Shut Up!
11 Cápitulo 10 - Doutora Swan
Notas iniciais
Isabella PDV
Estava eu, sentada na minha cama, eu odeio sentar nela, é nela onde eu começo a refletir, sobre coisas que eu quero, e devo esquecer, a minha vida estava de cabeça pra baixo, eu estava maltratando a pessoa que eu mais amo na vida, depois de meu pai e minha família, ele era tão mesquinho, e eu tomei tanto na cara, mas, pensar nele, no seu cabelo, sua face, era inevitável.
HUMPF!
Comecei a lutar com minhas pálpebras pra não pegar no sono, eu teria que ficar de olho nele, mas, eu não consegui, o cansaço era mais forte que eu, fechei meus olhos devagar.
(...)
Eu estava num corredor do hospital, eu conhecia o hospital, foi onde meu pai morreu, mas, eu havia parado de ter esses sonhos.
Me movimentei devagar e abrir a porta, vi meu pai na cama, ele estava me chamando, me aproximei dele, e tudo se repetiu, tudo que ele sempre falava nos meus sonhos, a frase cujo eu não ouvi, e esse tempo todo busco saber o que ele disse, na hora que eu sabia que ele ia morrer fechei meus olhos pra salientar a dor, mas, nada aconteceu, ele ainda estava vivo, tentando completar a frase.
"Filha, eu não sou... seu... s-e-u... eu não sou seu" — ele falou e continuou — "Não sou seu pai"
Dito, isso ele fechou os olhos e sorriu parecia estar aliviado.
"PAI! PAI! PAI! DO QUE ESTÁ FALANDO?" — perguntei.
Minha cabeça girava, eu não devia ter ouvido direito, eu devia estar delirando, afinal, era um sonho, ele acabara de falar que não era meu pai, não podia ser...
Sentei-me no chão angustiada e comecei a chorar por sua morte, de novo, eu já havia perdido a conta de quantas vezes eu havia sofrido, meu pai me dissera uma coisa que eu não acreditei, e ele nunca mentiria pra mim, ainda mais no seu leito de morte, mas, porque? Porque, eu ouvi isso no sonho? Isso deve ser fantasia da minha cabeça.
Levantei-me pra olhar pra meu pai, e me despedi, mas, ele não estava mais lá a sua cama estava completamente vazia, senti o vazio dentro de mim, e comecei a correr. Onde ele estava? Porque ele havia me dito aquilo? Era coisa da minha cabeça?
(...)
Abri os olhos assustada, e vi três criaturas na minha frente.
O Edward com um sorriso sínico, o Emmett apontando pra mim, e o Jasper, vestido de cowboy. Mas, o que eles faziam no meu quarto?
Passei a mão nos olhos e dei de cara com a mesma cena.
–Se trata de una mujer! — falou Emmett em espanhol. Peraí, Emmett falou em espanhol? Nem eu sei falar em espanhol! Acho que eu ainda estou sonhando.
–Eu disse a ele, que essa era uma mulher... — falou Emmett olhando para Edward.
–Se trata de una mujer? repugnante ... — falou Jasper.
–Ainda bem que ele falou isso em espanhol! — sussurrou Emmett novamente para Edward.
Minhas pálpebras ainda estavam cansadas, então me levantei e me sentei.
–ella es fea! — falou Jasper.
–Ainda bem que ele disse isso em espanhol! De novo... Cállate! — falou Emmett e olhou pra mim, me vendo sentada tomou um susto.
–Droga! Entrar em retirada — falou Emmett.
–Anda! — falou Edward.
–No entiendo lo que me dicen locos — falou Jasper.
–O que está havendo aqui? Que palhaçada é essa? — perguntei.
–Nada! — falou Emmett.
–Hemos visto a la mujer ahora vamos! — falou Emmett.
–Não, antes de me explicar o que está havendo! — falei e me levantei.
–Nada... — falou Emmett.
–Edward? O que está fazendo com meu irmão? — perguntei.
–Eu não estou fazendo nada! — ele falou
.
–Resposta errada! Deveria estar arrumando o quarto dele! Eu não te liberei... — falei.
–Aff! -bufou Edward.
