Should Have Asked For Directions
7 Capítulo 6: Junho - Verão depois do segundo ano/ Antes do terceiro ano
Vire à esquerda. Por quê? Porque eu quero me perder com você.
Quando a campainha tocou naquela tarde quente de verão em junho, Rachel não tinha muita certeza do que esperar. Ela fez dezesseis algumas semanas atrás e desde então, Quinn constantemente fez parecer uma grande coisa chamá-la para sair em um encontro, mas ela nunca realmente a chamou para sair em um encontro. Era sempre, “Não! Deixe eu te chamar. Eu quero te chamar. É importante que eu te chame.”
E então nada.
Rachel, por sua configuração padrão, perdeu a paciência. Claro, elas praticamente estavam namorando por dois meses agora, mas realmente, elas não estavam. Apenas algumas semanas atrás, ela deixou Quinn a pedir em namoro naquele dia ensolarado no parque. Ela sorriu com a lembrança andou de forma espalhafatosa até a porta.
Ela esperava que quando abrisse, Quinn estaria parada do outro lado. Seus pensamentos sempre a levavam de volta para os clássicos: Quinn em sua jaqueta de escola, Quinn a chamando para ir ao boliche, Quinn pedindo para namorarem firme. As fantasias a divertiam.
Ela ansiava por romance e amor no estilo antigo, exatamente como Claudette Colbert e Clark Gable. Em sua mente, Quinn apareceria em seu carro antigo, escutando algo suave como Billie Holiday, piscaria seus lindos olhos cor de avelã, fazendo as pernas de Rachel explodirem, e então elas iriam cantando pneu até uma festa de arromba e viveriam felizes para sempre.
Claro, isso era uma forma muito inocente de olhar para o amor e o papel feminino na sociedade, mas quando se tratava disso, Rachel podia apreciar o jeito de vida antigo. Ela queria as coisas simples. Como elas acreditavam, tudo o que elas precisavam era de amor.
Era tudo o que ela precisava, juntamente com Quinn criar um par de culhões.
Quando ela abriu a porta e encontrou um homem doce e magro, africano-americano sorrindo para ela ao invés da fêmea doce, loira, caucasiana, seu sorriso desapareceu.
“Fred.”
“Bom dia, Srta. Berry,” ele murmurou, seu James Earl Jones particular. Ele poderia estar narrando a história de vida delas se quisesse.
Ela arqueou uma sobrancelha e se inclinou para a esquerda para enxergar em volta pedaço de carne de um metro e noventa e cinco que estava na sua frente. Seu jardim da frente perfeitamente bem cuidado estava vazio. Ela se esgueirou para fora do batente e olhou para a esquerda, rua vazia, e então para a direita, rua vazia também. Crianças jogavam bola no campo da vizinhança no meio do caminho. Gran e Gram Beasley estavam sentados em sua varanda a sua esquerda. Eles se balançavam em suas cadeiras e observavam Fred parado na entrada de sua casa.
Nenhum sinal da Quinn.
Ela voltou para dentro e deixou seus olhos escalarem até Fred. O sorriso dele a irritava. Ela não gostava de estar fora da jogada e algo estava acontecendo, algo estava acontecendo, algo violento.
“Fred.”
“Srta. Berry.”
“Nós já estabelecemos isso. Obviamente você sabe quem eu sou e o meu nome, eu gostaria de saber por que está na frente da minha porta e exibindo tamanho sorriso. Você sabe de algo. Onde está a minha namorada?”
“Srta. Fabray está indisponível no momento.”
“Fred. Cochran. Você vai me dizer onde a Quinn está nesse exato momento. Pelo trabalho, você é um serviço para essa comunidade. Agora eu te ordeno que você me diga onde ela está.”
“Srta. Fabray está indisponível no momento. Srta. Berry, posso te pedir para que me acompanhe?”
“Não.”
“Srta. Fabray me informou que você diria isso. Aqui,” ele disse e sua mão estendeu um pedaço de papel dobrado para Rachel. Ela olhou para ele, a suspeita a derrotando, e então olhou para Fred. Seus olhos nervosos sustentaram os abrasadores dela o quanto puderam antes de se desviarem de forma tímida.
