Shut Up And Drive

3 Duas Vadias e um Par de Rins Viajante


Notas iniciais
Olá, negões! AHAHAHAH Demorei um pouco mais para postar esse capítulo por motivos de: procrastinação feat. manutenção do Nyah (que conseguiu voltar pior). Espero que gostem desse capítulo, eu juro que me esforcei para escrever essa lixarada toda! E obrigada por vocês reservarem um tempinho para ler minha fic! ♥

Na monotonia de um dia como outro qualquer, Janet Tamaro, uma mulher de 45 anos, alegre, porém, desempregada e gorda, questionava com seu eu interior as adversidades da vida: o porquê de sua TV à cabo clandestina sempre congelar a imagem em dias de muita chuva e trovoadas, o porquê de seu frangos empanados Perdigão sempre queimarem por fora e ficarem crus por dentro mesmo estando em fogo baixo... E o principal questionamento: o porquê de sempre abrir o congelador à procura de sorvete de milho verde da Paviloche e dar de cara com feijão congelado para ser requentado nos almoços ao longo da semana. Mas, estas reflexões acerca da complexidade da vida (des)humana apenas mascaravam o que deixava Janet deveras preocupada. Ela estava furiosa com sua nova melhor amiga – lindíssima, por sinal, de uma beleza descomunal -, devido a um acontecimento que marcou a noite anterior. E, para resolver esta situação embaraçosa, Janet pegou Nokia com tela de luz azul e capinha da Hello Kitty e ligou para a sua amiga, aproveitando que seu celular estava cadastrado no plano Infinity da Tim, possibilitando assim, tagarelagem sem fronteiras.

– Alô, miga, aconteceu algo terrivelmente absurdo ontem. Aquele homem que você apresentou à Shonda deu ruim, não deu certo, foi um desastre.

Do outro lado da linha, uma voz aveludada e juvenil falava com parcimônia:

– Como assim, Janet? Explique-me. Você disse que queria um homem que marcasse a Shonda para sempre, visto que do modo tradicional não seria possível, pois o lacre pererecal dela já havia sido violado, bem como o anal. Você sabe que sou seletiva e fiz o melhor que pude, escolhi o homem a dedo (rs).

– É, miga, mas o problema é que ele levou algo dela. – Complementou Janet.

– Mas ué, Janet. E daí? Isso ocorre o tempo todo nessa nossa sociedade pós-contemporânea. Pesquisas apontam que depois do ato sexual, as pessoas gostam de levar algo da pessoa, como uma lembrança, um souvenir. Às vezes um brinco, às vezes uma calcinha... No caso do Casey com o Martinez, por exemplo, uma cueca freada – Disse a amiga, com um risinho.

– Como assim, Maura, aonde você quer chegar com toda essa explicação?

Sim. Ela. Maura. Sapeca. A princesinha juvenil do submundo das trevas, agindo sorrateiramente, exalando e propagando seu precoce legado de depravação.

– Nada não, Janet! Eu falo demais, você sabe que eu gosto de me prolongar. Mas não seja melodramática. Aposto que sua amiga Shonda levará tudo numa boa. A moda nos dias de hoje é levar lembrancinhas. – Disse Maura em tom apaziguador.

– É, MAURA, MAS ACONTECE QUE SEU AMIGO LEVOU UM RIM DA SHONDA. E ELA ESTÁ EM ESTADO GRAVE NO HOSPITAL. – Janet respondeu, já enfurecida.

– Ué, mas foi só um rim e... – Maura disse e, logo em seguida, Janet desligou o telefone na sua cara.

*tu tu tu tu tu*

Eis que o telefone deu sinal de outra chamada.

– Alô? Maura? Você está aí? ALÔ CARALHO!

Do outro lado da linha, na segunda chamada, Maura discutia com alguém:

– Jane, sua anta. Eram dois rins, DOIS. Um para mim e outro para você. Falarei detalhadamente com você mais tarde. Eu mesma terei de resolver essa hope-lesca situação

Porém, diante da apreensão do momento, antes de se despedir de Jane, Maura acabou se embaralhando com o aparelho telefônico e não percebeu que Janet, mais calma, havia ligado para ela e, sem querer ela acabou a inserindo na conversa. E Maura continuou a esbravejar:

– Desgraça! Agora aquela lacraia com cara de tamanco da Carla Perez vai ficar na minha cola.

Janet então respondeu abismada:

– Hã? Como é, Maura?

– É, ah, hum, haha, nada não, miga. Então, miga, vamos até o hospital resolver essa situação agora mesmo. Sou uma Isles, sou influente e posso conseguir um doador para a sua amiga em um piscar de olhos. Assim que possível, chegarei aí na sua casa para te buscar. – Maura, contornando a situação. Ou, ao menos, tentando.