Lancei meu olhar em direção a Emmett, com aquele olhar ele me contaria.
–Porque o Jasper está vestido daquela forma, e está falando espanhol? E porque estão no meu quarto? — perguntei.
–Para de torturar o cara! — falou Edward.
–O irmão é meu, então cala boca! — falei.
–Ih, cadê o Jasper? — perguntou Emmett.
Olhei em volta e não o vi, em seguida, logo imaginei onde ele estava depois de ouvir um barulho de um individuo rolando da escada, " A escada do mal".
–Jasper! Que diabo! — falou Edward.
–Chi è Jasper? — perguntou Jasper no fim da escada.
–Oh meu Deus! De novo? — falou Emmett botando a mão na cabeça.
–Che cosa è questo? Scesi bambino? veramente cool! — falou Jasper sendo levantado por Edward.
–Eu não tô entendendo que sopa de lingua é essa? — falou Emmett.
–Ele perguntou o que é isso que ele desceu rolando, e disse que é muito massa! Só que ele falou isso em italiano! Porque? — falou Alice aparecendo ao meu lado.
–Sabe falar italiano? — perguntei.
–Sim! — ela falou.
–E nunca me contou? — perguntei.
–Pra que? — ela perguntou e ficou olhando pra Jasper, que ainda se encontrava no chão.
–Porque Jasper está falando italiano? — perguntei.
–Porque é divertido! — falou Emmett.
–E porque está com roupa de cowboy? — perguntei.
–Porque a gente estava brincando de velho oeste, Jasper era o cowboy, Emmett era o jumento, e eu... O diretor gostosão! — Edward se pronunciou. Patético.
–Porque eu não posso ser o diretor gostosão? Porque jumento? — perguntou Emmett.
–Porque você se parece mais, está nas suas raizes! — falou Edward.
–Ah entendi! — falou Emmett.
–Não insultem minha inteligencia com essa mentira mal ensaiada — falei.
–Isso, como adivinhou? — perguntou Emmett.
–Emmett! — berrou Edward.
–Ciò che questi idioti si parla? — falou Jasper.
–O que ele disse? — perguntei.
–Quer mesmo saber? — perguntou Alice e eu assenti -Ele disse: "Do que esses idiotas estão falando?"
–Conte-me tudo! — falei aprofudando o olhar.
–Eu não aguento pressão: O Jasper desmaiou, bateu a cabeça e começou a falar espanhol, sorte que eu manjava da lingua e entendia tudo que ele falava, ele não gostou das roupas pretas, foi no meu armário, e pegou todas as minhas roupas, jogou pra fora, e escolheu a roupa de cowboy, fomos no seu quarto pra ele conhecer o que era uma mulher, basicamente, claro, e o restante você já sabe! — ele falou que nem um narrador de futebol.
–Hm... — falei.
–Vou te provar então, toda vez que ele bate a cabeça ele fala uma lingua diferente! — falou Emmett indo em direção a cozinha, e pegou uma frigideira enorme e trouxe a sala.
–O que vai fazer? — perguntei.
–Olha isso... — ele falou.
Ele levantou a frigideira nas mãos e mirou na cabeça de Jasper, depois a abaixou com toda força, e num tipo de reflexo, Jasper se levantou, pegou a panela, deu uma chave de pescoço, e ficou segurando Emmett, como se fosse um refém.
–Me solta, maluco! — falou Emmett.
–Alice, manda ele soltar! — falei.
–Não, tá tão divertido! — falou Allie rindo.
Emmett começou a se debater, e o Jasper bateu a frigideira na cabeça dele, com toda força, fazendo-o com que ficasse desacordado.
Edward foi ao encontro de Jasper, e tentou soltar Emmett, mas porque?
Ele me dissera que odiava essa familia, Edward tentou driblar o irmão, e de fato ele soltou Emmett no chão desacordado, mas, em troca ele recebeu um murro em cheio na barriga, caindo ao chão logo em seguida. Eu gostaria de ri, mas não consegui. Parece que tudo isso sempre dói mais em mim do que nele. Fiquei parada apenas o observando gemer no chão, tudo que eu queria era avançar um passo a frente e fazer o que a dor passasse.