Ele quebraria.
Mas ela realmente queria quebrar Fred?
Ela bufou e pegou o papel. Ela o desdobrou com um suspiro.
Pare de ser teimosa!
Aquilo olhou de volta para ela na letra bagunçada de Quinn. Seus olhos deram uma cambalhota para dentro de sua cabeça. Fred pigarreou.
“Se eu puder começar de novo, Srta. Berry; você poderia vir comigo, por favor?”
“Não.”
Ele franziu o cenho e empurrou um segundo bilhete na direção dela com um ar tão desafiador que ela quase pensou que Quinn poderia ter pago a ele para fazer aquela cara por ela.
Ela o arrancou de suas mãos com satisfação e leu em voz alta:
“‘Vá com o Fred ou eu nunca mais vou te beijar de novo.’ Oh, por favor! Ela nunca poderia não me beijar. Você pode ir embora agora, Fred. Terminamos por aqui,” ela piou e ele arremessou um terceiro bilhete no ar entre eles.
Seus olhos se arregalaram.
Ela não estava esperando um terceiro. Ela imaginou que Quinn imaginaria que o segundo resolveria aquilo. Rachel estava determinada a provar que ela estava errada. Mas não, Quinn sabia que ela precisava de um terceiro.
E aquilo, aquilo a enfureceu. Quinn pensava que ela era teimosa!
Bem, ela era, mas mesmo assim!
“Srta. Berry,” ele repetiu e empurrou ainda mais o bilhete. Ela estendeu a mão e o pegou com um rosnado. Ela estava cansada desses jogos. Era tarde de sábado e ela estava pronta para começar a planejar seu primeiro encontro que era melhor acontecer aquela noite ou uma certa loira estaria a seis palmos do chão por fazê-la esperar mais uma semana.
Ela abriu o bilhete bruscamente e seu mundo parou.
Eu te amo. Por favor, por favor, por favor vá com o Fred.
Me faça a garota mais feliz do mundo.
Ela não conseguia parar de olhar para as primeiras três palavras. Era a primeira vez que Quinn as tinha colocado juntas de qualquer forma. Claro, ambas sabiam. Mas, nenhuma delas tinha dito, escrito, enviado.
“Ela me ama,” Rachel finalmente falou.
“Ama, Srta. Berry. Por favor, venha comigo.
Seus pés se moveram para a frente, é claro. Eles sabiam para onde queriam ir. Cada pedaço dela queria ir com Fred, mas sua estúpida cabeça sempre ficava no caminho. Ela envolveu seu braço no cotovelo dele e ele desceu as escadas com ela.
Ela deixou a porta da frente aberta. Ela esqueceu seus sapatos.
Ela não apagou as luzes.
Ela nem mesmo arrumou seu cabelo.
Ela simplesmente andou. Ela andou com Fred.
E Quinn a amava.
Eles desceram a calçada na direção da casa de Quinn, incerta se era para lá que eles realmente estavam indo, e tudo o que ela conseguia pensar era, “ela me ama.”
Quinn a amava.
Elas ficariam juntas para sempre. Eles ficariam. Rachel sabia.
“Hey Fred,” ela chamou.
“Sim, Srta. Berry?”
“Quantos anos você tem?”
“Setenta e dois, Srta. Berry.”
“Sabe, Fred, você pode me chamar de Rachel. Somos amigos. Certo?” ela perguntou e lançou para ele seu usual olhar esperançoso.
“Nós somos amigos, sim, Srta. Berry,” ele riu.
“Fred!”
“Foi pedido da Srta. Fabray, eu sinto muito.”
Rachel empacou em seu caminhar e seu queixo atingiu o chão. “Ela te ordenou que me chamasse de Srta. Berry?”
“Não, senhora. Ela não me ordenou. Ninguém me ordena. Ela simplesmente me pediu para ser um gentleman.”
“Oh ela fez isso?”