Janet, então, desligou o telefone, desconsertada com fato de sua amiga Shonda estar internada. Com toda essa miscelânea de acontecimentos, Janet concluiu que a atmosfera em seu quarto estava ficando pesada, quente e sufocante e, com isso, resolveu abrir sua garrafinha de Aquarius Fresh, a fim de obter um frescor mais amplo no ambiente, porém, acabou deixando a garrafa cair, ensopando o tapete de crochê de seu quarto. Enfurecida, ela gritou:

– TAQUEPARIU! JOGUEI PEDRA NA CRUZ E ACERTEI O SACO DE JESUS!1!11!11onze!1!!

Repentinamente, o susto: ouviu-se um trovão rasgando o céu e, em seguida, um clarão pode ser visto de sua janela. Janet ficou paralisada, olhando para o quintal que, agora, estava coberto de fumaça. Eis que por trás de todas aquelas brumas, uma silhueta linda e proporcionalmente avantajada surgia. Era Maura sob o pé de carambola. Janet estranhou toda aquela cena e, assim que Maura entrou em sua casa, começou a perguntar:

– Posso saber o que está acontecendo? De onde e como você surgiu, Maura? Você mora há exatos 6,66 quilômetros daqui. Só foi eu xingar, que você surgiu, inesperadamente!

– Maura com cara de entediada, permaneceu calada porque, ainda que tivesse a peculiar habilidade de dircursivizar sobre qualquer assunto, a sua entrada triunfal lhe havia lhe deixando um pouco sem ação, bem como atordoada com todo aquele gelo seco e ela mal conseguiu pensar no que falar para Janet. E, se ela estruturasse alguma mentira, a urticária poderia estragar seu plano. Para sair pela tangente, Maura falou:

– Janet, que tal nós nos dirigirmos até a área da piscina? Estou com calor e lá é bem fresco, sendo assim, aproveito para ligar para alguns contatos e logo teremos a ajuda que você tanto necessita.

Estavam elas bem próximas da piscina, quando Maura chegou perto de Janet e perguntou:

– Miga, o que é aquilo ali no fundo da piscina?

Janet, por ser bem gorda, beirando a faixa dos 135 quilos, inclinou-se para ver o que havia no fundo da piscina, mas nada encontrara.

– O que, Maura? – Questionou Janet.

– Ai, miga, não faça a pêssega! Ali, bem ali. – Maura, apontando para um determinado local da piscina.

Enquanto Janet se inclinava mais e mais para obter uma boa visualização, Maura se afastou, pegou impulso e, inesperadamente, deu uma voadora na nuca de Janet, que foi arremessada violentamente na piscina, levantando uma enorme quantidade de água. Segundos depois, Maura abriu sua mochila da Company e tirou de lá um Grill George Foreman, ligou-o na tomada e, em seguida, jogou-o dentro da piscina enquanto gritava:

– MORRA, CHUPETA DE BALEIA, BOLA DE SARNA! AHAHAHAHAHA

Janet se debatia e alternava gritos com afogamentos, enquanto era eletrocutada e frita feito um torresminho da Friboi. Maura saiu patinando, sem perder a graça, o garbo e a elegância, pois ela calçava um tênis com rodinhas que ela ganhou da sua amiga, Dra. Arizona Robbins, que perdeu uma perna e, infelizmente, não pode mais usá-los.

Minutos depois, no hospital onde Shonda se encontrava internada em estado crítico, o famoso Grey Sloan Memorial Hospital, em Seattle, Maura conseguiu entrar pela janela do quarto, sorrateiramente. Sem titubear, arrancou da tomada todos os aparelhos que mantinham Shonda viva e plugou seu Motorola V3 Dolce Gabbana para carregar. Shonda, então, desesperadamente, começou a revirar os olhos e a se debater na cama como uma patrola com defeito. Neste exato momento, os familiares de Shonda chegaram e, Maura, engenhosa e maquiavélica, inventou um argumento:

– PARA TRÁS! Eu sou a doutora Hope Martin, recém-formada pela Universidade...

Subitamente, deu um branco na cabeça de Maura, mas ela logo contornou a situação:

– ... Universidade de Grifinória.

Os familiares de Shonda, por serem muito humildes, com um nível brasileiro de escolaridade e dizimistas na Igreja Universal do Reino de Deus, nada estranharam, sequer entenderam aquele nome. Porém, indagaram sobre o que a Shonda estava sofrendo naquele momento: Maura, rapidamente, respondeu:

– Sua filha está tendo complicações neuro-retais, devido suas amígdalas estarem inflamadas em decorrência de uma crise de labirintite e o apodrecimento de seu pâncreas por causa da ausência de seu outro rim.

A mãe de Shonda, apavorada, gritou:

– SANGUE DE JESUS TEM PODER, DOUTORA. ISSO É GRAVE?

– Não sei. Calma! Ainda não terminei de ler aqui, mas no Google diz que não. – Disse Maura em tom risonho e límpido.

Logo, a total falta de destreza da doutora foi notada. O pior aconteceu: a morte de Shonda. Antes que a família iniciasse ali um pandemônio repleto de choros e indignação, a jovem Maura, como um gato, havia sumido. E O OUTRO RIM DE SHONDA TAMBÉM. E, pela janelinha do quarto do hospital, todos puderam ver a jovem farsante Maura Isles subindo e flutuando em um ultraleve, pilotado pelo seu amor, a morena escultural de nome Jane Rizzoli e, por fim, carregavam os dois rins em uma sacola plástica do Mercado Nagumo.

