Notas iniciais
AEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!! Demorou... Demorou... Demorou... DEMOROU PRA CARALHO... Demorou mais um pouco... Mas galera, aqui estou eu postando o novo capítulo de U.S para vocês, meus amores queridos e divosos. Sim! Eu fiz o vestibular... (4 dias de merda) E não... eu não sei se passei. Torçam por mim! Façam mandinga, oração, macumba, pacto, ritual e reza braba para que o meu nome esteja no listão dia 17! :D E para os leitores que tbm fizeram vestibular, boa sorte para vocês! Gente, deixem eu contar como está sendo emocionante a minha vida nesses últimos quatro dias: Estou na praia, durmo até o meio-dia, almoço, passo o dia assistindo anime/jogando, e fico no pc até as 5 a.m. sei que estão pensando "Foda-se! Eu só quero ler o capítulo" mas queria compartilhar com vocês como estou feliz! :D Ah... e mais uma coisa... Estou TOTALMENTE APAIXONADA PELO IZAYA E SHIZUO!!! PORRA! QUE CASAL MAIS PERFEITO! Sem enrolar mais, (até porque eu duvido que alguém ainda esteja lendo essa porra de nota, afinal, vcs estão aqui pelo capítulo) ai está! Boa Leitura!

–EU JÁ DISSE MIL VEZES QUE NÃO QUERO SOPA!!!! – Berrou extremamente irritado – SAI DAQUI E ME DEIXE TRABALHAR EM PAZ!!!

–NÃO ANTES DE VOCÊ COMER ALGUMA COISA! – Gritou o outro de volta – QUER MORRER DE FOME?!

–EU VOU MORRER DE QUALQUER JEITO! AGORA, SAI DAQUI!!! – Exclamou Alan enquanto empurrava Eric para fora de sua “nova” sala, conseguindo leva-lo até o corredor e fechando a porta, trancando-se do lado de dentro.

–EU NÃO VOU SAIR DAQUI ATÉ QUE VOCÊ TOME ESSA SOPA!

–VAI CRIAR RAIZES AI ENTÃO!

Alguns segundos de silêncio se passaram e Alan acreditou que finalmente havia conseguido se livrar do loiro. Este, desde que soubera de seu segredo não lhe dera mais sossego. O mais jovem temia que isso acabasse acontecendo, era um dos motivos pelo qual preferia não contar a ninguém sobre sua condição. Não suportava que sentissem pena dele.

Não que havia deixado de gostar de Eric, mas preferia-o quando o maior não se preocupava tanto com ele. Quando voltaram da viagem ao Glinnapp notara uma gigante mudança na personalidade do loiro. O mais velho sempre que tinha algum tempo livre ficava passeando pelo campus ou conversando com os outros monitores, agora, mesmo que tivesse apenas cinco minutos ia procurar por Alan para saber se este não precisava de nada. Era bom pensar que havia alguém que se importava de verdade consigo, entretanto, muitas vezes Eric passava dos limites. Tinha uma preocupação extremamente desnecessária.

O de cabelos castanhos encontrava-se sentado a mesa revendo alguns papéis quando escutou a voz de seu carma outra vez.

–Um Eric incomoda muita gente, dois Erics incomodam muito mais! Três Erics incomodam muita gente, quatro Erics incomodam, incomodam, incomodam, incomodam muito mais! Cinco Erics inco...

–ME DÁ ESSA MALDITA SOPA!!!

XXXXXXXXXXXXXX

A tristeza e a confusão o perturbavam. No inicio, tentara ser o mais positivo possível, mas seus dias não mudaram nem um pouco dos que vivera na antiga cidade. Muito pelo contrário, tornaram-se ainda mais infelizes. A vontade que tinha de viver havia o deixado, só o que lhe preenchia era vergonha, humilhação e medo.

