Shut Up!
35 3ª Fase: Cápitulo 5 - Revelações
Notas iniciais
Bella PDV
[Música: Take a bow – Rihanna]
Mas você deu mesmo um show
Realmente me convenceu
Mas agora é hora de ir
As cortinas finalmente estão se fechando
Esse foi mesmo um show
Muito divertido
Mas agora acabou
Vamos lá, faça uma reverência
Continuei a andar bem rápido pelo corredor, a sorte era que estava vazio, então não corria o risco de esbarrar em alguém. Por um segundo eu me lembrei da vez que me esbarrei em Edward no corredor. A expressão entupida de nojo e de deboche. Lembrei que interpretei aquele olhar à maneira que eu desejei. Talvez tenha interpretado tudo o que ele tem me dito, todos os sinais, tudo, da minha maneira. Eu era uma repetente na droga de escola de apenas uma matéria: amor. Eu sempre estaria repetindo, mesmo que o assunto fosse aplicado 1.000 vezes. Sempre estaria me iludindo, achando que tudo estava bem. E logo depois daria de cara com um zero bem grande no boletim. Era exatamente como eu conseguia me sentir, zero, sem valor, nada. Eu queria que as minhas lágrimas fossem gastadas na mesma quantidade. Queria parar de andar sem rumo por aquele enorme corredor. Eu queria sorrir, queria ser superior. Eu queria lhe dizer que também não precisava dele nem um pouquinho. Queria dizer que, se ele estava me enganando, eu também não estava atrás. Queria dizer que ele era um tremendo filho da puta que não merecia uma única lágrima. Nem uma gotinha. Na verdade não merecia nem a minha pena.
Mas ele era como um maço de cigarros, você vê no verso da caixinha o quanto é arriscado, o quanto pode se dar mal. Você pode até ver em que estado pode terminar no versinho da caixa. Mas quem disse que isso lhe faz alguma diferença? Quem disse que você se importa? O vicio cega. É aquilo que você quer, e ponto. E mesmo tendo a escolha de jogar o maço no lixo. Mesmo assim, você escolhe o que vai acabar aos poucos com você e com o que foi um dia. Você escolhe aquilo que vai te matar aos poucos.
E pensar que eu cheguei a acreditar que ele realmente tinha mudado e estava apaixonado por mim. E pensar que eu pensei tantas coisas que me iludiram o suficiente pro tombo ser tão grande. Mais lágrimas surgiram, e eu continuei as limpando, infelizmente, enquanto eu limpava uma, outra já brotava e rolava rapidamente pelo meu rosto. Desisti de limpá-las e deixei que caíssem enquanto me pus a andar mais rápido. E foi aí que eu me bati com o Jacob, nossos corpos se chocaram. Ele foi o melhor refúgio que eu poderia ter encontrado. Ele me acolheu rapidamente nos seus braços, me apertando num abraço confortador.
Em momentos da sua vida você vai precisar de alguém. Alguém que te abrace por 7 minutos sem perder a intensidade. Alguém que não vai segurar seu rosto entre as mãos e perguntar o que aconteceu, fazendo com que chore mais. Alguém que não banque o dono da verdade dizendo um “Eu te avisei.”. Alguém que não tente te beijar, como se isso fizesse te esquecer dos motivos porque chorava. Alguém que deixe que inunde a sua camisa com suas lágrimas, só pra que elas se esgotem mais rápido. Alguém que te faça um bem enorme sem pronunciar uma única palavra de consolo. E então, pela primeira vez na sua vida, você vai notar que tem mais motivos pra sorrir do que pra chorar. Não que você realmente os tenha. Mas ter alguém assim do seu lado não seria motivo suficiente?
Pensar isso, de certa forma, me tranquilizou. Mas não o suficiente. Ele pegou na minha mão, e afastou os nossos corpos aos pouquinhos. Caso o contrário, com certeza, eu protestaria. Caminhamos até o bebedouro, e adivinha a trilha sonora da caminhada? Meus soluços descontrolados. Jacob nada disse, ele parecia adivinhar o que era o melhor pra mim. Caso dissesse algo, o que fosse, faria com que eu chorasse mais ainda. Como eu era um ser humano frágil e medíocre!
Assisti ele pegar um copo descartável e o abastecer com água, me dando em seguida. Teve o máximo de cuidado para que eu não o derrubasse, e, de certa forma, me ajudou a beber. Quando terminei com todo o liquido do recipiente, estava ainda mais tranquila. Não só pela água, mas pela situação em si. Limpei as lágrimas acumuladas, e ele pegou o copo descartável das minhas mãos. Em seguida caminhou até o cesto de lixo, não deixando de olhar pra trás pra checar se eu estava bem. O que ele esperava? Que eu me jogasse no chão? Minha tendência ao drama podia facilmente me levar pra lá. Há pessoas que reclamam em ser perseguido pelo azar. Eu era perseguida por um gênero maldito que me fazia chorar o tempo todo.
