Shunkashuutou
2 kurushi mu
Notas iniciais
tentarei terminar o 3 rápido ^_^
O ônibus que levaria a turma chegou por volta das 17 horas e Shou sentou no último assento, jogando a mochila do seu lado e se jogando pra trás. Adormeceu até alguém o cutucar, avisando que já haviam chegado. Ficariam em um hotel até o dia seguinte. Todos se acomodaram em algum lugar do saguão, esperando as reservas serem confirmadas. Shou sentou de costas pra todos os outros, observando a vista não muito interessante de grandes janelas de vidro no fundo do saguão. Tudo que estava acontecendo de ruim insistia em voltar á sua cabeça toda vez que se distraia. Shou sempre fora exagerado e sempre via a situação do pior ângulo possível. Sabia disso mas não podia evitar. Sentiu os olhos queimarem quando pensou de Hiroto talvez morrer e não pôde impedir algumas lágrimas ao lembrar da voz fraca do amigo. — Tudo bem, Shou? — no alto de sua distração Shou não percebera a aproximação de Saga. — Tudo sim...tudo bem! — Shou limpara as lágrimas do rosto e reprimira as que insistiam em sair. Saga olhava Shou com curiosidade, sentando do seu lado em seguida: — O que foi? — Eu... — Shou pensara em repetir que estava bem, mas Saga o olhava como se soubesse que tinha algo errado. Por mais óbvio que fosse. -...só...só estou um pouco preocupado...com o Hiroto. — Ah sim. Ele tá com pneumonia né? — Saga abaixou um pouco a voz. Parecia sem graça por ter esquecido. — É... — a voz de Shou saiu tremida, e as lágrimas que lutava pra conter acabaram saindo junto. Shou enterrara o rosto nas mãos, sentindo o rosto queimar. Não pretendia desmoronar assim na frente de Saga. Tirou as mãos do rosto quando sentiu Saga o abraçando e nem sequer pensou em rejeitar. Talvez fosse isso que estivesse precisando agora: apoio. — Ele vai ficar bem...posso não conhecer o Hiroto como você, mas sei que ele é forte o bastante pra superar isso. — Saga sorrira, fazendo Shou, mesmo que involuntáriamente, sorrir também. — É, ele...insiste em dizer que está bem. Mas a voz dele tá tão fraca...ás vezes eu penso que ele não vai melhorar. — Não pensa assim...ele vai ficar bem. — Saga sorrira de novo, mas dessa vez Shou não retribuira: não havia percebido mas o rosto dos dois estava muito próximo. Próximo demais. Saga percebera isso também mas não pareceu se importar. Pelo contrário: aproximou mais ainda o rosto do de Shou, fazendo o outro respirar mais rápido e corar violentamente. Mas não o bastante para os rostos se encostarem. Saga queria o beijar, mas não ali, nem daquele jeito. Afastou o rosto do de Shou, olhando em volta. — Eu...acho que o pessoal já foi pros quartos. Shou olhou em volta e constatou o mesmo: não tinha mais ninguém no saguão. — Vou pegar as chaves. — Saga levantara e fora até o balcão, voltando instantes depois com uma só. — Só sobrou um quarto...número 516, quinto andar. Não se importa de dividir comigo, não é? — Não...sem problemas. — Shou ainda sentia o rosto queimar mas tentou ser o mais natural possível. Agora definitivamente estava muito confuso à respeito de Saga.
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