[Cenário: Jiraiya Goketsu, fachada.]

[Três vozes são ouvidas.]

“Itadakimasu!”

[Cenário: Jiraiya Goketsu, sala de jantar.]

[Kogoro, Jiraiya e Azami estão almoçando. O prato da vez é arroz com camarão e alguns legumes.]

[Cenário: Jiraiya Goketsu, quarto do Kogoro.]

[Kogoro está se arrumando para ir pra escola. No processo, ele guarda a bolsa de Reiji.]

[Cenário: Jiraiya Goketsu, sala de estar.]

[Kogoro então sai para ir para o colégio.]

Kogoro: Até mais gente. Partiu colégio.

Jiraiya: Mas ainda tá cedo!

Kogoro: Não se preocupem, eu sei me cuidar. Até.

[Cenário: Ruas de Tóquio.]

[Kogoro está indo para o colégio Rekka.]

Kogoro: (A intenção é ir pra Rekka, mas primeiro preciso fazer uma visita a Hyouki. Talvez o Reiji já esteja no colégio... Isto é quando ele não está brigando.)

[Cenário: Um fiteiro qualquer em Tóquio.]

[Reiji, vestido de coco, e Ayane, vestida de baiana, atuam como garotos propagandas.]

Reiji e Ayane: Os melhores sucos você encontram aqui. Coco, Nuts! Coco, Nuts! Coconuts!

Reiji: Você podem comprar vários tipos de sucos! São os mais deliciosos de todos!

Ayane: Você também podem encontrar doces e salgados. São os melhores e os mais gostosos!

Reiji: Mas o maior trunfo de todos.

Ayane: Está aqui!

Reiji e Ayane: Os cocos!

Reiji: Cheios de vitaminas e minerais!

Ayane: 100% naturais!

Reiji: Seriam esses manjares dos deuses?

Ayane: Esta é uma pergunta que nunca terá uma resposta!

Reiji e Ayane: Mas ela será respondida aqui no... Coconuts!

Reiji: Coco!

Ayane: Nuts!

Reiji: Coco

Ayane: Nuts!

Reiji e Ayane: Coconuts!

[Horas mais tarde, Reiji e Ayane vão ter uma conversa.]

Reiji: Quanto é que falta pra gente chegar aos 7000000 ienes?

Ayane: Nós mal começamos.

Reiji: Pelo menos deixamos o pior pro final.

Ayane: Grrr... Aquele miserável. Tomara que ele não me olhe deste jeito.

Reiji: Bem, pelo menos ele está indo pra Rekka. Não tem como ele nos encontrar nestas horas.

Ayane: Esqueceu que ele é um delinquente?

Reiji: Tenho que confessar uma coisa.

Ayane: E como é que é?

Reiji: Este foi o encontro mais legal que eu tive. Foi muito divertido caminhar com você para comprarmos aqueles negócios para o dono do fiteiro.

Ayane: Bom pra você. Nem se incomodou em ter urinado várias vezes.

Reiji: Eu estive do seu lado. Não dentro do banheiro é claro.

Ayane: Afff...

[O dono do fiteiro chega.]

Dono do fiteiro: Então, como vão as coisas?

Reiji: Tudo bem.

Ayane: Tudo mal.

Dono do fiteiro: Fico feliz por vocês terem comprado os copos, os sucos e as outras coisas. Até que vocês dois fazem um ótimo trabalho como meus empregados.

Reiji: Não foi nada.

Ayane: Só fizemos isso por sua culpa.

Dono do fiteiro: Parece que vocês não são maduros o suficiente para admitir que são tolos.

Reiji: Olha, nós só tivemos que aturar a choradeira da Ayane. Ela ficou zangada por causa de um amigo meu.

Ayane: Tolo! Babaca! Maldito! Imbecil! Estúpido! Trouxa! Otário! Burro!

Reiji: Não sabia que ela ia gastar muito com os sucos e os copos.