Percebi ele jogar o copo no lixo e voltar pra mim. Por um momento foi como se ele andasse em câmera lenta. Observei a sua expressão um tanto rígida, estranha, amargurada e contida ao mesmo tempo. Só assim pude perceber o quanto eu tinha sorte. Não julgando pela sua aparência e físico incríveis. Não julgando pelo fato de ser magoada sempre pelo mesmo cara. Mas pelo fato de existir outro cara. Não um cara qualquer. Um cara que me suportava sofrendo, defendendo, brigando, chorando e amando outro cara, mesmo estando namorando com ele. E de repente percebi que eu não precisava de mais nada. Mais nada. Eu tinha o tudo ao meu lado esse tempo todo. Eu não tinha a escolha decisiva de decidir entre um cara e outro. Eu só precisava escolher entre aquilo que ia me matar aos poucos, e aquilo que ia me manter viva e feliz. Se eu tivesse escutado ele ontem não estaria chorando agora. Se eu fosse firme à minha tarefa, teria economizado lágrimas.
Observei ele se aproximar, cabisbaixa. Ele abriu um sorriso incrível pra mim, e não me restou dúvida sobre a minha tese anterior, de ser sortuda. Ele colocou o braço no meu ombro e eu segurei firme a sua mão.
–Está melhor, Bellinha? – ele me questionou, seu olhar não estava focado em mim, como se ele procurasse alguém. Certamente o Edward. Começamos a andar.
–Não fala Bellinha, faz com que eu pareça um animal domesticado. – tentei ri um pouco. Mas acho que o som que fiz foi semelhante ao de um porco sendo morto.
–Sabe o que eu acho? – neguei com a cabeça – Deveria parar de me dizer essas coisas. Eu posso usar contra você, futuramente. Afinal, me chama de tartaruga. Não acha que eu deveria te dar um apelido? – neguei com a cabeça e ele riu – Ok, Bellinha. – Tentei morder a sua mão e ele a esquivou – Está mesmo fazendo jus ao apelido, hein? – ele riu um pouco e então respirou pesado – Você está bem?
–Sim. – a mentira que saiu dos meus lábios não conseguiu se disfarçar, e acabou sendo descoberta logo de cara. Senti vontade de socar minha própria cara.
–Não está. – ele revirou os olhos – Tem que parar de mentir pra mim. Não quero te desapontar, mas é péssima nisso.
–Se é tão evidente, por que ainda me faz essa pergunta? – ergui uma sobrancelha.
–É porque ainda espero que seja sincera comigo. – ele assoprou na minha cara. O jato de ar forte com cheiro de canela entrou nas minhas narinas.
–Por acaso pareço com uma velinha de aniversário? – ergui uma sobrancelha.
–Dizem que isso meio que adestra os animais domesticados. Dizem também que quando um animal é seu, ele não olha diretamente nos seus olhos em sinal de respeito. Já que não me olha nos olhos, isso quer dizer que me respeita. Prefiro pensar assim. – fingi irritação, revirando os olhos e cerrei o punho, o ameaçando sutilmente com um soco. Ele apenas riu.
–Cala essa boca! – murmurei, revirando os olhos – E nem tenta assoprar o meu rosto de novo. Não quero parecer perigosa, mas pode ser seu último assopro. – revirei os olhos novamente – Ei, estamos indo pra cantina?
Olhei para frente, estávamos a um passo da cantina. Era um lugar idiota que eu não costumava visitar com frequência. Era rodeado de mesas. As paredes em cor vermelha e amarela, como uma lanchonete. Sem organização, com constantes guerras de comida, pegação, bullying e afins.
–Sim, sentaremos cara a cara e iremos DR. – ele deu um meio sorriso e me arrastou pra cantina antes que eu dissesse algo.
–Não vamos discutir relações. – bufei. Até porque eu não estava sendo totalmente sincera com ele. E era totalmente desconfortável pra mim, conversar sobre tal assunto. Sobre mais erros que insisti em cometer.
–Parece que está fazendo o papel do homem na relação. Precisa ser mais flexível, amor. Prova disso foi que você não notou nada de diferente em mim, deveria tê-lo feito. – ele fingiu se irritar.
–Deveria notar? – revirei os olhos, entrando na brincadeira.
–Sim, estou de sapato hoje. Vivo de sandálias pra todo lugar que eu vou. – ele me olhou como se fosse óbvio. Observei o seu sapato preto por alguns segundos.
–É claro que eu percebi, só não achei necessário comentar. – menti na maior cara de pau.
–Não sei como percebeu, porque sempre estou de sapato. E isso tudo foi um teste. Estou desolado com essa situação. Você não me nota, eu fiquei minutos amarrando o cadarço do meu tênis e um longo 1 minuto arrumando o meu cabelo. E você nem olha pra mim! O que isso quer dizer, que eu não sou nada pra você? – ele teatrou, enquanto gesticulava. Ri com sua ceninha, não deixando de revirar os olhos. Não que ele ganhasse uma fortuna se atuasse, mas...
