Should Have Asked For Directions

8 Capítulo 7: Maio - Último ano


É uma cidade abandonada, vamos explorar

Até mesmo andar atrás de Quinn pela Sheets ‘N’ Things empurrava Rachel na direção do penhasco. A loira a buscou uma hora atrás em seu Fusca 76 e Rachel odiou que ainda achasse aquilo sexy e muito a cara de Quinn. E ela estava agradecida que Quinn tivesse abaixado o teto. De outra forma, ela podia ter sufocado lá dentro. Ela não conseguia pensar no que dizer uma vez que elas disseram, “Hey,” e aparentemente Quinn também não.

Cada olhada para a loira fazia Rachel lembrar o que aconteceu. Cada respirada em seu perfume enviava lembranças por trás de seus olhos. Cada sorriso que cruzava o rosto dela enquanto estava sentada atrás do volante trazia Rachel de volta para o primeiro encontro delas.

Os pensamentos de onde elas começaram, estiveram, e agora se encontravam a fazia querer se comer viva. Elas não disseram duas palavras no caminho para o shopping. Fazer compras para as necessidades de um dormitório aconteceu de ser uma atividade mundana que elas podiam começar nessa nova jornada de “vamos ser amigas” em que ela relutantemente as colocou. Era pra ser calmo, leve e fácil.

Mas não, ela estava andando atrás do amor de sua- ex amor de sua vida- escutando a loira resmungar sobre tintas e estilos e combinações, “Que tal feng shui?”

Feng shui. Quinn recorreu ao feng shui. Quinn.

“Você sabe que quer comprar um jogo de cama preto, apenas compre preto,” Rachel murmurou com exasperação e passou seus dedos sobre uma pilha brilhante de lençóis azul bebê. Quinn parou de andar e resmungar e se virou para encarar Rachel.

“Preto? Como adivinhou?” ela perguntou com uma sobrancelha arqueada.

“É o que você mais usa.”

Quinn olhou para as próprias roupas. Ela usava uma regata cinza e jeans azul com um colar preto. Não era uma roupa preta preta. Quinn riu.

“O que você está tentando dizer, Baixinha?”

Rachel lançou seus olhos para Quinn.

A loira sentiu os tiros por trás deles.

“Desculpa. O que você está tentando dizer, Rachel.”

“Estou dizendo que você se veste como se parecesse- como se sente. Pelo menos, eu acho que sim e eu tenho que dizer que costumava te conhecer muito bem,” Rachel deu de ombros.

“Você ainda conhece.”

Rachel olhou para ela e rezou para que a dor em seu coração diminuísse antes que ela tivesse uma convulsão. Aqueles olhos, aqueles olhos que costumavam a ancorar ainda a ancoravam, mas de um jeito que a fazia se sentir presa, encurralada e sufocada.

Quinn tentou dizer tanto a ela nos poucos segundos que ela sabia que tinha antes de uma das duas desviar o olhar. Ela queria agarrar a garota e dizer a ela que ela ainda sabia de tudo, era tudo, seria tudo, mas ela não podia.

Elas eram amigas. Malditas amigas.

Desculpa, Jesus. Desculpa.

Ela suspirou em arrependimento e observou os olhos de Rachel finalmente deixarem os dela com nada em seu controle. Quanto tempo levaria? Quinn se perguntou, e se voltou para os lençóis. Por quanto tempo ela teria que suportar essa dor estranha perto de sua melhor amiga, sua pessoa favorita, o maior amor que já teve?

Por quanto tempo?

“Quinn, eu não acho que isso foi uma boa ideia,” Rachel murmurou atrás dela.

Ela se virou para encarar a voz inocente e encontrou Rachel mexendo os dedos enquanto olhava para o chão.

Observá-la parada ali, se remexendo e nervosa, isso levou Quinn de volta para a primeira vez em que beijou a garota.

Mas agora… agora ela parecia tão cansada. Ela parecia como Quinn se sentia.

Tudo era simplesmente tão cansativo. Os últimos seis meses tinham sido na melhor das hipóteses estranhos e na pior cruéis. Agora ali estavam elas, paradas em um corredor cheio de lençóis e sem nenhuma ideia à vista. Ela não sabia o que estava acontecendo ou o que fazer em relação a isso. Ela só sabia que estava melhor do que ontem.

