Shut Up!

7 Cápitulo 6 - Vingança fail


Notas iniciais
Boa leitura!


Edward PDV


–Sério cara? Você fez muito mal a ela, ela não ter culpa de te amar, não tem culpa de não ser tão bonita. Você não a deveria ter magoado tanto, o que ela fez com você foi bem pouco! — falou Jasper.


–Obrigada hein? Tá ajudando muito — rosnei.


–Prefere que eu fale a verdade ou o que você quer ouvir? — ele perguntou.


–O que eu quero ouvir — falei.


–Nossa Edward, você é um fodão. Está destruindo a garota como se fosse um lixo, parabéns. — ele ironizou.

–Pode parar de criticar e me dizer o que fazer? E mais... O que fazer que ela não perceba que fui eu, e que não queira descontar estragando minha popularidade — falei.


–Hm... Chore meu irmão, chore... — ele falou e eu o olhei com raiva, ele continuou — Você é um monstro, chore...


–Eu quero vingança... — fechei as mãos em punho — Eu tava pensando em amanhã reunir minha galera e...


–Se reunir sua galera, talvez depois de amanhã não tenha uma galera pra reunir, porque concerteza ela vai colocar a tal foto no mural, e até eu gostaria de ver tal cena. — ele falou.


–Mas eu sou o Edward. Não posso ficar sob influencia de uma chantagenzinha barata — falei.


–A Isabella, é boa com vinganças, melhor do que você... Pelo menos ela não te humilhou de cara como você fez, ela te deu escolhas pra isso não acontecer. — ele falou.


–Sinceramente. Eu devo estar muito desesperado pra pedir conselho a um emo — falei.


–Não, não está. Você está arruinado Edward, por favor não fale comigo na escola — ele falou.


–Merda, eu deveria saber que você não resolveria nada — pus a mão na cabeça.


–Talvez eu resolva... Lembra que disse que odeia suas roupas? — ele perguntou e eu assenti — Pois então... Se livre das roupas dela.


–Eu diria que não é tão imprestável como eu sempre imaginei — falei.


–E eu diria que nunca fui um imprestável — ele falou e colocou o fone novamente no ouvido.

–Cara tem idéia de onde seja meu quarto? — perguntei.


–Claro é o quarto ao lado! — ele falou.


(...)

Depois de colocar uma roupa descente, larguei minha mala em cima da cama. Detei-me do outro lado da cama, onde não estava a mala, e comecei a pensar numa estratégia. Admirei o quarto por inteiro era composto por uma cômoda, um closet, uma cama de casal estupidamente confortável, uma poltrona, e era pintado de um tipo de bege, detalhes escuturais chamavam atenção. Era uma bela e rica propriedade. Pensando bem acho que Carlisle não fez uma escolha tão ruim.


(...)


Meu telefone vibrou me dando um susto. Olhei no visor e suspirou a ver 50 chamadas perdidas de Jessica. Eu ainda teria que aguentar essa barra por causa de Isabella. O celular tocou e eu atendi sem ver o nome no visor, aquilo pouco me importava.

–Alô! — falei.


–Edward? O que aconteceu? Eu te liguei 50 vezes — perguntou Jessica.

–Eu... O-o o que? E-eu não tô ouvindo — bati o celular repetidas vezes no lençol da cama.


–Edward? Isso não é legal. Para com isso, eu sei que não tá com defeito coisa nenhuma. Eu preciso te ver — ela buzinou no meu ouvido e essa foi a gota d'água, desliguei o telefone e em seguida removi o chip e o joguei pela janela. Descansando em seguida.

Isabella PDV


Por mais que o Edward despedasse meu coração, ele sempre continuará amando o Edward com os outros pedaços, e sempre será assim. Me levantei meio bamba e resolvi ir até o quarto de Alice. Eu precisava de apoio e de alguém que pelo menos se importasse nem que fosse um pouco comigo.


–Oi Allie! — falei abrindo a porta devagar.


–O que foi? Você... Não estava chorando de novo estava? — ela perguntou.


Me sentei na sua cama.


–Foi aquele Edward de novo? Ele não aprendeu a lição? — ela perguntou.


–Não, e ele nunca vai aprender... — falei.


–Que tal irmos conversar lá no quintal? — ela perguntou.


(...)


Me sentei na grama verdinha, sentindo a briza.


–O que aconteceu? — ela perguntou.


Contei tudo a ela, do começo ao fim, tudo.


–Porque não me contou antes. Isabella! Você sabe a gravidade disso? Ele te agrediu Isabella, e você nem deu queixa e... — ela falou.


–Não fale sobre isso eu já superei — falei e continuei — Só não podia admitir o medo que sentia dele.


–Superou o caralho! Mas... Ele te beijou mesmo? — ela perguntou.