–Mulheres... Nunca estão satisfeitas. – entrei na brincadeira, atuando. Ele riu e subitamente me puxou ainda mais pra perto de si, como se quisesse me proteger de algo. O olhar mortal que direcionava a algo ou alguém me intrigou. Só seguindo o seu olhar, pude ver Edward em pé, em frente à cantina. Como se analisasse o lugar.
Edward observou o território, olhou pra mim por uma fração de segundos, e logo desviou o olhar, balançando a cabeça. Ele parecia atordoado. Parecia ter um dilema anterior. Eu queria ter curiosidade pra decifrar o que ele estava pensando, mas minha mente estava ocupada com a vontade de ir até ele tirar satisfação. Toda aquela amargura e decepção fora preenchida com raiva daquele cretino. Eu não seria a otária sofrendo por ele. Digamos que aquela velha vontade de ser superior que eu tinha quando regressei mudada, voltou. Voltou com a realidade, que, durante esse tempo, deixei ser preenchida pela ilusão. Eu senti até um gostinho diferente na boca. O gosto da indiferença.
Mesmo achando que aquilo não faria nenhuma diferença pra ele, parei de andar, e Jacob, como me acompanhava, também parou. Ele não deixou de checar se eu olhava pro Edward. Talvez, esperasse por uma recaída. De repente aquilo se tornou ainda mais pessoal. Eu tinha que mostrar indiferença ao Edward, e convencer o Jake dessa minha indiferença. Sendo assim, me pus em frente ao Jacob, ficando na ponta dos pés. Caprichei, dando o meu melhor sorriso. Não sabia como havia conseguido, já que ele costumava ser espontâneo, e não quando eu queria. Jake o correspondeu, sorrindo de volta. Em seguida, enlacei os meus braços nos seus ombros e o beijei. Não foi um beijo avassalador, surpreendente. Não se assemelhava aos beijos dos filmes de romance. Apenas leveza, doçura, paciência. Eu morreria de vergonha de agarrar um cara na frente de todas as pessoas, mas pela primeira vez na vida eu não me importei. Devo admitir que o hálito do Jake me incomodava um pouco, já que não gostava de canela. Mas todo o resto estava bom. Ele pegou na minha cintura, colando mais nossos corpos, fazendo com que eu sorrisse enquanto o beijava. Achei que seria difícil manter os olhos fechados, sem encarar a estátua do Edward ali perto. Mas não foi. A indiferença era maior que a curiosidade em relação a sua reação. Que, provavelmente, não seria nenhuma, já que, ele não sente nada por mim.
Talvez minha maior intenção com aquele beijo não fosse provocar. Mas era pelo menos me mostrar indiferente e nada abatida a tudo aquilo que havia acontecido minutos atrás. Quando abri os olhos, ele não estava mais lá. Jake sorriu um pouco, e me afastei dele, voltando a posição anterior. Ele não disse nada, apenas indicou um lugar para que sentássemos. Não o observei. Apenas olhei ao redor. Observei surpresa, Rosalie mais algumas meninas lideres de torcida se sentarem numa mesma mesa. Rosalie usava o uniforme característico delas. Um vestido rosa e branco. E mantinha os longos cabelos loiros preso num rabo de cavalo no alto da cabeça, assim como todas as outras. Ela havia decidido ser líder de torcida, assim, do nada?
Na outra mesa, observei Jasper, eu realmente não vinha muito a cantina, porém acho que ele não era do tipo que gostava de companhia na sua mesa. Hoje ele estava diferente, usava roupas de um garoto com estilo. Até o cabelo estava estiloso, diferente do normal que parecia que uma vaca acabara de lamber. A calça jeans um pouco surrada combinada com a camisa pólo ficou até legal. Jasper lançou um olhar satisfeito ao observar Rosalie, e logo depois voltou o seu olhar às garotas que estavam ao seu redor. Sim, garotas! Eram bonitas, devo acrescentar. 2 delas eram lideres de torcida. As outras duas eram patricinhas. Todas as 4 pareciam babar pelo Jasper que dava mole igualmente pra todas elas. Elas pouco se importavam com isso, se sentiam igualmente importantes, e desde que uma não tivesse com mais créditos, creio que não teria nenhuma daquelas típicas brigas por homem. Mas aquela cena na minha frente não me era estranha. Eu já havia visto isso antes. Ele estava se tornando exatamente igual ao...ao irmão. Só espero que nenhuma garota se apaixone platonicamente a ponto de sofrer por longo prazo, como aconteceu comigo. Eu só desejava que ninguém passasse pelo o que eu passei... Quero dizer, pelo o que eu ainda estou passando.