Realmente, aquilo era tudo o que ela sabia.

Então ela pegou aquilo, aquela pequena lasca de esperança e Quinn se aproximou dela.

“Rach,” ela suplicou e Rachel olhou para ela, sem perguntas. “Tudo o que eu sei é que hoje está sendo melhor que ontem. E eu quero que amanhã seja melhor que hoje. É isso. É tudo o que eu sei. E francamente, é o suficiente pra mim, nesse momento, escolher lençóis,” ela disse cansada com um sorriso.

O sentimento leve e verdade da declaração trouxe paz para Rachel. Ela fechou seus olhos, respirou fundo para se acalmar, e deu um sorriso tímido e assentiu.

“Você está certa. Você está certa, você está absolutamente certa. Hoje está melhor do que ontem. Isso, isso pode ser suficiente para mim,” ela sorriu.

“Ótimo,” Quinn se antecipou, imitando aquele sorriso, e passou uma mão no cotovelo de Rachel em uma demonstração de-

Rachel ficou fora de alcance e se mergulhou em arrependimento.

“Desculpa! Desculpa. É reflexo. Eu… eu sinto muito,” Rachel se atrapalhou.

Ambas as garotas engoliram em seco antes de darem um passo para trás. Rachel não conseguia acreditar que tinha feito aquilo, se afastando como se Quinn fosse a machucar fisicamente. O que ela estava pensando? Ela estava ficando maluca, era isso que estava pensando. Ela estava perdendo a cabeça, com medo de seu coração, petrificada por Quinn.

Se controle, sua amadora, ela ralhou. Você é Rachel Berry. Você não está com medo. Você é mais do que isso.

“Tudo bem. Eu entendo,” Quinn disse com um sorriso forçado e se virou para continuar suas compras.

Deus, Rachel. Olhe para o franzir que ela causou. Quinn não deveria estar franzindo o cenho. Aquele rosto nunca deveria fazer aquilo, especialmente por sua causa. Ela engoliu o resto de sua coragem e pulou para a frente para se esgueirar ao lado de Quinn.

Conserte isso, Rachel. Apenas conserte.

“Eu acho que você deveria escolher azul bebê,” ela sorriu. “É leve. É arejado, quase feliz.”

Quinn ponderou a sugestão e cor e instantaneamente se encontrou flutuando até a terra de Rachel Berry; era a terra dos céus azuis, lagoas azuis, vestidos de baile azuis, flores azuis, e balões azuis em parques de diversões ensolarados.

Oh, e bichos de pelúcia azuis e algodão doce azul.

Oh sim.

“Eu poderia usar azul bebê,” ela sussurrou com um sorriso preguiçoso.

“Eu acho que você vai gostar. Me faz pensar…” Rachel começou, batendo um dedo no queixo e encarando o nada.

Quinn sentou em agulhas e alfinetes esperando ouvir para onde o azul bebê levou Rachel.

“Me faz pensar como costumávamos dizer aquelas coisas de nuvens sobre os seus livros,” ela finalmente murmurou.

“Huh?”

“Lembra? Parece que dissemos há dois Natais atrás.”

“Eu preciso de mais detalhes,” Quinn mentiu. Ela só queria que Rachel se lembrasse delas: juntas, felizes, apaixonadas.

“Sim, na noite de Natal na minha casa. Nós debatemos de forma acalorada sobre o Hanucá e o Natal. O pai estava um pouco bêbado com a gemada do papai Russ. Você não se lembra disso?”

“Ainda estou esperando pela parte onde você relaciona isso com azul e livros e nuvens,” Quinn sorriu e passou a mão sobre alguns lençóis vermelhos. Ela se perguntou se alguma vez seria uma garota como Rachel, uma garota que conseguia usar lençóis cor de vinho, vermelhos e rosas. Ela simplesmente não era essa garota.

Ela olhou para as prateleiras mais altas e comparou alguns tapetes pendurados. Ela precisaria de tapetes? E por que tinham tapetes no corredor dos lençóis? Quantos corredores de lençóis haviam ali?

