Sickly Desire

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Notas iniciais
Eu não tenho criatividade para nome de capítulos, OK? e.e

Descendo no aeroporto, Laxus usava óculos escuros. Caminhava apressado, de forma que seu motorista teve de se virar com as malas enquanto ele entrava em seu carro luxuoso. Pelo celular, os seus seguranças contaram que haviam conseguido achar a casa onde o Freed estava, mas esperavam a chegada do loiro para fazerem algo. Laxus já tinha um plano em mente. Ficou conversando no telefone até que seu motorista entrou no carro. Desligou o celular rindo, pegando uma taça de champanhe antes de falar.

- Dirija até Ikekuburo. Há alguém me esperando.

O sol estava quase no meio do céu quando Freed se levantou. Desde que Laxus começara a lhe torturar ele havia passado a dormir mais. Talvez uma forma que seu corpo encontrou para se recuperar. Mas de qualquer forma, estava se sentindo muito melhor. Ao se sentar na cama, olhou para o lado, percebendo que Seny não estava ali. Foi até a cozinha e encontrou um bilhete dela que dizia que havia ido comprar roupas. Viu também que ela havia preparado o café da manhã então resolveu comer.

Já havia terminado quando ouviu batidas desesperadas na porta. Hesitou em abrir, mas reconhecendo a voz de Seny, resolveu abri-la. A garota pulou em seus braços, o abraçando desesperada.

- Freed ... os seguranças do Laxus estão aqui! Eles nos encontraram!!!

O menor arregalou os olhos. Ainda segurando Seny com uma mão fechou a porta, a puxando para o quarto. Sem entender, ela o acompanhou.

- Fique calma, tem uma saída por aqui. Podemos usá-la para sairmos até o beco atrás dessa casa. Não levaremos nada. Deixe tudo como está.

O menor teria de ficar calmo. Desespero naquele momento só atrapalharia tudo. Subindo na cama, retirou um pedaço do teto que havia ali e que dava para o telhado. Mandou a garota subir em suas costas para que pudesse sair. A garota hesitou, afinal iria apertar suas feridas, mas como não havia outro jeito obedeceu. Subiu nas costas do menor com o máximo de cuidado que tinha e como era bem leve, Freed a levantou com pouco esforço. A garota teve um pouco de dificuldade em subir, entretanto conseguiu.

Freed estava se preparando para subir quando ouviu a voz de Laxus na porta. Sentiu um calafrio percorrer seu corpo e se viu a ponto de entrar em desespero. Apressado, subiu para o telhado de forma que acabou prensando suas feridas nas bordas, chegando a manchar até a camisa branca que usava. Tapou o buraco que fizera colocando o pedaço de madeira no lugar e começou a andar o mais rápido que podia. Tinham que sair dali o mais rápido possível.

O motorista havia cometido várias infrações de trânsito para fazer Laxus chegar até aquele lugar tão rápido, o que para o loiro nada importava. Apenas queria o menor de volta. Já na pensão, entrou no local sem pedir licença deixando a proprietária em pânico ao ver aquela quantidade de seguranças entrando com ele.

Foi até a porta do quarto e um de seus seguranças começou a chutá-la para que abrisse, o que não demorou muito. Já dentro, ele olhou o lugar com repugnância. A casa era bem simples e Laxus estando acostumado com o luxo como estava, achava tudo aquilo um lixo. Foi até o quarto, ficando irritado ao ver que o menor não estava ali.

Estava a ponto de desferir um soco no rosto de um de seus seguranças quando viu na cama vários fios de cabelo de Freed e também algumas faixas manchadas de sangue. Os seguranças continuavam a olhar todo o lugar o procurando, quando Laxus ouvira um barulho no telhado. Permitiu-se sorrir. Freed ainda estava ali.

Já descendo da casa, Freed segurou Seny quando esta pulou. Ela havia tropeçado no telhado, provocando o barulho que Laxus ouvira e acabou machucando a perna. Freed sabia que aquilo seria um problema, afinal precisavam correr, mas a garota se mantinha forte. Já no beco, ele começou a puxá-la pela mão, correndo o máximo que podiam.