Desviei meu olhar daquela mesa e procurei pelo Emmett, mas lembrei de que agora ele estava namorando com a Victoria, e, deveria estar na sala dos funcionários ou na diretoria. Por um momento, notei o quanto aquele relacionamento era bonito. Era como um príncipe, e uma plebeia. Um relacionamento que todos censuravam, mas que isso não interferia em nada. Meu irmão era mesmo um cavaleiro, diferente dos garotos Cullens. Não valiam nada. Na verdade, estava começando a achar uma péssima ideia a união das duas famílias.
Quanto à Alice, sempre ficava no segundo andar, provavelmente conversando com as amigas, no seu clube de moda, ou se pegando com os garotos. Alice teria um grande futuro, principalmente porque dinheiro pra investir na sua paixão por moda que não faltava. Observei ainda em volta a mesa em que Sam e sua turminha sentaram, já havia acontecido várias confusões com pessoas que ousaram sentar lá, mesmo sem saber. Lembro-me quando ficava observando o Edward sentado àquela mesa, rindo junto a eles. Vendo colocarem apelidos nas pessoas, jogarem comida, ou até mesmo chamarem as garotas e ficarem se pegando com elas ali mesmo. Lembro-me de não conseguir tirar os olhos dele, por mais que tentasse. Droga de lembranças! Só faziam com que eu me sentisse mais tola, se isso era possível.
Não deixando de observar as mesas, observei uma mesa com um casal, que, dando uma primeira olhada com hipocrisia, dava pra julgar que eram nerdes. A garota usava óculos e roupas bem cumpridas. O garoto também usava óculos e uma camisa de Guerra nas estrelas. Eu não achava que eram nerdes, danem-se os rótulos. Aliás, se alguém quisesse rotular aquele casal, poderia rotulá-los como felizes. Eles sorriam tanto enquanto se fitavam, que os dois acabaram corando, igualmente. A maneira que eles se olhavam era a mesma maneira que a minha mãe olhava pro meu pai. Que meu pai olhava pra mim. Que a minha mãe hoje em dia olha pro Carlisle. Que o Jacob olha pra mim. Que o Emmett olha pra Victoria. Os olhos brilhavam, como se estivesse junto a uma das pessoas mais importantes em toda a sua vida. E era assim que eu tinha que passar a olhar pro Jacob de agora em diante. Tinha que parar de inventar pretextos pra não encará-lo. Tinha que olhar no fundo dos olhos dele para que ele contestasse que assim como eu era importante pra ele, ele, sem dúvida, era igualmente importante pra mim, e que eu não o trocaria por ninguém. Ninguém.
–Bella... Eu tenho perguntas, gostaria que respondesse. Primeiro: O que aconteceu para que eu te encontrasse aos prantos? Segundo: Aquele beijo não foi uma provocação pro Edward, foi? — ele respirou fundo. Estava perguntando sério, e queria uma resposta séria, e verdadeira.
Era impossível contar aquela história inteira, eu certamente travaria. Uma coisa estava ligada à outra. Se eu contar que me decepcionei, terei que contar que tive esperanças porque ele olhou pra mim e confessou que estava apaixonado. E se eu contasse isso, facilmente isso seria ligado ao dia em que eu saí com o Edward e acabamos – por um descuido meu – ficando. Não que o beijo que trocamos não tenha sido incrível e incomparável. Mas agora eu tinha mais que certeza que foi um erro enorme.
Quanto ao beijo que eu e Jake trocamos no meio da cantina não era nenhum tipo de provocação. Eu queria afirmar que não era até o fim. Mesmo sabendo lá no fundinho que talvez fosse.
–Eu exagerei um pouco... – ri, convincente – Ele disse que não precisava de mim. É que... Eu só queria ajudar. Quanto ao beijo, não foi uma provocação. O Edward disse na minha cara que não sentia nada por mim. Eu só... Estava tentando mostrar que eu não preciso dele. Eu preciso de você.
–Estou surpreso. – ele deu um meio sorriso – Esse cara deveria apanhar por lhe dizer que não precisava de você. Você era a única que se importava com aquele ser medíocre. Além de bicha, medíocre, ainda é otário. – ele murmurou, esperando alguma reação evasiva minha. Controlei-me o máximo. Apenas dei de ombros.
–O Edward que se dane. –ri feito uma louca.
–Isso mesmo, o Edward que se dane. – ele repetiu, contente.
–O Edward que se dane! – disse mais alto, fazendo com que algumas pessoas olhassem pra mim. Jake ergueu uma sobrancelha.
–Ei... Estamos parecendo bêbados. – ele riu – Acho que já está claro que queremos que ele se dane, não acha? – ri, assentindo – Olha, tenho mais uma pergunta.
–E qual seria? – ergui uma sobrancelha.
–É só... Namora comigo, Bella? – ele pediu, sorrindo.
