Notas iniciais
Tinha começado a escrever outra fanfic e esqueci dessa. Me perdoem ç.ç

De volta ao hotel, Freed e Laxus permaneciam em silêncio, um andando ao lado do outro. O loiro estava feliz e demonstrava maior disposição, apesar de estar muito cansado. O mais novo por sua vez permanecia um tanto quanto apreensivo apesar do que acontecera antes entre os dois. Ainda sentia medo e entrou em desespero mais uma vez quando Laxus tentou beijar seu pescoço quando ainda estavam na ponte. Ver o outro tentar fazer com ele as mesmas coisas que fazia antes lhe faziam entrar em desespero e sentir aquela estranha dor no peito voltar.

Já era noite quando retornaram e por ser muito tarde, decidiram adiar a reunião daquela noite. Laxus não deixou de comemorar com tal notícia, correndo para o quarto quando terminou de jantar, afinal estava exausto. O menor não o acompanhou, afirmando que iria se lavar, mas na verdade queria pensar sozinho por um tempo. Depois que tomou banho, seguiu para o jardim em um local mais isolado para poder pensar.

A noite estava quente e Freed conseguia ouvir ao longe a movimentação de dentro da casa. Permanecia em silêncio, olhando para as estrelas no céu enquanto sua mente estava ocupada relembrando o que acontecera mais cedo. Tamanha sua distração que apenas notou a presença de um dos empresários por perto apenas quando ele começou a falar.

- Está um linda noite não é mesmo, Sr. Justine?

Devagar o menor virou o rosto e sentiu a raiva começar a mexer com seu corpo quando percebeu a forma que o empresário, que até aquele momento era desconhecido para ele, o olhava. Ele o olhava como Laxus antes de estuprá-lo.

- Sim – respondeu friamente já ficando de pé. – Está uma linda noite.

Para evitar qualquer aborrecimento, o menor se pôs a caminhar e o homem o segurou pelo braço. O homem sorriu ainda mais, dando risadas baixas. Freed pode sentir a mão pesada do velho e cerrou os dentes quando foi puxado para próximo a ele.

- Para um escravo sexual você está bastante arrogante não acha? – Freed tentou se soltar das mãos dele, mas acabou tendo o outro braço segurado. – Pelo que vejo o Sr, Dreyar não sabe como educar seus brinquedos! Talvez eu possa fazer isso por ele- foi interrompido.

Furioso e não podendo bater no homem, o menor lhe deu uma cabeçada que fez com que o velho tivesse o nariz quebrado. O homem soltou seus braços, dando passos para trás enquanto gritava de dor. Aquilo não foi suficiente para Freed. Ele o pegou pelo colarinho e lhe desferiu um soco no olho. Estava cansado de ser assediado e sempre ter de agüentar tudo. Aquilo não aconteceria mais.

O homem caiu no chão gritando, o que fez com que as outras pessoas que estavam na casa corressem para o local. Ouvindo os gritos, Laxus foi até a porta para ver o que se tratava e perguntou para um dos empregados o que havia acontecido. Não esperou que lhe terminassem de contar o que havia acontecido, bastou que citassem o nome do rapaz para que ele se pusesse a correr. Quando chegou ao jardim se deparou com Freed caído no chão, pois também havia levado um golpe no rosto. O velho estava ajoelhado perto dele, segurando-o pelo kimono com uma mão enquanto a outra estava em punho para desferir outro golpe. Apertou o kimono do menor com ainda mais força quando sentiu uma mão pesada apertar seu pulso com força.

- Tire as mãos dele. – disse o loiro entre dentes. Apenas de ver aquilo já havia se enfurecido.

- Esse desgraçado – disse o mais velho ainda olhando para Freed, no mesmo tom que o loiro falara. – quebrou o meu nariz!

- Eu te mato se não largá-lo. – o loiro aumentou o tom de voz e apertou com mais força o pulso do homem. – Vou dizer pela última vez. Ou você tira as mãos dele agora ou eu irei quebrar os seus ossos um por um!!

Um longo silêncio perpetuou depois daquilo. Laxus lançava um olhar carregado de ódio para o homem e Freed olhava a tudo ainda arfando de raiva. O velho não o teria largado, se os outros empresários não exigissem que aquela confusão acabasse. Todos estavam ali. Empresários, as mulheres e até mesmo os funcionários do hotel. Akeginu também estava presente e não desgrudava os olhos de Freed. Estava satisfeita com a atitude dele.

- Que seja. Mas isso não ficará assim!!

O velho largou o kimono do menor e assim que ele se afastou, Laxus ajudou Freed a se levantar, analisando a mancha roxa que ficara no queixo do mais novo. O velho mantinha a mão no nariz, tentando em vão parar o sangramento. Estava nervoso e se mostrou bastante agressivo quando uma das mulheres tentou ajudá-lo, dando um tapa no rosto da mulher.