Durante a viagem no ultraleve, com os rins já no balde de gelo, junto com o vinho Cabernet Sauvignon, o preferido da deusa loira, Jane aproveitava a tranquilidade do momento para dedilhar a genitália de Maura com uma mão, enquanto pilotava com outra. Maura enlouquecia e tinha vários orgasmos consecutivos na poltrona do co-piloto, com as pernas abertas na posição frango assado de padaria. Duas horas depois, já em Boston, em uma suntuosa e sofisticada mansão comprada com o dinheiro da venda dos rins no mercado negro, algo estava prestes a acontecer. Tratava-se da mansão do casal mais perfeito da atualidade: Maura Isles e Jane Rizzoli.

Enquanto Jane, naquele momento, entupia-se de carne de porco frita e suco de caju com leite, sua nova babá loira cuidava de seu sobrinho TJ. Jane nada estranhava naquela reles babá. Contudo, a babá sequer estava preocupada com seu sobrinho, pois, seu único interesse era deter Jane e Maura. Porém, Maura não se encontrava na propriedade porque precisou ir ao Mercado Nagumo para trocar os códigos de barras da Parmalat por ursinhos de pelúcia.

Muito prestativa, a babá de nome Lauren Boswell, foi até Jane para lhe servir um drink intitulado Destruidor de Lares. Totalmente desatenta, como de usual, Jane aceitou, agradeceu e estava prestes a beber quando, de repente, uma nuvem de purpurina e raios de neon surgiu da sacada, muito próxima da sala onde elas estavam. Uma misteriosa pessoa, em pé, estava no corrimão da sacada em uma pose bem ousada, exalando uma deliciosa lascívia e promiscuidade, trajando calça Diesel, blusa preta de paetês da Prada, uma capa longa preta da Dior, relógio Cartier, perfume Lady Million Paco Rabanne e bebendo água de côco. Todas ficaram chocadas e extasiadas com aquela aparição abissalmente fenomenal. Inclusive Jane que, por um momento, pensou em usar aquele artefato todo em uma de suas noites performáticas e cheias de sexo com Maura. A babá, rapidamente, tirou suas sandálias Pulo do Gato e tentou correr. Subitamente, a pessoa misteriosa gritou, com seu rosto ainda revestido por aquela nuvem:

– COCADAAAAAAAAAAAA LUNAR, AÇÃO! – Lançando o côco direto no cabeção loiro da babá que, por sua vez, caiu e permaneceu no chão, tremendo e gritando.

Maur, você surgiu para me salvar!!! — Jane, trêmula e aliviada, disse em voz alta.

– Jane, queridinha, se você tivesse tomado aquele drink, teria sido seu último! Eu voltarei. – Disse a babá, esparramada no chão, ainda espumando pela boca.

Maura, sempre atenta e ágil, tratou de amarrar as mãos da bandida para trás e tirar logo a sua peruca, que se revelou ninguém mais, ninguém menos que Janet Tamaro. Sim, ela ainda estava viva e dando continuidade ao seu plano de extermínio de todos os possíveis shipps canons da TV. Em sua lista constavam vários nomes: Emma Swan, Evil Queen, Callie Torres, Arizona Robbins e, por último, mas não menos importante: Daniela Mercury.

– Droga! Merda! Eu teria conseguido se não fossem essa diaba loira, essa cadelinha chata e esses garotos intrometidos! – Disse Tamaro, em tom de frustração.

Em um canto da sala, estavam Scooby, Salsicha, Fred, Daphne e Velma, apenas para compor uma cena melhor e com elenco de peso. Com as mãos ainda amarradas, Tamaro conseguiu se soltar após tirar de seu bolso um CD da Demi Lovato e, com ele, cortar a corda. Em seguida, saiu correndo e, como um gato, pulou contra a janela, usando seu próprio corpo para quebrar o vidro e sumir no ar antes que Jane pudesse pegá-la.

Eis que o susto foi ainda maior. Tamaro havia sumido com a cadelinha Jo Friday, porém, deixando um bilhete escrito e traduzido com o Google Tradutor:

"I, TAMARO, WERE HERE. AND I’LL TO MAKE A XIS IN YOUR DOG ASS! HUGS BEACH."

Minutos depois, no Facebook, Jane pode obter as coordenadas do paradeiro de Tamaro, através da seguinte publicação:

"Janet Tamaro checked in at Hell via Foursquare." — Com Shonda Rhimes

Dois dias depois, uma caixa foi entregue na porta da mansão de Maura e Jane. Era da Tamaro, devolvendo Jo Friday via Fedex, alegando não conseguir revender a cadelinha por motivos de: sarna e berne.

Notas finais
Taí, peranhos! Até a próxima, se minha (falta de) criatividade assim me permitir... ♥