Eu ia responder um automático “Já estamos namorando”. Mas nem eu me convencia disso. Claro que nos rotulamos de namorados, mas não éramos, não realmente. Não eu sempre pensando, querendo, me importando com o Edward, e não com quem era de fato o meu namorado. Por fim e de imediato resolvi responder pela segunda vez e com absoluta certeza.
–Sim.
Ardolina PDV
Aquele hospício de 5 estrelas estava se tornando uma chatice. Não que a casa não tenha um monte de gostosões. Mas porque, como eu disse, era um hospício. As coisas que aconteciam aqui pareciam cenas de novelas Mexicanas que meu terceiro marido me fazia assistir junto a ele. Pobre falecido, era tão obcecado pelo México que morreu engasgado com burritos. Com uma ajudinha minha, claro. Eu deveria ganhar um prêmio pelo meu sangue frio ao assistir o bigodudo apelar por ajuda, enquanto eu cantarolava uma canção Mexicana que ele tanto gostava. Só pra que ele deixasse embalar, desistisse de viver e morresse mais rápido.
E pensar que eu já tinha mais de 80 anos, e até agora não me chamaram pra ir trabalhar em alguma emissora, atuando em alguma novela. Mas não irei precisar daquela porcaria de salário que eles ganham pra atuar. Eu arrecadava muito mais com os meus golpes. Se bem que esse estava me dando demasiado trabalho. Eu não aguentava mais aquela anã enjoada me pedindo pra ensinar tricô, como se eu soubesse. E aquele asno de 2 metros de altura que vive numa constante diarreia pela boca? O orifício anal dele deve ter inveja, pois sai muito mais merda da boca dele. Ainda tinha a minha suposta neta oxigenada, que, por um milagre divino, resolveu pintar o cabelo. Não que isso esconda aquela carinha de otária que ela tem. E ainda arrumou um namorado muito gostoso, com que eu tive fantasias durante várias noites. Mas isso não vem ao caso. Ainda tinha aquela outra oxigenada, que mais parecia uma daquelas modelos esqueléticas dos desfiles de moda. Um saco de ossos. Outro dia quase saio do personagem, quando ela me perguntou como eu me sentia em ter mais de 80 anos e não estar presa a uma cadeira de rodas, por não consegui mais aguentar meu corpo. Do que ela me chamou, de gorda? Eu tive que contar de 1 até 2 pra não acabar com ela. Afinal, se eu contasse até 10, daria uma voadora na cara dela, de tanta impaciência. Ou talvez eu a matasse e dá-se aqueles ossos pros cachorros comerem. Tinha que ser filha daquele loiro que parecia usar botox! Qual é, ele era um maníaco viciado em sexo, pois, eu raramente o via fora do quarto. E só Deus sabe o que aqueles dois fantasiavam dentro de quatro paredes. Eles tinham uma personalidade tão certinha que eu acredito que eles insistam na fantasia da professora e do aluno. Se eu soubesse que sexo deixava a pele tão bonita e jovem, teria aproveitado mais os meus maridos antes de matá-los. E aquela mulher de nome estranho? Ema... Esme. Ela não ficava atrás, coitadinha... Eu sabia por que era tão doce. Porque tinha sexo toda hora, e sexo nos deixa de bom humor. Nos deixa flutuando e dando um enorme valor aos astros, que antes, quase te cegava os olhos. Claro, estou falando do sol! Sempre um retardado invadia o meu quarto abrindo a janela. Acham que só porque sou velha, gosto de acordar cedo à luz do sol. Por isso passei a trancar a porta. Até porque, o que eu maquinava lá dentro, precisava de privacidade.
E, OH DEUS! PRECISO TIRAR O ATRASO!
Meu garotão também estava me dando um grande trabalho, ele fica nesse joguinho, se fazendo de difícil. Se bem que esse joguinho, me deixa ainda mais envolvida. Mas eu sei que é das mais velhas que ele gosta mais! Mas o descendente de índio era muito mais gostoso. E tem uma cara de safadinho! Ai, quanta gente... Se é que eu posso chamar os que estou pensando agora de gente. Aquele viado, como já estou dizendo, é um animal. Aquela voz afeminada dele faz com que meus ouvidos sangrem, de tão ridícula. Juro que dá vontade de enfiar meu dedo pelo meu olho e desativar meu cérebro, só pra não imaginar de quantas formas posso matá-lo, fazendo com que pensem que foi um acidente. Além de ser irritante, ele deve sofrer de algum transtorno, porque anda traçando todas as mulheres da casa. Não que eu me importe que ele tente me traçar. Mas que tipo de viado come mulheres no calar da noite? Ah, se o loiro de botox soubesse! Primeiro traçou a loirinha, logo depois a morena. Será que eu seria a próxima vitima? Até porque ele não é de se jogar fora.
Comecei a ri ao meu lembrar da sua cara ao ser flagrado pela minha digníssima pessoa, enquanto saia na ponta dos pés do quarto da anã.