“Quinn?”

“Huh?”

“Eu perguntei se você lembra da nossa conversa na varanda depois do papai ficar todo com a fala pastosa e Judy ter começado a dançar com o pai. Não me ignore. Você sabe o que acontece quando me ignora,” Rachel fez beicinho.

“Você se recusa a compartilhar suas histórias brilhantes, magníficas e incompletas.” ela imitou na sua melhor voz de Rachel. Ela sempre falava de forma um pouco mais alta e aguda que o necessário, por diversão.

“Eu não falo assim.”

“Claro que não,” Quinn sorriu de forma sarcástica. Rachel revirou os olhos, pegou uma pilha de lençóis azul bebê que Quinn espalhou ao passar e bateu com aquilo em suas costas. Quinn girou e relutantemente a tirou de suas mãos. “Isso machuca, sabia.”

“Eles são lençóis do tipo de 400 fios acetinados. Eu praticamente joguei uma nuvem nas suas costas. Me dê um tempo.”

“Me dê o resto da história.”

“Estou tentando!” Rachel se alarmou.

E Quinn de repente, sem aviso, se apaixonou outra vez.

Ela engoliu seu sorriso radiante e calmamente alinhou seus ombros com a pequena morena, direcionando todo o seu foco para a diva.

“Sou toda sua. Conte,” ela ordenou e então fez menção de se conectar com a sua versão séria. “Viu? Pronta. Toda sua.”

Rachel afastou o trovão, relâmpago e tsunami assustador que a frase enviou para o seu corpo. Ela a tinha escutado muitas vezes e muitas dessas vezes foram em suas camas, debaixo dos cobertores, ofegando uma na outra, gemendo por baixo da outra, declarando a posse uma da outra.

Ela engoliu em seco.

Oh Jesus. Rachel sacudiu a cabeça.

Qual história ela estava contando?

Deus, o que sequer elas estavam conversando? Tudo o que ela conseguia ver, focar e pensar era naqueles lábios a encarando a apenas a dois passos de distância.

Aquilo eram longos vinte e quatro centímetros, Rachel. Aquilo era uma distância longa, muito longa.

Elas estavam longe, muito longe.

História, encontre a história.

“Rach?”

Engasgada. Sobre o que pela eterna Barbra ela estava falando e por que ela não conseguia se controlar?

Garotos! Garotos deveriam ser assim. Ela era uma garota! Uma Rachel Berry!

“Sim?” ela disse com dificuldade.

“Você estava tentando me contar uma história. Bem, você estava dando um ataque por não conseguir contar essa história e agora você não está contando. Você ia, hm, realmente contar? Estou confusa.”

Mas realmente ela não estava confusa de forma alguma.

Rachel estava muito corada, agitada e dispersa tendo o ataque mental mais divertido da memória recente de Quinn e aquilo era muito bom para perder.

“Sim, ugh. O que estávamos-”

“Lençóis.”

“Lençóis…”

“Lençóis azul bebê,” Quinn ajudou com um sorriso que tentou esconder com tanto desespero e falhou.

“Lençóis azul bebê!" Rachel arfou. Ela se lembrou! Sim!

“Calma tigresa,” Quinn riu. “São só lençóis.”

“Não. Esse era o meu ponto dessa, dessa coisa toda. Azul bebê, pra mim, sobre você, me faz pensar sobre a noite de Natal.”

“Sim, você já contou essa parte.”

“Oh, certo.”

“Avança.”

“Okay, hm, Judy estava dançando com o pai e-”

“Avança mais.”

“Oh. Okay, ugh… papai Russ, ele estava-”

“Orgulhoso do H ficando bêbado com a sua gemada. Vamos , Rachel.”

“Desculpa! Então nós estávamos na varanda! Porque as coisas ficaram um pouco ‘adultamente irritantes’ com o debate do-”

“Hanucá contra o Natal.”

Você quer contar a história?” Rachel a encarou.

“Quer dizer, eu vou se você não for,” ela provocou e se virou de costas, andando pelo corredor até o final em direção ao próximo. Rachel a observou, não pôde evitar sorrir, e pulou para acompanhá-la.

