Shinigami

5 I do not need care, old fool


Notas iniciais
OIIEE MEUS PEIXINHOS ♥ ♥ ♥ Eu sei to a muito tempo sem aparecer né? Desculpa. Prometo postar mais vezes ookay? Espero que gostem e PFVR comentem. ESPERO QUE GOSTEM BEIJINHOS :*

Estava no CentralPark em frente ao lago que estava congelado, estava em pé olhando o lago, havia neve encobrindo meus coturnos, o vento balançava meus cabelos negros junto com o meu cachecol vermelho, minhas mãos na jaqueta de couro.

Por um momento, essa cena era normal para mim, mas então, eu me toquei que não se tratava do mundo real, e sim da lembrança do meu primeiro inverno no Willian's HighSchool. Franzi o cenho, por que estou lembrando disso?

— Bela paisagem — Comentou alguém atrás de mim. Me virei e mirei o homem sentado no banco.

O homem tinha os cabelos loiros compridos e ondulados, e olhos que pareciam o céu nublado. Ele vestia uma camisa xadrez de lenhador, calças jeans surradas e botas velhas, no pescoço um pequeno colar de couro com um martelo de metal balançava conforme ele se mexia.

— Quem é você? — Perguntei. Ele riu.

— Sente-se, Frank. — Ele apontou para o lugar vago ao seu lago.

— E como você sabe o meu nome? — Ele continua na posição, apontando para o lugar ao seu lado.

— Sente-se, Frank — Repetiu, agora mais firme. Por mais que meu corpo quisesse obedece-lo fiquei parado, odeio que me deem ordens.

— Quem é você e como sabe o meu nome. — Repeti firme. Ele ficou sério, seus olhos ficaram escuros e eu tive a impressão de que raios cruzavam a sua iris.

— Você já esta conhecido em toda Midgard — Falou com desdem — Agora sente-se — "Midgard ?" Franzi o cenho "Ele não parece ser um deus, parecia não ter mais do que vinte anos"

— Vai ficar parado ou vai sentar logo ? — Ele pegou uma caneca que estava ao seu lado e em um instante, a caneca que parecia vazia, começou a soltar vapor.

Comecei a andar em sua direção, sentei ao seu lado ainda encarando-o. Ele então me ofereceu uma outra caneca

— Pense no que quer tomar — Disse. Fechei os olhos e desejei café, abri os olhos e a caneca ficou quente sub os meus dedos, olhei espantado para o loiro que agora olhava para a frente.

— Prove — disse dando uma golada no próprio, assoprei o meu café e tomei um gole, no mesmo instante me senti aquecido.

Antes que eu pudesse perguntar o porque desse cara estranho estar aqui, ouvimos passos atrás de nós vindo em nossa direção, virei-me e me deparei com Anne exatamente como estava a três anos atrás.

Ela tinha os cabelos curtos revoltos de tão ondulados, camisa do Flash com uma camiseta listrada em baixo, calças pretas surradas e um par de botas que estavam sujas de neve. Ela estava ofegante, assim como no dia que nos tornamos oficialmente amigos, ela engoliu seco e tentou acalmar a respiração enquanto tentava entender o que estava acontecendo. Ela marchou firme para a nossa frente e encarou o loiro ao meu lado.

— O que faz aqui? — Apesar do tom de voz duro, percebi que ela respeitava o cara ao meu lado. Como ele não respondeu ela olhou para mim.

— É... hã... — Foi o que eu consegui falar e, obviamente, ela não gostou. Ela em responta bufou e cruzou os braços, o loiro ao meio lado riu e falou:

— Eu vim ver qual é a do novo queridinho momento. — Então sorriu de canto para Ann.

Franzi o cenho mirando a morena que também parecia confusa, mas logo questionou:

— Você não tem mais coisa que fazer não? Uma plantação pra salvar, um teste de para-raios para fazer... — A risada que ela recebeu em resposta foi.. estrondosa, ele se curvava para trás e patia na perna direita, ao final ele fingiu secar uma lágrima no canto do olho.

— Bom — Ele se levantou deixando a caneca no banco -, eu já vi o que queria, agora com licença que eu tenho um teste de para-raios a fazer — Olhou para amorena eu piscou com um olho.

Ele começou a sua caminhada e ainda de costas disse — E uma coisa, fumacinha, cuide bem da minha neta. — E desapareceu em um raio.

— Neta..? — Perguntei me virando pra a maior, que gritou:

— Eu não preciso de cuidado, seu velho gaga — Me estendeu a mão falando:

— Vamos embora — Assim que toquei na sua mão, tudo ficou preto.

[***]

Acordei mais uma vez com Oleg meu lambendo. Sabe, depois de um tempo acordando dessa forma, você acaba se acostumando. Depois de muita dificuldade consegui fazer com que ele saísse de cima de mim, me levantei tentando tirar a maior parte da baba do meu rosto.

Fui em direção ao jarro de água e lavei meu rosto, troquei a camisa derretida " mais uma camisa perdida" pensei. Quem diria que saliva de dragão faz bem pra pele mas mal para suas camisa e calças.

