Shut Up, And Comes

32 Capítulo 32 - Tears


Notas iniciais
E ai galera, passaram bem o feriado? Ai vai um capítulo Blam pra vocês ^^

Sam desligara o telefone e Blaine se sentiu triste. Traira Sam... Lembrou então do jeito estranho que o loiro estava agindo no telefone e um calafrio percorreu por sua espinha ao pensar que Sam poderia já saber de algo. Blaine ignorou o mal pensamento e subiu para seu quarto, para verificar suas redes sociais. Abriu o notebook, e o ligou. Enquanto o sistema se iniciava, o moreno foi ao banheiro verificar a aparencia no espelho. Normal. Blaine começou a se olhar bem... sua beleza era minuscula perto da de Evans. Porque o loiro se apaixonara por ele?

Saiu do banheiro e sentou-se na cama, em frente a seu notebook. Acessou a internet e logo estava navegando por uma de suas redes sociais. O garoto ouvia as músicas do álbum One of the boys enquanto mexia. Cantava Fingerprints empolgadamente, distraído de tudo a sua volta. O iPhone de Anderson vibrou em seu bolso. Ele bufou pensando ser mais uma mensagem de Kurt. Mas logo viu no visor do celular que era Sam. Seus lábios curvaram-se em um sorriso e seu coração começou a bater um pouco mais acelerado. Sempre se sentia assim quando algo relacionado a Sam estava a sua volta. Era tão estranho pensar no quanto estava apaixonado... pensar que jamais estivera daquela forma. Tratou de abrir logo a mensagem do amigo e gelou ao ver a mensagem do amigo. Sam descobrira! Mas como ele obteve aquelas fotos?!

Blaine pensou em mandar um SMS perguntando como sabia daquilo. Mas viu que não era a forma certa de lidar com a situação. Uma onda de medo e tristeza invadiu o corpo do moreno ao pensar que Sam o deixaria. Respirou fundo, e com as mãos tremendo, colocou os sapatos. Arrumou a gravata borboleta que usava, abaixou a tela do notebook e desceu em direção da garagem. Pegou a chave no bolso da calça colorida e entrou em seu carro. Quase se esqueceu de abrir o portão automatico de sua garagem. Blaine saiu apressado. Já sabia o caminho da casa de Sam e era como se apenas o seu corpo, automaticamente, pilotasse o carro. Os pensamentos de Blaine estavam em Sam e, no que poderia acontecer. Chegou na casa do loiro. Havia estacionado o carro um pouco torto, mas isso era o que menos importava agora. Naquela pacata rua de Lima, ele tinha certeza de que uma multa não levaria.

Anderson tocou a campainha, ainda tremendo, por medo do que estava por vir. Sam abriu a porta, com uma expressão séria. Quem não o conhecia, poderia jurar que ele estava perfeitamente normal. Mas Blaine conseguia enxergar a decepção nos olhos do amigo. Ficaram se encarando por alguns segundos. O moreno cortou o silêncio:

- Posso entrar? — Sua voz falhou. Sam não disse nada, apenas abriu espaço na porta para que Blaine passasse. Blaine entrou e esperou com que Evans fechasse a porta. — Sammy... eu posso explicar...

- Você não tem que explicar nada — Disse o loiro — Afinal, nem estamos num relacionamento sério. A unica coisa que me deixou... — Ele parou, pensativo, parecendo selecionar cuidadosamente a palavra certa — triste... É você ter feito todo aquele teatro hoje de manhã... Eu realmente odeio mintam para mim Blaine.

- Eu não menti pra você Sam! Kurt foi em minha casa hoje após o almoço...

- Kurt! — Interrompeu Sam — Bem que ele me avisou que o amor de vocês dois era inseparavel. Fui bobo de duvidar das palavras dele... — Sam deu uma risada frustrada.

- Kurt foi em casa hoje após o almoço — O moreno alterou o tom de voz, dando a entender que queria continuar explicando, sem interrupções — Ele havia me falado por SMS que não era nada sobre eu e ele nos reconciliarmos, eu acreditei... Então ele foi em casa. E ai, eu acabei o beijando... Mas juro que logo o afastei, porque sua imagem veio em minha cabeça!

O rosto de Sam mudou de tristeza para raiva. Ele respirou fundo, chegou perto do Blaine e pegou o moreno pela gola da camisa.

- Então você tomou iniciativa de beijar ele?! — Os lábios de ambos estavam próximos. Blaine segurava para não beijar a boca carnuda de seu amigo. Sam tambem estava quase cedendo. — Você é apenas mais um mentiroso Blaine! — Ele jogou Anderson contra a parede. — Vai embora, agora, antes que eu encha a sua maldita cara de porradas. — Sam olhava para o lado. As bochechas pareciam inchadas, e os olhos verdes imersos por lágrimas que se negavam a cair.

- Sam, por favor... — Blaine tambem estava prestes a chorar. Aproximou-se de Sam, que logo se afastou.

- Eu disse pra ir embora. — O loiro deu as costas a Anderson. O moreno assentiu, e saiu da casa de Sam. Entrou no carro e quase que sem querer desabou em lágrimas. A viagem de volta pra casa havia sido péssima... No caminho para casa, quase atropelou um casal, virou uma esquina errada e confundiu sua casa com a do vizinho. As vistas embaçadas por lágrimas e a tristeza sempre faziam Blaine fazer besteiras. Assim que chegou em casa, estacionou o carro na garagem, batendo a sua frente de leve. Subiu ao seu quarto chorando silenciosamente e se jogou na cama, em cima do notebook. O moreno apenas chorava... estava em uma espécie de anestesia com o resto do mundo. Odiava se sentir fraco. Odiava acabar sendo "passivo" demais em seus relacionamentos. Lembrara de quando terminara com Kurt, e Sam foi o consolar, da forma que o loiro se preocupou, da forma que cuidou dele... foi a primeira vez em que se beijaram. Kurt era uma boa pessoa... porém na maioria das vezes, pensava apenas em si mesmo. Kurt era Rachel em uma versão — quase — masculina. E naquele momento, Blaine não conseguia mais sentir nada pelo ex namorado.

O moreno passou o dedo levemente sobre os lábios, lembrando do sabor de beijo do amigo. Aquilo fez mais uma lágrima escorrer por seu rosto. Blaine a enxugou, e deitou de barriga pra baixo na cama. Era quase sufocante pensar que os dois não voltariam mais. Blaine havia estragado uma amizade e um relacionamento. Em meio a tantos pensamentos, o garoto dormiu. Pelo menos pararia de sentir dor... por algum tempo.

Notas finais
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