–Eu acho que ele só estava brincando comigo. Novamente. Eu... Não vou mais suportar — falei.


–Se vinga dele ué! — ela falou.


–Você sabe que esse não é meu jeito de viver. Eu amo o papai e sigo os conselhos dele. — falei.


–Você não percebe que há certas horas que tem que escutar a mente em vez do coração? — ela perguntou. E sim, eu percebia. Só que meu coração grita mais que a mente.


–Só não quero me igualar a ele. — falei.


–O que é isso? — ela perguntou.


–Isso o que? — perguntei.


Olhei pro que ela estava olhando e me aproximei devagar, era um pequeno chip de celular.


–Hm um chipe, que interessante! — ela pegou o chip de celular nas mãos e abriu um grande sorriso -De quem será? — ela perguntou e continuou -Ninguém daqui tem essa operadora de celular, digamos que o chip pertença a um dos Cullen's.


–Boa observação... — falei.


–É... Filmes policiais são precisos — ela guardou o chip no bolso.


–Pra que você quer? — perguntei.


–Eu tenho quase certeza, que esse chipe, é do... — ela tentou falar, deu uma pausa e continuou — Do Edward!


–Eu acho que está errada — falei.


–Sei não viu? Melhor guardar! — ela falou.


Encarei o chão.


–Que tal irmos pro cinema? — ela perguntou.


–Você tem que parar de se deprimir — ela falou e continuou -Sabe que querendo ou não vai ter que me acompanhar certo? Pois bem, anda logo! — ela me puxou pelo braço.


(...)


–Com essas roupas você não vai! — ela falou.


–Mas essas são minhas roupas — falei.


–Vai usar as que eu comprei e pronto! — ela falou.


–Elas não combinam comigo — falei e dei um sorriso sem humor.


–Já não percebeu que tentar me contradizer não vai levar a nada? — ela perguntou.


–Já... Mas não vou usar as roupas — falei.


–Nem que eu tenha que te vestir... Você não queria mudar...? — ela buzinou no meu ouvido loucamente. Talvez aquilo não fosse uma idéia tão ruim, talvez eu ainda tivesse uma chance com ele. Talvez não seja ruim alimentar minhas esperanças.


–Tudo bem — falei.

Edward PDV


Ouvi toda a conversa delas, elas iriam sair, e seria uma ótima oportunidade pra me livrar das roupas. Corri pro meu quarto quando ouvi um barulho semelhante ao barulho de uma tranca de porta. Esperei um pouco e girei a maçaneta do seu quarto. Pra minha sorte ela não estava trancada. Abri o saco que tinha comigo e coloquei as roupas brutamente dentro dele.Era cada roupa mais feia que a outra, calças compridas e folgadas, blusas cumpridas, moletons, saias de igreja, dentre outras.
Agora eu queria só ver a cara da baranga, e além do mais ela não poderia me culpar, porque eu doaria toda a roupa pros idosos, ato admirável. Doar é tão lindo! Não costumo fazer isso, mas, é por uma boa causa!
Após empacotar as roupas eu desci as escadas cheio de sacolas, e a única coisa que eu vi foi a empregada, que por sinal era uma gata.
Ela usava um uniforme meio curto, que exibia um pouco seu corpo cheio de curvas, seus cabelos eram de um tom castanho claro, cacheados, ela tinha a pele um pouco morena, e seu rosto parecia de uma boneca, mas, acho que não tenho tempo pra dar encima da empregada, pelo menos agora não.


–Boa noite! — falei.


–Boa noite senhor...? — ela perguntou.


–Só Edward! Edward Cullen... — falei

.
–Tudo bem senhor Edward! — ela falou, olhando pra mim com respeito, como uma empregada olha pro seu patrão.


–Se acha que eu tenho cara de senhor... — falei pausadamente e continuei — Qual é seu nome?


–É Mary! — ela falou.


–Prazer Mary! — falei e andei em direção a porta da sala.


–Prazer Edward! — ela falou e em seguida suspirou.


Ela deu mole pra mim do jeito dela, mas deu.


(...)


Dirigi até o azilo mais próximo e entrei nele. Estava vazio. Apena uma recepcionista me olhava no balcão. Disse-a que tinha uma pequena doação a fazer as velhinhas. E então ela me encaminhou a um grande quarto com várias velhas tricotando, jogando baralho e xadrez. Dava tédio só de ver a velocidade delas. A infermeira disse-me que voltaria ao balcão e eu a afirmei que faria uma doação rápida.

–Oi! — falei e vi que elas continuavam fazendo suas coisas normalmente, cmo se eu não estivesse ali. Talvez sejam surdas.