Flashback on*
Andei pelos corredores, gradativamente aliviada por achar que estava sozinha. A bicha havia sumido. Era uma ótima hora de bancar o terror e ser paga por tanto sofrimento que vinha passando nessa casa, por causa daquele rebanho de maluco. Eu poderia me beneficiar tanto desse plano! Intrigada, observei a maçaneta de um dos quartos girar. Continuei olhando. Se eu não me engano, era o quarto da anã. A figura que saiu dele quase me fez ter um derrame do coração. Isso mesmo, derrame do coração. E vamos combinar que eu já era muito velha pra vim à orbito por causa de uma bichona sem eira nem beira.
Aquele homem másculo estava ainda mais gostoso enrolado naquela toalha. Observei o seu peitoral desnudo e sua barriga tanquinho. Fiquei um bom tempo olhando, como se eu tivesse hipnotizada. Infelizmente a bicha arregalou os lindos olhos verdes ao me ver.A boca bem desenhada também se escancarou e ele pôs a mão no coração, ofegando.
–AHHHHHHHHHHHHH! – a bicha escandalosa, levantou as mãos – Quer me matar de susto, vovó?
–O que estava fazendo no quarto da anã? Quero dizer... Alice? – ergui uma sobrancelha, querendo ouvir uma explicação. Só pra ser divertido. Eu bem sabia o que ele estava fazendo lá dentro.
–Estava ajudando ela com dicas de moda. Ela tem um clube de moda na escola, e me pediu umas opiniões. Eu, glamourosa e educada do jeito que sou... Resolvi ajudar. – ele sorriu, convincente. Tentei não ri com a ridícula explicação que poderia até me enganar, e voltei a encarar aquele corpo de um deus do Olimpo – Vovó?
–Faz um favor? – ele assentiu, colocando a mão na cintura – Para de me chamar de vovó, porra. Vovó é o caralho. Velho é o mundo. – resmunguei, irritada. Ele abriu a boca em espanto, na certa por causa do palavrão que eu tinha acabado de dizer.
–Não acha que está muito velha pra xingar? – ele ergueu uma sobrancelha e eu quase o fuzilei com o olhar. Só tinha uma coisa que eu odiava mais quando me chamavam de gorda, velha! Sorte a dele que eu não havia trazido as minhas armas. Imagina que estrago a minha metralhadora faria nesse lindo rosto de modelo? E a minha calibre?
–E você não acha que é muito bicha pra sair comendo a filha e a enteada do Carlisle? – ergui uma sobrancelha, e lhe lancei meu melhor sorriso, o encapetado.
–Eu não... eu... – ele tentou desconversar. E eu me diverti com a cena – Como pode pensar isso, vovó? Tá caducando, velhinha do inferno? É de homem que eu gosto, sua ameixa azeda. – ele riu alto da minha cara. Me conti. – Volta pro mar, oferenda!
–Acho que quem vai voltar é você. Mas não terá a sorte de ir pro mar. – falei com ar pesado, e olhar terno – O Carlisle não vai gostar nada de saber que anda comendo as mulheres da casa. Até porque enquanto você come duas, ele anda comendo apenas uma, e mesmo sendo o tempo todo... – balancei a cabeça, voltando ao foco – Mas não se preocupe, animal assexuado. Pode arrumar uma ponte bem legal pra dormir em baixo. E os mendigos adoram uma suruba. – ri alto e ele bufou, irritado. Colocou a mão no peito, ofendido. Isso só me fez ri mais.
–Sabia que você é a velha mais sem graça que eu já vi? Achei que ninguém ganhava da minha vó, Nancy. Ela só sabia bater a bengala na minha cabeça e me censurar. Mas você... – ele apontou o dedo para mim – Você me feriu por dentro! Oh, meu Deus! Que dor estou sentindo! Meu coração perdeu até ânimo em bater! Eu vou morrer, vou morrer aqui mesmo! Vou morrer agora! Será culpada de um assassinato, viu velha do mal? Oh Deus! Vejo a vida se esvaindo. Oh, a Luz! Nossa, será que eu vou ver aqueles anjinhos sexys de cachinho? – ele teatrou. Colocou a mão na cabeça, fingindo tontura. Ri alto diante da encenação. E, ele, vendo que não surtia efeito, me encarou carrancudo.
–Poupe-me dessa encenação escrota, animal assexuado! Tô me ferrando que anda comendo as mulheres da casa. Tô me ferrando pra sua sexualidade. Mas vou me importar se apagar. Afinal, preciso de você inteiro. – ele revirou os olhos, na certa imaginando merda – Hm... Não pra me satisfazer sexualmente, pelo menos não ainda. – lhe soltei uma piscadela e o animal fez cara de nojo – Não vai se prejudicar se colaborar comigo. Apenas não quero deixar coisinhas pendentes por aqui. – ri alto e ele me encarou assustado.
