Shut Up!
14 Cápitulo 13 - Dramáticos
Notas iniciais
Edward PDV
Fui até o quarto do Carlisle correndo, e o chamei:
–Não, mamãe eu não vou à aula hoje! — falou puxando o edredom todo pra si.Ainda bem que isso não é genético.
O cutuquei de novo:
–Mamãe, me deixa faltar só hoje! Eu juro que arrumo meu quarto quando acordar, e que não vou ver sites pornográficos... — ele falou.
No tempo dele tinha computador? Tinha internet? Sites pornôs... O cara tá drogado...
Sentei-me ao lado dele e berrei tirando o edredom de cima dele:
–Acorda velho! Sua mulher ta desmaiada, e eu não sou sua mãe...
–O QUE? — ele berrou e na mesma hora saiu correndo sem nem me perguntar onde ela estava. / Coisa de gente velha.
O segui e ele foi correndo pelos corredores, e segurou Esme nos braços.
–Edward, porque a deixou no chão?
–Sei lá... Fui te chamar!
–Porque ela desmaiou?
–Isabella fugiu de casa...
–O que?
Ele dava tapinhas no rosto dela.
–Joga água, Carlisle!
–Não, vou levá-la a um médico!
Ele a carregou e saiu correndo.
–Velho! Você está com roupa de dormir!
Vai ficando velho e ficando maluco, a baranga já foi tarde! Deixa-a viver, ela não vai durar muito lá fora, ninguém gosta de gente feia, formal e estudiosa, só pessoas caretas e idiotas, coisa que eu não sou...
O bom é que a guerra acabou, e eu to pouco me lixando pra merda de baranga, eu tenho problemas maiores, por exemplo, o Jasper, e a explicação que eu vou dar a Jéssica...
Todos ainda estavam dormindo... O que eu ia fazer se não estava nem um pouco na hora de sair?
Já sei! Tomar café...
Desci as escadas correndo e dei de cara com a empregada, cujo, eu nunca lembrei do nome, ela estava preparando diversas coisas para se comer no café da manhã...
–Bom dia senhor Cullen! — ela falou colocando as frutas num dispositivo que eu tinha quebrado os pratos.
–Bom dia... — falei.
–Acordado a essa hora? — ela perguntou meio confusa.
–Sem sono! — falei.
–Hm... — ela falou.
Pelo jeito ela não lembrava que nós havíamos nos "pegado" no banheiro.
–Senhor... Porque o senhor Cullen saiu com a senhora Swan carregada? Eu sei que não é da minha conta... — ela perguntou.
–Ela desmaiou após saber que a filha havia fugido de casa... — expliquei.
Ela olhou pra mim, com uma expressão que eu não consegui identificar, e depois perguntou:
–Café, suco, leite ou chá?-Ela é estranha.
–O que eu quero não está na lista!
–O que você quer?
–Eu quero você!
Ela corou no mesmo instante e falou:
–Isso não está disponível... Vou fazer um suco ok?
–OK! Vou sair cedo hoje... — falei.
Fiquei olhando ela se virar, e aproveitar um pequeno vacilo para adimirar sua calcinha.
–Oi cara! -falou Emmett do alto da escada.
–Por favor... Não se jogue, vai acordar todo mundo... — falei.
–Eu nem pensei nisso! — ele falou colocando a mão e segurando o corrimão.
Ele terminou de descer a escada e eu me sentei a mesa, e ele em seguida.
–Cara, porque ta acordado? Ta tão cedo...
–Eu tive pesadelos... E você? — falei.
–Eu acordei cedo, porque quanto mais cedo ligar, melhor! — ele falou.
–Ligar pra onde?
–Ligar pra TV, e ganhar uma visita do Barney, a roupa do Barney e uma camiseta roxa, super demais! Acho que eu vou ganhar... EU VOU GANHAR! E ainda pode ganhar um Barney em tamanho real, que sonho!
–Que sonho nada! Que gay...
–Gay não, gay é o...
–O? — perguntei sarcástico.
–Gays são os telletubies! Aqueles bichos coloridos sempre me deram muito medo e eu acho que eles vieram ao mundo para roubar o cérebro das criancinhas inocentes! — ele falou fazendo cara de nojo.
A empregada serviu o café da manhã e começamos a comer.
–Cara, eu ouvi o gritinho "da sua irmã” de lá do quarto, acho que ela não gostou da surpresinha não... Foi um grito tipo: AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! — ele falou fazendo voz afeminada.
–Ele vai mudar... — falei.
–E eu vou ter minha recompensa!
–Não vai esquecer isso, não é mesmo?
