Notas iniciais
Aqui estamos nós com o capitulo 17 de Shinigami University! :3 AVISANDO NOVAMENTE: Shinigami University agora é atualizada nos domingos! Anyway... Boa Leitura!

Poderia ficar daquele jeito para sempre, abraçado com Undertaker, as sensações que tal ato lhe proporcionava acalmavam sua alma, todos os seus problemas pareciam desaparecer quando tinha o grisalho perto dele daquela forma. Cada hora que passava com ele o conduzia a um encanto diferente onde acabava envolvendo-se ainda mais profundamente com Undy, aprendendo o que era o real significado da palavra amor. Normalmente acabavam fazendo outras coisas quando tinham a oportunidade de ficarem sozinhos, já que estas eram raras, mas desta vez Undertaker limitava-se a apenas afagar-lhe as mexas de cabelo com enorme carinho.

–Se importa de continuarmos apenas assim hoje? – Perguntou o grisalho quebrando o silêncio que predominava.

Surpreendeu-se ao ouvir o namorado lhe indagar tal coisa, pois era sempre ele quem queria enlouquecer o ruivo a todo o momento, não que este não gostasse, muito pelo contrário, amava, mas sempre reprimia sua vontade. Apenas achou o fato estranho, e sabia que provavelmente havia uma razão para aquilo, mas não discutiu.

–Por que o espanto? – Questionou o maior vendo a expressão do ruivo.

–Por nada. Se é o que prefere... – Respondeu Grell aconchegando-se melhor contra o corpo de Undy – Só achei que iria querer... você sabe...

–É assim tão difícil dizer “fazer amor”? – Perguntou Undertaker com uma ponta de indignação.

Permaneceu calado, quanto mais continuasse debatendo com o outro pior seria. Mas o grisalho não tinha a intenção de parar, não naquela noite, de um jeito ou de outro faria Grell dizer absolutamente tudo que desejava saber.

–Você nunca quebra uma promessa não é? – Indagou Undy voltando a sua calma natural.

–Não. – Respondeu sem entender onde o outro estava querendo chegar.

–Ainda mais quando é feita a mim, estou certo? – Garantiu-se o grisalho, agora com um pequeno sorriso nos lábios.

Grell apenas confirmou com a cabeça.

–Lembra-se que prometeu desabafar comigo e dizer-me qualquer coisa? – Perguntou rindo, com ar de vencedor.

–Isso não está mais valendo! Foi apenas naquela época. – Rebateu o ruivo tentando arrumar uma desculpa, e agora fugir dos braços do namorando.

–Suas promessas agora tem validade? – Questionou zombeteiro, mas sem nunca perder seu lado meigo. Prendeu Grell sob seu corpo evitando que este deixasse a cama.

–Você só quer que eu fale coisas constrangedoras! – Choramingou o ruivo, já ficando vermelho.

–O que há de constrangedor em dizer pra mim como se sente quando estamos juntos intimamente? Seria muito melhor pra nós dois se me dissesse o que mais aprecia.

–Você sabe as coisas que eu gosto... – Falou baixinho – Eu não preciso te dizer nada.

–Certo, talvez seja verdade que eu só quero ouvir você dizer coisas vergonhosas, – Revirou os olhos e tentou outra abordagem – mas mesmo assim, fale-as pra mim.

–O-o que quer que eu diga? – Redeu-se, ficando da mesma cor dos seus cabelos.

–Diga as coisas que tem vontade, e que uma dama nunca falaria... – Sussurrou o grisalho de forma sexy no ouvido de Grell.

Dito isto, passou a dar alguns rápidos beijos no pescoço do ruivo, no intuito de faze-lo falar.

–Undy... — Disse Grell, tentando afastar o outro de seu pescoço — Pare, o Ronald pode nos ouvir.

–Ele dorme como uma pedra. — Respondeu o grisalho, voltando com os lábios ao pescoço do namorado — E eu só vou parar quando disser o que eu quero.

Deu-se por vencido, vendo que não haveria outro jeito.

–E-Eu... — Começou o ruivo, ficando corado — Eu gosto quando você... me toca... e de quando ...m-me... chupa... – Sussurrou o mais baixo possível a última palavra.

–E o que mais? — Perguntou sedutoramente outra vez, antes de dar uma lambida no lóbulo da orelha de Grell, sorrindo por dentro com as palavras que ouvia.