Ayane: Palhaço! Fracassado! Moleque! Grosseirão!

Dono do fiteiro: Acho que vocês deviam fazer algo mais produtivo. O que vocês acham?

Reiji: Sobre isso...

Ayane: Acontece que nós temos outros planos para nosso futuro.

Reiji: Pra começo de conversa, somos alunos da Hyouki.

Dono do fiteiro: Hyouki? Oh, é aquele colégio onde tem um dos delinquentes mais perigosos de Tóquio. Só perde para o outro lá da Rereka.

[Ayane pega o seu smartphone.]

Ayane: Que droga! Era pra gente estar indo para o colégio! É quase 13 horas!

Reiji: Agora que eu pensei nisso... Oe! Esqueceram que nós ainda temos que pagar o fiteiro!?

Ayane: Como pode pensar em pagar o fiteiro numa hora dessas!?

Reiji: Olha. Eu não sou um aluno exemplar. Não vai fazer diferença se eu ficar aqui.

Ayane: Pra mim faz!

Dono do fiteiro: Se vocês quiserem eu posso ajudá-los.

Reiji e Ayane: Huh?

Dono do fiteiro: Vocês fizeram muito por mim quando estiveram comprando os sucos e os copos descartáveis. Além disso, vocês são alunos. Não deviam perder seu tempo trabalhando... Pelo menos ainda não.

Ayane: Tá brincando! Vamos chegar atrasados!

Dono do fiteiro: Que tal fazermos algo bem diferente pra variar?

Reiji: Como assim?

Dono do fiteiro: O plano é o seguinte.

[Reiji, Ayane e o dono do fiteiro vão conversar um pouco.]

[Cenário: Colégio Hyouki.]

[Kogoro entra no colégio Hyouki, que já está todo reformado. Um dos alunos do colégio, um garoto de cabelos roxos com mechas azuis e olhos magentas vestindo um gakuran roxo.]

Garoto de cabelos roxos: Ô pirralho, esta é a Hyouki. Você não pode entrar aqui com este uniforme.

Kogoro: Estou aqui só para entregar uma coisa.

Garoto de cabelos roxos: Tá, mas que seja rápido. Não quero me meter em encrenca.

[Kogoro traz para o garoto de cabelos roxos a bolsa do Reiji.]

Garoto de cabelos roxos: E o que eu tenho que fazer com isso?

Kogoro: É do Reiji. Reiji Takahashi.

Garoto de cabelos roxos: Então tenho que entregar esta bolsa a ele.

Kogoro: Sim. Presente de uma amiga.

Garoto de cabelos roxos: Tá bem. Agora sai logo.

Kogoro: Até mais.

[Kogoro sai do colégio.]

Garoto de cabelos roxos: Cara mais esquisito, me entregou até uma bolsa que era pra ser do Takahashi-san. Melhor ir pra aula logo.

[Cenário: Museu Nacional de Tóquio.]

[Leung e Atreus conseguem terminar de cuidar do museu.]

Leung: Nunca pensei que cuidar de um museu fosse tão trabalhoso.

Atreus: Queria poder nem ter feito isso.

Leung: Todos nós não queremos.

Atreus: Você não entendeu o que eu disse?

Leung: Para de ser um ranzinza.

Atreus: Para de ser... Olha, a situação aqui parece estar boa, mas é só uma questão de tempo para que a Hei Lianhua apareça e estrague tudo. Inclusive eles estão atrás de você.

Leung: É... Mas esse não é o problema maior.

Atreus: Mas claro... Você ainda pensa nela, não é?

Leung: Sim. O que uma amnésica faz aqui no Japão?

[Atreus não diz nada.]

Leung: A Chiang Hua... Ela estava em perigo.

[Leung se lembra do dia em que ele salvou Chiang Hua. Um flashback acontece.]

Leung: Se eu não tivesse a salvo, as coisas teriam sido diferentes.

[O flashback acaba.]