Observei Jasper vindo na minha direção com a tal frigideira, não me mechi nem nada, apenas fiquei esperando a dor me atingi como sempre acontece.
Fechei meus olhos esperando pelo ataque, mas nada me atingiu, os abri rapidamente e vi que o Edward segurava a barriga com um mão enquanto imobilizava seu próprio irmão com a outra.
Mas... Porque ele fez isso?
Fiquei imóvel no lugar, tentando entender porque ele resolveu não me deixar apanhar. Ouvi o barulho da frigideira sendo arremessada no ar e do Jasper bater a cabeça no chão.
–Emmett você está bem? — perguntei vendo que ele ainda estava desacordado.
–Por nada! — falou Edward me olhando irônico.
Fiz questão de ignorar sua irônia, olhei pra Emmett e comecei a dar tapinhas no seu rosto.
–Emmett, acorda! — falei.
Ele continuava com os olhos fechados.
–Emmett, por favor, acorda! — falei e continuei -Feliz? — perguntei olhando pra Edward.
–Se você não percebeu eu levei um murro no estômago tentando salvar seu irmão... E bati no meu próprio irmão, que convive comigo, pra você não apanhar! — ele falou. E eu engoli em seco sem nada pra retrucar.
–Obrigada! — falei, mas a minha voz saiu rouca — Tá doendo muito?
–O que você acha? — ironizou.
Olhei pro lado e vi Jasper, ele parecia estar tonto.
–Que merda de roupa é essa que eu tô usando, não tem preto! Cadê meu MP4? — ele falou se levantando.
–Que diabos, alguém avisa pra ele que MP4 já está ultrapassado faz um tempão? E a respeito, é, ele voltou — falou Alice.
Bati mais na cara do Emmett que não acordou.
–É tudo culpa sua! — falei olhando pra Edward.
–Minha? — ele falou e gemeu botando a mão na barriga.
–É TUDO CULPA SUA! TUDO QUE ACONTECE DE RUIM É CULPA SUA! — peguei pesado, mas era preciso. -Se não tivesse tirado meu irmão do desenho dele, isso não aconteceria! — berrei.
–Eu... não tirei! — ele falou.
–Ah! Não? Conta mais mentiras que eu gosto! — falei irônica.
–Não é mentira! — ele falou.
–ISSO! SERÁ QUE SÓ SABE FAZER MERDA? VOCÊ É UM IMPRESTÁVEL, EU TE ODEIO EDWARD CULLEN! — berrei.
–IGUALMENTE! — ele berrou.
–Não sei se perceberam, mas Emmett, parece estar desmaiado ainda! Dá pra calarem a boca? — ela berrou.
–EMMETT!- berrei.
–Emmett vai morrer de panela, o Jasper veio e PAAAN nela — falou Edward com um sorriso sinico e a mão na barriga.
–IDIOTA! — berrei deixando as lágrimas caírem.
–Maninho! por favor... — falou Alice.
–Emmett, para! — Edward riu.
–MUAHAHAHAHHAAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAH — falou Emmett se levantando e nos dando um tremendo susto e continuou — Vocês cairam, eu enganei todo mundo, AHAN, AHAN, AHAN, AHAN, AHAN! Burros.
–Agora você morre de verdade! — falou Alice pulando encima dele.
–Foi só brincadeira! e foi massa né? Admitam, eu tenho talento! — falou Emmett.
–Escuta aqui... — berrei e o empurrei pra trás — Nunca mais faça isso na sua vida, nunca mais. Você é imbecil é isso? Você é idiota? Sabe o que é você pensar que perdeu alguém?
–Sim, eu sei. — o olhar dele quase cortou meu coração.
–Nunca esqueça disso então — falei.
–A piada da panela foi irada! — Emmett me ignorou e bateu na outra mão de Edward.
–Mandou ver! — falou Edward.
–Edward, e agora, o que faremos com Jasper...? — falou Emmett.
–Combinamos mais tarde, agora tô com uma dor do caralho. — falou Edward.
–Ok ok, vou subir — falou Emmett e continuou — Tchau brother.
–E eu vou sair! — falou Edward.
–Não... — falei.
–Quer me matar? Mata logo! — ele falou.
–Boa opção, mas isso amenizaria o seu sofrimento! — falei.
