Sickly Desire

30 Descoberta


Notas iniciais
Ainda estou escrevendo, mas esqueci de postar. Podem me bater e-e

Laxus fora para a empresa, como todos os dias. Havia uma pilha de papéis em sua mesa para que ele assinasse, mas não tinha cabeça para isso. O momento em que Freed dissera que o odiava não saía de sua cabeça. Não devia se sentir incomodado com aquilo, mas estava. Esfregava o rosto impaciente até que se cansou e deixou o corpo cair na cadeira, olhando para o teto. Não sabia o que fazer com ele mesmo e com Freed, mas teria de manter o menor acorrentado ou do contrário ele tentaria alguma coisa. Seu celular começou a tocar e ele tentou ignorá-lo, mas não conseguiu. O aparelho tocou diversas vezes até que por fim ele o atendeu, irritado.

Seus olhos cresceram de raiva quando ouviu o que lhe falaram. Seu médico de confiança contara que em sua ausência Freed sumira assim como seus seguranças.

Descontrolado de raiva, Laxus não ouviu o restante que o médico falara, pois atirou seu celular com força na parede que se fez em pedaços. Bateu as mãos na mesa antes de se levantar e sair de sua sala, bufando de raiva. Nenhum funcionário se atreveu a falar com ele. Laxus dava passos pesados e rápidos de raiva. Quando Freed iria aprender que ele tinha dono? Ele teria de provar isso para ele mais uma vez, nem que tivesse de quase matar o menor.

Do lado de fora, entrou em seu carro, batendo a porta com força e pisando fundo no acelerador. Chegou ao hospital em pouco tempo, devido à velocidade que correra. Avançara em vários sinais e provavelmente levaria muitas multas, mas aquilo não importava. Sem nem mesmo se identificar na recepção, entrou no estabelecimento quase quebrando o botão do elevador ao apertá-lo. Chegando ao andar que mandara isolar para Freed, tratou de ir para o quarto do menor, encontrando o médico em seu lugar.

Assim como Laxus, o doutor tinha uma personalidade parecida e por isso não se deixou levar pelo desespero de ter perdido o paciente mais uma vez. Com um notebook em mãos não esperou que Laxus falasse nada e logo lhe mostrou o vídeo de ambos saindo do hospital.

Laxus arregalou os olhos ao ver Bickslow ao lado do menor. Sentiu seu coração afundar no peito quando o viu puxar Freed pela mão para dentro de um carro. Bickslow sempre fora uma ameaça a seu relacionamento com o menor. Ficou sem reação, enquanto em sua mente tentava entender o porquê dele estar nesse mundo e como ele chegara até ali.

- Senhor Laxus, pelo que sei parece que alguns funcionários foram subornados, mas não consegui descobrir por quem. Creio que seja alguém bem próximo ao senhor.

Incrédulo, Laxus olhou para o médico rapidamente, tornando a olhar para o notebook onde o vídeo era repetido. A situação se tornara ainda pior que da primeira vez que Freed fugira. Bickslow estava junto do menor, e para piorar havia o levado para algum lugar.

- Senhor Laxus, creio que alguém, além de mim e você sabia da existência de Freed. Tente se lembrar. Contou para mais alguém que estava com o rapaz?

Laxus abaixou a cabeça, passando a mão entre seus cabelos visivelmente nervoso. Agora tudo fazia sentido. A aparente tentativa de suicídio de Freed não passou de uma estratégia para que tornasse o encontro dos dois mais fácil. E seja quem fosse que o tivesse ajudado, havia planejado tudo. Ficou em silêncio por alguns segundos tentando pensar em quem poderia ter trazido Bickslow para aquele mundo, até que se passou em sua mente as lembranças de alguém que ele conhecia muito bem e que ele sabia que não mediria esforços para tentar tirar Freed de sua cabeça.

- Ângela! – disse entre dentes, antes de socar a parede ao seu lado. – Aquela vadia vai me pagar!