“Eu conto, eu conto! Eu já contei a parte em que a gente foi pra varanda?”

“Eu acho que foi aí que você parou,” Quinn sorriu para si mesma e parou na frente dos utensílios para banheiro. O que combinaria com azul bebê? Amarelo? Verde? Hmm…

“Você deveria escolher verde claro para as coisas do banheiro. Vai manter o mesmo fluxo de energia,” Rachel a direcionou. Quinn sorriu e rapidamente recuperou sua expressão desafiadora.

“Fluxo de energia? Sério, Rach?” ela abafou o riso.

“Sim, sério. Mas voltando para a minha história-”

“Você quer dizer minha história.”

“Quieta! É a minha história. Então, a gente estava na varanda. E lembra, a gente podia escutar o pai falando sobre piões de Hanucá e Judy começando a cantar Deck the Halls? Aquilo era tão engraçado e estranhamente doloroso.”

“A parte mais engraçada foi o meu pai vestido de Papai Noel, gargalhando ho, ho, ho e balançando aquela barriga levemente avantajada dele. Você sabia que a mamãe começou a fazer ele malhar no dia seguinte? Ela disse, ‘ela balançou muito para o seu bem-estar de controle de colesterol.’ O que isso sequer significa?”

“Significa que ela estava preocupada que o peso virasse um fator contra a saúde do-”

“Eu não estava falando sério.”

“Oh.”

“Sua história?”

“Certo! Então a gente estava sentada na varanda. Você estava toda agasalhada com aquele gorro verde adorável e infantil com as bolinhas balançando de cada lado. Lembra disso?”

“Ainda é o meu favorito.”

“Tão fofo. Enfim, então você estava usando aquele gorro e eu acho que eu estava usando-”

“Seu moletom de Wicked.”

“Sim!” ela sorriu. Que lembrança amável. A preencheu com tanta familiaridade. Ela amava passar o Natal com Quinn, sempre amou. “Estávamos sentadas e conversando sobre O Morro dos Ventos Uivantes, lembra?”

“Mhm.” Era o livro favorito de Quinn para ler no Natal. Ela deixava o sofá de dois lugares de Rachel a engolir por inteiro enquanto ela se perdia nele ao lado da lareira. Isso aconteceu noite após noite nas férias de Natal dois anos atrás. Esse Natal passado foi uma exceção, obviamente.

Mas Rachel, Rachel odiava o livro. Era longo e descritivo e simplesmente, muito gótico, ela sempre disse. Ele supostamente deveria ser esse romance heróico, mas apenas Quinn reconhecia o romance. Rachel estava presa no cenário abominável e palavras vagas.

“Você estava lendo para mim um trecho dele, me dizendo que era lindo. Mas eu não me lembro do trecho,” Rachel meditou.

“Você não lembraria,” Quinn cortou com um barulho de irritação bem-humorado. “Você sempre odiou esse livro.”

“Ódio é uma palavra forte, eu acho.”

“É a palavra certa. Você a usou inúmeras vezes em referências específicas ao livro.”

“Voltando para a minha história. Qual era o trecho?” Rachel perguntou.

Quinn sabia que ela não se lembrava do trecho. Ela nunca teria perguntado, de outra forma. Ela nunca teria comentado sobre essa história. Ela nunca teria pensado sobre o Natal, Emily Bronte ou O Morro dos Ventos Uivantes.

Quinn sabia.

“Quinn? Você lembra que trecho você sempre falava sobre? É meio que pertinente para a minha história,” ela sorriu de forma atrevida.

Cara, aquele sorriso. Quinn não percebeu o quanto tinha perdido. Ela não podia dar o trecho para ela. Ela não podia. Iria arruinar aquele sorriso e esse clima glorioso que elas de alguma forma criaram.

“Eu não lembro.”

Ela sempre se lembrou.

“Jura? Que pena,” Rachel fingiu. “Okay. Bem, de qualquer forma, nós estávamos lá fora e você estava falando sobre esse livro com uma emoção tão grande e gesticulando como louca. Eu podia sentir a sua paixão, sabe. Sempre é assim. Quer dizer, sempre foi. É como se os seus livros te levassem para longe em um refúgio nas nuvens.”