“Ela fez.”
Rachel continuou a caminhar novamente, suas meias começando a deslizar por seus pés com cada fricção contra o concreto. Seu moletom grande e sua calça não eram roupas para as atividades da tarde, mas Rachel não se importava e tinha certeza de que Quinn não se importaria também.
“Como era nos tempos antigos, Fred? Antigos tipo, antiga Hollywood quando tudo era deslumbrante e tudo era muito… elegante.”
“Elegante?”
“Oh você sabe, smokings, pele de porcelana, grandes gestos de amor?
“Eu não fazia realmente parte da antiga Hollywood, Srta. Berry.”
“Sim, mas…”
“Se você quer sabe como a vida costumava ser, bem, isso é diferente.”
“Okay, isso seria bom,” ela respondeu com um leve contrair de um sorriso tímido.
“Com a vida costumava ser? Você era casado?”
“Eu era.”
“Ela está, ela foi, hm, ela…”
“Ela morreu, sim, Srta. Berry. O nome dela era Nezzy.”
“Nezzy?” Rachel riu. “Isso é muito fofo.”
“Ela era uma coisa,” ele disse com um sorriso nostálgico.
“Ela era tão irritante quanto a Quinn?” ela rosnou. O sorriso que explodiu nele fez Rachel morder seu lábio com o mínimo indício de diversão.
Casas passaram enquanto eles caminhavam pela vizinhança. Suas meias agora saíam de seus pés, metade delas já do lado de fora. O vento soprava em seu rabo de cavalo bagunçado. Seu moletom ficou caído em seu ombro direito.
“Srta. Berry, você é muito dura com ela, não acha?”
“Eu? Dura com ela? Fred, você… você caiu no efeito do Charme Fabray. Você caiu. Você não pode deixar sua defesa baixa perto dela. Ela ataca rápido e forte. Você para de se proteger e bam, você está apaixonado por ela e fazendo sanduíches pra ela e coisas assim!”
Ele apenas podia rir. Ele viu aquelas duas tendo a experiência do amor florescendo nos últimos dois meses. Ele pegou os olhares tímidos, argumentos acalorados, os beijos atrás do depósito de lixo na piscina da vizinhança.
Oh sim, ele viu tudo.
Ele as pegou naquela tarde de abril atrás do clube, o genuíno choque petrificante em seus rostos imediatamente disse a ele que essa situação seria uma importante em sua vida. Ele tinha a chance de fazer a diferença, bem ali naquele instante.
Então quando ele viu os corpos delas tremendo e as lágrimas começarem a descer por seus rostos, ele se aproximou, colocou uma mão em cada ombro das garotas e simplesmente declarou, “Estou do lado de vocês.”
Elas o envolveram em um abraço tão forte que ele mal conseguia respirar. Ele pensou em Nezzy naquele momento. Ela sempre quis uma filha e ele só deu um filho a ela. Ele imaginou que não era tão tarde para continuar a retribuir para o amor de sua vida.
Ele se comprometeu com aquilo naquele segundo e nunca olhou para trás.
Desde então era como se eles tivessem formado uma sociedade secreta. Eles compartilhavam sorrisos, olhares, piscadas, e ele agia como seu próprio garoto de entregas pessoal entre as casas aos sábados. Ele gostava daquilo mais do que alguma vez pensou que gostaria. Ele trazia para Quinn letras de música escritas para ela. Ele trazia para Rachel livros novos que Quinn queria que ela lesse. Ele trazia cartas de amor que elas escreviam uma para a outra. Ele entregava fotos. Ele passava bilhetes.
E ele sabia que Nezzy estaria orgulhosa dele.
Quando Quinn se aproximou dele com sua ideia duas semanas atrás, ele disse sim na mesma hora. Ele não conseguia encontrar a coragem em seu coração, não que quisesse, para decepcionar a jovem garota. Elas acabaram de fazer dezesseis, acabaram de se apaixonar, e seriam rapidamente introduzidas na vida real em algum lugar de seu futuro próximo. Aqueles eram os dias dourados, ele disse para Quinn; aproveite-os, aprecie-os.
