Sick love
1 Help Me, Please
Notas iniciais
Aquilo só podia ser loucura, eu sentia a forma como aquelas fitas de couro passeavam pela minha pele que um dia já fora branca feito porcelana, mas que agora era adornada por hematomas arroxeados que com o tempo ficavam amarelados, odiava a maneira como me via agora.
Estava a encarar o espelho a minha frente vendo a forma como minhas pernas estavam afastadas e amarradas aos pés daquela cadeira bonita, mas que para minha pessoa parecia se tratar de um mero instrumento de tortura.
—Não esta gostando minha cara?
Perguntou a voz grossa às minhas costas, estremeço com seu hálito quente entrando em contato com minha pele sensível, tudo nele era uma incógnita a forma de andar, a forma de falar, seu cheiro que não era amadeirado, doce nem cítrico.
—Diga meu nome.
Ele pede enquanto puxa violentamente meu cabelo para trás, fazendo com que por um minuto eu pensasse que a cadeira tombaria para trás com o peso do meu corpo, porem antes de eu alcançar o chão, ele me ergue com um solavanco, me colocando na mesma posição de segundos atrás.
—Diga.
Sinto suas mãos descendo pelo meu pescoço e se encaminhando para meus seios doloridos que estavam envoltos em pedaços de corda bem traçados.
—Natsu.
Minha voz saiu baixa, quase como um sussurro, mas eu sabia que ele tinha me ouvido.
—Bem melhor.
Sinto minha coxa arder, encaro o local vendo o liquido carmesim me escorrer pela coxa esquerda até se perder no chão, formando uma pequena poça sobre meus pés.
—Peça para que eu pare.
Maneei a cabeça, torcendo-a para trás, queria ver seu rosto, não conseguia encara-lo pelo espelho, pelo fato do mesmo continuar abaixado, se escondendo na escuridão que era aquele quarto.
—Quero ver-te.
Ouço uma risada rouca para logo poder vislumbrar seu rosto ao lado do meu, apoiado em meu ombro.
—Odoro seu cheiro, talvez seja ele que me prende a você.
Solto um suspiro, sabia que para ele eu não era nada além de uma forma de passar o tempo, alguém que não achou estranho seu gosto por sexo, alguém que não se importa consigo mesmo, alguém que não se importa de morrer para dar prazer ao outro.
—Luce...
Fecho meus olhos ao sentir sua língua entrando em contato com minha pele, ansiava por aquele toque em meus lábios que estavam rachados e secos, por conta do tempo sem ingerir nenhum liquido, e foi com deleite que senti a macies e o toque molhado, apressei-me em posicionar minha língua para fora de meus lábios, tendo a mesma sugada pelo homem a minha frente, logo me ocupei de sorver o máximo possível de sua saliva quente, que me descia pela garganta como se fosse o melhor dos vinhos que alguém podia ter o prazer de provar
—Lu...ce...
Ouvi-lo gemer meu nome me dava um prazer inimaginável, eu o estava satisfazendo e mesmo que não parecesse ele estava fazendo a mesma coisa comigo, só que do jeito dele, peculiar, assim como ele era, e se esse era o preço para ficar ao seu lado eu não ligaria de passar por aquela situação varias vezes.
—Vou te soltar agora, quero tentar algo novo.
Abro meus olhos o encarando, enquanto o mesmo me desatava, podia finalmente sentir o sangue voltar a correr livremente para meus pés que estavam inchados e roxos.
—Venha.
Encarei sua mão estendida, aceitando rapidamente a ajuda, sentindo uma leve tontura ao me erguer, porem consegui disfarçar bem. Podia sentir-me vibrar, podia sentir o liquido viscoso me escorrer pelas pernas manchando o chão de madeira cara de seu apartamento.
—Linda.
Só agora dei-me conta que estava andando sem sua ajuda, e que o mesmo estava sentado sobre a cama que pouco era usada por nós.
Fechei minhas pernas com vergonha ao lembrar-me do objeto vibratório que estava a me preencher, porem aquilo só piorou a situação, pois agora eu podia sentir claramente meu interior apertando aquele objeto.
—Natsu...
Deixo-me cair de joelhos, me encurvando para frente sentindo aquela sensação de explosão me invadir, ao atingir mais uma vez o orgasmo, pude sentir o vibrador escorregar facilmente de meu interior, foi grande o alivio sentido com aquele feito, encarei o objeto caído atrás de meu corpo e me surpreendi pelo fato de algo daquele tamanho ter entrado em mim, porem logo repenso isso ao encarar o membro duro e pulsante daquele que jazia sobre a cama, sentado apenas me encarando com uma expressão de divertimento, sim era aquilo que eu era para ele, uma mera diversão, um brinquedo vivo, a qual dava-lhe prazer.
—Venha aqui
Segui com os olhos o local ao qual seus dedos apontavam que no caso era em sua direção, arrastei-me até ele, contemplando seus pés e suas calças que estavam totalmente abaixadas.
—Se levante.
Apoiei-me na cama para ficar sobre os pés, me sentia ficar mole, poderia cair a qualquer momento.
—Perfeita.