–Gosto que faça isso. – Respondeu sorrindo referindo-se a lambida — Quando você me beija, fico completamente excitado... e quando você...

–Quando eu te deixo todo melado? — Perguntou Undy, sorrindo maliciosamente, observando Grell ficar cada vez mais vermelho — Ou quando eu entro em você?

–O-os dois. — Confirmou timidamente com o rosto da mesma cor que seus cabelos — Ter você... dentro de mim é a melhor sensação que existe.

Era provável que o ruivo não soubesse o quanto o namorado ficara contente ao escutar ele dizer isso. O grisalho beijou levemente os lábios de Grell e quando afastou-se deles disse:

–Viu só? — Questionou Undertaker — Foi tão difícil assim falar?

–Foi... – Teimou o outro meio emburrado, tirando o grisalho de cima de si e virando-se de lado, ajeitando-se na cama para dormir.

Como sabia que Grell havia se “esforçado” para lhe contar aquelas coisas, achou melhor apenas não discordar do ruivo, e também acomodou-se logo atrás dele, abraçando-o, deixando ambos os corpos bem próximos, enquanto escondia parcialmente o rosto nos cabelos vermelhos do amado. Apesar de não ter descoberto exatamente o que queria, já contava aquilo como uma pequena vitória, e espera que futuramente conseguisse arrancar essa exagerada timidez do namorado. Este ainda resmungava consigo mesmo, e Undy não pode conter a vontade de incomoda-lo só mais um pouquinho.

–Amor, se não parar de se queixar vou fazer Ronald escutar você também, e não serão palavras, se é que me entende... – Sussurrou pervertido, já quase dormindo, pois o cheiro do cabelo de Grell era embriagante de tão bom.

–É que eu não consigo ser como você, – Respondeu o ruivo agora pondo-se de frente para o grisalho que despertara – parece que você não tem vergonha de falar sobre absolutamente nada.

–E você está certo.

–Não se sente constrangido de me contar nada? Se eu lhe fizer uma pergunta pessoal agora mesmo, iria responder? – Indagou Grell um pouco desafiador.

–Vá em frente...

–Me conte como foi a sua primeira vez, – Exigiu ele, sem pensar duas vezes – em detalhes, quero ver se não vai ficar encabulado.

Undertaker calou-se por um segundo, apenas continuou encarando o namorado. Surpreendeu-se, pois realmente não esperava que o outro fosse lhe perguntar algo como aquilo. Sem falar, que sua primeira vez não fora nada agradável.

–Então? — Questionou Grell — Estou esperando.

–Tem certeza que você quer saber sobre isso? — Perguntou o grisalho — Não quer perguntar outra coisa?

–Ahh, não era você que não tinha vergonha de falar nada? — Provocou — Agora conte!

Undy suspirou, se era o que Grell queria, então ele iria lhe contar.

–Certo. Digamos que o que aconteceu não foi... um conto de fadas como a sua primeira vez — Começou o grisalho, sorrindo com um pouco de malicia e gabando-se.

FLASHBACK:

As coisas sempre eram mais fáceis quando os pais de BristolKhan não estavam em casa, pois os dois podiam passar a tarde toda juntos, sem que ninguém os visse pela rua. Naquela tarde em especial Undertaker estava sentado no sofá da sala de Khan com este em seu colo, beijando-o, entretanto, o loiro mexia-se muito em sobre ele, apertando-o demais. Quando este quebrou o beijo sorriu maldosamente para o grisalho e o convidou para ir até o seu quarto. Undertaker, mesmo sendo um tanto ingênuo, sabia exatamente quais eram os planos do namorado. Não que não tivesse vontade, pois verdade fosse dita, sentia muita. Mas não tinha certeza se era isso que queria, pois ainda não sentia-se preparado. Antes que o grisalho pudesse responder, Bristolsaiu de cima dele e o segurou pelo braço, praticamente o arrastando para o quarto. Undy estava nervoso, não queria que fosse daquele jeito, e se alguém os pegasse? Seria seu fim... Chegando ao quarto do maior, sem uma palavra sequer, jogou o grisalho em sua cama, e passou a desferir infinitos chupões e mordidas violentas em seu pescoço, marcando-o de imediato. Undertaker estava apavorado agora, aquilo não estava mais prazeroso como antes e as coisas estavam sendo rápidas demais para ele. Tentou empurrar o outro para longe, sem sucesso.

–Pare! — Exigiu o grisalho, ao sentir o loiro colocar uma das mãos para dentro de sua calça, tocando o que podia.