–Não... — ele murmurou.
Terminei de tomar meu suco, e me levantei.
–Está muito cedo pra ir à escola, Edward! — falou Emmett colocando mais coisas no prato.
–Eu sei, vou me arrumar vou chegar mais cedo hoje! — falei e subi as escadas.
Fui até o meu quarto e tomei um banho, escovei meus dentes, penteei meus cabelos, e coloquei a minha amada, linda, preciosa, demais, radiante e perfeita jaqueta! Botei uma calça qualquer e um tênis, depois peguei minha lupa e coloquei, olhei no relógio e haviam se passado 30 minutos, peguei meu caderno, que por sinal estava vazio, porque eu nunca escrevi nele o ano todo, escrever eu escrevia, escrevia bilhetinhos pras gatas da sala as convidando pra sair, desci as escadas e ouvi um berro:
–ESPERA EDWARD, EU TAMBÉM VOU! — falou Emmett descendo as escadas com uma jaqueta jeans, de boné, e com uma calça de algum tecido que eu desconhecia, ele estava pior que eu, não carregava nada, nem um caderno.
–Cadê suas coisas?
–Não vou à escola hoje, tenho planos...
–O que?
–Vou num lugar, um dia eu te conto!
–Vai ter que me contar, só assim vou poder te levar...
–No caminho eu falo! — ele falou abrindo a porta e saímos, do lado de fora, fui até o meu carro, e ele entrou.
–Precisa trocar de carro, esse já saiu de moda, é do tempo da... — ele tentou falar, mas, eu o interrompi.
–Também acho seu carro moderno... — falei sarcástico.
Ele calou a boca, e eu pisei fundo.
–Cara, você dirigi muito bem! — ele falou e continuou — UUUUUUHU!
–Valeu, aonde quer ir?
–Vou numa casa de uma amiga... — ele falou.
–Onde é?
–Rua da Prada, casa 49... — ele falou.
Pisei fundo, e ele me guiou por onde eu deveria ir, parei em frente de uma boate.
–VAI NUMA BOATE A ESSA HORA? — perguntei.
–Qual é o problema? É nessa hora que eu curto mais, e se liga isso não é só uma boate! DAÃÃÃAÃÃ — ele falou batendo a porta, do carro, antes de eu perguntar o que era ele já havia entrado, então resolvi seguir pra escola.
Pisei fundo e rapidamente cheguei a aula, estacionei o carro e a primeira coisa que eu vi foi Jéssica, ela me olhava como se fosse me assassinar ali mesmo, andei.
O mais confiante possível e me aproximei dela que estava na porta da escola.
Ela desviou de mim, e parou num lugar que não tinha ninguém.Ela me ignorava e eu procurava o que dizer...
–Meu celular quebrou! — falei.
–Ta tudo acabado, Edward, me deixa tá? Me deixa!
–Jess, mas foi uma coisa tão simples... É normal! — falei e tentei alisar seus cabelos, mas, ela tirou a minha mão e se levantou.
–É normal? — ela perguntou e na mesma hora um garoto, de óculos, CDF, passou e ela o agarrou dando o maior dos amassos que eu já vi na minha vida, ela segurou na sua camisa, enquanto o garoto, que parecia não saber beijar, ficava imóvel,sem saber pra onde virar a cabeça, após isso ele saiu correndo como o diabo corre da cruz, duas garotas olharam pra minha cara com o dedo na cabeça, isso só significava uma coisa: CORNO, eu era CORNO, uma mulher com chifre é normal, mas um HOMEM?
A raiva subiu na minha cabeça e eu comecei a questioná-la com o olhar, como ela parecia não dar lingança, estava com cara de vingativa.
–O que está fazendo? — perguntei sentindo a pressão do chifre na minha cabeça.
–Estou fazendo o que você fez! Paguei com a mesma moeda... — ela falou entrando no colégio.
–Do que tá falando? — perguntei.
–Ah não sabe? Fica me traindo com garotas vadias, se agarrando e tirando a roupa dela, e eu não sei? Você me engana o tempo todo! Me faz de imbecil! — ela berrou, mas nenhuma lágrima saiu do seu rosto.
Como ela sabe disso?
–Edward! Tá tudo acabado, e não me procure mais... — ela falou.
–Eu não tô entendendo! — falei.
–Ah não? Vê se isso refresca sua memória! — ela falou me estendendo o celular nas mãos.
Fiquei em choque ao ver, que era a foto, que eu estava agarrando a empregada, e embaixo da mensagem tinha: Mais uma vitima de Edward, o pegador!
