Sick
7 Capítulo Sete
Notas iniciais
Ok, uma garota veio me cobrar por que eu não estava respondendo os reviews, e eu vou me justificar, ok? Primeiro que quando eu tentei o site não estava me deixando. E eu tentei de novo e ele não deixou de novo u_ú E então eu desisti. Q E depois por que eu realmente não tenho muito tempo no computador. DD Então desculpem se esperavam mais de mim, tentarei me esforçar pra responder a todos a partir de agora - mesmo que demore um pouco.
O garoto achava toda essa preocupação desnecessária, dizia que sabia se cuidar, essas coisas de adolescente. Mas no fundo se sentia bem por alguém se preocupar tanto assim com ele. A mãe estava sempre trabalhando, sempre cansada, só tinha tempo no jantar, ou quando algo dava errado, para brigar.E Gerard era diferente, ele parecia viver unicamente para ele, e se sentir tão querido fazia bem. Principalmente por que ele amava Gerard, e também se preocupava com ele.E por isso ele planejara matar a aula daquela quinta-feira, dali a duas semanas, para estar presente na consulta. Temia que Gerard distorcesse os fatos. Mas temia mais que o mais velho não ficasse feliz com isso.Estavam sentados no chão da sala assistindo a um DVD, abraçados. Frank pediu para pausar o filme, pois queria ir ao banheiro, quando voltou, disse:- Gee, eu estava pensando...- Ih, não é coisa boa – suspirou o maior.- Cala a boca – disse, dando um chute de leve no maior, que puxou Frank para se sentar ao lado dele novamente.- Mas diga, estava pensando em que, pequeno?Frank sorriu.- Estava pensando que quero estar aqui na sua consulta. – sorriu torto.- E o que lhe dá esse direito, garoto? – disse sério, erguendo as sobrancelhas, mas Frank sabia que ele só estava brincando.- Ora, o que me dá esse direito? – disse, fingindo estar magoado – eu sou tipo seu namorado, isso não me dá esse direito?- Oh, oh... Eu tenho tipo um namorado e nem sabia, é isso? – mas agora Gerard já estava rindo, enquanto se aproximava do menor, pegando-o em seus braços.- Não sabia? Achei que estava subentendido, mas se você precisa de mais liberdade, tudo bem, podemos só ficar... – Frank foi interrompido por Gerard, que abaixara sua máscara e agora o beijava.Gerard, depois que Frank ia embora, tinha que esterilizar a casa e a boca, mas não se importava. Não é como se ele ligasse para isso enquanto estava com Frank. Na verdade, nessas horas, nem pensava as bactérias.- Frank querido, esse fim de semana eu terei um seminário em outra cidade, estarei fora, quer que eu ligue para sua avó, e assim você pode ficar com ela – Linda disse, numa quinta-feira, antes da consulta de Gerard, durante o jantar.- Não mãe, tudo bem, fico na casa de um amigo. – Frank disse concentrado na comida.- Bob?- É, pode ser o Bob – apesar de não ser ele em que eu estava pensando agora.- Tudo bem então. – Linda sabia que o filho preferiria ficar com os amigos – quer que eu fale com a mãe dele?- Não mãe, a mãe do Bob é ok – ele sorriu – ta tudo bem.- Então ta, vá para lá depois da aula. Vou viajar amanhã depois do almoço e volto só no domingo à noite.- Seminário do que...?Ora, eu e você sabemos que Frank não ia ficar na casa do Bob coisa nenhuma. Eu e você sabemos que Frank passaria o fim de semana no apartamento do Quinto Andar.Gerard estava esperando na janela, sexta-feira, às três horas e se assustou quando o menino, ao invés de entrar no prédio, entrou em sua própria casa. O homem teve tempo de surtar por uns dez minutos achando que fizera algo errado, até ver o menor sair de dentro de casa, com outra mochila – mais cheia – e um travesseiro nos braços. Frank olhou para a janela, feliz. Sorriu ao ver a cara de desentendimento do namorado.Depois de ter que fingir para Tom, o porteiro, que estava tudo bem e que é normal entrar em prédios alheios com um travesseiro, Frank subiu para o apartamento.Gerard o esperava na porta com as sobrancelhas erguidas.- Que diabos significa isso?Frank sorriu, deu um beijo curto no maior e entrou saltitante no apartamento, largando as coisas em uma poltrona na entrada e começando a lavar as mãos no álcool.- Tenho boas notícias!- Boas... Notícias? – disse, pegando travesseiro pela pontinha, como se fosse algo nojento, e olhando de esguelha para Frank.- Uhum – O menor sorriu, colocando as luvas que Gerard o obrigava a usar – ótimas notícias – Frank encarou o maior, tombando a cabeça para o lado – A propósito, o que ouve com a sua máscara?- Só estou facilitando a sua vida, pequeno. Não precisa dessas luvas, por detalhe – Sorriu, mas depois girou os olhos e encarou o menino – Não mude de assunto. Que ótimas notícias?
- Ah, minha mãe foi viajar — Frank tirou as luvas, pegou o travesseiro que ainda pendia na mão do outro, colocou a mochila nas costas e foi em direção a sala – então eu disse a ela que ia ficar no Bob, mas, é claro, vim ficar aqui. Tudo bem, não é?Gerard ia dizer que não estava tudo bem. Que um garoto de dezesseis anos dormindo na casa de um homem, supostamente louco, de vinte e sete não ia dar certo, por que as pessoas iam começar a falar... Mas se você tivesse visto a cara angelical de Frank também não teria dito nada. Então ele só o beijou.
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