Flashback off*
Pois é, agora eu tinha um cúmplice. Primeira coisa que eu ia fazer? Dá uma lição no loiro masoquista que parecia viver em constante estado de dopação. Ele estava bancando o terror com o meu garotão, se achando o rebelde da família, a encarnação do Sadam Hussein. Pois se ele era o Sadam, eu era a encarnação do Osama Bin Laden. E a bicha seria aqueles pilotos suicidas? Deixa eu lembrar... Kamikaze? Até porque talvez fosse mesmo um suicídio ser meu cúmplice. Mas não me importo em ele ser tão tapado. Qualquer um serve pra pôr a culpa se tudo der errado.
Bella PDV
Alice entrou correndo no meu quarto, ofegante. Ela escondia algo nas costas. Eu estava tão pensativa, que não tinha curiosidade de descobrir. Tinha em minhas mãos um livro muito interessante que o Jacob havia me presenteado esta tarde. Devido a minha habilidade de devorar livros, eu já estava quase no fim. E só estava lendo há 3 horas de relógio. Não era uma história incrível. Não era um romance, como eu costumava ler. Tampouco drama. Era comédia. A autora tinha grande talento pra isso, ela conseguia arrancar risos até de mim, que não estava com muito clima pra ri hoje. Voltando a Alice... Ela esperava que eu a perguntasse o motivo de sua euforia. Mas eu não estava nem um pouco curiosa. Voltei a ler meu livro “Bagagem de azar”, e ri com a revira-volta que um dos personagens principais conseguiu, mostrando que ele era mais do que todos pensavam. Ele saiu fazendo coisas insanas. Mostrando que ele tava longe de ser um bobão. Eu odiava revira-voltas. Odiava a impulsão que as personagens tinham nos livros. Era tão fácil...
Só porque o livro se tornou menos desinteressante pra mim, resolvi dá atenção a minha irmã. Apenas a encarando. Ela começou a se agitar, que nem uma minhoca no sal. A questionei com o olhar, ela mexeu os lábios, mas nada disse. Tirou uma das mãos das costas e bateu na cabeça.
–Você prometeu que... – ela sussurrou, tendo um confronto consigo mesma – Veio aqui por outra coisa. Foco Alice, foco!
–Pode me dizer o que quer falar comigo? – questionei.
–BELLA, ACHO QUE VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR. AFINAL, COMO ISSO FOI ACONTECER? – ela riu da própria pergunta que fez em voz alta. Ia demorar bastante pra dizer algo. Eu a conhecia.
–Isso o que, Alice? – perguntei.
Voltei a ler, o personagem tímido e lerdo saiu quebrando a cara de valentões e ganhou um beijo de uma garota, que nunca havia ligado pra ele antes. Era incrível como uma coisa podia ser boa, e por causa de um final desastroso, se tornar mais uma porcaria. Talvez eu que tivesse essa mania. A mania de só considerar o fim das coisas e não dá valor ao decorrer das coisas. Isso ia de um livro, a uma música, a um filme, e até na vida real. Eu sempre focava no fim. Sempre dizia que alguns livros eram ruins, por culpa do fim. E ainda achava que não o julgava. Achando que isso só funcionava se eu dissesse que era ruim só em olhar a capa. Eu só lembrava do último jantar que tivemos com meu pai, em que ele estava morrendo. Ao invés de lembrar dos jantares alegres que tivemos. Eu só lembrava mais da morte, e da doença, que levaram ao fim a vida do meu pai. Lembrava mais disso, do que da vida plena e feliz que ele nos deu. Eu lembrava mais do fim que fez com que eu parasse de dirigir a picape, do que quando meu pai me presenteou com ela, enquanto sorria. Eu lembrava mais do fim das ilusões que tive com o Edward, esquecendo o quanto foi bom estar apaixonada pela primeira vez. Apenas o fim. O fim fazia com que eu desse um titulo à lembrança. Talvez eu precisasse me focar na parte que eu gostei. Talvez eu devesse ainda suspirar ao ver casais apaixonados. Talvez a ilusão fizesse parte da minha vida, eu só tinha que dosá-la. Eu sabia que se continuasse apenas me focando no fim... E quando eu morresse? A vida deixaria de valer a pena só porque desapareci da face da Terra? Não, eu preferia me focar na parte que eu gostei.
–EI, EI! TERRA BELLA! NÃO QUER MESMO SABER O QUE EU VIM PRONTAMENTE LHE CONTAR? – a minha irmã encarava o meu rosto pensativo.
–Desculpa, Alice. Pode dizer... – pedi, balançando a cabeça. Evitando os pensamentos, para que, assim, pudesse ouvir o que ela tinha a dizer. Meus pensamentos sempre insistiram em gritar mais alto. Mais alto até que a Alice.
–Não sabe o que eu achei no quarto do Edward! – ela sorriu e deu uns três pulos.