–O quê foi agora?! – Perguntou o mais velho, parecendo chateado.

–Eu não quero... — Disse Undy, sem fôlego — Desculpe, Bristol, mas eu não quero...

–Não é você que diz que está sempre com vontade? — Questionou abrindo as calças do namorado — Está reclamando de que?

–Você sabe que eu nunca fiz isso! – Exclamou.

–Eu pego leve contigo. — Disse removendo a camisa e as calças de Undy, deixando-o apenas com a peça íntima — Deixe de frescura, por que eu quero você agora!

Undertaker começara a ficar bravo com a falta de respeito do loiro.

–Não é frescura, imbecil. — Respondeu com raiva.

O outro bufou, sentando-se sobre ele.

–Se você realmente me ama, então prove transando comigo. Dê para mim a sua virgindade — Disse, deixando mais do que claro o que queria – Do contrário, podemos terminar aqui e agora.

Simplesmente odiava ser pressionado, ainda mais por Bristol, mas gostava demais dele para que as coisas acabassem por sentir medo. Apesar de não estar de acordo, aceitou que este prosseguisse. Como o mais velho ainda estava sentado em seu colo, ao ver que o menor havia cedido, começou a se mover fazendo os membros de ambos roçarem sobre o tecido das peças que usavam. Undertaker não olhava nos olhos do namorado, estava estático, tentando fingir que não via o que estava acontecendo. A sensação não seria de todo ruim se o Khan não estivesse segurando os pulsos do grisalho presos sobre sua cabeça impedindo-o de participar, o loiro era dominante demais. Bristoljá estava excitado àquela altura, então, acreditando que seu parceiro sentia o mesmo soltou suas mãos, retirou a própria cueca e pôs Undertaker sentado na cama.

–Como não tenho nenhum lubrificante, é melhor você chupar pra não doer tanto. – Avisou ele, levando a mão aos cabelos brancos de Undy, o incentivando a prosseguir.

Com receio e até um pouco de nojo, o mais novo fez o que o outro lhe mandara. Nunca havia feito aquilo antes, então a tarefa acabou sendo um pouco complicada, não saindo da maneira como Khan desejava.

–Chupa direito! – Reclamou ele empurrando-se totalmente dentro da boca de Undertaker tocando o fundo de sua garganta engasgando-o, e repetindo o ato várias vezes – Acho que já está bom...

Tirou a roupa intima do grisalho, deitou-o na cama novamente, posicionando-se entre as pernas deste, que estavam em seus ombros. Porém, pouco antes de penetra-lo, ouviu-o dizer:

–Não me machuque... — Pediu com a voz baixa.

Tocou a entrada de Undy um dos dedos molhados de saliva para umedecê-la, mas sem demora substituiu-os por seu membro, e colocou-se dentro dele. Ia devagar, por que o grisalho era muito apertado, entretanto, não tão devagar quanto o menor gostaria que fosse. Undertaker gemia alto, mas não de prazer, e sim de pura dor.

–AAAHH... P-PARE! — Implorava ele — Está... hum! Está doendo!

–Relaxe que você vai ver que é bom. – Respondeu, e continuou movendo-se dentro dele.

Undy gritou alto, pela primeira vez, de prazer quando o outro atingiu sua próstata.

B-Bristol... — Deixou escapar.

Ia pedir para o maior continuar, mas foi neste momento em que o outro mudou o ângulo da penetração, e a dor apenas pareceu piorar, fazendo-o esquecer do prazer que sentira antes. Undy sabia que o namorado não ia parar até que terminasse, mas não tinha certeza se ELE MESMO conseguiria aguentar até o fim. Não achando outra opção, levou uma das mãos ao próprio membro e passou a masturbar-se para tentar aliviar a dor. Fechou os olhos com força quando o loiro passou a estoca-lo mais rápido e forte, acelerando o ritmo da masturbação, passando a gemer alto. Tentou evitar, mas lágrimas escorriam pelo seu rosto, e mal conseguia seguir com os toques em si mesmo, pois todo seu corpo tremia, tanto de dor quanto de prazer. Quando achou que seria partido ao meio, ouviu Bristol gemer alto e sentiu um liquido quente invadir seu interior, foi então que as investidas cessaram e o loiro, saiu de dentro dele, caindo exausto na cama ao lado de Undertaker. O maior dormiu quase no mesmo instante em que pôs sua cabeça no travesseiro, não perguntou ao grisalho se este estava bem, ou qualquer coisa que fosse, apenas caiu em sono profundo. Ao contrário do maior, Undy nem havia se aliviado ainda, sentia-se completamente sujo, usado, e humilhado sem contar a dor em todo seu corpo. Sabia que não conseguiria se levantar, então se aliviou sem fazer nem um ruído, e enquanto recuperava-se chorou baixinho o resto do tempo. Antes que o outro acordasse, o menor escreveu um bilhete a ele, e foi para sua casa antes que os pais de Bristol chegassem.