Engoli em seco, e vi que foi meu próprio número que mandou isso pra ela.
Mas, isso não era possível!
–Jéssica, não é o que você ta pensando!
–AH NÃO? ME TRAIU ENQUANTO EU ESTAVA TÃO PREOCUPADA COM VOCÊ! EU TE ODEIO, TE ODEIO! — ela falou aumentando de velocidade do passo e entrou no banheiro feminino, eu a segui.
–Escuta Jess, eu te amo, e sempre vou te amar, foi essa garota que me agarrou...
–Cansei dessas desculpas, eu não sou tapada!
–É verdade Jess, foi tudo uma armação da Isabella...
–Agora vai botar a culpa na garota que tentou me alertar o tempo inteiro que você era um cafajeste? Porque me pediu em namoro? Pra colocar chifres na Jéssica cabeçuda? É ISSO?
–Me escuta!
–Me deixa em paz, valeu? Acabou! — ela falou e cambaleou, antes de cair eu segurei nos seus braços.
–Eu te amo... — sussurrei e continuei — Se ainda fosse minha namorada, eu iria te levar pra conhecer a minha família amanhã, escuta, eu te amo, e mais ninguém... — falei e a agarrei, pra minha surpresa, a idiota correspondeu ao beijo, e puxou meus cabelos com raiva, mas, continuou me beijando, era um beijo sem graça, sem gosto, sem sabor.
–NÃO SE PODE, MAS SE USAR O BANHEIRO FEMININO EM PAZ? — perguntou uma garota loira, que segundo a minha mente, eu já peguei.
Sair do banheiro e Jéssica saiu segurando em minhas mãos.
–Sério? Um jantar? — ela perguntou.
–Um jantar pra provar meu amor... — falei dando-lhe um selinho e continuei — Jess, você beijou um CDF!
–Eu estava com muita raiva! — ela falou e deu um riso fraco.
O sinal bateu e vários alunos vieram pegar suas coisas no armário.
–Te amo... — falei beijando Jéssica e indo pra minha aula chata de biologia.
Enquanto eu balançava os pés num ato repetitivo, o professor explicava sobre alguma coisa, que eu não me lembrava.
–Senhor Cullen, pode me falar o que eu dizia aqui?
–Não, porque eu não escutei nadinha...
–O senhor já está passado?
–Não...
–ÓTIMO! — ele falou com cara de mau, e se virou. Ele é bipolar uma hora ta explicando a aula feliz da vida e na outra está ai com essa cara de psicopata, qual problema? Eu só O-D-E-I-O biologia.
Comecei a rodar os lápis nas mãos e uma coisa veio em minha mente, Isabella armou pra mim, isso era certo! Mas como eu ia me vingar se eu nem sei se a baranga ta viva?Será que ela se matou porque tudo estava errado? Será que ela foi embora e nunca mais vou ter que aturá-la?
Depois da aula de Educação Física, que por sinal, foi um tédio, porque as garotas de shortinhos apertados não davam bola pra mim, porque eu estava namorando, claro, que na escola, nem todo mundo ligava pra compromisso, mas... Maioria eram amigas da Jéssica, e conheciam que Jéssica bateria e arrancaria seus lindos cabelos.
No intervalo, Jéssica me perguntou como era minha família, se eles sabiam que eu estava namorando, e se eles iam gostar dela, e perguntou que roupa ela deveria usar, eu disse que ela deveria ir ao shopping e escolher uma roupa bem bonita, falei isso pra ela me deixar em paz.
Na aula de física, o professor escolheu um parceiro, que por sinal era meu brother, mas... Digamos que ele não era pessoa inteligente, e quase botamos fogo na sala, uma fumaça preta, sujou todo meu rosto, e todo mundo saiu da sala em pânico.
A aula de literatura foi sobre Shakspeare, com aqueles livros de amor idiota, eu fiquei ouvindo músicas a aula inteira, foi até legal. A aula que eu mais gostie, o rofessor era lerdo dava até pra eu assistir filme pornô no meu MP5, e ele nem ia ver.
Enfim, estava na hora de ir pra casa tentei sair rápido da escola, pra Jéssica não pegar no meu pé, mas, não funcionou. Ela pediu mil desculpas por ter beijado o CDF, espero que ele não seja iludido como Isabella, tive que dar um beijo pra tirar o fôlego dela, pra que ela me deixasse em paz, ela convidou uma amigas e me falou que a tarde ia ao shopping comprar roupas, eu dei boa sorte a ela e sair antes que ela me enchesse.
