repetir a pergunta e para sua surpresa viu o outro afirmar com a cabeça. Ele havia perdido o controle por conta do prazer.
- Se quer eu farei, mas antes diga .... a quem você pertence?
- A-a .... v-você . – a voz do outro saíra baixa e fraca.
- Eu não ouvi. Diga, a quem você pertence .... a frase completa! – Laxus continuava a sua tortura prazerosa.
- E-eu pertenço ... a v-você! – Conseguiu dizer com a voz um pouco mais alta
- Melhor ..... impossível! – Laxus apenas deslizou sua mão mais vez, o que fez o outro chegar ao seu limite e sujar as mãos do outro com seu líquido. Freed deu um gemido abafado enquanto arqueava seu corpo. Logo voltou a arfar novamente e deixou seu corpo cair, mas fora amparado pelo peito de Laxus atrás de si.
Mais uma vez, Laxus uniu seus lábios ao dele, ao puxar seu rosto para o lado. Um beijo demorado, talvez o beijo que um apaixonado dá ao seu amante depois de lhe proporcionar prazer. Não sabia dizer qual era, mas Freed percebeu que era um beijo menos violento comparado aos que lhe eram tomados.
- Você se excita muito fácil .... isso só me dá mais certeza de que eu fui o primeiro a ter relações sexuais com você! – Laxus permitiu-se dizer ao se separar dos lábios do outro.
Freed não lhe respondeu. Ainda estava calado, remoendo a idéia de que havia pedido para Laxus fazer aquilo. Agora o arrependimento caíra sobre ele. Desde quando se tornara um descontrolado? Suas feridas voltavam lentamente a doer, talvez o efeito do êxtase que entrara estivesse passando.
E Laxus estava certo. Nunca em toda sua vida alguém o havia tocado daquela forma. Não tivera relações com mulheres e muito menos com homens. Com a volta de sua sanidade, percebeu a situação em que estava. Estava sem magia, ferido e o pior, havia cedido à vontade do outro.
- Está satisfeito não é? Agora me deixe em paz!
Laxus voltou a sorrir. Há um minuto ele estava falando algo e agora voltava a falar daquele jeito. Pelo menos parecia menos grosseiro, já que a voz que lhe chegara aos ouvidos estava fraca.
- Você está satisfeito. Eu não. Agora é a sua vez de me satisfazer!
Em um movimento rápido, inverteu suas posições, o fazendo ficar sentado de frente à ele em seu colo com as costas encostadas na parede. Freed sabia o que viria a seguir, mas suas mãos ainda estavam algemadas, de forma que ele não conseguia escapar. O prensando contra parede, Laxus tornou a beijá-lo, voraz e urgente como sempre. Suas mãos alisavam aquele corpo magro e ferido a sua frente.
Ele já estava excitado há muito tempo. Desceu as mãos até a própria calça e a desabotoou, liberando seu membro já ereto. Se posicionou e puxou Freed para seu colo, fazendo-o se encaixar em seu membro perfeitamente. Freed arquejou o corpo, aquilo doía. Não tinha como se acostumar a com esse tipo de coisa. Cabia apenas esperar quieto que ele atingisse seu limite e tudo aquilo acabaria.
Entretanto, Laxus não gostou da falta de movimento do outro. Se quisesse fazer aquilo com alguém parado, o teria sedado. Percorreu todo seu corpo com as mãos, até chegar a sua coxa a apertando sua ferida e fazendo ele se encaixar nele com mais força. Incomodado com a dor, Freed começou a se mexer e tentar se desviar de suas mãos, justo que ele queria. Freed gemia de dor devido aos cortes em seu corpo e Laxus de prazer. Laxus sugava seus lábios com desejo, que aumentava ainda mais a cada estocada. O ritmo de ambos os corpos estavam em sincronia, devido à força que o loiro aplicava no menor. Uma visão de enlouquecer todos aqueles que apreciavam aquele tipo de ato.
Apreciando mais o corpo de Freed, Laxus fez o possível para prolongar mais aquela diversão. Até que não suportou. Dando um gemido alto e jogando o corpo para trás, fez com que seu liquido preenchesse o interior do outro que estremeceu ao sentir o jato quente dentro de si. Satisfeito, Laxus iria se levantar e sair, como fizera na última vez, mas levando os olhos para o lado teve um idéia melhor.
- Agora que você está sujo, vou dar um banho em você.
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