Sai da casa de Brumn vestindo a ultima camisa , e mais vergonhosa que brumn fez para mim, um casaco de lã com um boneco de neve bem no meio.

— Boneco de neve? — Soou Fernanda enquanto tentava não rir — Waw — Segurou a risada.

— Não ria — Falei envergonhado — É a minha ultima camisa.

— Achei! — Exclamou Jason levantando uma especie de lápis, ele olhou para mim — Frank, você acord- Nesse momento ele notou o que eu vestia e começou a segurar a risada.

— Não riam — Apontei para os dois — Se rirem.. Se não... — Eles me começaram a me incentivar com o olhar — Eu não sei o que eu vou fazer — Falei derrotado seguido das gargalhadas dos meus amigos, me lembrando de quando nos reuníamos matando alguma aula.

Ann foi a primeira a parar de rir, virando-se para a mesa ao nosso lado em seguida.

— O que estão fazendo? — Olhei para o mapa que estava estendido na pequena mesa.

— Este é o mapa de Midgard — Apontou para o mapa — Nós estamos aqui — Apontou para uma extensão de terra ao Oeste do mapa. — Aqui é Ribe. — Apontou para o Norte — Aqui a Roma. — Mostrou mais ao Sul — E é pra lá que nós estamos indo — Explicou. Eu fiquei absorvendo cada detalhe do mapa, cada "país" tinha seu nome "Bretanha", "Roma", "Grécia". Com o centro do poder demarcado pelos escudos de cada casa: em Oskar havia um dragão vermelho, Roma tinha uma águia dourada, Grécia uma coluna e Bretanha tinha uma espada fincada em uma pedra.

Estava tão imerso nos detalhes do mapa que só percebi que alguém se aproximava de nós quando Jason sacou a espada e se posicionou a minha frente, enquanto Anne esticou a mão em direção a Oleg atraindo alguma coisa que ao tocar na sua mão se transformou em um machado gigante de duas lâminas.

O machado parecia ter um metro de cabo, na lâmina desenhos vikings brilhavam em azul. A morena segurou firme e lançou o machado em direção ao som, acertando a árvore mais próxima assustando assim um garotinho que saia do mato. O garotinho, assustado, começou a chorar, nós prontamente corremos em sua direção para acalma-lo.

— Calma, calma — Jason sorriu — Está tudo bem, Tá tudo bem — Ann tirou o machado da árvore, reduzindo-o a um simples chaveiro. — Viu — Apontou Jason para a árvore — O machado já foi, não precisa mais chorar — Ao ver que não tinha mais o machado, o garotinho foi gradativamente se acalmando até ficar só com o nariz escorrendo.

— Qual seu nome, pequeno? — Perguntou Anne ficando na sua altura.

— Robin — Fungou — Robin de Sherwood.

— Prazer, Robin — Sorriu — Eu sou Anne, este é o Jason e Frank — Apresentou-nos.

— O que você faz no meio do mato, Robin — Perguntei.

— Eu me perdi do meu pai — Choramingou — E eu não sei onde ele está — Seus olhos começaram a marejar, rapidamente Jason levantou e falou:

— Ann, chame os dragões, vamos achar o pai de Robin — Sorriu contagiando ao menino que fungou mais uma vez.

Anne então chamou os dragões, nós recolhemos as nossas coisas, que a mim se resumiam em uma mochila vazia. Subi em Magnus junto com Jason e Ann acomodou Robin na sua frente em Oleg.

Dava para ver que Robin nunca tinha voado em um dragão, pois assim que passamos pelas copas das árvores ele ficava olhando para todos os lados.

Sobrevoamos a área até vermos uma pequena vila não muito longe da casa de Brumn. Pousamos um pouco afastados da vila para não sermos vistos. Ann se encarregou de segurar na mão do garoto e ir mais na frente.

Ao chegar nos limites da floresta, nos agachamos atrás de uma árvore e Jason perguntou:

— É essa a sua vila? — Robin olhou para os lados e concordou com a cabeça começando a sair de trás da árvore

— Espera ai — Jason colocou a mão no bolso da calça, tirando de lá uma moeda de ouro. — Isso é um Soldo, uma moeda de ouro, eu vou te dar se você prometer nunca contar que nos viu ou conheceu, ta bom? — Os olhos do menino brilhavam e ele concordou, Jason entregou para ele e Robin se foi.

Ficamos mais um tempo observando o moreno ser erguido pelo pai e comemorar com a vila o retorno do filho.

Como a casa de Brumn não ficava muito longe decidimos ir andando, no caminho perguntei a Anne sobre o cara loiro, com desdem ela me disse que era o deus Thor.

— Pera — Parei atraindo o olhar dos meus amigos que estavam mais afrente — Aquele cara era Thor? — Ela concordou — Achei que, sei lá que o deus seria mais parecido com o cara do filme.

— Decepcionante, né?- Concordou.

— Então.. ele é o seu vô? — Ela concordou com a cabeça. Uma duvida surgío na minha mente. — O seu pai.. Ele pode controlar raios e tudo mais? — Ela negou.