Passava a maior parte do tempo trancado no quarto, olhando pela janela e, mesmo sem querer, repassando cada momento que vivera junto a Ethan em sua mente. Tinha plena consciência de que todos não passaram de uma farsa, mas era a única memória capaz de fazê-lo sorrir. Ignorava a existência dos últimos momentos que tivera com ele, preferiu guardar apenas os acontecimentos felizes. A ilusão era reconfortante para as incontáveis horas de solidão que atravessava.

Seus pais sempre ocupados. O mais importante para ambos sempre fora exclusivamente o trabalho, por isso não pensaram duas vezes quando receberam a proposta para se mudarem. O ruivo não os culpava por serem distantes, estes sabiam de sua personalidade reservada e a respeitavam. Entretanto, Grell também não se importaria se, nem que por um minuto, algum deles fosse ao menos certificar-se de que ele ainda estava vivo e não havia ficado para trás junto com a mudança.

Em uma certa noite, pouco antes de deitar-se, sua mente lhe trouxe uma nova preocupação, passaria ele toda a eternidade sozinho? Era tão patético assim? Sim, devia ser. Respondia a si mesmo, por que outro motivo ele seria daquela forma? Por que tinha um sentimento tão estranho em seu peito? Por que justo ele tinha de sentir aquilo? Em meio a tantas perguntas, para sua surpresa, sua mãe abre a porta do quarto.

–Já estava indo dormir? – Pergunta ela sem demonstrar nenhuma expressão, mas notando os olhos vermelhos e as linhas brilhantes no rosto do filho.

–Sim. – Responde tentando discretamente virar-se de costas para limpar as lágrimas.

Mais uma vez, para surpresa do rapaz, a mulher aproximou-se dele e acabou abraçando-o, fazendo o ruivo enterrar seu rosto na curva de seu pescoço enquanto ela acariciava de leve os curtos cabelos vermelhos.

Grell não tinha a mínima intenção de acabar retribuindo o afeto ou de começar a chorar, mas tudo aconteceu de uma forma muito espontânea. Um contato como aquele para alguém carente como ele fora o estopim. Além do mais, era sua mãe, mesmo que esta não demonstrasse um carinho diário com ele, o ruivo sabia que ela o amava.

–O que você quer mãe? – perguntou assim que se acalmou, como se nada estivesse acontecendo, mas sem tentar livrar-se dos braços da mulher. Esta respirou fundo antes de dar-lhe alguma resposta. Sentia-se displicente, incompetente e culpada. Encontrar seu filho naquele estado só devia significar uma coisa: Que falhara em sua tarefa como mãe.

–Eu só vim aqui dizer que eu e o seu pai decidimos não aceitar aquele trabalho que comentamos com você. – Falou ela, relembrando-o do fato.

–Por que não?

–Oh, é muito perigoso. Até mesmo para nós dois. – Explicou calmamente – Mas isso não importa, agora, quero saber qual é o seu problema.

–Não é nada. Eu estou bem. – Mentiu, mesmo sabendo que seria em vão.

–Ora, por favor, não minta sobre o obvio. – Disse ela, agora soltando-o para poder ver seus olhos – Vamos, me diga...

–Não... eu não posso... – Balbuciou tentando não encara-la – Você não iria conseguir entender...

–Grell, eu sou sua mãe, – Falou segurando o rosto do rapaz entre as mãos com carinho – eu sempre vou cuidar de você querido, eu te amo. Pode me contar qualquer coisa...

A sinceridade que os olhos da mulher transmitiam era tão grande que acabaram dando segurança ao ruivo. Este, mesmo sentindo-se envergonhado, sentou-se em sua cama cabisbaixo e contou tudo. Durante toda a história, Grell não teve coragem de encarar outra coisa que não fossem os pés de sua mãe, parada a frente dele. Por mais fraco e patético que se sentisse não omitiu nenhum detalhe, contou tudo com a maior franqueza que tinha. Ela escutava cada fato com atenção. Nem por um segundo pensou em interrompe-lo, não haviam questionamentos a serem feitos, sentia a verdade em cada palavra que lhe era dita.