Pude sentir sua mão me alisar entre as pernas, contemplando aquilo ao qual era dele por direito, como ele mesmo gostava de dizer, senti a pequena argola de metal em meu clitóris ser puxada de forma suave, porem dolorosa.
—Ainda dói?
Acenei com cabeça. Fora uma idiotice o deixar colocar aquilo em mim.
—Ótimo.
Abri os olhos ao sentir aquele mesmo incomodo porem espantei-me ao ver o mesmo passar um fio branco por dentro do pequeno circulo.
—O que esta fazendo?
—Shh...
Senti seus dedos entrarem em contato com meus lábios, me silenciando de forma automática, apenas fechei levemente os olhos e apertei minhas mãos com força tamanha para sentir as juntas dos meus dedos arderem até ficarem dormentes.
—Olhe o que estou fazendo.
Com pesar abri os olhos e vi que estava de certa forma amarrada novamente, desta vez na cama, aquele fio estava passando por dentro do aro de metal tendo como fim as duas extremidades da cama.
—É melhor eu tomar cuidado, não é?
Arregalei os olhos, uma coisa, ele nunca era cuidadoso, ainda lembro-me de nossa primeira vez, onde fui dilacerada por dentro, podia jurar que a qualquer momento ele me perfuraria o estomago com sua força, ainda tinha as cicatrizes de suas mordidas em meu seio esquerdo.
Senti-o se aproximar, beijando-me com urgência fazendo com que a saliva em excesso escorresse para o vão entre meus seios fartos, senti um puxão vindo de meu baixo ventre, seus dedos estavam a brincar com aquele pedaço de fio.
—Esta doendo.
—Eu sei.
Outro puxão e senti-me ficar zonza por conta da dor, sentia a saliva me escorrer pela boca e meus olhos perderem o foco.
—Quero estar dentro de você.
Voltei à consciência com aquela simples frase.
—Não, dessa forma eu vou...
Tentei argumentar, mas tudo que pude sentir foi eu ser erguida do chão sentindo aquela argola ser grosseiramente puxada para a direção contraria.
—Natsu, pare...eu vou ser rasgada.
—Essa é a intenção.
Poderia ter gritado se não fosse sua boca colada a minha, podia ter desmaiado se não fosse seu cheiro para me manter alerta, poderia ter caído se não fosse seus braços me envolvendo. Pude ouvir o som metálico do objeto pequeno se chocando ao chão, para logo tudo ficar em completo silencio, não tinha forçar para nada, apenas fiquei encarando o espelho que estava a mostrar as costas do rosado, além de minha face contorcida em uma careca que em outro momento podia ser ate engraçada, porem algo prendeu minha atenção, foi o liquido carmesim que estava escorrendo pelas pernas torneadas do Dragneel, porem eu sabia que aquele sangue não provinha do mesmo.
—Colocaremos uma nova semana que vem.
Logo pude sentir o mesmo invadir-me com a mesma fúria das outras vezes, fui guiada até uma das paredes sendo logo ali imprensada, o mesmo segurou meus pulsos os prendendo acima de minha cabeça enquanto dizia palavras obscenas ao pé do meu ouvido, ao ser solta evolvi-lhe o pescoço, buscando uma forma de ficar mais confortável, se isso era de fato possível.
—Droga, estou quase...
Encarei seu rosto de perfil, enquanto o mesmo fechava os olhos e se empenhava nos movimentos que ficavam cada vez mais brutos e profundos.
—Luce...
Tirei a atenção de seu rosto para olhar para a porta de seu quarto.
—Olhe para mim.
Sua voz saia entrecortada devido à necessidade de sugar uma quantidade grande de ar.
—Amo-te.
Ah aquela maldita frase, a que sempre me fazia voltar, a que sempre fazia eu sofrer, a que sempre fazia eu ficar daquela forma desfigurada.
—Eu também amo-te Natsu.
Disse enquanto finas lagrimas me escorriam pelo rosto, ao mais uma vez notar que eu era alguém doente, alguém que precisava urgentemente de ajuda, alguém a qual se apaixonou pelo seu agressor.
—Natsu.....
Disse ao sentir meu interior ficar quente e a pele solta que um dia foi meu clitóris arder ao entrar em contato com aquele liquido viscoso. Sem sair de mim o rosado nos guiou ate a cama onde deitou-me de forma "gentil", para por fim se retirar de meu interior, fazendo assim o excesso de seu sêmen me escorrer pelas pernas, manchando os lençóis escuros.
—Vou lavar-me, depois é bom você fazer a mesma coisa.
Pude ouvi-lo abrir o armário provavelmente pegando uma muda de roupa qualquer, mesmo que ele fosse dormir desnudo. Suspiro ao escutar seus passos pesados seguindo para o banheiro. Consigo relaxar apenas quando ouço o barulho do chuveiro ser ligado, encolho-me sobre a cama, abraçando meus joelhos e levando minhas mãos até o meio de minhas pernas, sentindo logo os mesmos ficarem úmidos, ergo-os constatando o obvio, ainda estava sangrando.
—Socorro
Disse para ninguém em especial, para logo cair em um estado de inconsciência.
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