— Meu pai apenas tem força e as habilidades de plantio. — Explicou.- Apenas eu controlo os raios e o ar a minha volta. — Ela esticou a mão direita na minha direção, nela começou a passar raios. Ela sorriu.

— Por que você não se parece com eles? — A pergunta saiu antes que eu pudesse perceber. Seu sorriso se foi.

— Eu puxei a aparência da minha mãe — Sua voz era fraca e seus olhos miravam o chão. — A aparência dos filhos do vigário.. — Ela respirou profundamente e me mirou, seus olhos me diziam que era hora de parar com perguntas íntimas.

Eu realmente não conhecia meus melhores amigos, mas eles me conheciam como a palma de suas mãos. Olhei para Jason, sabia que ele conseguia voar e ser rápido como Mercúrio, mas o quão rápido eu não sabia.

— Quão você é rápido, Jason. — Ele olhou surpreso para mim.

— Nunca medi minha velocidade. — Respondeu.

— Me mostre o mais rápido que você consegue ir — Prontamente ele sorriu e do seu tênis saíram asas, ele se posicionou e por um segundo não o vi, no segundo seguinte ele tinha voltado ao mesmo lugar portava um sorriso nos lábios e meu casaco nas mãos.

— Tá bom pra você? — Perguntou girando o casaco no indicador.

— S-sim — Respondi envergonhado, marchando em sua direção.

— Belo peitoral — Comentou Ann sarcástica, como sei que foi sarcasmo? Pois eu sou mais branco que um fantasma e não malho, sou pele e osso.

Peguei o casaco de natal, me vesti ignorando as risadas dos meus amigos que sessou instantes depois de começar.

Eu estava nesta terra a pouco tempo mas o pouco tempo que fiquei percebi que quando se é o futuro " Pai de Todos", Todos vão querer te matar. Logo que a expressão dos dois mudou, fiquei quieto e olhei para os lados, tentei ouvir, e depois de muito custo ouvi trotes de cavalo.

Estávamos no meio da floresta, muito provável que tinha uma estrada que interligava o Castelo à fazendas. O mais rápido e silencioso o possível, andamos até os limites da floresta e nos escondemos atrás de um tronco enorme caído.

O som dos cavalos vinha de ambos os lados e se aproximando, não conseguia vê-los ainda por isso concentrava em ouvir.

Quando entraram em meu campo de visão, vi à minha direita apenas três cavalos, um negro, e os outros dois brancos, à minha esquerda via quatro cavalos com caras de armadura brilhante montados. O ponto de encontro foi um pouco mais a diante de nós, resolvemos isso seguindo mais para a direta, admito que minha coluna começou a doer no primeiro passo que dei.

Nos cavalos estava Boudicca com um peitoral de couro por baixo de sua capa, ela estava séria, suas olheiras estavam escuras, muito provável que passara os últimos dias chorando pela morte de seu marido, ela estava acompanhada aos caras que nos agarraram gentilmente na ultima vez.

Do outro lado, dos caras de armadura brilhante apenas dois estavam sem elmo, um cara loiro que apesar de parecer jovem tinha olhos azuis cansados como de um velho senhor, ao seu lado tinha um homem que aparentava tem a mesma idade que o loiro, seus cabelos eram negros como a noite e seus olhos azuis como o céu, sua armadura era diferente da dos outros, negra.

— Arthur. — Falou Boudicca com um sorriso confiante.

— Boudicca. — Respondeu o loiro, com uma voz rouca e profunda.

— Agradeço que tenha vindo. — Seu sorriso desapareceu — Suponho que já tenha ouvido que meu marido foi assassinado.

— Sim — Confirmou — Meus pêsames — Ela gradeceu concordando levemente com a cabeça.

— Para vingar a morte de meu Rei, gostaria de fazer uma aliança com o vós para capturar os assassinos do meu marido — Disse.

No mesmo instante olhei para os meus amigos, ambos concentrados com o maxilar serrado, a morena apertava seu mini marchado.

— Vós sabeis que não travo guerras dos outros — Falou sincero — Já tenho um reino a cuidar e minhas próprias batalhas a travar, então se era apenas isso, adeus — Deu meia volta com o cavalo.

Antes de ir Boudicca falou:

— Pois eu sei onde está a espada que desejas — Ele parou de costas para a mulher e deu meia volta ficando com o cavalo de lado.

— Impossível — Sussurrou Ann — Ninguém sabe onde está Excalibur.

— Como sei que não estás mentindo para mim — Desconfiou.

— Lhe levarei ao local onde Excalibur está assim que pegarmos os assassinos do Rei — O loiro olhou para o cara da armadura negra, aparentemente tendo uma conversa silenciosa.

— Pois bem — Falou por fim — Aliaremos nossos exercitos e caçaremos as pessoas que mataram seu marido — Olhei para o homem da armadura negra e percebi que aquela decisão fora tomada apenas por Arthur e ele não concordava com a aliança a Boudicca.

Arthur com um sorriso satisfeito se foi junto aos cavaleiros ao mesmo tempo em que Boudicca se fora com seus homens, após tomarem distancia nos encaramos, todos pensando a mesma coisa:

Temos que sair daqui agora mesmo !