- Você está bem? – o loiro ignorava completamente o que acontecia ao seu redor. Freed ostentava um olhar de ódio e não tirava os olhos do velho que caminhava de volta para a casa em passos apressados e pesados.

- Sim, eu estou. – respondeu o rapaz. Não demonstrava medo em suas palavras.

- Eu não sei o que houve aqui e nem pretendo saber. – disse um dos homens. – Vamos deixar este assunto encerrado por hora e peço que evitem fofocas.

- Eu prefiro que seja assim. – respondeu o loiro.

Não havendo mais nada para verem ali, tanto os homens quanto as mulheres se dispersaram. O menor tentou fazer o mesmo, mas Laxus o segurou, fazendo um sinal para que ele permanecesse ali. Quando percebeu que estavam sozinhos começou a falar.

- O que aconteceu?

- Não foi nada ..... – Freed abaixou a cabeça, ainda nervoso.

- Nada? Desde quando você bate em alguém por nada? Vamos me diga o que aconteceu. – continuou o loiro.

- Eu não quero falar disso aqui.

O loiro balançou a cabeça e pegou o menor pela mão, o puxando até que chegassem ao quarto com passos apressados. Quando entraram no cômodo, o loiro trancou a porta e voltou-se para o outro, mandando que ele se sentasse em seu fúton.

- Pois bem, pode falar.

- Laxus eu não quero falar sobre isso ....

- Freed não me faça matar aquele velho, por favor. – o loiro estava começando a perder a paciência e o menor percebendo isso, resolveu falar. A última coisa que queria era ver o outro descontrolado.

- Aparentemente ele iria fazer algo comigo. – disse receoso. Apesar de ter demonstrado segurança antes ao falar ainda estava apreensivo com relação à Laxus. Além disso, falar daquele assunto era bastante complicado para ele.

- E para se livrar quebrou o nariz dele?

- Sim. – respondeu o menor apertando as mãos.

- Puxa .... – Laxus segurou para não rir e se sentou ao lado do menor. – Eu não imaginava que você fosse capaz de fazer algo assim....

- Estou cansado de ser brinquedo nas mãos das pessoas. – Freed virou o rosto, olhando para o lado oposto ao loiro.

- Eu entendo .... – respondeu Laxus, puxando o rosto do menor para cima para que pudesse olhar em seus olhos. – E você não será mais. Eu vou te proteger!

Ao ter o rosto levantado e perceber que o loiro o encarava, Freed desviou o olhar. Estava impressionado com ele mesmo por ter feito aquilo, mas de alguma forma sentia um alívio por ter feito o que fez. Preferia levar socos a ser violentado novamente.

- Parece que ele também não deixou barato. – estreitou os olhos na mancha arroxeada no queixo do menor. – Esse desgraçado lhe deu um golpe bem forte .... Mas estou orgulhoso de você.

O menor tornou a olhar para ele, sem entender. Ao ver aqueles olhos azuis se encontrarem com os seus Laxus sorriu, puxando o rosto do menor para mais perto.

- Você está tomando decisões sozinho. Está olhando sua vontade e não está seguindo ordens. Está sendo uma pessoa independente. – Freed piscava olhando para ele e o sorriso do loiro se tornava maior. – Posso facilmente amar este Freed!!!

Lentamente, Laxus o puxou até que o menor estivesse em seus braços. Apertou devagar o corpo do outro contra o seu e deixou seus lábios na altura do ouvido do outro.

- Seu queixo está doendo?

- N-não .... disse o menor ainda nos braços do outro. Não estava desesperado o que até ele mesmo chegou a estranhar. Algo havia mudado depois da sua conversa com o maior na ponte.

- Ótimo.

O loiro o soltou e lentamente uniu seus lábios aos do menor. Iniciou um ósculo lento que não durou muito. Quando se separou do menor teve uma surpresa. Corado, o menor havia ficado sem fôlego com aquele beijo e demorou alguns segundos para abrir os olhos. Ele havia ... gostado daquele beijo?

- Freed? – Laxus teve de chamar o menor pelo nome para que ele abrisse os olhos e quando ele os abriu ficou ainda mais envergonhado. O loiro riu, levando a mão ao rosto do rapaz. – Você gostou desse beijo?

Uma alegria que há muito tempo o loiro não sentia. Essa era a palavra perfeita que podia descrever o momento em que o rapaz afirmou ao balançar a cabeça. Laxus riu e puxou o corpo do menor para mais perto do seu. Freed olhava para o chão envergonhado, mas levantou a cabeça quando ouviu o sussurro do outro em seu ouvido.

- Então vou lhe dar um melhor ainda!