Leung: E é por isso que eu tenho que ficar ao lado dela. Se alguém como Chiang Hua for capturada, nem sei o que irá acontecer com ela.

[Atreus então dá uma olhada em Leung.]

Atreus: (Ele está preocupado com ela, até mais do que com sua própria vida... Droga... Isso não vai acabar bem.)

[O smartphone do Atreus começa a tocar.]

Atreus: Com licença, eu vou sair um pouco.

Leung: Posso acompanha-lo?

Atreus: Infelizmente isso é algo que eu tenho que resolver por eu mesmo e não posso arriscá-lo.

Leung: Mas Uchikawa-san...

Atreus: Shorinji... Não quero que você se meta nisso. Eu tenho que fazer de tudo para que você seja protegido.

[Atreus então sai.]

Atreus: (Mesmo que eu tenha que usar de métodos ilegais para isso...)

[Em uma das áreas do museu, Hua está bebendo um chá e Masaru a observa.]

Hua: Este chá tem um gosto estranho. Isso é de quê?

Masaru: Gingko Biloba. Vai te ajudar a recuperar suas memórias.

Hua: Tem certeza?

Masaru: Tem também outros chás, mas o melhor é que você tente se recuperar gradualmente.

Hua: Oh.

[Hua então olha para o chá.]

Hua: Quem sou eu?

[Hua toma todo o chá.]

Hua: E então, descobriu algo sobre mim?

Masaru: Infelizmente não. Olha, não é meu dever me intrometer na vida pessoal dos outros. O que eu faço é inspecionar as coisas do museu e nada mais.

Hua: Sei. Me desculpe por ser um incômodo.

Masaru: Mas eu sei que você irá recuperar todas as suas memórias. E a sua eu do passado ficará feliz em te ver de novo.

Hua: Obrigada.

Masaru: Eu ainda me pergunto como você chegou até aqui. Você é algum tipo de viajante?

Hua: Eu não sei.

Masaru: Mas um dia você saberá. Não posso prometer, mas... Vou fazer o melhor para que você se sinta bem.

[Hua então começa a sorrir.]

[Cenário: Uma praça qualquer em Tóquio.]

[Nero está sentado em um banco da praça. Ele então começa a pensar em alguma coisa.]

“Fico feliz que você sempre esteve do meu lado. Se não fosse por você... As coisas seriam diferentes.”

[Nero então vai dar uma olhada na praça, e nela várias pessoas estão acompanhadas. Desde uma família de pai, mãe e filho até um casal de namorados. Ele não entende porque as pessoas estão juntas.]

“Por favor... Faça as pessoas felizes... Realize os desejos delas... Eu sei... Que você é melhor do que isso.”

Nero: (Melhor do que isso... Grande coisa. Eu sou da Hei Lianhua e eu tenho um objetivo. Trazer o filho de Jing de volta pra Hong Kong. E ajudar meu mestre a realizar seu desejo.)

???: Olá.

[Lyre então chega pra ver Nero.]

Nero: Você de novo não.

Lyre: É um prazer ver você aqui.

[Lyre se senta no banco onde Nero está.]

Nero: O que você quer?

Lyre: Poder falar com você.

Nero: Eu não quero nada com você.

Lyre: Pergunta... Porque você é sempre não ranzinza?

Nero: Hmph. Por que você quer saber?

Lyre: Porque... Eu me interesso por você. Apesar de sua atitude violenta, você não é de todo ruim.

Nero: Você não sabe de nada sobre mim.

Lyre: Eu já vivi com pessoas ainda piores.

[Lyre olha para o céu.]

Lyre: Moço... Qual a sensação de ser livre? Lembro muito bem do dia em que eu fiquei sofrendo nas mãos da minha segunda mãe. Aliás, eu nunca considerei ela como mãe. Ela é apenas uma usurpadora que usa da posição de esposa do meu pai para me abusar. Essa foi a primeira vez que eu vi o que é crueldade. Mas quando vi você lutando contra aquele grandalhão...