–Enfim, um cara gato nesse hospital! — falou uma velhinha que aparentava ter uns 75 anos, que anteriormente estava jogando xadrez, mas parou pra olhar pra mim, e chamou atenção das outras velhas.

–Eu... vim fazer uma doação pra vocês! — falei tentando parecer animado, mas o tédio estava tomando conta de mim.


–Pode doar tudo garotão! — gritou outra velhinha que parecia ter uns 80 anos, e que estava numa cadeira de rodas. Me assustei com o comentário pervesso da velha, mas resolvi continuar, era só eu deixar as drogas das roupas feias aqui e ir embora.

–O que tem pra nos dar garotão? — perguntou uma velha, que se destacava entre as outras, era a mais feia, e portanto parecia a mais feliz, e com uma cara, que eu acho que ela pensava que era de sedução. Me lembrava Isabella.


–Como vai a juventude? — perguntou a outra e uma que estava a seu lado continuou — Saudade desse tempo!


–Quantos anos tem garotão? — perguntou a feia velha.


–18... — falei.


–Uh! Eu só sou 70 anos mais velha! — gritou outra.


Não se enxergavam não?

–O que dizia mesmo, garoto? — perguntou uma que estava com a expressão de tédio.


–Trouxe roupas para doação — falei mechendo nos sacos no chão.


–Ah! Roupas? — perguntou uma velha com cara de desapontamento.


Ela achou que era o que?


–Er... garotas! São roupas super na moda... — falei fazendo as velhinhas taradas vinhessem na minha direção, podia jurar que vi uma se levantando da cadeira de rodas, depois de eu tê-la chamado de garota.Definitivamente eu tinha que sair dali, parecia até pegadinha.Cadê a droga das câmeras? E a trilha de risadas? Fui tirando as roupas do pacote e notei que elas não olhavam para roupas e sim pra mim.


–Tem essa... — falei mostrando uma saia comprida.


–Essa é do tempo da minha vó! — gritou a que aparentava ter 80.


Ri sem humor. Será que nem as velhas iriam querer as roupas?


–Eu amei essa! — falou a velhinha feia, se aproximando de mim, com uma blusa, mas a blusa não era cafona, era uma blusa preta estilosa, a blusa nova de Isabella, eu não acredito que ela veio dentro das roupas.


–Essa não pode... — tentei argumentar.


–Ah garotão que isso? Veste em mim! — ela falou.


–Que? — perguntei.

–Veste a roupa em mim garotão! — falou a velhinha da cadeira de rodas se aproximando de mim com a blusa.


–Eu não posso... — falei andando pra trás.

–Garotão, veste tá com medo de que? — perguntou uma velhinha, fazendo cara de sedução, uma coisa assustadora, ela mordia os lábios enquanto me perseguia.


–Senhora, para com isso! — falei revirando os olhos ainda andando pra trás.


–Pois saíba que eu ganhei o prêmio de miss gostosa! — ela falou rindo.


E isso existe?


–Eu não posso... — falei.


–Porque? É só pôr a blusa em mim... — ela falou.


–Tenho namorada. — falei.


–Hm... Qual o nome dela? — ela perguntou.


–Isa... digo Jessica! — falei e revirei os olhos em ter errado o nome.


–Ela não precisa saber! — ela berrou.


–Saber de que? — perguntei.


–Do nosso caso! — ela falou rindo.


–Nós não temos um caso! — berrei.


–Podemos ter agora, delicioso! — ela falou alto e veio com tudo pra cima de mim.
Como um rompante eu vi as velhinhas vindo na minha direção, andando rápido demais pra simples velhinhas.


–Calma senhoras! — falei.


–Correção: senhoritas! — gritou a de trás e a do lado continuou — Livres e desempedidas!


–Quem pegar o garotão primeiro, pode ficar com ele! Com direito a amasso — falou a velha de cadeira de rodas.

–QUE DROGA! VIM TRAZER AS ROUPAS — quase gritei.


–Qual é? Não quero essa porcaria, eu quero você! — gritou a de 75 anos.


–Não... Você não quer! — falei.


–Não, você não quer Ardolina, ele é meu! — berrou.


–Ele não é seu! — berrou a Ardolina.


–Epa, eu vi primeiro! — gritou outra.


–Gente, é um engano, eu vim só trazer as roupas! — falei.


Vi uma velhinha indo na sua cômoda, pegou um batom na cômoda, o passou bastante nos lábios acabados e ressecados fazendo biquinho, em seguida veio com tudo pra cima de mim, mas eu desviei a tempo.


–Tá querendo beijar o meu homem? — perguntou a velha feia.

–Ele não é seu homem! — berrou a velha de batom, ela veio na minha direção e lambeu minha boca, igual um cachorro, empurrei ela pra trás morrendo de nojo.

–Você beijou meu homem...? Sua cachorra! — gritou a de 80 anos.