Enfim, depois de um dia cansativo, estava no meu carro, voltando para casa, ao chegar a casa, estacionei e entrei, ia passar o dia todo na rua, em festas, passei o final de semana todo em casa.
Ao entrar em casa, todos estavam tensos, alguns sentados no sofá todos perto do telefone, Carlisle estava abraçado com Esme que estava desesperada, Emmett chorava descontrolado no sofá, e Rosalie estava conversando e acalmando Alice, que também chorava muito, apenas Jasper estava com uma expressão normal.
Quando é pra sofrer o emo não sofre!
Todos pararam e olharam pra mim, eu estava os encarando um por um.
–Eu vou ligar pra policia! — falou Esme.
–Amor, só pode ser desaparecimento depois de 48 horas, a Isabella deve estar esfriando a cabeça, ela vai ligar! — falou Carlisle a consolando.
–Espero que sim, eu não vou consegui suportar... — ela falou enterrando a cabeça em meu pai.
Jasper olhava pra mim com cara de medo, também não era pra tanto, eu não fui tão duro assim com ele...
–Edward! Porque não falou que a Isabella fugiu? — perguntou Emmett.
–Me esqueci! — falei.
–Achei que fosse meu irmão... — ele falou chorando.
–Parece até que alguém morreu! — falei olhando as pessoas na sala.
Ouvi um soluço e Esme começou a chorar alto.
–Calma amor! Ela está bem...- falou Carlisle.
–Gente, vou subir, tenho que sair! — falei.
–Não! Não! Sua nova irmã some e você quer curtir? Você não vai sair, tem que dar força a sua nova família! Deixe de ser egoísta... — falou Carlisle.
–Eu não sou egoísta! — falei e todo mundo me encarou como se dissessem um "É SIM!" em coro.
–Vou ficar aqui, a baranga deve ter ido dar um rolé, apesar de que eu queria mesmo é que ela sumisse de vez! — falei.
–Edward! — berrou Carlisle.
–Posso ser egoísta, mas, também sou sincero! — falei e continuei — A baranga vai ligar!
Fui até Emmett e me sentei ao chão.
–Emmett eu sou seu irmão, é que eu não gosto de me envolver em assuntos que não são meus! — falei.
–Se fosse meu irmão contava! – Soluçou.
–Barney cara, você é meu melhor amigo, cara! — falei.
–Sério?
–Sério! Você é meu camarada! Eu não vou mais esconder nada...
–Essa cena tá melosa! — falou ele tentando rir, entre choros.
Carlisle olhou pra mim, como se estivesse aprovando a minha atitude.
Já estava a 2 horas esperando o maldito telefone tocar e ouvindo Esme gritar coisas, tipo: "EU QUERO MINHA FILHA" "POR FAVOR... EU QUERO MINHA FILHINHA DE VOLTA" já estava a ponto de me levantar.
Quando o telefone tocou.
Todo mundo engoliu choro.
–Ela não vai querer falar comigo! Eu sabia que ela ligaria! — falou Esme.
–Ela também não vai falar comigo... — falou Alice.
–Eu atendo... — falou Emmett.
–ALÔ! — falou Emmett bem alto.
–É ela? — perguntou Esme esperançosa.
–É SIM! — falou Emmett.
Esme abriu um sorriso.
–SÉRIO? TÁ BRINCANDO? O QUE? — falou Emmett.
–O que ela disse? — perguntou Alice.
–AHHHHHHHHHHH, O QUE? EU GANHEI! EU GANHEI! SÉRIO? UHUUUU LÁLÁLÁLAÁLÁ... OK, ISSO, AAAAAAAAAAAAAAH EU GANHEI, OBRIGADO, EU TE AMO! OK ESTOU ESPERANDO! — falou Emmett já sem lágrimas, e com um grande sorriso no rosto, como se tudo tivesse sumido.
Todo mundo o encarava, inclusive eu.
Ele começou a pular e gritar.
–Pode me dizer que merda ouve com você? — perguntou Jasper.
–Eu ganhei, eu ganhei! — ele falou pulando que nem um canguru.
–Não era a Isabella? — perguntou Carlisle.
–Sim... — falou Emmett.
–O que ela disse? — perguntou Esme.
–Disse que eu ganhei um Barney tamanho gigante, e uma camisa roxa, também ganhei uma roupa do Barney e um boné super legal! — ele falou.
–O que? Não to entendendo nada... — falei.
–A telefonista Isabella, me disse isso... Lembra? Eu liguei! Ela disse que eu fui o primeiro a ligar! — falou Emmett.
Esme começou a chorar de novo.