Ao fim de tudo um silêncio sepulcral fez-se presente entre os dois deixando o clima ainda mais angustiante. Grell preferiu não erguer os olhos para ver a expressão no rosto de sua mãe, sabia o que aquela quietude significava. Porém, não ter a confirmação de que sua suposição estava correta, mesmo que por apenas alguns segundos a mais, era melhor. Para seu completo desespero e arrependimento, mais nenhum toque, expressão, ou palavra fora trocado entre eles. No minuto seguinte sua mãe simplesmente caminhou em direção a porta para ir embora. Chamou por ela, gritou seu nome, implorava mentalmente por uma resposta, mesmo já a tendo claramente. Rejeição.

Na manhã seguinte não teve forças para levantar-se da cama, muito menos vontade. Não havia a mínima possibilidade de encarar o rosto de seus pais, provavelmente furiosos e decepcionados. Principalmente seu pai. Tinha certeza de que sua mãe havia contado a ele quando este voltara para casa na noite passada. Escutou-os discutir alto por um longo tempo, mas não conseguia entender o que diziam ao certo, parte da culpa atribuíra a seus pensamentos que pareciam gritar dentro de sua cabeça fazendo-a latejar, enquanto os olhos ardiam devido as salgadas lágrimas que escorriam.

Passara a noite em claro, estava exausto, por isso acabou dormindo o dia todo. Assim que despertou e abriu os olhos, por breves momentos acreditou que tudo não havia passado de um pesadelo. Porém, logo retornou a realidade, por pior que esta fosse.

Mesmo que preferisse não ter de encarar seus pais, era impossível continuar se escondendo deles dentro da própria casa. Mais rápido do que gostaria, ao descer as escadas acabou cruzando com seu pai, que simplesmente o ignorou, passando pelo ruivo como se não houvesse ninguém ali. Entrou na cozinha e viu sua mãe preparando o jantar. Esta teve a mesma atitude de seu marido, não ergueu os olhos para ver o filho, continuou ali, em silêncio, fingindo ainda estar sozinha no ambiente.

Doía de mais todo aquele descaso, toda a falta de sensibilidade e amor consigo. Mas apesar do desconforto que sentia em seu peito estando perto deles, permaneceu onde estava. Observava a mãe esperando que ela lhe dirigisse alguma palavra por mais insignificante que fosse, entretanto, isso não aconteceu. Ficou ali até que o jantar estivesse pronto e todos se reunissem na mesa, estava determinado a conversar com ambos, porém, outro plano seu fracassara. Pois nenhum dos dois juntou-se a ele na refeição, apenas serviram-se e foram comer na sala. Quando questionou seu pai a respeito este resmungou algo como:

–Não vou conseguir comer aqui.

Aquilo significava o que? Que seus pais tinham nojo dele? Não podiam nem ao menos partilhar do mesmo espaço ou terem sua presença? A comida não descia pela garganta de Grell, seu estomago estava embrulhado por ouvir aquelas palavras. Ditas da forma mais enojada possível. Sem suportar mais todo aquele desprezo, voltou para o quarto e pôs-se a chorar de raiva, dele, de seus pais, de Ethan, do mundo em geral. O que havia de tão errado e horrível no que havia feito ou com seus sentimentos?

Tentou de diversas formas, todos os dias se aproximar dos pais novamente, em vão. Não importava o que fizesse, a rejeição era total por ambos. Em uma destas tentativas, quando estava com sua mãe, recordou-se da noite que ela dissera que o amava. Perguntou a ela se tal sentimento entre mãe e filho deixara de existir somente por ter descoberto o segredo do ruivo. Este, compreendia que ela deveria estar brava, mas tinha certeza de que a mulher lhe responderia que nada mudara em relação ao seu amor materno. Todavia, a resposta não veio, o que afetou Grell de uma maneira profunda, deixando-o ainda mais inconsolável.

