Shugo Tenshi

2 Fragmento de uma memória


Notas iniciais
'' Denominada Memória, sinônimo de lembrança, aclamada como personificação da própria dor '' -Diário de Harriet

–Harriet Mactine!

–Presente, querido Sr. Hayerthings .

Eu estranhava lembrar daquilo, assim, tão inesperadamente, droga! Aquela curta conversa martelava minha mente, até que me lembrei de que tinha um monstro ou sei lá oque me perseguindo, voltei a correr.

Até que esbarrei em um homem, ou melhor, dizendo, um garoto, era alto, mas tinha uma aparência muito jovem, seus cabelos pretos eram longos e meio ondulados, de modo que cobriam sua nuca, era divido no meio de um modo muito primitivo até mesmo para um homem, mas eu só reparava nos seus olhos, o contorno era comum como o de todos, mas onde deveria haver uma cor, tipo verde, azul, castanho, não havia cor, era simplesmente branco, mas com alguns fios azuis. Ele usava um sobre-tudo preto e um chapéu e olhava pra mim com expressão de espanto, logo ele disse:

– Você pode me ver?

– Com meus olhos, sabe, eles servem pra ver!

– Sim, claro, senhorita, eu mais que todos, sei a utilidade de seus olhos, porém não entendo o motivo de você conseguir me enxergar!

–E eu não entendo uma só palavra que você diz! E, aliás, não tem nada de estranho no fato de que eu posso te enxergar, bom, um sonho estranho, um fragmento de memória martelando minha cabeça, um monstro, tudo e todos parados feito um filme ''pausado", se tudo isso está acontecendo, não me surpreendo com mais nada.

–Mesmo, porém...

Antes que o homem pudesse terminar a frase a mulher esguia e horrível o interrompeu, dando uma risada que me deu arrepios, logo ela disse:

–Ora ora ora, parece que sua protegida consegue te ver também? Nossa, meus súditos são mesmo eficientes!

–Então foi um dos seus que provocou toda essa algazarra? Não deveria ter feito isso, isso lhe serviu apenas para expô-la, voltará agora para onde não deveria ter saído, e não ouse perturbar este plano dimensional novamente!

–Mas o que está ocorrend...-Antes que eu terminasse a frase o monstro me agarrou e me segurava pelo meu pescoço, me sufocando.

–Solte-a! Eu ordeno!

–Você não passa de mais um inútil "da luz'', deveria ter caído junto com todos nós. Fica aí, servindo de escravo à essa humana ingrata!

O homem logo tirou seu sobre-tudo e seu chapéu, e revelou asas grandes e brancas e uma auréola que reluzia uma imensa luz, e usava uma roupa semelhante á aquelas usadas em filmes da antiga Grécia, ele sacou uma espada e atingiu o monstro que explodiu em vários pequenos raios de luz. Eu estava caindo, e então me lembrei do sonho, mas antes de cair o homem me pegou no ar e pousou.

Ele disse:

–Você disse ter se lembrado de um fato ocorrido, poderia confina-lo á mim?

–O que?

–Você poderia contar à mim?

–Ah, aquilo, era só uma memória de quando tinha 7 anos e respondia presente á um professor. –disse tentando soar como alguém que não estava reparando em suas longas asas, olhos branco e azuis, roupa brega e sua auréola reluzente.

– Eu sei que tinha mais que isso, e você têm que me contar!

– Ok, presenciei algo louco esse dia, contar um segredo á um estranho não seria uma loucura maior...

Eu comecei a contar aquela história, que me apavorou por muitas noites quando criança.

Eu tinha apenas 7 anos, estava sentada escrevendo em meu caderno o que o Sr. Hayerthings passava no quadro-negro, quando ele virou pra trás, ele realmente me dava medo, e disse:

–Crianças, estou aqui pra educa-los, e não deixarei que se tornem hipócritas, não acreditem nessas histórias que lhes contam!

Eu me levantei, e inocentemente disse:

–Minha vovó disse que eu não preciso ter medo, que há um anjinho tomando conta de mim, eu acredito nele, professor.

–Cale-se garota!

– Senhor, eu respeito sua opinião, não tem problemas, apenas estou querendo dizer que eu acredito no meu anjinho, no anjinho de todos! –disse meio assustada-

O professor se levantou e me deu um forte tapa na cara, não chegou a deixar marca, eu sai correndo e chorando da sala, quando pude ouvir o Sr. Hayerthings dizer:

–Caso alguém conte o que ocorreu aqui a mais alguém, eu vou ...

Eu não quis saber, eu sai correndo, em direção a casa. Minha casa era realmente longe dali, e eu era apenas uma garotinha, mas prossegui correndo até chegar em casa ...

– Pode parar por aí, eu sei o resto da história... –disse o homem estranho de asas, auréolas, roupa e olhos estranhos

Só então eu me toquei que eu estava presenciando um ser celestial, como o que ouvia em histórias, até que ouvi uma voz:

–Harriet, minha filha, está aí?!

–Hã, estou sim mãe..

Só então reparei que tudo estava normal, se tom envelhecido, as pessoas se movimentavam, sem demônios e anjos, sem nada anormal! Droga, seria tudo uma loucura da minha cabeça? Ou mais um ''sonho''estranho?

Notas finais
Obrigado novamente *--*