Nero: Estava... Me espionando?

Lyre: Eu...

Nero: Miserável...

Lyre: Não me leve a mal! Eu só queria saber se você está bem!

Nero: Você parece ser o tipo de pessoa que é ingênua.

Lyre: Não. Eu já convivi com o mal por um bom tempo. Elas são cruéis. Não se importam com ninguém. E quando usam de sua boa vontade, fazem isso apenas para seus objetivos egoístas.

Nero: Até que você não está completamente enganada.

Lyre: Porém... Acho que até as pessoas más tem um lado bom. Tentei procurar algo de bom na naquela mulher e desisti.

Nero: Então desista de procurar meu lado bom.

Lyre: Não. Não tem como alguém como você lutar contra um cara tão desagradável. Isso significa...

Nero: Não significa nada.

[Lyre e Nero ficam calados por um tempo.]

Nero: (Maldita... Porque ela está sempre atrás de mim?)

[Nero olha pra Lyre.]

Nero: (Ela diz ter sofrido no passado nas mãos de sua segunda mãe... O que?)

“Fico feliz que você sempre esteve do meu lado. Se não fosse por você... As coisas seriam diferentes.”

Nero: Grrr...

“Eu teria continuado a sofrer nas mãos destas pessoas, e então...”

Lyre: E então... O que faz aqui?

Nero: Deseja tanto saber?

[Lyre dá um sorriso.]

Nero: Mas com uma condição. Não conte pra ninguém.

Lyre: Está certo!

Nero: Bem...

[Nero e Lyre tem uma conversa enquanto as várias pessoas de Tóquio caminham pela praça.]

Lyre: Então você está procurando por um garoto, certo?

Nero: Acontece que um... Amigo meu está atrás dele por causa de suas habilidades com geologia.

Lyre: Bem, vamos ver se a gente procura por um geólogo.

Nero: Infelizmente vai ter que ser ele.

Lyre: Por que?

Nero: Porque meu amigo deixou claro que tem que ser este garoto. Ele clama saber de muitas coisas que muitos geólogos não tem.

Lyre: Oh...

Nero: Acho que não preciso dizer mais nada.

Lyre: Tudo bem. Se é para ajudar um amigo, eu posso fazer isso por você.

Nero: Não. Isso é algo que eu tenho que fazer sozinho. Além disso, você não é forte o bastante. Se você fosse capturada ou algo assim, eu... Escuta. Eu já fui leal a uma mulher uma vez. Não vou deixar que isso aconteça de novo, entendeu?

[Lyre não diz nada.]

Nero: Sendo assim, adeus... Lyre.

[Nero então sai em busca de Leung.]

Lyre: Aquele garoto.

[Enquanto Nero caminha, ele ouve vozes que fazem ele se lembrar de algo.]

“Um dia, nós dois seremos felizes para sempre.”

[Nero se irrita e segue em frente. Lyre fica preocupada com Nero.]

[Cenário: Colégio Rekka, corredores.]

[Kogoro chega ao colégio e encontra Tsubame.]

Kogoro: Tsubame, o que faz aqui?

Tsubame: Estava atrás de você. E então, leu as papeladas?

Kogoro: Não consegui ler tudo direito. É muita coisa. Prefiro estudar matemática, é mais suave.

Tsubame: Bela desculpa.

Kogoro: Sem brincadeira.

Tsubame: O conflito entre as famílias é algo incomparável. Quero dizer, quando eu fiz as pesquisas, me surpreendi que a família Wao tem várias rivalidades, e não apenas com a família Xu. Era pra isso ser incrível?

[Kogoro não diz nada.]

Tsubame: Mesmo antes do Black Panther ter entrado na possessão dos Wao, a família já estava em vários conflitos com múltiplas famílias. Por poder, por influência, por uma grande posição de honra... Eles não pensam em nada exceto se superar, e até mesmo botar a vida de seus próprios membros em risco...