“É isso o que você costumava dizer,” a loira murmurou.

“Saia das nuvens, Q,” Rachel começou.

“Venha ficar comigo,” Quinn terminou por ela, suavemente, sob a respiração e com medo de suas implicações. Rachel disse aquilo para ela muitas vezes, a maioria na cama quando Quinn lia antes de ir dormir. Saia das nuvens, Q, venha ficar comigo. Quinn fecharia seu livro, apagaria as luzes e se aconchegaria na garota. Ou no parque, ela estaria deitada de costas, a cabeça de Rachel descansando em seu estômago, um livro em uma mão e a mão de Rachel na outra. Saia das nuvens, Q, venha ficar comigo. Quinn abaixaria seu livro, passaria seus dedos pelo cabelo de Rachel e simplesmente ficaria assim.

Elas costumavam ser perfeitas, como essas instalações de banheiro.

Ela passou uma mão sobre um vidro verde claro para pasta de dente. Seus dedos caíram para deslizar sobre o suporte de sabonete combinando. E então eles se levantaram para deslizar sobre um suporte de escova de dentes similar, tão lustroso, tão macio, tão desenhado para a perfeição.

Exatamente como ela e Rachel.

Agora olhe para elas.

Rachel assistiu Quinn se perder olhando para os objetos verdes de banheiro. Ela assistiu aqueles dedos longos e finos se curvaram sobre cada borda como se eles fossem as coisas mais lindas do mundo.

Nesses momentos, Rachel daria qualquer coisa para entrar nos pensamentos de Quinn; eles aconteciam tanto com ela. Estivesse sentada na última fileira do glee lendo um livro, sentada em seu sofá olhando para seu cachorro, ou dirigindo na estrada com música em seus ouvidos, ela sempre ia para algum lugar.

Rachel costumava ir com ela.

Agora ela ficava na periferia se perguntando se alguma vez se juntaria a ela novamente.

Ela deixou seus olhos se desviaram da loira.

“É por isso… por isso que azul bebê combina com você. Você vive nas nuvens.”

“Quando não estou com você,” Quinn murmurou, deixou seus olhos cor de avelã nublados pegarem os de Rachel, ancorando-os de propósito, e então ela pegou a caixa de acessórios verdes na prateleira em cima da vitrine e se afastou.

Rachel engasgou sua dor.

Por que seu peito estava tão apertado ao observar Quinn ir? E por que aqueles olhos não cintilavam mais? Ela precisava que aqueles olhos voltassem e desaparecessem, tudo ao mesmo tempo. Ela precisava que eles casassem com ela e se divorciassem dela. Ela precisava que eles se iluminassem e também chorassem, chorassem, chorassem.

O que ela tinha feito com Quinn? Deus, o que Quinn tinha feito com ela?

E por que Rachel não podia parar, ir embora, deixar aquilo, e abandoná-la?

Corte a corda, a gravidade, liberte-a.

Mas nada a soltava; ela estava amarrada.

Ela não podia ir. E ela não podia se perdoar pelo o que tinha feito, porém, de alguma forma ela perdoou Quinn em um instante por mensagem de texto, talvez antes. A vida era muito irônica às vezes.

A morena respirou fundo e acalmou sua alma maltratada e contraditória. Elas ainda tinham edredons, toalhas, prateleiras, cestos de roupa e cortinas para comprar.

Ela tinha um longo caminho a percorrer.

E durante o caminho, tudo o que conseguia escutar era O Morro dos Ventos Uivantes. Ela exalou levemente e libertou de seus pensamentos o trecho que ela conhecia como a palma de sua mão:

Beija-me e não me deixe ver seus olhos. Perdoo-te o mal que me fizeste. Eu amo quem me mata. Mas como poderei perdoar quem te mata?” ela murmurou, observando cabelos loiros se mexerem, quadris balançando e o amor personificado se dirigir ao corredor 7 — Organização.

Rachel suspirou e abaixou a cabeça.

Corredor 6 — Limpeza.