–FUI! — falou Alice subindo a escada.
–O que quer? — ele perguntou gemendo alto.
–Para de teatro!
–Não é teatro, tá doendo muito!
–Tá falando sério? — perguntei.
Ele se agachou e gemeu mais.
–Deixa eu ver isso! — falei levantando sua camisa e notei que sua barriga estava vermelha.
–Foi um belo murro!
–Tá doendo muito! Me ajuda?
–Como gratidão, eu vou cuidar de você! — falei e continuei -Mas não pense que eu virei sua criada... — falei -Vamos, levante, vou te levar a um médico...
–Eu não consigo... Não preciso de médico, só de um remédio para dor, e muito descanso... — ele falou.
–Então tá! Vou te levar para cima... — falei.
O segurei pelos braços e ele gemeu, depois peguei delicadamente nas suas mãos e ele se levantou, o conduzi devagar pela escada, sentindo sua respiração quente perto de mim, sua pulsação, o seu perfume, aquilo me iludia profundamente, era o tipo de coisa que eu queria, mas não conseguia ingnorar, será que eu nunca deixaria de amá-lo?
Ao subir as escadas o conduzi pelo corredor, e tirei a chave do meu quarto do bolso, abri a porta e o conduzi pra dentro, a sua mão tremia lentamente,o coloquei na cama, devagar, e depois me agachei a seu lado pra contemplar sua face.
Edward PDV
Claro, não estava doendo muito, meu irmão me deu um murro que só doeu pouco e fez cócicas, só sendo baranga pra acreditar nas minhas mentiras, ela me fez de criado? Agora ela é a minha, vai ser explorada como me explorou, ela vai pagar e não vai poder nem botar minhas fotos,porque vai se sentir tão culpada...
Agora eu estava na cama dela, fingindo uma dor intensa, e ela estava morrendo de preocupação.
–Edward, você está bem? — ela me perguntou sentando ao meu lado na cama.
–AAAAAAAI! — berrei e ela se levantou rapidamente.
–Quer seu remédio? — ela perguntou.
–Não! Eu necessito comer alguma coisa... — falei com a cara de cachorro abandonado.
Para melhorar o teatro fingi tentar levantar, e no meio coloquei a mão na barriga e gemi.
–Não... Eu pego uma coisa pra você, o que você precisa? — perguntei.
–Um misto, e um suco de laranja! — ele falou.
–Ok! Já volto, fique quietinho aí! — falei.
–HAHA é uma piada? — ele perguntou e eu acenei demostrando que não havia entendido nada -Não tem como eu me mexer mesmo! Preciso de uma massagem, meus pés doem.
–Como assim? Isso não existe! — ela falou.
–Claro que existe — falei.
Ela tirou minhas meias devagar e começou a massagear suavemente meus pés, numa sensação indescritivel, leve e doce. Estava me sentindo nas nuvens, seus dedos eram macios. E não com unhas gigantes. Fechei os olhos na intenção de relaxar um pouco mais.
–Edward? — ela chamou com um pouco de preocupação na voz. Ela se importava sempre apesar de qualquer coisa que eu fizesse-a passar. Tola.
–Quer seu misto e seu suco agora? Vou aproveitar e trazer remédio — ela falou.
–Ok — falei.
Ela saiu do quarto e bateu a porta devagar, enfim levantei, e comecei a xeretar as coisas da baranga, vi uma foto de quando ela era criança, ela era mais feia ainda, com chiquinhas usando óculos, e um cara alto e com barba rala ao seu lado, sorrindo, não um sorriso forçado mais um dos maiores, um sorriso verdadeiro, percebi que eu nunca havia dado, um realmente verdadeiro, mas quem ligava pra isso mesmo?
Vi outra foto, era ela de novo, mas dessa vez mais recente, ela estava ao lado do mesmo homem, e atrás deles havia o seu carro velho e acabado, o homem com um grande sorriso e ela rindo também, atrás da foto tinha escrito:
"Pra minha querida filha Isabella, uma menina simples, pura e que merece qualquer esforço, que façamos com ela. Bella , sei que vai cuidar bem do carro. Te amo! PAPAI ..."
Continua...
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