Kogoro: Isso é terrível.

Tsubame: Talvez seja por isso que as lutas entre famílias ficaram menos perigosas com o passar do tempo. Não significa que eles estejam em paz. E com a Black Panther roubada...

[Kogoro não diz nada.]

Tsubame: Fui olhar no meu smartphone sobre as últimas notícias do que aconteceu em Hong Kong. Quatro das famílias foram acusadas de estarem envolvidas com o roubo e eles negam o envolvido. Mas ainda assim eles desejam ser melhores que os Wao, não que isso faça alguma diferença a este ponto.

Kogoro: Nossa. E então, onde acha que a jóia está?

Tsubame: Nenhum sinal dela.

Kogoro: Tomara que consigam encontra-la.

Tsubame: Ou talvez nós possamos procura-la por nós mesmos.

Kogoro: Mas não sabemos onde a jóia está!

Tsubame: Exatamente. Ela foi vista pela última vez na casa dos Wao. Mas ela também ainda está em algum lugar de Hong Kong.

Kogoro: Você pretende ir pra Hong Kong, de verdade?

Tsubame: Sim.

Kogoro: Nossa... Você está determinada a resolver um problema que nem é mesmo de seu país.

Tsubame: E por uma boa causa.

Kogoro: (Ainda assim eu estou achando que essa historia com a Black Panther está muito mal contada.)

[O sinal toca.]

Tsubame: Vamos.

[Kogoro e Tsubame vão para suas salas de aulas.]

[Cenário: Colégio Rekka, 2º ano B.]

[Os estudantes do 2º ano B estão prestando atenção nas aulas do professor. Kogoro mostra estar mais preocupado com as aulas do colégio do que as notícias em relação ao roubo do Black Panther.]

[Cenário: Colégio Hyouki, cantina.]

[Horas mais tarde, o colégio Hyouki está cheio de estudantes lanchando. Eles discutem sobre a ausência de Reiji.]

Estudante de cabelos pretos e olhos verdes: Nossa, o Reiji está atrasado.

Estudante de cabelos castanhos e olhos azuis: Aposto que ele deve estar ocupado brigando com vários delinquentes.

Estudante de cabelos ruivos e olhos pretos: Mas ainda assim ele é bem pontual nas aulas. Essa deve ser a primeira vez que ele falta metade de uma aula.

Estudante de cabelos verdes com mechas roxas: De fato sim.

[Enquanto isso, na cantina, uma mulher gorducinha de cabelos castanhos e olhos verdes usando óculos e vestindo uma blusa e saia lilás com meias-calças brancas e sandálias pretas aparece.]

Mulher de cabelos castanhos e olhos verdes: Atenção estudantes da Hyouki. Hoje vamos ter convidado muito especial neste delicioso intervalo!

[Os estudantes continuam discutindo.]

Mulher de cabelos castanhos e olhos verdes: Bem, sem mais delongas, deêm as boas vindas para Yukihiro Shimamura, dono do fiteiro Coconuts!

[Yukihiro então aparece dentro do barzinho, junto com Reiji e Ayane, que agora usam trajes brancos com aventais verdes.]

Reiji: Uau, me sinto como um funcionário de verdade.

Ayane: Pelo menos não estou usando aquelas roupas estúpidas.

Yukihiro: Pessoal, fico feliz de acompanhar vocês em sua jornada de ensino e inteligência. Mas também precisamos aprender a compartilhar momentos de felicidade e diversão. E é por isso que eu estou aqui, principalmente para dar a vocês esta felicidade toda que está faltando em suas vidas!

[Os estudantes então vão para a cantina por curiosidade, mas começam a se encantar pelo Yukihiro. Eles vão comprar vários e vários de seus sucos enquanto Reiji e Ayane vão ajuda-los a servir. De repente, o aluno de cabelos roxos com mechas azuis e olhos magentas aparece e reconhece Reiji.]