Correram na direção da rua principal, mas nesse momento um dos seguranças entrou no beco e começou a correr em sua direção. Freed sentiu o desespero crescer dentro dele, mas não ia desistir. Puxou Seny para o lado, entrando em outro beco. Ouviu o segurança chamar por outros, o que o fez colocar ainda mais velocidade nas pernas. Com dificuldade, a garota tentava acompanhar seus passos, mas tropeçara várias vezes. De dentro da casa, Laxus ouviu o segurança gritar. Olhou para o lado rindo e em passos lentos saiu dali. Sabia como encontrá-lo.

Freed continuava a correr tentando ajudar Seny o máximo que podia. Desesperados, ambos não pronunciavam uma palavra sequer. Não podiam desperdiçar fôlego falando. O número de seguranças nas saídas dos becos parecia aumentar, de forma que Freed tivera de puxar a garota mais para dentro dos becos. Em todas as saídas havia seguranças. Continuaram a correr até que chegaram a um beco sem saída. Seny arfava enquanto Freed olhava para os lados tentando achar uma saída. Voltar era impossível, pois os seguranças estavam se aproximando. Tinha de achar uma forma.

Encontrou um pequeno espaço entre duas casas. Aquilo era o suficiente para Seny passar, mas tinha certeza que não conseguiria passar, mesmo sendo tão magro. Puxou a garota para o lugar mandando-a entrar ali. Seny negou. Não ia abandonar o rapaz. Não podia. Desesperado, Freed tornou a mandá-la entrar e mais uma vez a garota negou, já começando a chorar.

- Seny entre logo! É a mim que ele quer não a você. – disse sacudindo a garota segurando-a pelos ombros.

- Não! Eu não vou te abandonar! – a garota balançava a cabeça desesperada.

- E quem disse que eu vou deixar você me abandonar? Você é minha mulher. É meu dever te proteger!!

Seny ficou boquiaberta sem saber o que dizer. Jamais esperava que o menor dissesse aquilo. Permitiu-se corar e antes que ela dissesse alguma coisa, Freed a abraçou.

- Não se preocupe, nós iremos ficar juntos! Agora entre ali que eu vou tentar voltar!

A garota assentiu, limpando as lágrimas de seus olhos. Deu-lhe um beijo antes de começar a se espremer naquele espaço tão pequeno. Mal sabiam que aquele seria o último beijo que eles se dariam.

Com Seny na metade do caminho, Freed se virou para poder voltar aos becos, mas o medo o paralisou quando ele viu quem estava ali. Na entrada do beco estava Laxus, de braços cruzados e com vários seguranças a sua volta. Olhava para Freed sorrindo, vitorioso. Ele começou a se aproximar, o que fez o menor engolir em seco e caminhar para trás, batendo as costas na parede.

- Ora, ora o que temos aqui, se não é meu cachorrinho!

Nesse momento Freed ouviu o grito de Seny. Do outro lado havia vários seguranças. Se ela saísse daquele espaço eles a pegariam. Sem saída, ela ficou na metade do caminho, olhando para Freed desesperada. O menor tentou puxá-la, mas o loiro o puxou pelo cabelo, jogando-o no chão. Os seguranças levantaram o menor, puxando-o para trás.

- Eu não me lembro de ter deixado meu cachorrinho sair para passear. Mas tudo bem. Eu o encontrei. Porém... – Fez um sinal com as mãos e todos os seguranças, excetos os que seguravam o menor, tiraram a arma de suas cinturas. – ... o certo a se fazer é dar-lhe uma lição para que ele nunca mais faça isso. — Caminhou até o menor, puxando seu rosto para ficar bem perto do seu.

- Mas como meu cachorrinho parece bem debilitado, acho que posso puni-lo de outra forma....

Nesse momento os seguranças apontaram suas armas na direção de Seny que ainda estava entre as duas casas. Desesperado, Freed começou a se debater e a gritar para que Laxus parasse, mas recebeu um soco no estômago que o fez perder o ar. Os seguranças o largaram e sem forças, ele caiu de joelhos no chão e antes que levantasse a cabeça recebeu uma coronhada. Caiu no chão já desmaiado com o nome da garota preso na garganta.