FIM DO FLASHBACK

–E assim, detalhadamente, eu perdi a virgindade, Grell. – Concluiu Undertaker sem parecer se importar muito, já havia superado tudo há vários anos, pois tal fato não comparava-se a tragédia que acontecera posteriormente em sua vida.

–M-me desculpe, desculpe...– Implorou o ruivo abraçando e beijando todo o rosto do grisalho – Lamento, não deveria tê-lo obrigado a falar. Não sabia que era tão horrível.

–Bem, já faz muito tempo... – Comentou o outro aproveitando os carinhos que ganhava, abraçou Grell deixando-se ser mimado por este – Dias depois eu terminei com ele, percebi que tinha feito o certo quando ele nem se quer importou-se com o rompimento. Infelizmente, só vi que ele nunca me amou de verdade depois de ter feito aquela estupidez impensada.

O coração do ruivo pesava mais a cada palavra que Undy dizia. Sabia exatamente como era amar alguém, não ter o sentimento correspondido, ser usado e desprezado. Apertava o mais forte que conseguia o grisalho contra si, tentando reconforta-lo. Undertaker sentia o remorso que agora abatia o namorado, teria omitido certas partes se soubesse que este ficaria tão mal, nem imaginava como o ruivo reagiria se este tivesse conhecimento do que lhe acontecera três anos depois.

–Amor, não fique assim, não me importo em lhe contar absolutamente nada. Além do mais, isso foi a nove anos, faz muito tempo que deixei de pensar a respeito – disse tentado faze-lo se sentir melhor.

–Eu sou o pior namorado que existe... – Murmurou Grell chateado – Eu sempre faço você ficar lembrando de coisas tristes, vivo com vergonha e ciúmes por motivos ridículos, nunca consigo te satisfazer totalmente, e...

Neste momento o grisalho pôs seu indicador sobre os lábios do ruivo pedindo silêncio, e beijou-o sofregamente. Jamais pensara algo assim sobre ele, e nunca o faria. Para Undy tudo era perfeito em Grell, nada precisava ser mudado.

–Nunca mais repita tais palavras. – Falou o de cabelos brancos – Jamais amei alguém como te amo, por isso eu lhe aceito com todas suas qualidades ou defeitos. E tenha certeza de que você me satisfaz plenamente.

–Eu te amo Undy. – Respondeu Grell dando atenção aos pálidos lábios a sua frente, até perder o fôlego que lhe restava, escondendo-se no abraço de Undertaker e adormecendo com o doce toque que ele lhe fazia.

Não demorou para o mesmo acontecer ao grisalho, entretanto ele acabou dormindo com uma pergunta rondando sua mente. Será que teria coragem de contar a Grell tudo que lhe acontecera no passado?

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Aquilo definitivamente não fazia parte de seus planos, pretendia estar de volta em casa antes da meia-noite, e agora encontrava-se entre os humanos nas ruas de Londres. Aqueles alunos que ainda não haviam se formado, ou iniciado as aulas praticas de campo, nunca saíram do mundo dos shinigamis. Ronald olhava para toda parte admirando cada detalhe por onde passavam, já estavam caminhando por um tempo, até que chegaram a um bairro nobre da cidade, onde estava acontecendo uma festa, lá haviam principalmente moças da alta classe. Misturaram-se a comemoração e logo o desafio entre eles foi dado a partida.

–Então garanhão, o que está esperando? – Perguntou Eric debochado enquanto bebia – Quer uma dica?

–Como se eu precisasse... – Resmungou o loiro indo em direção ao seu primeiro “alvo”.