Garoto de cabelos roxos: Reiji, o que faz aqui!?

Reiji: Yukimura! Nossa, você me surpreendeu.

Yukimura: É que eu acabei de ver você aqui. Não era pra estar na sala de aula?

Reiji: É uma longa historia.

Yukimura: Aliás, um tal de Kogoro veio aqui e disse para você ficar com isso.

[Yukimura dá a bolsa azul com chamas pintadas de vermelho, laranja e amarelo para Reiji.]

Reiji: Mas essa é a minha bolsa! Como foi que...

Yukimura: Também não faço ideia de como ele sabe que esta bolsa é sua.

Reiji: Bem, obrigado.

Yukimura: Tá... Tem algum suco de morango?

Reiji: Vou ver.

[Reiji vai falar com Yukimura. Ayane observa os dois.]

Ayane: (Tenho que admitir... Pelo menos o Kogoro sabe quando parar de ser tolo.)

[Reiji entrega o suco a Yukimura.]

Reiji: São 250 ienes.

Yukimura: Beleza.

[Yukimura dá algumas moedas para Reiji.]

Reiji: Obrigado.

[Yukimura sai.]

Reiji: Nunca pensei que eu iria encontrar minha bolsa nas mãos do Yukimura.

Ayane: Aposto que Kogoro deu a ele por palpite. Se ele não tivesse usado o uniforme da Hyouki.

Reiji: Ayane-san... Melhor você parar com isso.

Ayane: Parar com o quê? De implicar com o Kogoro só porque ele escolheu a sua bolsa ao invés daquela que eu comprei pra ela?

[Reiji não diz nada.]

Ayane: Está querendo fazer viagem de culpa em mim?

Yukihiro: Parem de conversar e voltem ao trabalho! Ainda temos muita coisa a fazer!

Reiji: Pena que ainda vamos trabalhar mais.

Ayane: Pelo menos você ainda tem sua bolsa de volta.

Reiji: Menos mal.

[Yukihiro, Reiji e Ayane continuam vendendo os sucos na cantina.]

[Cenário: Jiraiya Goketsu, fachada.]

[Três vozes são ouvidas.]

“Itadakimasu!”

[Cenário: Jiraiya Goketsu, sala de jantar.]

[Kogoro, Jiraiya e Azami vão jantar um belo prato de sopa de arroz.]

Jiraiya: E então, como foi a aula?

Kogoro: Foi bem.

Azami: Aprendeu alguma coisa?

Kogoro: Meio que me esqueci, mas hoje mesmo eu reponho.

Jiraiya: Estudar nunca é tarefa fácil, não é?

[Kogoro não diz nada.]

Azami: Mas pelo menos você terá uma boa chance para aprender culinária.

Kogoro: Haha... Muito engraçado.

[Cenário: Jiraiya Goketsu, quarto do Kogoro.]

[Kogoro então vai estudar. Ele está com os livros abertos e observa tudo o que ele aprendeu nas últimas horas. De repente, ele recebe uma ligação no seu smartphone.]

Kogoro: Alô.

????: Muito obrigado por ter devolvido a minha bolsa.

Kogoro: Valeu. Oh, é você Reiji.

Reiji: Não faça mais isso de novo.

Kogoro: Não se preocupe. Eu já guardei a papelada. Ela vai ficar na minha casa.

Reiji: É sério. A Ayane perdeu seu tempo bebendo tanto suco que acabou quase que destruindo um fiteiro.

Kogoro: Credo.

Reiji: Pra você ver.

Kogoro: E aí?

Reiji: Daí que eu tive que pagar as dívidas do fiteiro e perdi aula. Eu e Ayane.

Kogoro: Nossa. Mas pelo menos você ainda tem a sua bolsa.

Reiji: Mas pergunta... Como foi que você conseguiu falar com o Yukimura-san?