Passei a mão na boca.


–Seu? — berrou a velha que ainda tava tonta, pela lambida que ela tinha me dado.


–Olhe! Cala boca... Velha coroca — gritou a de 75 anos.


–Sua mãe! — ela gritou.


–Você vai ver... — ela falou correndo, correção: Se rastejando até a outra e lhe deu um soco na cara, em seguida ela recebeu um tapa, e caiu durinha no chão, mas se levantou num tempo extraordinário e puxou o cabelo da outra velha.


–Quem sobrevier a essa briga, fica com o garotão gostoso! — berrou uma e se jogou na briga, puxando o cabelo da outra velha.


–Tô dentro! — falou outra com a cadeira de rodas, tentou atropelar as velhinhas, e deram um chute na sua cadeira de rodas, fazendo ela cair no chão, mas isso não foi o suficiente, ela levantou com o olhar completo de ódio e começou a encher todas as velhinhas de murros e pontapés.

OH MEU DEUS!
Elas lutavam como profissionais, já haviam se passado três minutos e nenhuma havia se rendido, aquilo já era demais pra mim, fui pra porta da saída, mas uma velhinha estava na frente bloqueando a porta, ela estava com um sorriso brincalhão nos lábios.

–O que você quer pra me deixar sair? — perguntei.


–VOCÊ! — ela berrou pulando em cima de mim com tudo, a sua meia calça por debaixo da saia se enroscava na minha cintura, ela me agarrava fortemente, enquanto eu tentava a derrubar no chão, mas suas pernas estavam enlaçadas fortemente, fingi que me jogaria contra a parede e ela desceu do meu colo. Peguei a blusa de Isabella e corri rapidamente pra saída.

Corri até a enfermeira e a comuniquei que estava acontecendo uma briga lá dentro. Ela correu pra ver o que estava acontecendo. Mas ao abrir a porta do quarto das velhas, elas estavam na mesma posição de antes, umas jogando xadrez, outras cartas, outras tricotando. Arregalei os olhos diante do "teatro bem ensaiado"


–Desculpe senhor, tenho que voltar ao meu trabalho! — falou a enfermeira.


Eu olhei pras velhinhas e vi que umas delas ria. Virei as costas e ouvi um sussurro:
"VOLTE MAIS VEZES, GAROTÃO!"
Pelo menos me livrei das roupas.Liguei o carro e olhei pra trás, vi uma velhinha pela janela grande do lugar, ela me soltou um beijo e sorriu.
Definitivamente, eu estava ficando louco.
A cara de Isabella vai compessar todos esses esforços, e essa lambida! A Jess, não vai gostar nada se souber que foi traída por uma mulher de 80 anos.


Isabella PDV


Depois do cinema, que pelo visto foi muito bom, porque nós assistimos um filme super engraçado, e desconcertante, nós assistimos "Happy day" uma comédia de dois caras loucos em busca de garotas, eles só conseguiram duas gordinhas, no final do filme, elas não eram muito bonitas, mas, eles foram felizes com elas, porque as bonitas não queriam eles, se achavam demais, e no entanto eram umas burras, só sei que no final, eles souberam que tinham uma herança bilionária, e todas que o rejeitaram, ficaram rastejando ao seus pés. E eles não davam bola, só valorizavam as mulheres de verdade que tinham.


(...)


Subi as escadas e fui até meu quarto, tomei uma bem ducha rápida, e caminhei até o closet, pra colocar novamente minhas roupas confortáveis e aconchegantes. Abri o armário e ele estava completamente vazio, abri a outra parte e estava vazio. Abri a outra e as minhas roupas novas estavam lá.Então alguém pegou minhas roupas boas?

O Edward novamente. Achando que com isso está se vingando de mim. Mas era disso que eu precisava, precisava me livrar dessas roupas. E começar a viver de verdade, como qualquer outra pessoa. Peguei uma calça jeans e uma regata bem comportada, vesti logo em seguida. Olha, não ficava tão ruim. Com o tempo eu me acostumaria com isso.
Saí do meu quarto e dei com cara de Edward, ele parecia me examinar por inteiro.


–Mudou de visual? — perguntou.


–Não, é apenas uma pintura — falei.


–Onde estão suas roupas? — debochou.


–Quem sabe né? Alguém deve ter pego — falei.


–Não acha que fui eu, acha? — ele perguntou.


–Acho e lhe agradeço por isso. — falei e ele pareceu surpreso — Você não tem consciencia de quanto me ajudou fazendo tudo isso.


–Mas... Você não pode agradecer eu peguei suas roupas e doei pro azilo — ele falou.
–Atitude admirável a sua. Eu admiraria se tivesse feito isso de livre e espontânea vontade — falei.

Continua...


Notas finais
Comentem!