Em poucos minutos a garota já estava abraçada a Ronald, o monitor olhou para ele impressionado, o jovem realmente tinha lábia. Reencheu seu copo e assim que olhou outra vez não encontrou mais duas pessoas apenas uma, pois a moça parecia sugar todo o ar que o loiro tinha pela boca, estava agarrada nele de uma maneira assustadora. Durante toda sua vida, se havia algo que não era mentira, era que o número de garotas que já havia beijado era muito maior que qualquer dizima existente. No entanto, havia algo de errado com essa jovem, não que ela não fosse bonita, muito pelo contrário, era maravilhosa, mas ainda havia um problema que Ronald não sabia dizer ao certo qual era, mas não estava conseguindo aproveitar o beijo. Tinha algo em seu peito que ficava entre ele e o prazer que normalmente sentia. Estava tão desconfortável que foi obrigado a interromper o ato antes da hora. Desculpou-se com a jovem, que disse-lhe alguns nomes inapropriados, e voltou para junto de Eric. Que não disse nada, mas reparou no que acontecera.

–Parece que eu lhe subestimei – Falou o mais velho.

–Eu lhe disse... – Confirmou o loiro ainda um pouco incomodado – Podemos ir agora?

–Ir?! A aposta mal começou! – Riu Eric, deixando Ronald onde estava e indo na direção de uma outra mulher que estava ali perto, sem dizer absolutamente nada, simplesmente tomou-a nos braços e beijou-a.

Uma, duas, três, dez... e assim seguiram com a contagem de “pontos”. Por mais estranho que fosse Ronald não suportava mais aquilo, se já estava desgostoso desde a primeira jovem que beijara, agora então estava saturado daquilo. Tinha certeza de que daria um banho no mais velho, mas este tinha tanta habilidade quanto ele, sem contar o fato de que diferente do loiro que não estava se sentindo bem, o monitor não perdia tempo. Devia estar resfriado só podia ser, do contrário não deixaria passar tantas moças bonitas ao seu lado e não fazer nada. A aposta encontrava-se em um empate, então antes que aquilo perpetuasse pelo restante da noite, escolheram uma mulher em especial para ver quem conseguiria corteja-la, pois esta dispensara diversos homens que a cantavam. O primeiro a tentar a sorte fora Eric, no entanto para sua surpresa, a dama mal lhe dera atenção. Ao ver que perdera a chance, retirou-se e deixou a vez para Ronald, que no intuito de acabar com o desafio de uma vez apressou-se. Durante toda a noite, a jovem fora a mais disputada, mas nenhum dos cavaleiros que ali estavam obtiveram sucesso, mas no instante em que a bela morena pôs os olhos no loiro, esta ficara encantada. Conversaram por alguns minutos, que para o shinigami pareceram uma eternidade. Desta vez, não fora Ronald quem investira sobre os lábios da moça, e sim o contrário. No momento que a morena uniu suas bocas um sentimento que o mais novo nunca sentira antes lhe surgiu, e identificou-o como repulsa, principalmente quando ela tentou forçar a entrada com sua língua. Sem pensar que perderia a aposta o rapaz empurrou a moça para longe de si com uma brusquidez desnecessária, o que acabou chamando a atenção de todos inclusive a de Eric. Quando deu-se conta do que fizera, nem teve tempo de se desculpar ou afastar-se e logo sentiu um forte tapa atingir em cheio o seu rosto. Aqueles que ainda não haviam parado o que estavam fazendo para assistir a cena, destinaram a atenção a ela neste instante. Ronald olhou para os lados e viu a face de todos o encarando com certa raiva no olhar, inclusive a morena. O clima estava começando a ficar tenso, e em pouco tempo via-se que uma confusão iria começar, mas antes que as coisas piorassem, o monitor foi até onde o loiro estava e arrancou-o para longe daqueles humanos, era hora de irem embora. Entretanto não seria assim tão fácil como imaginara, já estavam cercados por mais de uma dúzia de pessoas.

–Onde pensam que vão? – Perguntou um sujeito com no mínimo dois metros de altura, tão grande quanto um touro.

–Se nos der licença, embora. – Respondeu o mais velho sem medo do gigante.

–Vocês não são destas redondezas, nunca os vi por aqui. – Falou ele ganhando apoio do restante da multidão.

–Olha só amigo, não vou pedir outra vez. – Avisou Eric dando um passo a frente ficando cara a cara com o grandalhão.