Mais ou menos uma semana depois do ocorrido, em uma certa noite, o ruivo encontrava-se na sala de estar sentado no sofá com as pernas recolhidas junto ao seu peito enquanto aguardava pelos pais que estavam no andar de cima. Quando estes fizeram-se presentes o garoto pediu que os mesmos se juntassem a ele, pois queria conversar. Passara dias reunindo coragem e treinando na frente do espelho, para conseguir tratar do assunto com os pais. Não suportaria nem mais um minuto continuar vivendo naquela casa se as coisas permanecessem daquele jeito. Ao chamar pelos nomes de ambos estes o olharam com um misto de desgosto e tristeza nos olhos, o que causou-lhe um forte embrulho no estômago. Acreditava que mesmo eles não aceitando aquilo, depois de alguns dias, pelo menos já estariam mais conformados com a ideia, entretanto, parecia que havia se enganado.

–Mãe, pai, será que podemos conversar um minuto? – Pergunta ainda acanhado.

–Agora não. – Responde sua mãe de maneira fria. Seu pai não havia nem ao menos parado para escuta-lo, apenas seguiu em frente ignorando-o – Não fique acordado até tarde.

–Aonde vocês vão?

–Vamos tratar daquele trabalho de alguns dias atrás. – Fala a mulher no mesmo tom de antes, já virando as costas.

–Mas você não disse que haviam recusado por que era muito perigoso? – Indaga outra vez.

–Sim, mas é melhor do que ficar aqui. – Diz com a voz baixa, mas foi suficientemente audível para o ruivo, deixando a casa em seguida. Naquele instante Grell sentiu-se desmoronar em um milhão de pedaços.

Então era isso? Seus pais preferiam arriscar a vida do que dividir mesmo ambiente com ele? Não queria acreditar naquilo, mas depois de escutar o que sua mãe dissera, tinha de aceitar a mais pura e dolorosa realidade, sentiam nojo dele. Esta era a verdade absoluta. Estava tão chocado que simplesmente era como se sua cabeça houvesse travado, e seu corpo não lhe pertencesse mais, este, era apenas uma casca agora, seu interior estava oco, e sua mente mergulhada na mais profunda escuridão. Tentou se levantar, porém, não era como se quisesse fazer aquilo, movia-se sozinho, como se fosse um fantoche manipulado pela tristeza, que novamente tentava arrasta-lo para um refugio, seu quarto. No entanto, faltavam-lhe forças para chegar até lá, seus passos enfraqueciam aos poucos, até que não suportou mais o próprio peso e caiu de joelhos no chão da sala. Finalmente este começou a ficar molhado pelas pequenas gotas salgadas que caiam dos olhos verdes do shinigami enquanto a frase, dita por sua mãe, se repetia incontáveis vezes em sua cabeça como um disco riscado.

Não soube ao certo como foi que conseguiu chegar até seu quarto, só se deu conta quando encontrava-se deitado na cama com seu travesseiro úmido pelas inúmeras lágrimas. Após intermináveis horas remexendo-se em baixo das cobertas, começou a pegar no sono, porém, teve apenas um vislumbre de seus sonhos quando escutou fortes batidas na porta da frente. Pensara a principio em não levantar, mas as mesmas continuaram com muita persistência, então foi ver quem poderia ser aquela hora da madrugada.

Surpreendeu-se ao abri-la e perceber que tratava-se de um dos funcionários da seção onde seus pais trabalhavam. O homem estava um tanto pálido e ofegante, no instante em que viu Grell não conseguiu dizer nada, precisou de alguns segundos para se recompor e conseguir falar com o garoto.

–Sr. Sutcliff... preciso que venha comigo. – Disse ele por fim.

Sem protestar ou fazer qualquer pergunta, o ruivo voltou para dentro, trocou de roupa, e saiu noite a fora acompanhado pelo estranho sujeito.

Notas finais
Pois bem galera, torçam por mim pro vestibular, por favor! Essa nota tá um cu, eu já disse tudo o que eu queria na inicial T_T Pois bem, até a próxima atualização! (daqui 2 semanas) Beijos do CaptainLJones! PS: SAIU DURARARA!!! X2 HOJE!!!! :'D PSS: SÓ FALTA KUROKO NO BASKET AGORA!!!