Ela se iluminou e explicou seu plano para ele. Seria o primeiro encontro delas e ela precisava que fosse único, clássico e especial.
“Como na antiga Hollywood,” ela disse.
Isso fez Fred rir por dentro. As garotas já eram almas gêmeas, com dezesseis, e elas nem mesmo sabiam disso ainda. Nezzy definitivamente ficaria orgulhosa dele.
Eles andaram até a casa de Quinn, subiram até a entrada e pararam na porta da frente. Fred não fez nada, como guia, uma vez que chegou ali. Ele apenas apoiou a mão da Srta. Berry em volta de seu cotovelo e esperou.
Ela ficou mais inquieta no mesmo segundo. Seus olhos começaram a se lançar para a esquerda e para a direita, para cima e para baixo. E então ela se remexeu, e então novamente.
Ela suspirou.
E então bufou.
“Srta. Berry.”
“Fred.”
“Paciência e coragem conquistam tudo,” ele disse, sua voz alinhada com tanta firmeza que fez Rachel se virar. Fred manteve seus olhos obedientes olhando para a frente.
“Você é o Morgan Freeman agora?”
“Isso é Emerson. Ralph Waldo Emerson. Você deveria lê-lo. Você vai gostar dele. Eu sei que a Srta. Fabray gosta,” ele disse, seus olhos ainda olhando para a frente. Rachel olhou para ele. Quinn gostava de Emerson?
Paciência e coragem.
Ela podia fazer aquilo. Ela podia ser aquilo.
Ela se voltou para a porta e respirou fundo.
Fred olhou para a garota à sua direita. Ela estava se esforçando tanto para ser calma e paciente. Ele observou a frase de Quinn cair sobre ela e não pôde evitar sorrir de como a loira conhecia sua namorada. Suas palavras exatas ecoaram por sua cabeça:
“Jogue algo importante para ela e ela vai levar a sério. Ela gosta das coisas refinadas, coisas que ela pensa que são mais sofisticadas. Se ela achar que é coisa séria, ela vai escutar. Se ela pensar que é algo que ela já deveria saber, ela vai levar isso para o coração. Ela não gosta de parecer que está por fora do circuito clássico. Como, como… como Emerson. Sim, Emerson. Ralph vai calar a boca dela,” Quinn tinha encorajado.
Ele tinha que tirar o chapéu para a loira, ela conhecia aquela garota por dentro e por fora.
Quinn sempre dizia, “Isso é o que dois anos de tormento, seis meses de amor não-correspondido, e dois meses de paixão sem fim faz com você. Eu li o livro de Rachel Berry… depois de escrevê-lo.”
Ele riu do atrevimento dela. Era de alguma forma cativante. E enquanto ele olhava para a jovem e inocente morena se esforçando à sua direita, ele sabia que elas teriam uma vida interessante.
Ele olhou para seu relógio e os olhos de Rachel se lançaram para ele.
O relógio marcava meio-dia.
Ele gentilmente retirou o braço de Rachel de seu cotovelo, colocou um leve beijo em sua mão e então a deixou descansar ao lado dela antes de começar a descer as escadas.
“Fred! Para onde está indo? Eu devo entrar?”
“Paciência e coragem, Srta. Berry. Paciência e coragem,” ele terminou com um sorriso e andou pelo quintal de Quinn até sua caminhonete estacionada na esquina. Com confusão e quase um pouco de medo, Rachel o observou ir embora.
Ela queria virar nos calcanhares, arrombar a casa e ordenar saber exatamente o que no mundo Quinn estava planejando fazer, mas as palavras de Fred ecoaram em sua mente.
Ela podia se controlar. Adultos se controlavam.
Ela enrijeceu seus ombros, se virou para a porta e esperou, olhos para a frente e força de vontade em chamas.
“Rach.”
Ela deu meia volta bruscamente e seus olhos caíram em Quinn na grama a seis metros de distância.
“Quinn.”