Este apenas riu e desferiu um soco contra o shinigami, mas não conseguiu atingi-lo pois o monitor segurou seu pulso, e por mais que o humano se esforçasse e reunisse forças para continuar com a ação, este não conseguia mover seu braço um centímetro se quer. Ronald apenas acompanhava tudo logo atrás de Eric, pois este não deixava o mais novo afastar-se dele, estava impressionado com o que o mais velho era capaz. Com apenas um movimento o monitor torceu o pulso do que tentava ataca-lo, que devido à dor acabou ajoelhando-se a frente dele. Os telespectadores ficaram todos boquiabertos, mas as coisas ficaram ainda mais chocantes quando o loiro esmurrou o gigante que ficou desacordado com um único soco. O silêncio outra vez se fez absoluto, com a população que ainda não conseguia acreditar no que acontecera. No entanto a quietude foi quebrada quando os gritos dos policiais foram ouvidos ao longe. Para não arrumarem ainda mais encrenca Eric puxou o loiro pela gola da camisa e saiu correndo arrastando-o consigo, e este passando o choque inicial também se pôs a correr. Logo que os agentes da lei chegaram ao local, as pessoas que ali estavam indicaram a eles para onde os shinigamis haviam fugido. Porém, uma vez que os dois loiros tinham uma dianteira, estes não foram mais alcançados, e assim que teve a chance o mais velho invocou sua foice e novamente criou outro portal, que os levou de volta a universidade.

Ao verem que estavam a salvo ambos respiraram aliviados, e permaneceram no mesmo lugar encarando-se, Ronald sem saber ainda o que o levara a tomar aquela atitude que os meteu na confusão. Na verdade, agora ele já sabia apenas não queria admitir a si mesmo, pois tal coisa jamais acontecera com ele antes. Mas Eric percebera o conflito interno que era travado pelo mais novo, e vendo que ele estava confuso não pode deixar de rir.

–O que foi agora? – Perguntou Ronald sem achar o mínimo de graça.

–A aposta, você perdeu. – Respondeu o monitor cessando as gargalhadas e olhando de forma descontraída para o jovem.

–Eu nem devia ter aceitado esse desafio idiota. – Resmungou ele sem prestar atenção no rosto do mais velho.

–É claro que não. – Concordou Eric – Não se participa de uma competição como essa quando se está apaixonado.

Desta vez Ronald encarou as feições do monitor com os olhos arregalados e certo pânico estampado em suas expressões. Ele não estava apaixonado, não podia estar ele era o Knox, isso era impossível. A surpresa no rosto do mais novo só fez com que Eric desse outra risadinha, o que irritou o Ronald.

–EU NÃO ESTOU APAIXONADO! – Gritou o loiro indignado com o fato do monitor achar que o conhecia melhor que ele mesmo.

–Sério? Então qual era seu problema essa noite? Pelo que você me disse antes de sairmos era o melhor de todos com as garotas. Mas o que eu vi quando estávamos lá foi um cara com nojo delas, ou melhor pensando em outra... – Concluiu o mais velho convencido.

–Você não me conhece. – Rebateu Ronald ainda com raiva. Pôs a mão em seu bolso e retirou a carta oferecendo-a ao monitor – Toma. Acordo é acordo.

–A noite hoje foi muito divertida. – Respondeu Eric sem perder a pose que sempre mantinha e pegando as folhas que o estudante lhe dera – Por tanto estou de bom humor, então vou lhe dar uma colher de chá e deixar você ir pra casa. Quanto a sua carta, não se preocupe, vou coloca-la no lote de amanha de manhã, e provavelmente em menos de um dia ela chegara ao seu destino.

Não entendia os motivos de o monitor estar ajudando-o, ainda mais depois de ter perdido a aposta para ele. Mas é obvio que não recusou a chance que este estava lhe oferecendo, não lhe respondeu, apenas agradeceu com um leve sorriso.

–Agora vá para casa garoto, – Advertiu o mais velho voltando ao seu tom sério – já é muito tarde. E não quero vê-lo perambulando por ai...

Sem dizer mais nada Ronald apenas obedeceu ao mais velho, deu meia volta e seguiu em direção a sua casa. Quando já estava a uma distancia razoável do monitor o loiro gritou de volta a ele:

–Talvez possamos fazer isso mais vezes! – Respondeu, enquanto ainda refletia sobre seus sentimentos, pois apesar de tudo, não estava totalmente convencido.

Notas finais
Pobre Undy... vocês não tem a menor ideia de como ele sofreu (sofrerá) nessa fic! D': Ronnie está apaixonado??? :3 O que vocês acham, meus queridos? Anyway... Reviews? Recomendações? Até próximo domingo!