Sickly Desire
18 Cãozinho
Notas iniciais
O dia seguinte começou bastante tranqüilo na residência de Laxus que saíra para trabalhar deixando o menor em casa. Freed tivera de ser sedado na noite anterior devido à agitação que estava depois que acordou. Chegou até a dar um soco em Laxus, totalmente descontrolado. O loiro contara a ele que havia mandado matar a garota e queimara seu corpo, o que fez o menor entrar em uma onde de fúria e desespero.
Com uma marca vermelha perto do queixo, Laxus dirigia de volta para a casa depois do trabalho. Pensava meticulosamente como seria a punição de Freed. Teria de ser de uma forma que o menor não se esquecesse, mas devia tomar cuidado. Sua tentativa de fugir da pensão acabou machucando o menor ainda mais.
Parou o carro na frente da casa, jogando a chave para um de seus empregados ao subir as escadas. Recebeu o aviso que a medicação de Freed havia sido interrompida e em breve ele iria despertar. Ótimo. Era o momento perfeito para colocar o menor no seu lugar. Em passos rápidos, caminhava na direção do quarto do menor, odiando naquele momento o fato da casa ser tão grande. Estava ansioso para puni-lo, mas também não via a hora de ter o corpo do outro em suas mãos.
Chegando ao quarto, Freed ainda estava inconsciente. Fechou a porta, dando passos pesados até a escrivaninha ao lado. Retirou dali um chicote comprido, com pontas afiadas de metal, um chicote pequeno usado para chicotear cavalos, gag, coleira e algemas. Tornou a fechar a gaveta, trancando-a. Retirou seu próprio casaco, jogando-o no chão com descaso. Sorria com sua costumeira maldade estampada na cara ao soltar as cordas que prendiam os pulsos do menor, prendendo seus braços acima de sua cabeça com as algemas. Deu-lhe um beijo demorado antes de colocar com cuidado a gag em sua boca e prender a coleira em seu pescoço. Quando ele acordasse a diversão iria começar.
Passou quase uma hora e Laxus já estava começando a perder a paciência. Sempre odiou esperar. Estava quase deixando aquilo para outro dia quando viu o Freed abrir os olhos devagar. Desorientado, o menor piscou algumas vezes para poder enxergar nitidamente onde estava. Ao ver o loiro ao seu lado tentou falar algo, mas percebeu que havia algo estava em sua boca. Ia levar as mãos até a boca, mas seus braços estavam presos e ainda doíam por causa da ferida que havia ali. Começou a se debater, quase chutando o loiro. Estava com raiva.
- Ora, ora. Parece que meu querido cachorrinho acordou!
Laxus o puxou pela coleira, fazendo seu rosto ficar próximo ao dele. Freed o olhava com ódio. Queria matá-lo, não pelo o que ele havia feito com ele, mas sim por Seny. O loiro sorriu ao ver aqueles olhos raivosos quererem devorar sua alma. Não havia nada que o menor pudesse fazer.
- E pelo que parece, meu cachorrinho não gostou de ter voltado para casa.
O loiro o puxou ainda mais para poder começar a beijar seu pescoço enquanto uma de suas mãos desabotoava a camisa do menor. Freed se debatia, bufando feito um animal raivoso. Para Laxus ele era apenas um cachorro fujão que merecia ser punido, nada mais.
- Como um bom dono eu devo ensinar meu cãozinho que não se deve fugir. Espero que ele aprenda!
Puxou a camisa do menor, fazendo o último botão da camisa se arrebentar. Começou a descer os lábios, percebendo o quão ferido estava seu peito e tórax. Realmente não poderia fazer nada ali, mas teve uma idéia melhor. O menor forçava os braços ao sentir os beijos do outro. Ah como queria dar um soco naquela cara sádica que o loiro fazia questão de deixar visível para ele.
Segurando-o pelo ombro sem a menor delicadeza, Laxus virou o corpo do menor, puxando seu cabelo comprido para cima para que ele ficasse ajoelhado. Sem ter como resistir, Freed obedeceu, sem emitir nenhum ruído. Seu peito subia e descia rápido. Nunca sentira tanto ódio por uma pessoa em sua vida.
Aproveitando a situação do outro, o loiro começou a beijar seus ombros, enquanto dedilhava o peito ferido do outro cuidado. Freed se debatia tentando soltar seus braços e tinha seu peito ferido apertado com força toda vez que Laxus achava que ele estava se mexendo demais.
- Quieto! – dizia com sua voz sádica e calma.