“Feliz sábado,” ela sorriu, muito grande para o gosto de Rachel. Aquilo alimentou a pequena chama que ela tinha acabado de acalmar com Emerson. Logo, suas entranhas estavam queimando.
“Você! Você tem muita coragem!”
“Para! Não finja que não gostou de sua caminhada até aqui com o Fred. Não finja que não está animada com o mistério. Não finja que não gosta de romance. Apenas não finja, Rachel.”
Sua boca se abriu para refutar cada alegação que saía de Quinn, mas nada saiu. E então ela se abriu novamente quando ela se remexeu e ergueu um dedo indignado no ar, mas aquilo se dissipou mais uma vez.
“Ótimo. Agora podemos continuar?”
Ela tomou sua reação impensada como insubordinação.
“O que vamos continuar?”
“Bem, essa manhã enquanto você estava ocupada malhando, eu fiz uma visita para os seus pais.”
“Você fez o que?” ela ficou boquiaberta.
Quinn se aproximou e parou no início da escada que as separava. Ela levantou sua mão para a frente e a estendeu para Rachel.
“Eu visitei os homens Berry.”
“Você já disse isso.”
“Você agiu como se não tivesse entendido.”
“Eu ainda não entendi.”
“Bem, então segure minha mão e deixe-me explicar,” ela sorriu. “Temos lugares para estar.”
Rachel olhou para a garota parada abaixo dela. Ela estava usando sua jeans surrada favorita e uma blusa verde que a servia bem e estava escrito, “Chinchila” com uma imagem de um hamster usando óculos.
Ela era adorável.
“Você está muito fofa,” Rachel elogiou. Quinn sorriu grande e olhou para a sua própria roupa.
“Estou de jeans e blusa.”
“Exatamente. Mas sabe de uma coisa?” Rachel disse, segurou a mão de Quinn e desceu as escadas. Quando ela chegou no último degrau, ela parou e finalmente ficou no mesmo nível que a loira. Ela sorriu com a posição e Quinn se iluminou, deslizando seus braços por baixo do moletom largo e abraçando apertado sua cintura nua. Rachel arqueou uma sobrancelha com o toque e Quinn deu de ombros.
“Não, eu não sei. Me diga.”
“Sua blusa está errada.”
Quinn olhou para o hamster e então de volta para Rachel. A garota estava positivamente brilhando de alegria. Era a Rachel Berry que sabia que estava prestes a ser inteligente.
“Como a minha blusa está errada?”
“Bem, ela diz Chinchila.”
“Sim?”
“Deveria ser Quinnchila, você não acha?” ela soltou com um riso abafado.
“Você é a coisa mais deprimente que eu conheço,” ela riu, arrastou Rachel do degrau e a puxou em direção a caminhonete de seu pai.
“Mas eu também sou a coisa adorável!” Rachel guinchou e empurrou Quinn de volta para si. Ela enlaçou seus braços no pescoço da loira e segurou firme. “E você me ama, aparentemente.”
Os olhos de Quinn se desviaram e suas bochechas coraram.
“Eu sabia que você chegaria ao terceiro bilhete, sua idiota teimosa,” Quinn murmurou. Rachel zombou e puxou o queixo desafiador de Quinn de volta para ela contra as múltiplas tentativas da loira de olhar para longe.
“Hey, hey, hey, olha pra mim. Você preferia que eu não tivesse chegado ao terceiro bilhete?” seus olhos se encontraram e Quinn sentiu o buraco negro que era Rachel. Sempre a fazia girar, tomando seu controle, ameaçando a matá-la.
“Não, claro que não. Eu só-”
“Eu te amo,” ela disse de repente. “Pare de ter medo de mim.”
“Eu não estou… com medo de você.”
“Você está. E pare com isso. Eu não vou te machucar. Eu não vou te deixar. Eu nunca vou te julgar. E vou estar sempre, sempre ao seu lado. Okay? Você está me escutando?”
“Sim.”
“Eu te amo,” Rachel sussurrou.