–Uma cama? – ergui uma sobrancelha. Minha tendência ao sarcasmo estava bem elevada hoje.
–Também, mas não apenas isso... – ela abriu um sorriso sorrateiro.
–Peraí... O que estava fazendo no quarto do... É, você sabe quem. – realmente aquilo me intrigou. Estranho foi eu não consegui pronunciar o nome do sujeito cretino.
–O Carlisle me pediu para chamá-lo. Ele parecia sério. Queria fazer uma reunião apenas com seus filhos. Enfim... – ela revirou os olhos – Eu, prestativa do jeito que eu sou... Entrei lá. Mas ele não estava em lugar nenhum, nem no banheiro. Chequei tudinho.
–E...? – a encarei, mesmo não querendo, eu agora precisava que Alice dissesse o que tinha a dizer.
–Demorei 10 minutos me perguntando o que o seu diário fazia no criado mudo dele. Sabe que eu sempre quis ler seu diário, né? Eu só não imaginava que... – a voz dela se tornou inaudível no momento que disse ter achado meu diário com o Edward.
Não era possível, o meu diário estava perdido há um bom tempo. Eu não conseguia achá-lo em lugar nenhum. E aparece aonde, justamente no quarto do Edward? O que ele fazia com meu diário? Quando e onde ele o achou? Por que estava com ele? Ele havia lido tudo? Ah, meu Deus... Minhas palavras devem tê-lo feito gargalhar por horas a fio. Eu devo ter sido motivo de várias piadas por ser tão ridícula.
Alice tirou o diário das costas e me entregou. Eu o peguei de imediato. O abri, esperando que ele houvesse riscado, ou praticado atos de vandalismo rasgando folhas. Pelo contrário. Estava exatamente igual. Bem, eu pensei que estava. Até Alice se jogar na minha cama, feito uma criança. Ela fez com que o diário caísse das minhas mãos. Censurei-lhe com o olhar. Abaixei-me pra pegar o diário, ele estava aberto na última folha. Ergui uma sobrancelha, verificando que não se tratava da minha letra. Até porque eu não havia escrito na última folha. Tinha parado de escrever desde que resolvi parar de apanhar das palavras e atitudes do Edward. Peguei o diário e voltei a sentar. Alice me lançou um olhar estranho, desacreditando em tanta surpresa, já que, ela deve ter dito isso. Mas meus pensamentos que falavam alto demais me impediram de ouvir. Observei a letra de fôrma, um pouco desajeitada, e nada redonda. O jeito de escrever e a pessoa que assinou no inicio da folha, fez com que eu deixasse um sorriso idiota involuntário escapar.
“Edward Cullen. Alguma data, alguma hora, em algum lugar.
Posso fazer uma lista de quantos machuquei, mas não posso fazer uma lista de quantos ajudei. Posso fazer uma lista de quantos eu fiz chorar, mas não posso fazer uma lista de quantos fiz sorrir. Posso fazer uma lista de quantas pessoas afastei por ser quem não sou, mas não posso fazer uma lista de quantas pessoas aproximei por ser quem eu sou. Sei que não pude fazer as boas listas no passado, sei que perdi muito tempo da minha vida, sei que eu sou um grande idiota, mas eu também sei que há uma garota muito melhor que eu. E se me perguntassem o que eu mudaria no passado, eu escolheria me apaixonar por ela da maneira certa, porque isso aconteceu de um jeito muito errado, completamente errado. Eu escolheria fazer uma lista das garotas que fui apaixonado e ela seria a primeira e a última. E sabe por quê? Porque ela é a única. Demorou um pouco pra cair a ficha, demorou muito pra cair a ficha, na verdade eu estou me sentindo um Rony. Mas se hoje perguntassem quem eu sou e quem eu quero, saberia a resposta, porque ela é a resposta. Ela sempre foi a resposta.”
Continua...
Notas finais
Tô tendo uma tendência enorme ao drama. E sempre vou pondo um gênero pra quebrar o outro. Mesmo assim, achei que o cápitulo poderia ter saído melhor, mas acho isso na maioria das vezes. Também tem a parte que faltou gente comentar, isso quer dizer que tive menos incentivo. Mesmo os que comentaram tendo me dado uma força enorme. Também tava sem internet, por isso não postei antes.Enfim... Tem ainda revira-voltas por aí. De drama, acho que já basta, certo? Garanto que vou me dedicar bastante no final para que venha a valer a pena aguentar 2 anos, minhas crises de vou parar de escrever e afins. Acho que a fic vai começar a ficar do jeito que vocês querem. SUSPIROS. Mas vou logo dizendo que não sei se levo muito jeito pra romance. Então não reclamem por eu não ser uma romântica incorrigível e não consegui passar isso aos meus personagens. E, comentem, por favor! Fiz um capitulo bem grande, não? E não será um simples review, pra mim será o pagamento pelo cápitulo, ok? Até a próxima. Xoxo.
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