Um aperto mais forte entre as costelas do menor o fez parar de se debater. Laxus fazia questão de rir perto do ouvido do outro. Ajoelhado atrás do menor, ele pegou o chicote mais curto, enquanto voltava a falar.
- Sabe cãozinho, o fato de você fugir não me incomodou muito. O problema é com quem você fugiu ...... – fez uma pausa antes de falar novamente. – Se tivesse fugido sozinho talvez eu não estivesse tão desapontado como estou agora. O problema é que você ainda levou aquela cadela com você.
Levantou a mão direta que segurava o chicote abaixando-a com força e fazendo um corte no meio das costas do outro quando o couro atingiu sua pele. Freed soltou um urro de dor que foi abafado pela gag em sua boca. Com dor, ele se encolheu, começando a respirar rapidamente. Porém o loiro não lhe deu tempo para se recuperar, deu-lhe outra chicotada antes de voltar a falar.
- Isso me deixou irritado .... muito irritado! – desvenciou-lhe outra chicotada aumentando seu tom de voz. Freed arqueava o corpo de dor sentindo o couro cortar suas costas que, até alguns momentos atrás, estava sem nenhum ferimento.
- E é por isso que eu tenho que cuidar para que você não faça algo tão estúpido novamente! – Puxou a coleira, quase enforcando o menor ao virar seu rosto. Retirou-lhe a gag para começar a beijá-lo. Invadia a boca do outro de modo voraz e desesperado de sempre. Para se livrar dele, Freed cravou os dentes na boca do outro, fazendo um rasgo naquela região assim como fora feito com ele. Laxus o empurrou dando-lhe um soco no rosto que feriu a boca do menor.
- Filho da puta! – disse passando a mão na própria boca para poder limpar o sangue que escorria.
Sua raiva aumentou ainda mais quando viu o outro rir, de forma que acabou por perder o controle. Pegou o chicote novamente e deu-lhe uma chicotada com toda força que tinha, fazendo um corte fundo bem no meio das costas do menor. O sorriso debochado de Freed desapareceu e no seu lugar um grito de dor pôde ser ouvido. Descontrolado, Laxus tirou-lhe as algemas, quase ferindo novamente seus pulsos. Deu-lhe um chute que o fez cair da cama e antes que o mais novo levantasse, deu-lhe um chute forte em sua barriga.
Freed não tinha tempo de reagir ou mesmo se desviar. Laxus o chutava com força e quando se cansou de fazer isso pegou o chicote com as afiadas pontas de metal. Habilidoso com aquele instrumento conseguiu facilmente manejá-lo, dando uma chicotada nas costas do menor. As pontas afiadas grudaram nas costas de Freed e Laxus fez questão de puxá-la com força, rasgando assim a pele daquela região.
O menor gemia de dor e toda vez que tentava se levantar recebia um chute nas costas. Ainda fora de si, Laxus continuava a chicoteá-lo com toda sua força. Freed apenas gemia. Não podia e muito menos conseguia fazer algo. Também, não tinha mais nada a perder. Laxus já havia tirado tudo dele.
Laxus teria continuado a bater nele descontroladamente se seus seguranças não invadissem o quarto. Entraram correndo, acompanhados do médico que cuidara de Freed. Foram necessários quatro seguranças para conseguir segurar o loiro que bufava ainda mais do que o menor quando estava com raiva. Preocupado, o médico correu na direção de Freed que estava caído no chão com as costas em carne viva. Havia sangue respingado por todo lado, inclusive nas roupas de Laxus. Segurou o menor que ao ser virado, soltou um gemido de dor. Com os chutes de Laxus, ele parecia ter fraturado alguma costela e quando foi virado o osso partido começou a rasgar um de seus pulmões. Freed começou a tossir sangue e a engasgar. Desesperado, o médico pediu ajuda para um dos seguranças para carregá-lo para o carro. O menor morreria se não fosse para hospital.
Ainda descontrolado, Laxus tentava se soltar dos seguranças para continuar a bater no menor. Fugir já era uma afronta, mas feri-lo era ainda pior. Debatia-se ainda mais que Freed tentando se soltar, de forma que só se aquietou quando viu o menor começar a tossir sangue. Toda sua raiva aos poucos foi substituída pelo desespero que o paralisou. A idéia de que o jovem morreria fez o loiro engolir em seco e a única coisa que pôde fazer foi acompanhar os seguranças com olhos, enquanto estes carregavam Freed para ser levado novamente ao hospital.
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