Quinn se sentiu girando no abismo negro, incapaz de agarrar as paredes e parar. Onde ela acabaria? Quebrada? Nas nuvens? De qualquer forma, ela tinha que saltar alguma hora. Saltar ou ir embora, certo? Ela já tinha começado aquilo.
“Eu te amo também.”
Rachel se iluminou com um sorriso que Quinn jurou sempre trazer ao seu rosto. Se ela pudesse se colocar por trás daquele sorriso pelo resto de sua vida, tudo estaria bem. Em um instante, Rachel lhe deu um propósito. Um propósito que ela nunca imaginou ter nessa cidade, em sua vida.
“Por favor, me diga que você está me levando para um encontro. Eu realmente quero ficar brava com você se não estiver e eu não acho que vou conseguir fazer isso depois de me dizer o que disse.”
“Que eu te amo?”
“Wow, isso soa ainda melhor na segunda vez.”
“Terceira.”
“Sim, o bilhete conta, não conta?”
“Você quase desmaiou?”
“Você quase desmaiou escrevendo?”
“Um pouco,” ambas riram ao mesmo tempo. Quinn envolveu seu braço na cintura de Rachel e as guiou o resto do caminho até a caminhonete de seu pai. Ela agradeceu a Deus por Rachel ser baixinha e não conseguir ver dentro da caçamba. Ela entraria e não pensaria duas vezes.
“Por que não vamos usar o carro da sua mãe como sempre?” ela perguntou. Merda. Com quem Quinn achava que estava lidando?
“Primeiro, eu só estou dirigindo há três semanas. Não existe um padrão ainda. Segundo, mamãe precisa dele mais tarde. O pai disse que podemos pegar a caminhonete.”
“Mas você nunca a dirigiu.”
“Claro que sim!”
“Dirigir uma milha subindo a rua até a academia não é a mesma coisa que dirigir para, para… para onde vamos?”
“Olhe pra você, você está armando um ataque e não faz ideia do porquê. Relaxa, Rach. Apenas me deixe te levar em um encontro.”
“Oh então isso é um encontro!”
“Talvez.”
“Você acha que é toda cavalheiresca, mas realmente você só é irritante.”
“O sujo falando do mal lavado,” ela repreendeu e bateu na bunda de Rachel enquanto ela escalava a caminhonete mediana. Era apenas grande o suficiente para fazer a pequena criatura escalar, mas não tão grande para fazer Quinn se sentir como se estivesse em um tanque.
Ela não podia lidar com tanques. Ela mal conseguia estacionar aquela coisa do tamanho que era. Rachel se acomodou no assento e Quinn sorriu para si mesma, sua mão empacando quando foi fechar a porta. Aquilo poderia ser divertido.
Ela colocou uma perna no apoio e então escalou para o colo de Rachel. A garota imediatamente começou a guinchar.
“O que está fazendo!”
“Entrando na caminhonete,” ela declarou e colocou alguns beijos espalhados no pescoço da garota enquanto propositalmente se arrastava por cima de Rachel com todos os movimentos estranhos possíveis. Seu joelho parou com força entre as pernas da morena e um uivo saiu dela.
“Quinn!”
“Whoops. Foi um completo acidente,” ela cantarolou e continuou se arrastando, seus braços e pernas batendo em cada pedaço de Rachel e no banco e encosto e painel. Rachel bufou em cada movimento, batendo em Quinn quando podia, protegendo seu moletom quando não podia, e tetando conter sua afobação de outra forma.
A porta bateu atrás de seus pés e ela caiu com um grande baque e uma inspirada atrás do volante. Ela passou os dedos no cabelo para arrumar e então se virou para encontrar Rachel gargalhando dela.
“O quê?” Quinn perguntou.
“Você é impossível.”
“Eu amo quando você fica toda quente, como uma bibliotecária irritada. É sexy.”
“Bibliotecária!”
“Sabe, ‘por causa das palavras grandes’,” ela tentou explicar e o olhar de desdém no rosto de Rachel se recusava a entender. Quinn revirou os olhos com um grunhido e ligou a caminhonete. Depois de saírem, ela esgueirou sua mão pelo painel e a deitou levemente sobre a coxa de Rachel, com a palma aberta.