–Não estão felizes por eu ser sortudo? — ele perguntou e ninguém o respondeu e ele continuou — Vou esperar meu prêmio lá fora!
E saiu andando, todo mundo começou a chorar novamente e eu já estava cansado de drama.
–Ela não vai ligar! — falou Esme.
O telefone tocou outra vez.
Dessa vez eu o atendi, mesmo querendo estrangular a baranga.-Alô!Logo reconheci a voz da Jéssica, como ela conseguiu meu número?
–Alô... — falei.
–Amor é você? — ela perguntou.
–É ela? — perguntou Esme.
–É sim... — falei.
–Amor, eu devo comprar um vestido curto, ou longo?
–É ELA! — falou Esme esperançosa.
–Edward, eu sou bonita de vestido? — ela perguntou do nada.
–Não, não é! — falei respondendo Esme.
–Eu não sou...? — ela perguntou.
–Não é com você que estou falando... — falei.
–É com quem? — ela perguntou com ciúmes.
–É com minha madrasta, a CDF fugiu de casa, e todo mundo está esperando ela ligar, compre qualquer vestido, sei que vai ficar linda, agora tchau!
–Te amo...
–Também...
–Também o que?
–Também...
–O que?
Como era difícil pronunciar essas 2 palavras curtas...
–Te amo...
Desliguei o telefone e dei de cara com a mesma tristeza de sempre.
Olhei pra cara do meu pai e subi as escadas, não estava mais aguentando ficar lá embaixo, rebanho de dramático!
Esme PDV
Não tinha palavras pra descrever a tristeza que eu sentia, eu estava acabada, eu queria minha filha de volta, meu coração estava incompleto, ela não ligou nem pra avisar o que faria, eu quero minha filha... Já estava sem esperanças...
O telefone tocou pela terceira vez, e eu atendi, era um vendedor, bati o telefone na cara dele, eu não a consegui falar mesmo, eu estava muito mal, apesar da família estar me consolando, não é fácil!
Depois de um tempo, falei com Carlisle e resolvemos subir e ir pro meu quarto eu talvez me acalmasse mais, subimos e eu me sentei na cama, ele alisava meus cabelos tentando que eu me acalma-se, mas, era impossível, eu estava destruída por dentro.
Não desci para jantar e passei a noite inteira acordada, pensando que a qualquer segundo ela poderia lembrar que eu sempre a amei como uma filha de verdade, e liga-se pra mim, para pelo menos dizer que estava bem...
Agora eram exatamente 3 horas da manhã, o Carlisle não conseguiu ficar acordado comigo, apesar de tentar driblar o sono, eu não precisei disso, eu não tinha sono, estava num canto da cama, tentando parar de chorar, tentando imaginar que aquilo tudo fosse um pesadelo.
Agora já eram 5 e meia, eu não queria lembrar essa hora, foi a hora que eu descobri que ela havia fugido, já se passaram horas e horas que minha filha sumiu, e eu não podia fazer nada!
Coloquei o edredom todo encima de mim, e continuei encolhida, soluçando num canto.
Ouvi o som do telefone tocando e quase não atendi com medo de ser outra decepção, o peguei nas mãos ainda tonta, e falei um rouco e rápido:
–Alô!
–Alô! — ao ouvi a voz de Isabella meu coração paupitou, ela estava bem, ela falou comigo depois de tudo!
–Minha filha? Onde você está? — perguntei chorando.
–Não sofra, eu liguei pra avisar que eu estou bem...
–Onde você está meu amor?
–Isso não importa...
–Importa sim! Filha, você não vai mais voltar pra sua mãe? Eu não vou aguentar... Não vou!
–Se acalma, eu ainda estou esfriando a cabeça, literalmente, mãe... — meu coração paupitou, ela me chamou de mãe!
–Sim... — falei soluçando.
–Eu te amo! — ela falou e continuou — Você é e sempre será a minha mãe, e eu te amo, e não quero que nunca sofra por mim, escutou?
–SIM... Eu também te amo!- falei.
–Tenho que desligar! — ela falou.
–Porque? — perguntei.
–Mãe, escuta eu preciso desligar, e não quero e não vou nem imaginar você sofrendo, ok? E... não fale com o Edward que eu liguei tá bom?
–Quando vai voltar...?
–Eu não sei mãe, eu não sei! Vou desligar... — ela falou.
–EU TE AMO, FILHA! — falei e no mesmo momento o telefone foi desligado.
Uma carga de alivio me atingiu por Isabella ter ligado.
–O que foi amor? — perguntou Carlisle.
–Volte a dormir, querido! Tudo está bem novamente... — falei me deitando.
Continua...
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