Short-fic: When Somebody Gives A Damn
6 Eu prometi pra você
Notas iniciais
-Vem, vamos pra sua casa. Eu vou com você e, aproveito e me apresento pra sua mãe — Sorriu e acariciou minhas inchadas bochechas pelo choro.
Fomos caminhando em silêncio, e ele me abraçando pela lateral. Era mais alto que eu então, ficava confortável ao seu abraço. Avistei que o carro do meu padrasto ainda estava lá. Bufei e ele me acalmou.
-Finalmente você voltou, e agora já vai embora. — Minha mãe disse
-Eu acho que é melhor ela não ir embora não. — Pedro disse e eu sorri ao ouvir seu tom autoritário, mas não alto.
-E quem é você, garoto? — Minha mãe olhava pra ele com aquela cara de bosta.
-Sou o namorado dela, sou a única pessoa que a Sophie se sente confortável em dizer tudo o que sente. Sabe o quanto foi importante pra ela vir pra cá?
-É, é tá. Vocês são dois adolescentes patéticos. Não são o amor um da vida do outro. Voc~e fica e ela vai.
-Não vai não. Ela fica. — Meu avô disse e abri um largo sorriso.
-Mas, pai, você me ligou a esses dias atrás reclamando dess...
-Eu liguei e ela me surpreendeu com a mudança de comportamente que teve no decorrer desse tempo. Sophie cresceu e amadureceu aqui, durante esses 3 meses. É melhor ela ficar aqui. Esse garoto, o Pedro, fez muito bem pra ela. Se separar os dois, ela vai se revoltar mais uma vez, você vai mandá-la pra cá novamente. Então, melhor ela permanecer aqui, de uma vez. Sem males pra sua cabeça. Se quiser tratá-la, lhe pago um um psicólogo e...- Foi interrompido.
-Desculpa senhor Omar, mas é que, tenho um tio que é psicólogo e, ótimo, sem puxar o saco mas já puxando. Já fui um tempo nele quando perdi um parente, fiquei meio mal e tal e me recuperei, foi muito bom.
-Fica quito garoto, ninguém quer saber. — Advinha, minha mãe.
-Fica quieto nada. Eu quero saber. E quem tem de ficar quieta é você.
-Mas pai...
-Mas pai nada. Eu gosto do garoto, minha neta também. Isso é o que mais importa. Você gostar ou não muito não me importa. Sophie fica.
A tarde foi de discussão e no final, minha mãe acabou voltando pro Colorado com meu padrasto. Fiquei em L.A. com meus avós, e prometi a eles que iria no psicólogo, até me sentir bem.
-Então, topa um sorvete? — Pedro dizia enquanto estávamos deitados na minha cama e ele fazendo carinhos no meu cabelo.
-Acho que sim. Morango?
-O que você quiser.
Saimos rindo e ouvindo meus avós rirem também, vendo algumas fotos. Sentamos com eles e vemos fotos de mim pequena, fazendo poses, caretas, minhas primas. Várias fotos. Tanto tempo passamos lá e até nos esquecemos do sorvete.
Ah, não importa tanto assim, terei muito mais dias e noites pra tomar sorvete com o Pedro. Afinal, agora moro em L.A. não é? E quem diria, que essa cidade de loucos seria o meu lugar preferido? Ai destino, como és irônico.
FIM
Fale com o autor