A garota conhecia o movimento. Ela sabia exatamente o que Quinn queria. Rachel cruzou os braços e olhou pela janela.
Quinn revirou os olhos mais uma vez e então levantou sua mão para deslizar levemente sobre aquela coxa. Só levou duas acariciadas antes de Rachel começar a se remexer em seu assento. Ela empurrou a mão de Quinn e voltou a olhar para a janela.
“Você está arruinando nosso primeiro encontro,” Quinn bufou.
“Você está brincando comigo por diversão e espera que eu simplesmente aceite porque esse é o nosso primeiro encontro e você sabe que eu quero muito isso. Você está tirando vantagem de mim,” Quinn guinchou alto de de forma incontrolável.
“Tirando vantagem de você? Rachel.”
“Quinn.”
“Rachel. Isso é ridículo.”
“Quinn. Isso é completamente não-ridículo.”
“Que tal falarmos sobre outra coisa enquanto eu levo a gente para a localização secreta e super legal do nosso primeiro encontro que você vai dar um ataque e se arrepender de ser tão ruim comigo?”
“Bem, se essa declaração não é uma carregada de culpa, eu não sei o que é.”
“Vamos lá, me pergunte o que eu conversei com os seus pais.”
“Oh! Eu me esqueci disso. O que vocês conversaram e por que você foi lá enquanto eu estava lá e não me disse oi?”
“Porque eu não estava lá para te ver; eu estava lá para ver os seus pais.”
“Não está me fazendo gostar mais de você nem um pouco agora.”
“Você me ama. Eu fui até lá para perguntar para eles se estava tudo bem te levar para sair.”
“Nós saímos o tempo todo, eles estão bem com isso. Por que você sentiria a necessidade de perguntar isso?”
“Porque eu não estava perguntando como uma amiga. Eu estava perguntando como sua namorada e respeitando as regras deles sobre a sua vida amorosa.”
“Você me assumiu para os meus pais?”
“O quê? Não! Eles sabiam! Eles já sabiam! Eles sabiam, certo? Oh meu Deus, eles não sabiam? Eu te assumi para os seus pais? Eu sou incrivelmente, oh meu Deus!” Quinn gaguejou e tirou a caminhonete da rua para o acostamento. “Rachel! Eu sinto tanto, tanto. Eu pensei que eles sabiam! Como eles não sabiam!” ela chorou e pegou as mãos de Rachel.
Aqueles olhos castanhos grandes e tristes se levantaram lentamente para focarem nela. Oh Deus, como ela podia ter estupidamente assumido aquilo e então perguntado para os pais dela se ela podia namorar a filha deles? O que infernos ela estava pensando?
E então aqueles olhos castanhos se iluminaram com um sorriso abafado.
“Não, eles sabem. Eu só estava brincando.”
O queixo de Quinn encontrou o chão. E sua palma encontrou a coxa de Rachel com um com um baque alto.
“Não bata em mim!”
“Você acabou de me dar um ataque cardíaco!”
“Minha coxa vai ficar toda vermelha!”
“Ugh, eu deveria deixar a sua bunda na calçada por isso.”
“Eu me machuco muito fácil!” Rachel rosnou e esfregou sua coxa. Ambas bufaram ofendidas e focaram na estrada enquanto Quinn voltava a dirigir. Momentos passaram com apenas o som de carros dirigindo na direção oposta. Quinn remexeu as mãos no volante e Rachel cruzou e descruzou as pernas.
Quando elas se acalmaram, Quinn deslocou seus olhos para a morena e então de volta para a rua.
“Estamos quites agora?”
“Mhm,” Rachel piou.
“Finalmente,” Quinn murmurou e estendeu sua mão sobre o painel onde tinha batido em Rachel, palma aberta, exatamente como antes. Rachel sorriu para a loira e então entrelaçou seus dedos. Era o paraíso dentro de uma mão irritante.
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