Kogoro: Fala daquele garoto de cabelos roxos? Fácil, eu fui para o colégio antes de ir para a Rekka. Considere isso como uma dívida.

Reiji: Nossa, isso explica muita coisa.

Kogoro: E eu tive que sair bem mais cedo.

Reiji: Você realmente se importa comigo, não é?

Kogoro: Olha... Eu não gosto de bolsas que me façam parecer um otário. Da próxima vez você pode convencer Ayane a comprar uma bolsa mais...

Reiji: Tá, eu vou tentar. Ou você pode comprar com o seu dinheiro.

Kogoro: Tá certo.

Reiji: Bem, vou desligar agora. Tenho que me preparar para lidar com a clientela.

Kogoro: Boa sorte com isso.

[Kogoro desliga o smartphone. Ele então se depara com as várias mensagens de texto enviadas por Ayane, no qual são desenhos de caveiras com ossos cruzados, fezes, bigornas, cobras, enfim, desenhos que representam vários tipos de insultos.]

Kogoro: Uau... Isso é que eu chamo de infantilidade.

[Cenário: Em um navio qualquer.]

[Enquanto isso, Yan Zhuqiao está com vários homens vestindo jaquetas de cor bege com blusas brancas em baixo, calças beges e sapatos marrons em um navio. Ele tem como meta ajudar Nero a procurar por Liang, mas sua atitude demonstra ter outros planos.]

Homem de jaqueta bege 1: Está pronto, Zhuqiao?

Homem de jaqueta bege 2: Nossos alvos estão no Japão. Acha que vai conseguir ajuda-lo?

Yan Zhuqiao: Hmph.

Homem de jaqueta bege 3: Eu sinto que este homem não é muito confiável.

Homem de jaqueta bege 4: Mas mesmo assim fomos mandados aqui para ajuda-lo. Ele não pode falhar nesta missão.

Yan Zhuqiao: (Foi um longo período de tempo, mas finalmente eu tenho a chance de voltar para o Japão e resolver um certo probleminha. Vamos ver se aquele miserável tem a chance de lidar comigo de novo agora que eu tenho aliados a minha causa. Logo, eu poderei tomar o submundo do crime e irei lucrar com isso. Até mesmo a Hei Lianhua irá se curvar para o seu novo mestre. Porque se importar com um diamante sem graça se o trono está disponível pra qualquer um? Hmph. Vou me livrar de todos os incômodos e transformar o submundo do crime em meu principal playground no qual eu serei rei.)

[Yan Zhuqiao olha o oceano.]

Yan Zhuqiao: (Minhas obsessões não irão morrer tão cedo. O trono do submundo do crime será meu. Nero? Hmph. Melhor eu me livrar dele o mais rápido possível. Não posso deixar que mais ninguém assuma minha posição de favorito do mestre.)

[Cenário: Um beco qualquer em Tóquio.]

[Enquanto isso, Nero está dormindo em um dos becos de Tóquio.]

Nero: (Eu tenho que... Procurar pelo filho de Ling... Eu não posso desistir.)

“Por favor... Faça as pessoas felizes...”

Nero: (Porque... Porque...)

“Se não fosse por você... As coisas seriam diferentes.”

Nero: (Eu sou um exército de um homem só.)

“Qual a sensação de ser livre?”

[Nero então acorda.]

Nero: Lyre?

[Nero então olha para o beco.]

Nero: (De repente, eu comecei a ter um sonho. Sentia que alguém estava querendo falar comigo. Mas...)

[Nero então se deita.]

Nero: (Não. Eu sou um membro da Hei Lianhua. Eu não tenho entes queridos. Meu objetivo é capturar o filho de Jing e nada mais. O resto não me importa.)

[Nero então volta a dormir.]

Nero: (Um dia... Vamos nos encontrar novamente... Miserável filho de Jing.)

[O capítulo acaba com Nero dormindo no beco da cidade, mais motivado a procurar por Leung.]